Ruinas Esquecidas
7 Vila do Machado
Thomas e Thasso estavam atrás de Tsar’a de joelhos logo ao lado de Delara, estava usando magia de restauração, seu corpo inteiro brilhava seu cabelo flutuava no ar como estivesse de baixo da agua, a sua pintura de guerra que tinha no rosto, as duas em vertical começando encima dos olhos passando e terminando logo embaixo junto com pinturas que tinha nos braços e mãos, brilhavam em azul claro. O local que estavam era pequeno, um quarto com apenas um colchão no chão, o piso era feito de madeira, havia pouco iluminação no lugar, apenas o brilho de Tsar’a, permitia eles poderem ver o quarto melhor, notaram que havia pouca decoração, tendo um quarto praticamente vazio.
Não durou muito o ritual de cura que Tsar’a fez, logo que acabou Delara saltou ficando pé, ficou pulando em círculos mexendo as perna e braços, e ria alegremente. Rapidamente ela retirou as faixas dos braços e perna e viu que não tinha ficado nem uma cicatriz, ou qualquer tipo de marca notando que sua pele também estava mais macia, Thasso quando viu que não havia cicatriz ficou chocado, seus braços e perna estava praticamente em carne viva, havia usado todos os medicamento dele para que ela pudesse se manter saudável e não pegar alguma infecção, usou até magia de ilusão para que ela não percebesse, Thomas também estava surpreso, mesmo tentando esconder a surpresa seus olhos não conseguiam enganar ninguém, os dois tinham combinado de contar a ela a situação dela quando pudesse voltar a andar, se ela voltasse. Porem não deixaram de ficar feliz ao ver ela andando livremente, de repente ela correu e pulou encima de Thomas abraçando-o, contudo não durou muito já que ela mesmo o soltou praticamente com o rosto vermelho.
Tsar’a mantinha uma postura confiante, junto com leve sorriso, olhando para Delara, estava satisfeita com o resultado, sua expressão mostrava que ela já sabia o resultado do seu ritual. Então Tsar’a se dirigiu para a saída, falando para os três a seguissem, logo que saíram da pequena cabana deram de cara com a vila, um local bonito e tranquilo, o centro da vila tinha seis casas em circulo em volta da praça, o resto da vila a configuração das posição das casa se mantinha aleatória com uma pequena estrada de terrar que ligava todas as residências. O povo local era bem diversificado, havendo todo tipo de pessoa, porem todos ali tinha uma postura confiante e receptiva, sorriam e acenavam para eles três, Delara sorria e acenava para todos. Andando pelo local viu que todos carregavam espada ou um machado, mais ao longe podia ouvir gritos de batalha, provavelmente guerreiros estavam treinando.
— Sejam bem vindo a vila do machado, o que acham da nossa vila? – Tsar’a caminhava e cumprimentava todos.
—É uma vila muito linda e muito amigável- Delara correu até o lado de Tsar’a e sorriu para ela, que sorriu de volta .
—Sou obrigada a pergunta- Chegaram até o centro da vila, onde ao fundo podia se ver um grande estabelecimento- Oque fazem nas montanhas tribais?
—Estamos apenas nos aventurando- Thasso respondeu.
—Mentiras mesmo após a minha generosidade – Tsar’a colocou uma mão na cintura e olhava séria para Thasso, os dois mantinham uma guerra de olhar, até que Tsar’a deu um sorriso e se virou- Venham comigo.
Ela retornou a andar indo em direção a o grande estabelecimento ao fundo, sem muitas opções os três voltaram a seguir ela. Entrando dentro do local viram um lugar bem decorado, puxado para um estilo tribal, porem mantinha detalhes de uma decoração de uma casa de um nobre, sentada encima de um tapete estava uma velha, cabelos grisalhos com duas longas tranças, enquanto fumava um cachimbo. Tsar’a se aproximou, fez uma referencia e logo sentou à sua frente.
—Então vocês carregam um mascara do culto, mas não são do culto- A velha olhava para o chão enquanto dava umas tragadas em seu cachimbo.
—Como sabe disso? – Thomas falou desconfiado.
—Então eu estou certa? — A velha soltou uma risada.
—Uma anciã sabia – Thasso sentou à o lado de Tsar’a- Então nos diga o que sabe sobre o culto.
—Desejam saber sobre o culto- A velha fez uma pausa, enquanto Delara e Thomas sentavam ao lado de Thasso- Carregam esse sinalizador, e não sabem nada sobre eles.
—E você sabe?- Thasso insistia em sua curiosidade.
—Tanto quanto vocês- A velha soltou outra risada- sabemos que eles estão agindo em nossas terras.
—Como sabem disso?
—Pelo mesmo jeito que sabemos que vocês tem uma máscara- Tsar’a olhava de conto de olho para Thasso- Podemos sentir magia emanando da máscara, e sentimos um grande quantidade vinda de muito longe entre outras tribos, as mesma tribos que ganharam poder para atacar as outras, e quando sentimos mais uma se aproximando fomos correndo, pensando que era mais um membro do culto, mas vendo a tribo aliada deles atacando vocês me fez refletir se eram ou não.
—Mas como vocês sentem?- Delara tinha uma expressão de dúvida, enquanto estava com o dedo nos lábios.
—Possuímos Sangue de wyvern- A velha falou- Eu e minha filha Tsar’a
—Sangue de wyvern?- Thasso ficou curioso- Igual sangue de dragão?
—Nossos primos distantes suponho, apesar de não conhecer nem um- Velha riu baixinho- Gostaria de conhecer.
—Eu conheço uma família- Thasso dizia lentamente.
—Interessante, mas eles não são importante- Tsar’a falou- Importante agora é achar esse membro do culto e eliminar, sua presença nas terras tribais está tirando o equilíbrio.
—Concordo com isso- A velha falou- Vocês estão atrás do culto não, nos ajude que ajudaremos vocês a chegar neles.
—Esse é nosso objetivo?- Thomas perguntou olhando para Thasso.
—Ou nos vamos atrás deles ou eles vem até a gente- Thasso olhou para ele- Melhor caçar do que ser caçado.
—Gostei de você- Tsar’a soltou uma risada alta- Vamos ensinar como Wyvern caçam.
—Eu gostaria de aprender- Delara levantou o braço sorrindo para Tsar’a.
—Em breve- A velha interrompeu todos- Primeiro passem a noite na vila, descansem amanhã minha filha vai explicar a situação melhor, agora saiam da minha casa.
Foram praticamente expulsos de dentro do local, até Tsar’a foi expulsa da própria casa, ela novamente mandou que eles o seguissem assim mostrando onde eles passariam a noite. Algumas horas depois Delara caminhava pela vila distraidamente, admirando a paisagem, vendo como era bonita as casas e vegetação que havia entorno da vila sentindo uma leve paz estando ali, porem ela avistou Thomas de longe, rapidamente sua paz sumiu e bateu um desespero, seu coração começou a acelerar e não sabia oque fazer, resolveu se virar e correr, porem acabou batendo em Tsar’a, o encontro das duas fez Delara cair no chão, porem Tsar’a se manteve em pé.
—Por wyvern minha pequena- Tsar’a ajudou ela a se levantar- Você está bem?
—Estou sim- Delara limpava a roupa-Me desculpe! Me perdoe por favor
—Se acalme- Tsar’a segurou seus ombros olhando seu rosto cuidadosamente- Você esta toda vermelha, por acaso você não está gostando daquele rapaz?
—Oque, não, nada disso, você consegue sentir isso? — Delara começou a olhar para o lado nervosa.
—Não posso sentir, mas posso notar- Tsar’a colocou o braço envolta de seus ombros- É fácil percebe o clima de vocês dois apenas olhando, venha vamos lutar para você se acalma
—Como lutar poderia me acalma? – Delara demonstrou confusão
—Só venha comigo minha pequena
As duas foram até uma arena que ficava nas redondezas da vila, o local era envolto por arvores e algumas casa mais afastadas, havia alguns guerreiros que enfrentavam amistosamente, outros treinavam fazendo exercício físico. Tsar’a e Delara ficaram uma de frente para outra, estava afastada dos outros, já que arena era grande suficiente para abrigar algumas dezenas de pessoas. Delara sacou seu bastão deixando-o grande, fez sua pose de ataque para Tsar’a que estava segurando seu machado de duas lâminas colocou sobre o ombro apoiando as duas mãos encima do cabo, estava com um sorriso confiante encarando Delara, então falou para ela “Venha”.
Delara correu para cima dela, segurando seu bastão com as duas mãos, efetuou duas estocadas com seu bastão, porem Tsar’a andava para trás movendo o corpo para o lado desviando dos dois ataques, então segurou seu machado com uma mão e atacou Delara, ela fez um arco com o corpo desviando do ataque por pouco, porem Tsar’a não parou o ataque, girou o corpo junto com o machado, agora Delara teve que usar o seu bastão empurrando seu corpo para trás para conseguir escapar do ataque. Tsar’a assim que viu que não atingiu segurou o machado com as duas mãos parando ele, correu para cima de Delara, atacou de cima para baixo, Delara parou seu ataque colocando bastão para cima, Tsar’a ria enquanto forçava o machado, Delara tentou chutar ela porem ela defendeu o chute dela com a canela, usando a parte de baixo da lamina de seu machado, ela puxou o bastão arrancado de sua mão. Delara estava desarmada estava preocupada, entretanto Tsar’a soltou o machado no chão e desferiu dois socos, o primeiro ataque ela desviou batendo a palma da mão em seu punho jogando sua mão para o lado, porem Tsar’a voltou a sua postura e fez um gancho de esquerda para cima, Delara desviou do ataque, mas recebeu um chute na barriga. Sentindo uma dor súbita no estômago, apenas ignorou e partiu para cima de Tsar’a, tentou dar um soco nela porem ela defendeu usando o antebraço recebendo um ombrada em seu peito, Delara estava surpresa com o nível de luta que Tsar’a possuía, e sentia que ela não estava lutando sério.
Porem ela não iria desistir, partiu com tudo para cima de Tsar’a, colocou toda sua força em seu punho, e tentou acerta-la porem a sua adversaria passou por baixo de seu punho, girou o corpo enquanto descia até o chão e no final deu uma rasteira, fazendo tombar no chão, contudo Tsar’a segurou ela pela cintura antes que chegasse no chão.
—Você tem talento minha pequena- Tsar’a sorria para Delara, porem seu sorrio não era mais aquele sorriso com pouco de arrogância, era um sorriso de respeito
—Você que tem talento- Tsar’a levantava Delara, colocando ela de pé- Eu nem consegui te acerta, você é muito forte!
—Assim eu fico envergonhada- Tsar’a riu alto colocando as mãos na cintura- Sua determinação é admirável, você viu que sua oponente é mais forte mas não desistiu, contudo isso pode ser um pouco de imprudência
—Eu só faço oque eu acho certo- Delara cerrou os punhos e pulava- E desistir não era o certo a se fazer
—Mas que fofa- Tsar’a fazia carinho na cabeça de Delara que ria baixinho- Agora me diz, o que você sente quando vê seu companheiro
—Ah- Delara ficou com vergonha- Eu sinto meu coração acelerar quando eu estou perto dele, e minha cabeça começa a ficar confusa, minhas mão soam bastante e tenho vontade de ficar perto dele ao mesmo tempo de fugir
—Como você é linda- Tsar’a sorriu para ela- Já penso em contar oque sente para ele?
—Mas assim de repente- Delara ficou corada- E se ele não gostar de mim, E se ele me odiar depois disso
—E se, E se, E se- Tsar’a foi até onde as arma estavam, pegando as duas- Pensar no E se é ignorar o agora, E se ele gostar de você, E se ele te amar depois disso, você pode pensar tantas coisa, mas só saberá a verdade se tentar
—Eu vou pensar- Delara pegou seu bastão que Tsar’a entregou a ela- Agora nos iremos entrar em um caminho perigoso não é? Se preocupar com isso não parece ser certo
—E se! Um de vocês não voltarem? – Tsar’a começou a caminhar para fora da arena enquanto Delara a seguia- Oque é certo e errado no amor?
—Eu não lembro de sentir isso antes.
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