Rule The World

8 Top of the world & Chances


Notas iniciais
Bonjour mes amours :) Vamos aprender francês com a fic, eles estão em Paris, então ... Bom, eu sei que demorei. E muito. Mas passei por muitas coisas nos últimos dias, tem sido bem difícil pra mim, sabe ? E minha criatividade acabou diminuindo muito. Tipo, sobrou zero. Mas estou muito feliz pelos reviews, pelo apoio e carinho que estou recebendo. Muito obrigada por tudo amores :33 Mais uma vez, preciso agradecer a Rai (GarotaInvisível) por me dar um puxão de orelha e sempre uma boa ajuda. Sem ela, eu não sei o que seria de mim nem dessa estória. É sério. Enjoy :)

Pov. Ally

– Isso é no mínimo, interessante.– Trish disse. A ligação estava extremamente boa comparando a distância que estávamos. E fiquei um pouco zangada com sua falta de interesse,digo, eu contei tudo á ela. Desde "eu finalmente cheguei em Paris" até "não vou ficar sozinha aqui porque minha mãe é louca". Não falei sobre os detalhes, mas expliquei a parte de Austin estar aqui ser loucura.

Tínhamos que dividir o mesmo quarto. Eu precisava ficar no mesmo lugar que meu ex-namorado o tempo todo. E eu realmente estava agradecida por sermos amigos agora, quer dizer, por ter ficado tudo bem. Mas depois de perder meu sono de madrugada, consegui ficar pensando nisso praticamente até amanhecer.

Eu estava assustada.

– Interessante ? Só isso ? — Perguntei, frustrada. — Trish, eu estou surtando!

Por que você só não relaxa ?– Ela perguntou, do outro lado da linha. – É o Austin, você conhece ele. E precisei te ver por quase 1 ano reclamando de saudades dele. E agora, vocês estão juntos. Em. Paris.– Trish disse cada palavra devagar. – Por que não aproveita isso ?

– Porque eu estou ocupada tendo uma crise!

Ela riu. Minha melhor amiga estava realmente rindo de mim e minha atual situação.

Tudo bem, talvez você não me entenda agora. Mas veja isso como uma chance, tá ?

– Uma chance para quê ?

– Você entendeu.– Trish disse. — E não me venha com isso de "apenas amigos" porque eu não acredito. Você sabe exatamente o que quer.

Austin estava no banho até agora, e não vamos comentar sobre o porquê dele demorar tanto. Mas não pude mais falar com a Trish porque o ouvi desligar o chuveiro. Então apenas me despedi e falei que em breve a ligo novamente.

Tínhamos combinado de ir até a Torre Eiffel, passear por alguns pontos turísticos e quem sabe o quê mais. A culinária francesa é considerada a mais chique do mundo. E bem, eu queria entender por quê. Ontem, logo depois da nossa conversa sobre amizade e tal, já tínhamos programado isso. Apenas porque eu tenho uma longa lista. E eu devo ter me empolgado demais falando sobre um museu que eu queria conhecer porque Austin riu. No final, concordamos que não importava o que formos visitar, precisaríamos ir primeiro a Torre Eiffel.

– Ally, você viu meu celular ? — Austin perguntou, parado na porta do meu quarto. Já que era uma suíte.

Eu tinha pegado uma revista pra ler, mas estava começando a me arrepender pois era francesa então eu não entendia absolutamente nada. O olhei pra responder, mas acabei ficando igual uma tonta de boca aberta. Austin estava apenas de toalha. Arramada na cintura, deixando seu abdômen a mostra. Com o cabelo encharcado de água e o corpo também estava molhado.

Eu podia ter falado que vi seu celular em cima da mesa antes mas eu não conseguia tirar os olhos dele. Sacudi levemente minha cabeça e voltei a olhar pra revista. Ele só queria me provocar. Era até engraçado.

– N-não. — Falei, gaguejando um pouco. Aposto que se eu tivesse o olhando agora, ele estaria com aquele sorrisinho vitorioso no rosto.

– Já está pronta para o passeio ? — O loiro perguntou, sem fazer menção em sair da porta ou ir se vestir.

– Quase. Mas parece que você não. — Falei, fingindo ler uma página que falava sobre algum artista de rua muito conhecido em Paris. Pelo menos foi o que entendi pelas fotos e as poucas palavras que pude traduzir. O ouvi rir. — Por que não vai se vestir logo ?

– Eu não sei. Fico tão confortável desse jeito. — Ele falou, com a sua mesma lábia e estilo de idiota. — Algum problema, Alls ?

Abri minha boca, provavelmente para xingá-lo. Mas o olhei de novo, juro que focando apenas no seu rosto e sorri.

– Não, nenhum. — Eu disse. — Só estou com pressa para conhecer alguns lugares legais. Então, se não for pedir muito: Poderia se vestir logo para podermos ir ?

Ele riu, mordendo o lábio de uma forma sexy e bagunçando o cabelo, o que era também bastante sexy.

– Como quiser, senhora.

O idiota ainda piscou antes de sair. Me perguntei como ele poderia ser tão cara-de-pau. Mas acabei rindo. Pelo menos as férias seriam engraçadas.

( ... )

– Eu tenho certeza de que é por aqui. — Eu disse, apontando para a direita.

– Ally, é a Torre Eiffel, dá pra enxergar daqui e com certeza não é nessa direção. — Austin disse, revirando os olhos.

– Eu não estou falando disso. Estou dizendo que o Museu do Louvre é por aqui. — Falei, apontando novamente para a mesma direção. — É o que está no mapa.

– Museu ? Não, não e não. A gente combinou de ir na Torre Eiffel primeiro. Você sabe, o principal ponto turístico daqui, lembra ? — Austin disse, gesticulando com as mãos para a direção da torre.

– Tudo bem, tudo bem. Mas o Museu do Louvre é muito interessante, tem exposições completas de ...

– Blá blá blá. — Ele disse, me interrompendo.

– Você está mais chato do que o normal hoje.

Austin caminhou até atrás de mim, e com o rosto quase encostando no meu e a cabeça pairando perto do meu ombro, começou a dizer:

– Olhe em volta. Tem um homem pintando caricaturas do outro lado da rua usando uma boina estranha e ele obviamente não se importa com isso; existem pessoas em toda a parte caminhando, algumas visitando, algumas fazendo seus percursos normais de trabalho e no alto, existe a Torre Eiffel. Não seria legal poder enxergar tudo isso lá de cima ? — Eu odiava quando ele fazia o mínimo de sentido. — Digo, como se todo mundo fosse extremamente pequeno ? Seria como se estivéssemos no topo do mundo.

Eu acreditava que todo lugar tinha uma energia. Aqui, as coisas eram extremamente brilhantes. Em praticamente tudo. As artes, as pessoas, os monumentos históricos ... Enxergar isso tudo lá de cima deixaria ainda mais brilhante, como se estivéssemos mesmo no topo do mundo.

– Mas vai estar cheio de turistas. — Tentei, mais uma vez, já nem mesmo certa do que eu queria.

– Somos turistas também. — Ele disse. — Agora, vamos, estamos perdendo tempo graças ao seu mapa ridículo. — Eu ia falar que meu mapa não era ridículo e que na verdade contia informações realmente muito úteis para que pudéssemos nos achar em uma cidade estranha e desconhecida, mas Austin só me puxou pela mão e fomos quase correndo até a Torre Eiffel.

Meio que me arrependi de não ter contratado uma empresa de turismo pra nos mostrar a cidade.

Mas tá, não era tão ruim. Austin parecia realmente animado em estar ali e bem, era Paris e estávamos na Torre Eiffel. Não conseguia pensar em nada mais animador do que isso no momento. E nossa, era realmente muito alto. Muito muito muito muito alto. E tudo lá em baixo parecia pequeno. As pessoas eram como formigas.

Havia alguns microscópios á disposição das pessoas e por um deles, consegui enxergar muito bem até mesmo o retrato de uma senhora que o pintor estava fazendo.

– Escolha alguém — Austin disse. — Qualquer que possa ver lá em baixo e tente adivinhar sua história.

Parecia meio idiota tentar adivinhar sobre a vida de um estranho. Mas qual é, eu estava realizando um dos meus maiores sonhos nesse instante, tinha fotos pra provar como o lugar era excepcionalmente lindo e qualquer coisa parecia entrar nessa magia agora.

– O pintor.

– Você parece ter ficado fissurada por ele. — Austin reclamou e eu ri. — Mas qual é a história ?

– Que fique bem claro que eu amo arte e que ele é velho demais pra mim. — Bradei. — E acho que também é isso. Ele não é jovem, mas também não é velho. Parece ter uma alma boa e presta muita atenção nos mínimos detalhes,observa coisas que as pessoas normais nem pensariam em notar. — Olhei pelo microscópio mais uma vez. — Ele pinta com paixão, mas deve se sentir culpado por algo. Talvez tenha cometido algum erro e não acredite que merece uma segunda chance.

– Boa observação. — Austin falou, parecendo pensar naquilo também. — E quanto a você ? Acredita em segunda chance ?

Estava prestes a responder que aquilo dependia de muita coisa. Mas me veio a mente que Austin não estava mais falando sobre o pintor, nem nenhuma das pessoas perdidas lá em baixo.

Olhei para ele firmemente. Seus olhos ainda eram seus olhos embora seu rosto tenha mudado um pouco; ele parecia mais velho. Eu estava com as duas as mãos apoiadas na grade ou sei lá como poderia chamar enquanto tentava evitar olhar para baixo. Tínhamos tirado muitas fotos juntos, conversado sobre coisas banais e eu acho que tinha esquecido de que ainda éramos nós.

E ainda tínhamos essa coisa complicada.

– Não sei. — Falei, porque era verdade. — Acho que é bem complicado.

– Ally — ele começou -, nesse tempo em que não nos vimos mais, você chegou a gostar de outra pessoa ? — Acho que nós dois estávamos nervosos agora. Ele estava mesmo me perguntando isso ? O que eu podia responder ?

– E você ? — Perguntei, porque talvez eu estivesse quase sem ar, tentando entender seu eu podia ser sincera. E talvez eu fosse, se acreditasse que ele estava sendo também.

– Você quer a verdade ? — Assenti, com um pouco de medo agora. — Sim, eu realmente gostei de alguém. E talvez eu tenha a leve impressão de que você também, Alls. Mas, quer saber a parte mais interessante ? — Ele sorriu um pouco, também olhando de vislumbre para as pessoas lá em baixo. — Isso não mudou nada pra mim. Não quando se trata de você. — Eu odiava ter a sensação de que tudo o que eu já senti por ele na minha vida, estivesse voltando á tona. Tudo de uma vez só. Era quase sufocante, mas tinha uma parte boa. Só não sei qual era. — Mas não sei sobre você.

Dei um leve sorriso. Porque depois de tudo, ele ainda podia ser o mesmo cara pelo qual eu me apaixonei. Ele ainda estava ali em algum lugar.
Balancei a cabeça negativamente.

– Não, não mudou. — Então antes de ver sua reação ou qualquer coisa, simplesmente o abracei. E foi quase um alívio sentir seus braços em volta de mim e ver como eu era pequena junto a ele.

Desde ontem e de toda a minha crise, me senti realmente grata por ele estar aqui comigo.

Nos separamos, mas ainda estávamos muito próximos. Não me incomodava com isso, mas esse era um daqueles momentos em que esquecemos um pouco a parte do apenas amigos.

E ali, no meio de tanta gente e de tanta coisa diferente, ele perguntou:

– Você me daria outra chance ?

Continua ...



Notas finais
Então, o que acharam ?? E o que acham que a Ally vai responder ? Eu juro, ontem, estava tentando responder os reviews do capítulo passado mas o nyah apagava TUDO. ODEIO QUANDO ISSO ACONTECE. E nossa, como acontece ... Eu sempre boto esse "continua ..." quando quero mais suspense, é idiotice minha mesmo. Mas vamos, podem me falar sobre tudo o que acharam. Venham falar com a pobre autora solitária com uma estranha e assustadora fobia de baratas. Acho que não vou poder postar antes então tenham um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo, cheio de paz, amor e amizade! Link da minha one-shot de Natal: http://fanfiction.com.br/historia/573534/Last_Christmas/ Mille baisers et même vous aime :33 XOXO