Ruiva
17 Juntos...?! Ou quase isso. Parte 2
Notas iniciais
Abril, Sexta feira:
Eu estava na Alternative com o pessoal, gravando o programa. Conversamos sobre várias coisas e sobre o nosso melhor look da semana. Toda semana tinha um quadro no programa chamado de Comentando o comentado, onde, a foto mais comentada da semana publicada pelos Alternatives era comentada no programa. Essa semana foi a vez da minha foto onde o Jeff me deu um selinho.
_ Como isso acabou acontecendo? – O Lucca, apresentador, perguntou.
_ A gente ia tirar uma foto e do nada ele me beijou. – Falei sem jeito.
_ O que você achou? – Ele continuou a perguntar.
_ Normal...? – Eu realmente não sabia o que achar, já que eu não costumo beijar as pessoas por aí.
_ Hm... – Ele falou. – Você acha que pode estar apaixonado?
_ Não sei, acho que isso você deveria perguntar para ele. – Respondi indiferente.
Ele me fuzilou com mais troscentas perguntas. Estava começando a ficar irritada já quando o diretor disse: corta! Fui tomar um pouco de água. Eram dezoito horas quando acabaram as gravações. Hoje não vieram muitas pessoas, só o Dan e a Vic, além de mim. Voltei para casa e para variar estava chovendo. Corri um pouco para não pegar muita chuva e encontrei o ponto de ônibus, esperei por tal. Esperei quase uma hora e meia e nada, eu estava com frio, fome e precisava voltar para casa. Em meio aos meus próprios pensamentos o telefone tocou:
_ Alô – Indaguei.
_ Oi Lucy – Falou a voz. – É o Jeff.
_ Hahahaha, sou péssima em reconhecer vozes – Comentei enquanto olhava para os pelos do meu braço, arrepiados.
_ Então quer fazer alguma coisa? – ele esperava uma resposta.
_ Só se for algo do tipo: ficar-em-casa-e-assistir-muitos-filmes-no-edredom – respondi.
_ Pode ser. Na minha ou na sua casa? – Ele indaga.
_ Pode ser na sua...? Mas você vai ter que me buscar – Disse.
_ Folgada! Eu vou te buscar. Você tá em casa?
_ Tô no ponto de ônibus perto da Alternative. – Respondi.
_ Já estou indo. Tchau. – Ele desligou. Ele realmente foi rápido. Depois de uns dez minutos no máximo eu já estava entrando no carro. Cumprimentei ele dando um beijo em sua bochecha que ficou ruborizada.
_ Meu deus! Você está gelada. – Ele disse.
_ Lógico. Eu passei duas horas na chuva e você quer que eu não fique gelada? – Ri irônica.
_ Veste isso. – Ele falou me dando o seu casaco.
_ Não precisa. – Falei.
_ Precisa sim! – Ele estava um pouco irritado. Então eu vesti e fomos para sua casa.
Chegamos. Eu nunca havia vindo na casa dele. Era enorme e com uma piscina e tinha uma mulher que me olhou torto. Jeff, me explicou que ela era a governanta. Dei de ombros e perguntei onde eu poderia tomar um banho. Era na segunda porta a direta no corredor central. Lá eu recebi um camisolão, anteriormente denominado de camisa do Jack. Depois nós ficamos em seu quarto onde tinha uma televisão, um sofá, uma escrivaninha com livros e coisas em cima, além da cama é logico. Sentei-me no sofá e sequestrei o edredom que estava na cama dele então assistimos alguns filmes meio aleatórios que o Jeff tinha.
_ Hey Lucy... – Ele começou – eu queria que...
_ Hm? – Indaguei olhando para ele.
_ Eu e a Megan não temos nada! Eu juro! – Ele fala de uma vez. – É que ela estava bêbada aquela noite então eu acabei cedendo.
_ Tudo bem, tudo bem. Você não me deve explicações – Falei dando de ombros.
_ Mas eu acho que eu deveria falar! – Ele se defendeu.
Após essa conversa e mais dois filmes eu acabei adormecendo. Acordei era cedo, sete e meia da manhã encarando algo branco que se movia. Gritei.
_ Que isso menina? – Você quer me matar do coração?! – Ele acorda eufórico.
_ Ah,é só você. Vou voltar a dormir. – Falo brevemente. Deitando em sua cama.
_ Ah agora que você já me acordou podemos aproveitar o dia. – Ele falou se bocejando.
_ Mas esse não foi o combinado! – Eu falei.
_ Dormir aqui também não – Ele fala debatendo. Eu fiz uma careta. – Vem vamos descer. – Ele disse me puxando.
Nós descemos e o Jeff pegou alguns pães e bolos do armário. Eu comi uma fatia de bolo e o Jeff pão. Subimos de volta para o quarto do Jeff e ele me deu minhas roupas na versão secas. Me troquei e, então ele se trocou também enquanto eu o esperava lá em baixo. Estava boiando quando a governanta começou a falar comigo.
_ Você é....?
_ Lucy Ak. E a senhora? – Respondi.
_ Milena. – Ela respondeu. – Eu não sei de onde você saiu mas, você sabe que isso não é amor, não é? – Perguntou a velhinha corcunda.
_ Sei... – Respondi.
_ Sabe desde o começo adolescência o Georgio gosta de trazer garotas para casa. Espero que ele ache alguém que possa ficar com ele até o fim algum dia. – Ela comentou enquanto olhava para a porta da sala.
_ Verdade. Todos merecem isso. – Eu disse. Então o Jeff desceu as escadas. E deu um bom dia para a Milena.
_ Vamos Lucy. – Ele me puxou. – Milena vamos sair. Tchau. – Ele terminou de falar e então entramos no carro. Ele deu partida.
_ Onde estamos indo? – Indaguei.
_ Segredo. – Ele respondeu. Eu bufei.
Chegamos após uns vinte minutos. Era um parque, com um campo verde e algumas árvores ao redor. Desci do carro encantada e fiquei admirando o local, acho que eu estava boba. Saí do meu transe quando o Jeff tirou uma foto da minha cara do nada.
_ O que você ta fazendo? – Indaguei.
_ Tirando uma foto? – Ele respondeu.
_ Disso eu sei, mas por que? – Eu falei.
_ Porque você estava linda. – Ele disse tímido. Eu ri.
_ Da onde você tirou essa máquina? – Não era uma máquina normal, era uma câmera semiprofissional Canon.
_ Não é só você que tem seus segredos. – Ele respondeu e eu fiz uma careta.
O Jeff tirou várias fotos, tanto do local, quanto minha e dele. Ele encheu o cartão de memória e, quando eram umas quinze horas fomos almoçar. Nesse momento eu comecei a ficar com frio, mesmo de casaco. E, depois do almoço me sentia indisposta e lenta. O Jeff teve que me arrastar até o carro Lá eu pedi a ele que me levasse para casa. Ele não recusou, talvez porque ele tinha notado que eu não estava muito bem.
_ Você quer ir a um hospital? – Ele indagou.
_ Não. Deve ser passageiro. – Agradeci a ele e depois fui entrei em casa.
Subi para o quarto e troquei de roupa, me joguei entre as cobertas e dormi. Acordei eram duas e quarenta e cinco da manhã e, não estava me sentindo muito bem. Fui atrás de um termômetro nessa casa e o achei no banheiro de visitas. Medi minha temperatura que estava 38.3. Tenso, fui atrás de um remédio para febre que por sorte estava junto com o termômetro e tomei. Voltei para o quarto e tentei dormir. Na manhã seguinte a situação não era uma das melhores, estava com coriza, dor de garganta e febre. Estava gripada. Resolvi faltar a aula hoje e talvez até no trabalho se eu não melhorar.
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