Run Devil Run

7 Capítulo 4 – Forbbiden Memories. (Final)


Notas iniciais
Narração em primeira pessoa - Alice Stuart

Desde pequena, eu era a princesinha da casa. Papai sempre foi o cara perfeito e mamãe também. Meu pai é estilista da grife Guttiër, lançando quase sempre suas coleções no império da moda européia, aliás, os Guttiër têm um bom nome por aqui. Sempre fui vestida como uma bonequinha da era vitoriana, com sapatinhos de boneca e vestidos com lacinhos. Desde pequeno, papai sempre foi fã assíduo de Carrol e Alice in Wonderland, daí vem o meu nome e a inspiração de meus modelitos. Eu achava que ficava com cara de retardada naqueles vestidos idiotas, mas com o tempo eu via que as outras garotas tinham inveja deles, e passei a adorá-los.

- Alice, venha tomar o chá das cinco conosco amor! – Papai servia o chá, com dois cubinhos de açúcar, e ainda eram de maçã, os meus prediletos.

- Já estou indo papai! – Dei um salto da cama, fechando o meu diário e saltitando pelas escadarias.

- Como foi à aula hoje amor? – Mamãe servia cautelosamente as peças do conjunto de chás. Ela havia comprado em uma feira do castelo, e já havia sido usado pelo príncipe Charles e a rainha Elizabeth.

- Normal mamãe, como sempre. Tirei dez em francês, espanhol e inglês. Em japonês eu tirei oito e meio, coreano cinco vírgula quatro. Álgebra, geometria, física e química tirei sete. Em genética, ecologia e biologia dez! História Inglesa nove vírgula oito! – Dizia empolgada, batendo os meus pézinhos ao chão. *

Obs*: Na Inglaterra, as escolas da auto sociedade ensinam matérias avançadas desde o jardim. Assim as crianças ficam preparadas e com um currículo completo desde pequenas.

- Nossa minha filha, você é um orgulho pra gente. Com nove anos, é uma garota excelente na escola! – Papai beijou-me a testa, muito orgulhoso pelo visto.

- Papai, não posso me atrasar! Tenho balé clássico e balé moderno hoje! – Virei o restante da xícara em um gole só, mesmo quente.

~ Quatro anos após.

- Como assim, você é gay? – Minha mãe chorava na sala, com umas fotos na mão.

- Não amor, ele é apenas um amigo! – Meu pai estava pálido, tremia muito.

- Amigos que se beijam, Daniel? Estamos em um mundo moderno demais ou eu que estou desatualizada? – Minha mãe tacou as fotos na cara dele, dando fortes tapas pelo seu peitoral. – Eu admitiria uma traição com uma mulher Daniel, mas com um homem? Isso é ridículo, você manchou o nome da nossa família e ainda vai nos transformar em chacota! – Ela sentou-se ao sofá, mordendo os lábios e soluçando.

- Olha me desculpe Wanessa. Mas o nome que nossa família tem é por minha causa. – Papai recostou-se a parede, acendendo um cigarro.

- Eu não quero saber! Suma das nossas vidas apartir de hoje Daniel, eu não quero te ver nunca mais! – Mamãe não tinha forças pra fitá-lo – Imagina o que nossa filha vai pensar disso?

Escutando por trás da porta eu estava, mas eu não continuei ali. Uma garota com treze anos já tinha que ser madura o suficiente pra encarar os fatos. Meu pai era gay, e não é por isso que eu deixarei de amá-lo.

- Mamãe... Papai... – Solucei até a sala, jogando o meu celular em cima do sofá. – Não importa o que você seja papai, eu vou te amar do jeito que você é. Eu só não quero que você me deixe, aliás, quando você for morar sozinho ou com seu namorado, eu poderei visitá-los ao final de semana ou depois das aulas de balé. – Abracei-o, e percebi que minha mãe fitava-me chocada.

- Não diga esses absurdos Alice, seu pai é gay, eu não quero ele te influenciando! – Mamãe gritou, atirando um cinzeiro na parede.

Automaticamente meu pai atingiu uma bofetada na cara dela.

- Nunca mais diga um absurdo desses você. Eu não a influenciarei a nada, ela é minha filha e entende que o pai dela só precisa ser feliz. – Ele fitava mamãe estirada ao sofá, com o rosto avermelhado.

Papai pegou as malas, hoje ele vive com Roberto, um modelo dele espanhol que é quatorze anos mais novo que ele, eles adotaram um irmão para mim, o Eric e pretendem se casar daqui a seis meses.

~ Dias atuais

O toque do beijo dela era intenso. Suas mãos abusadas tocavam-me por dentro de minha saia colegial. Eu tentava não gemer, mas era inevitável. O desgraçado do Paul me fez jogar verdade ou conseqüência com ele e o grupinho da Barbie. Agora, ele deve estar chupando Matt por algum lugar desse matagal, enquanto eu estou encrencada com essa vadia. O nome dela era Barbie. Era muito linda, aliás, tinha cabelos curtos e um estilo alternativo. Se alguém já viu Crepúsculo, ela lembra minha xará Alice. Tudo bem que, eu até trinta minutos atrás, nunca havia cogitado em beijar uma menina, ainda mais a Barbie. Mas o que a Vodka e o calor do momento não nos leva fazer? Um flash bem distante fora disparado contra a gente e assim foram-se mais quatro vezes. Eu empurrei Barbie, e ela me olhava tensamente. Meu celular tocou, era uma nova sms.

“FLAGRADA

Alice Stuart é a nova lésbica do momento, essa foto comprova que ela mata aula pra fazer sexo com a sua ficante Barbie no bosque da escola. É uma pena meninos, talvez seja por isso que ela nunca deu chance a vocês.

xoxo gossip girl”

Meus olhos arregalaram-se de tal maneira que não sei como não pularam das órbitas. Depois desse dia, Barbie se afastou de mim, achando que eu era um problema. Foi pra Paris com seu grupinho, que também estava encrencado, deixando por aqui, três inúteis corações partidos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.