Ruinas Esquecidas
1 Sonho em Ruinas
—Mae, Mae, Mae- A pequena Delara estava deitada em sua cama coberta com uma manta só a cabeça e as mão de fora
—Sim, minha filha- A sua mãe sentava na cama e respondia sorrindo
—Me conta uma história- Delara fala com uma risadinha
—Uma história- sua mãe pensou- vou lhe contar a história do nosso reino
A muito tempo O reino das ruinas tinha outro nome, ele era um reino prospero, um reino cheio de castelos e estruturas lindas e complexas seus moradores gostavam de gastar seus tesouros construindo enormes castelos para guarda as suas riquezas, porem isso não durou, uma epidemia atingiu todo o reino onde todos habitantes morreram virando um reino fantasma, então se passou anos, décadas, séculos até que um grupo de comerciantes resolveu arriscar atravessar o reino fantasma, mas nada aconteceu com eles, atravessaram sem menores problemas, viram que o local estava seguro, logo a notícia se espalhou então pessoas do continente inteiro vieram para o Reino das Ruinas saquear as ruinas e ficar rico, outros apenas pegaram um pedaço de terra sem dono e tomaram para si, vivendo em paz, comerciantes criaram pequenas cidades para que pudessem descansar de suas viagens e negociar entre si e com os novos moradores, assim foi criada o Reino das Ruina
—Mae, Mae, as ruinas tem muitos tesouros? — Delara falava com empolgação
—Apesar de se passar anos, ainda existem tesouros nas ruinas já exploradas e acredite minha filha, existem ruinas que nunca foram tocadas.
—Mae, Mae, as ruinas tem muitos mistérios?
—Mas é claro, existe a cultura antiga enterrada nas ruinas, artefatos mágicos criados pelos magos do antigo reino, e quem sabe o que mais pode existir, só sua imaginação pode dizer
—Mae, Mae, eu vou explorar todas as ruinas um dia- Delara dizia aquilo com um enorme sorriso- E um dia irei contar para o papai todas minhas aventuras
—Mas é claro minha filha, ele vai escutar com muito amor, agora é hora de dormi- Sua mae beijava sua testa enquanto apagava a vela que estava sendo usada como iluminaçao.
Delara não conseguia dormi porque não parava de pensar em todos os tesouros e mistérios que podiam achar nas ruinas antigas, seu coração palpitava de emoção e ansiedade, ela queria explorar as ruinas o mais rápido possível, então virou para o lado e fechou os olhos tentando dormi.
Anos depois
Delara possuía 18 anos, uma jovem de cabelos castanhos com coloração marrom claro, usava um estilo de cabelo curto, sua aparência se destacava pelo região pois era muito jovem e bela atraindo diversos olhares sempre que passava, estava usando uma camisa curta com um colete de couro maior que sua camisa, sua calça também era feita de couro porem era mais fino que um couro normal, dando ela mais mobilidade, no ombro esquerdo ela carregava um saco por um fio ela usava um cinto onde carrega um bastão pequeno nas costas preso no cinto. Corria pela estrada da cidade movimentada, gritos para todo lado conversas paralelas, isso deixaria Delara animada, a cidade tinha uma formação diferente, as casas eram circular e os telhados eram apenas lajes, e elas eram distantes umas das outras e não seguiam nem um tipo de simetria, essas casas eram de pessoas normais que decidiram morar ali e assim fizeram, as ruas estavam lotadas de pessoas e carroças e barracas de comerciantes vendendo objetos de todos os tipos, não se encontrava nada igual vendendo, tinha objetos, colares, anéis, armas, encontrava-se até objetos para decorar a casa vendendo.
Delara passava correndo cumprimentando todos que passavam, maioria dos comerciantes conhecia ela, sua personalidade gentil e energética fazia ter amizade com todos. Ela parou em uma tenda onde estava vendendo diversos tipos de fruta, o comerciante comprimento ela, que respondeu com um sorriso pegando uma maça, onde ela olhava com surpresa girando a fruta, nunca tinha visto tal fruta antes, seu amor pela cidade crescia a cada dia, sempre tinha experiencias novas, retirou uma moeda e jogou para o comerciante que pegou, Delara colocou a maça na boca e acenava para o comerciante enquanto corria, ela ia desviando as pessoas até que uma carroça de um comerciante entrou na frente, ela arregalou os olhos não conseguiria parar a tempo, e o carrinho era maior que ela, então teve uma ideia puxou o bastão da suas costa e aproximou do chão, então apertou um pequeno botão no bastão onde ele cresceu rapidamente assim jogando ela para cima que conseguiu saltar pela carroça. As pessoas a volta olhavam para ela, que tinha aterrissado no chão de joelhos, ela sorria e acenava para as pessoas, então todos voltaram para sua rotina normal, então ela colocou o bastão de volta no cinto na parte das costas.
Enquanto cumprimentava um comerciante ela não reparou em seu caminho e acabou esbarrando em um homem que usava capuz, ela caiu no chão porem o homem nem foi afetado.
—Me desculpe! Me desculpe- Delara cuspiu o pedido de desculpa por estar nervosa, olhou para cima viu que ele estava de costa e um corvo em seu ombro encarava ela, começou a recuar mais por instinto do que de medo, então o homem virou lentamente e ela viu o rosto do homem, um jovem elfo de cabelos brancos com a pele escura. Delara ficou surpresa, nunca tinha visto um elfo de cabelos brancos, o homem gentilmente estendeu a não, onde ela agarrou sua mão e se levantou.
—Você está bem? – Sua voz era um pouco grossa, porem encantadora- Não se machucou?
—Eu... eu estou bem! — Delara estava envergonhada, estava praticamente escrito em seu rosto que estava com vergonha. — Me desculpe!
—Se você não se machucou, está tudo bem – O elfo demonstrou um pequeno sorriso
—Obrigada! — Delara pegou sua bolsa no chão e saiu correndo sem olhar para trás.
Depois de correr muito ela chegou em seu objetivo que estava logo a sua frente, uma enorme construção que ficava dentro de um morro a beira de um precipício.A construção começava com o primeiro andar onde era dentro do morro, o segundo andar também ficava dentro do morro, porem havia uma sacada feita de madeira presa no morro, o terceiro andar ficava logo acima do morro, a construção que fica logo encima do morro tinha formato circular como as casas que haviam na cidade, a configuração das casas da cidade copiava esse estabelecimento, o quarto andar também era como o terceiro porem menor, e no topo havia um templo.
Delara viu a construção de longe e sorria para ela, então ela notou um senhor sentado num banco limpando os sapatos.
—Oi homem grosseiro – Delara sorria e acenava para o homem
—Vai pro inferno- O homem jogou o sapato nela que desviou andando para o lado
—Até mais homem grosseiro- Delara fechou os olhos e mostrou a língua para o homem, em seguida ele jogou o outro sapato dessa vez ela saiu correndo rindo
Delara entrou no estabelecimento, o local é de um grupo de comerciante que aluga ele para diversas pessoas, o primeiro andar é amplo e cheios de mesa e na volta tem vários bares o local é lotado de pessoas, o segundo é usado como hotel o terceiro é usado por líderes de caravanas e comerciantes importantes para fechar grande negócios, o templo é uma homenagem aos primeiros comerciantes que atravessaram o reino, e tem a lenda que foi esse lugar que os comerciantes usaram para passar a noite.
Entrou no local animada e pulando, ela ia andando e desviando com dificuldade das pessoas e das mesas, mesmo sendo um local grande estava bem lotado, assim sobrando pouco espaço para caminhar. Conseguindo chegar em dos bares que havia no local, ela comprimento seu amigo um homem negro por volta dos 40 estava com uma camisa vermelha e um colete de couro, ele limpava um copo.
—Wilsan! – Delara falou animada enquanto levantava os braços- Como você vai
—Delara, que alegria ver você por aqui- Wilsan comprimento ela mostrando um sorriso
—Mas eu venho todo dia- Delara sentava encima do balcão- Você fica feliz todo dia então
—É claro, sua animação é que da cor para esse local- Wilsan enchia um copo com suco de uva para ela
—Então eu vou continuar sempre vindo aqui- Delara tomava o suco logo depois fez uma cara de arrependimento, colocando a língua para fora- Suco não!
—Beber a essa hora do dia não é saudável
—Mas todos estão bebendo- Delara apontava para as pessoas no local
—Mas o suco é de graça
—Então eu aceito- Então Delara tomou o suco em um gole.
—O que contas de novo?- Wilsan voltou a limpar os copos que estavam embaixo do balcão
—Hoje eu vou ir em uma ruina- Delara cerrou os punho e balançava de forma orgulhosa e determinada.
—Há, essa é boa- Wilsan soltou uma risada alta- Achou algum grupo para fazer uma expedição?
—Ainda não- Delara falou baixinho, enquanto tocava as pontas dos dedos indicador – Mas eu vou achar.
Delara saltou do balcão e correu pelo local, se intrometendo no meio dos grupos de pessoas, e perguntando para as pessoas que estavam sentadas. Wilsan olhava ela chegando nas pessoas toda sorridente, mexer os lábios logo depois recebia uma resposta e sua expressão mudava para tristeza. Delara era muito expressiva, suas emoções ficavam muito fácil de ser lida.
—Wilsan! — Delara chegou e deitou a cabeça no balcão- Porque ninguém me aceita no grupo para fazer uma expedição?
—Grupos de expedição, costumam ser muito fechado, aceitar pessoas de fora não são sua praia.
—Mas eu sou tão legal- Delara fazia beicinho- E sou tão forte.
—Com certeza você é- Wilsan ria alegremente
—Eu vou ir sozinha!- Delara se levantou e bateu as mão no balcão.
—Sozinha?- Wilsan ficou surpreso- Porque você não monta seu próprio grupo em?
—Eu me decidi, eu irei sozinha- Se virou rapidamente e preparou para correr porem acabou batendo no peito de um elfo e caiu no chão.- Ah
—Seja bem-vindo!- Wilsan falou para o elfo
—Pequena, você esta bem?- Delara reconheceu essa voz, logo que ele olhou para cima o mesmo elfo de pele escuta e cabelos brancos
—Me desculpe!- Delara levantou com um salto- Me perdoe
—Fique calma, esta tudo bem- O elfo estendeu a mão para Delara- Me chamo Thasso Vin Rod’arron
—Meu nome é Delara- ela apertou a mão do homem
—Escutei que você quer ir em uma ruina
—Sim, eu com certeza irei ir em uma ruina- Delara mudou sua expressão de vergonha para felicidade.
—Eu gostaria de lhe acompanhar
—Você quer ir comigo em uma ruina?- Delara falou surpresa, depois seus olhos demonstravam um brilho de empolgação, ele fechou os punho e levou perto do rosto e inclinou o corpo para frente- Quere ir mesmo? Mas porquê?
—Eu sou novo nesse reino e gostaria de um guia que me levasse em uma ruina- Thasso olhou em volta no local- E ninguém esta interessado em ajudar um estrangeiro
—Mas é claro que eu te ajudo, vamos em uma ruina agora mesmo- Delara pulava de felicidade, segurou a manga de Thasso e puxava ele- Vamos agora mesmo, eu sei de uma.
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