Ruivas no acampamento
4 ninguém pensa direito nessa joça, inclusive eu
Notas iniciais
Capitulo 4
Ninguém pensa nessa joça
J
A
N
E
— Agora que não estou mais batendo um papo com a sua bunda, como vão as coisas?- perguntei, sentando no chão.
— Eu estava esperando que depois de um ano morando aqui no Argo conseguiria um pouco de paz, mas eu acho que essa palavra não está no dicionário dos deuses- ele disse.
— Aparentemente não... Mas a culpa da minha vida não mais pacífica é toda de vocês.- reclamei.
— Tem certeza? Porque você ficou bem tensa sobre aquela discussão sobre o cara da Suíça — argumentou ele.
— Era pacífica.-ri. Ele riu e se sentou também.
— Então, cenourinha, quais as expectativas pra essa missão?
— Provável morte mas existe a leve chance de sucesso e vitória sem perdas
— Uau. Bem otimista você- ele observou.
— otimismo é o meu nome do meio. Conversamos por mais um tempo até que me levantei.
— Bom, Leo, vou dormir agora.
— mas são 9 da noite
— Eu acordei às 6 da manhã.
— fraca — Fraca não. Dorminhoca.
Sai de jeito fabuloso e voltei ao meu quarto
— Charlie?- chamei.
— Jane.- ela respondeu, olhando para mim com os olhos arregalados contornados por olheiras fundas. A mesa estava cheia de xícaras de café e chá preto e havia algo parecido com um mapa na mesa.
— mas o que houve aqui? O que aconteceu com você? Onde você arranjou tanto café ?- questionei
— O filho de satanás gótico trevoso levemente purpurinado me mostrou onde eu podia conseguir café. Eu amo café. Quero mais café.- ela disse, pregando o papel na parede e cobrindo-o com um lençol dos Teletubbies em preto e branco.
— isso não responde o que houve como quarto e do porque do papel misterioso que você tá escondendo de jeito inútil — a pressionei tentando conseguir respostas.
— Aconteceu eu com café. E minha fixação por Teletubbies Creepy.- ela respondeu, pegando outra xícara de café. Retirei o copo de café da mão dela. — Charlie, que papel é esse?- minha paciência já está acabando .
— É o mapa da terra dos Teletubbies. Até representei o solzinho sorridente com cara de demônio.
— eu sei que não é isso. Me passa o papel, agora — Não.- ela respondeu, me encarando com as pupilas dilatadas.
— Charlie. O papel.- pedi.
— Não. É coisa do meu emprego.
— PASSA O PAPEL- gritei pulando em cima dela agressivamente.
— NUNCA!- gritou minha amiga, pulando em cima da mesa e protegendo o papel com o corpo. O que não era lá muita proteção. Ela me passaria esse papel por bem ou por mal . Já tentei pelo lado menos agressivo, sobrou apenas o lado muito agressivo.
— Jane. Você não vai pegar esse papel.
— quer ver ?- dei uma chave de braço nela assim a derrubando e apertando seu rosto contra o chão.
— Quero.- ela respondeu, pulando e pressionando Minhas costas na base da cama. Derrubei-a no chão novamente e a imobilizei, fiz com que ela solta-se o papel. Bora ver o que estava escrito nesse papel do capeta.
— Tira. A mão. Do papel.- ela ameaçou.
—não
— Agora.
— hm... Deixa eu pensar...Não
— Jane.
— meu nome
— Solta o papel. Você não pode ver isso. É proibido.
— eu sou vida loca- e com esse argumento muito bem construído comecei a ler o papel.
— Não. Você não ta entendendo. É confidencial. Do FBI.- ela gritou — foda-se... Perai , FBI?
— É. Agora, solta o papel.
— não
— Jane, você vai fuder a vida de todo mundo. Pelo amor de seja lá quem esteja ali em cima, solta isso. Agora.
— eu já disse não — apertei ainda mais ela contra o chão e finalmente comecei a ler o papel. Tentei, na verdade, mas fui brutalmente interrompida antes de obter êxito. Ela havia se soltado. Como ela se soltara? Aquela coisa ruiva esquisita estava em cima da mesa, me encarando com os olhos injetados e o papel nas mãos.
— Jane Sandarenson. Você não vai ler este papel. É confidencial. É extremamente confidencial.- ela explicou, dobrando o papel e o enfiando na boca. Ela ia comer o papel.
— se tu comer esse papel eu te mato!- pulei e agarrei os pés dela e a fazendo cair da mesa e soltar o papel. Qual era o problema dela com esse papel?
— A tinta já borrou, não dá mais pra ler.- ela falou, vitoriosa, observando o papel, agora rasgado e ilegível.
— eu te odeio — chutei as costelas dela de leve e sai do quarto.
— Também te amo!- ouvi ela exclamar, rindo. Aquela desgraçada. Eu fiquei curiosa, o que a faria ter uma ter uma reação tão violenta ? O que teria naquela papel? Eu me dirigi ao "ginásio" do navio.
Encontrei Hazel e Annabeth lá.
— Oi, Jane!- cumprimentou a morena.
— e eu achando que ninguém vinha aqui- murmurei baixo
— Quer treinar com a gente?- perguntou Annie. — porque não ? — respondi.
— Pega uma espada ali.- indicou a loira. Peguei a que mais parecia me agradar e olhei para ela.
— Ótimo. Dá espaço de um boneco de mim, é mais seguro.- orientou Hazel. Eu me afastei o que parecia ser um boneco de distância , não , sério , o que era um boneco de distância?
— Agora, divirta-se com seu boneco. Antes, na verdade, dê um nome a ele.- pediu Annie. Olhei para o boneco. O boneco olhou pra mim.
— Gretchen.- falei. Gretchen era um boneco de borracha com cara de quem não queria estar ali. Eu não iria queres estar no legar dele.
— Um... Dois... Três... LUTEM!- gritou Annie. Hazel estocava o boneco com sua spata e desferia golpes violentos com os cotovelos.
Ela era selvagem.
CONTINUA....
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