Rude Girl
53 Capítulo 53 — Garota Rude
Notas iniciais
Se você acha que aquilo piorou drasticamente assim que meu irmão colocou os pés no tatame. Você com certeza se enganou, pois tudo virou um grande rebuliço quando, seguidamente de Jared, nossos amigos seguiram em fila para o tatame, completamente bêbados e malucos.
— Ai meu Deus. Ai meu Deus. Ai meu Deus! — Eloise jurava pulando no mesmo lugar, ofegante.
— Saiam da frente! — Jodie gritou socando as pessoas em nosso caminho para chegar ao a escada para o segundo andar. — Oh Jesus, olhem isso.
Eu não conseguia decidir para quem olhar. Era tanta carne e tanta pele a mostra, que me peguei pulando de homem para homem enquanto ouvia o grito das meninas a volta.
— Caralho — Dana gargalhou ao meu lado— VAI JARED!!!
Como se tivesse ouvido o incentivo da irmã, Jared tomou o meio do tatame, agora sem camiseta enquanto rebolava e, realmente, sensualiza no meio de todos aquele homens. Gargalhando, me segurei em minha irmã, completamente sem folego. E como se isso não fosse o suficiente, a voz de Jodie sobrevoou por cima da música, através do microfone que o DJ tinha.
— COMPETIÇÃO DE DANÇA! QUE GANHE O MELHOR E MAIS GOSTOSO!!!
A multidão foi a loucura, quando do nado, Eloise apareceu toda sorridente no tatame, segurando uma plaquinha marcando 2°round. Em convulsões do meu próprio riso, continuei gravando quando, de repetem Ethan estava tomando a atenção grupo, o que fez não só Amara ficar meio paralisada, mas fez as pessoas ficarem vidradas quando seus músculos endureceram sob a armadura de Aries. E a festa se seguiu tão quente e animada quanto possível, com meninos dançando, meu irmão assumindo seu lado sensual e uma Caroline completamente chocada enquanto viu seu pai, irmão e namorado, dançando juntos como se fosse três Gogo boys profissionais. A pobrezinha estava completamente indecisa para onde olhar, e eu compreendia completamente, ainda mais quando Jimmy resolveu mostrar o quão bom em dançar ele era.
No final não conseguimos retirar ninguém de lá, mas arrastamos Apolo, Damien, Jared e Jimmy com um certo sacrifício, levando-os para o vestiário para um bom banho gelado. Quando faltavam apenas cinco horas para estarmos no aeroporto, Jimmy parecia um pouco mais sóbrio assim como Damien, mas meu pobre irmão continuava murmurando coisa desconectas no banco de trás do carro de Car, enquanto a própria dirigia. Apolo juntava-se a ele, cantando musicas de ninar para a porquinha da índia de Caroline, que agora estava em sua gaiola vestida em seu lindo tutu branco com asas.
Todos nós havíamos mudado de roupas antes de sair da academia, tudo as pressas, e como as malas deles já estavam no carro, tudo que fizemos foi entrar e seguir o caminho.
— Você está tão bonita — suspirou Jared no ouvindo de Caroline, que mordeu o lábio apertando o volante. Jared arrastou o dedo por seus cachos soltos do lado do rosto — Amo seu cabelo querida, sabe disso não é?
— Jad, por que não deixa para elogiá-la quando estivermos parados? — perguntou Dana, o puxando para trás — Assim não sofremos um acidente.
Rindo, olhei para trás. Minha irmã estava sentada nas pernas de Damie, que parecia muito entretido no enrolar de seu cabelo no dedo.
— Dana! — Jared sorriu amplamente para ela e deitou a cabeça em seu ombro — Diga para Car como eu acho ela maravilhosa… Humm. Perfeita.
— Ah, aposto que ela sabe disso, mano. — falou ela rindo e acariciando a cabeça dele.
Caroline continuava muito corada ao dirigir, sem nunca olhar para trás. Durante todo caminho, permaneci quieta, aconchegada contra Jimmy, que me sustentava em suas pernas assim como Damien fazia com Dana. Ele acariciava meus cabelo agora sem os guizos, seus olhos fechados como se estivesse tentando se manter o mais sóbrio possível.
— Chegamos. — Anunciou Car depois de umas horas.
No entanto, ela não se moveu para sair ou sequer abriu a porta. Ela ficou ali, olhando através da janela, para o aeroporto. Percebi que estava começando a hesitar.
— Bem. Vamos retirar as malas — falei.
Ela assentiu, e com um olhar para Jared pelo retrovisor, ela saiu juntamente a todos os outros. No entanto Jad estava distraído demais para ficar em pé, portanto apenas saiu do carro quando nos preparamos para entrar. Nesse instante eu tratei de tomar a mão de Damien, querendo acompanhá-lo desde a entrada. Ele me olhou e sorriu, retribuindo o aperto e começando a andar.
Nós atravessamos o aeroporto até o meio dele, com nossos dois bêbados cambaleando o caminho inteiro. Jimmy e Car sustentando Jared, e Damien e eu com Apolo enquanto Dana ia na frente puxando algumas malas para ajudar.
— Bom — Nós finalmente paramos, formando uma pequena roda. Damien sorriu para todos — Acho que é aqui que nos separamos.
Instantaneamente, meus olhos arderam ao olhar para ele, minha mão se apertando na sua.
— Sim. — Caroline encarava Jared, que de repente, pareceu se dar conta onde estava e olhava em volta assustado, uma mão apertada sobre o paletó que usava, sobre o peito. Seu cenho franzido rudemente. Porém ainda sim, nada disse, portanto o primeiro a se mover foi Damien, que se aproximou de mim e tocou meu rosto com suavidade.
— Espero que se cuide, caramelo. — falou, e assenti.
— Você também — Juntei nossas mãos novamente — Não se esqueça de mim. Por favor.
— Esquecer? — Ele riu e balançou a cabeça. — Não existe nem chance disso acontecer, Harlow. Eu amo você, certo?E por favor, não deixe de me ligar.
— Eu vou ligar — fuguei, abraçando seu quadril forte — Amo você Damien.
Ele me apertou, e ficamos assim por um tempo, não o suficiente, mas o bastante para saber que nunca conseguiria me acostumar com sua ausência. Ele se afastou, e olhou para Jimmy, ao meu lado. Surpreendentemente, estendeu uma mão.
— Cuide dela direito — falou apenas. Jimmy ergueu uma sobrancelha, mas ainda sim, apertou-lhe a mão.
Solto novamente, ele passou para Dana, que agora parecia estar tentando disfarçar as lágrimas que deixavam cair, o que fez Damie ter que erguer seu queixo, sorrindo.
— Foi bom conhecê-la, princesa Elsa — disse, e ela riu, concordando.
— Assim como a você, Jack — falou, e mordeu o lábio distraidamente — Obrigada por ser meu amigo Damie.
— Eu que agradeço por me querer como um — falou, e eles se abraçaram.
Nesse instante Car veio até mim, e sorriu ao tocar minha bochecha.
— Obrigada por me aceitar em sua casa — disse e tomou a mão de Dana quando Damien se afastou — As duas. Obrigada por gostarem de mim e me fazerem da família.
— Você sempre será bem vinda Car — respondi, tento assentimento de minha irmã.
— Faz parte de nós agora — Ela disse, e esfregou o ombro de Car — Tenha uma boa viagem e volte logo para nós. Certo cunhada?
Rindo e com as bochechas coradas, ela assentiu, e com um ultimo abraço, se afastou para se despedir de Jimmy. Tomamos a deixa para falar com Apolo, que choramingava sozinho para si mesmo, esfregando os olhos enquanto observava seus filhos.
— Ah, seu Apolo, não chore. — Dana esfregou suas costas sorrindo — Vai vê-la de novo.
— Quando? — fungou ele — Eu vou sentir tanta falta da minha menina.
— E a gente de vocês — falei, e também toquei seu braço — Se cuida Apolo. E tome muito cuidado naquelas águas.
Ele sorriu, e nos surpreendeu ao puxar-nos para um abraço.
— Obrigada meninas. Por tudo.
Com sorrisos, Dana e eu o abraçamos para logo em seguida nos afastar. Quando viramos, percebi que agora, Caroline estava de frente para seu gêmeo, seus olhos no chão enquanto esse sussurrava-lhe coisas no ouvido. Car esfregava os olhos ao assentir, e em seguida, estava nos braços dele, o apertando tanto que não pude conter as lágrimas ao ver algo tão lindo.
Me virei a Apolo.
— Devia ir se despedir também — sugeri.
Ele fez um biquinho, e assentindo, tomou a gaiola de Solzinho do chão e foi até os filhos, um tanto hesitante. Quando se juntou a eles, Caroline saltou sobre os braços do homem, o abraçando o mais apertado possível, no momento que se afastou Apolo fungava, e exatamente dessa forma, ele estendeu a gaiola de Solzinho para ela, que riu, aceitando o presente do pai. Minutos depois daquilo, a voz no alto falante fez com que todos erguessem os olhos.
Chamada para o voo 2205, destino Phoenix, Arizona. Por favor, embarque no avião.
— É o meu — Caroline anunciou, secando os olhos ao nos olhar — Eu devo ir agora.
— Tome cuidado — Apolo falou aos fungos — E não sofra uma queda de avião.
Car sorriu e beijou seu rosto.
— Claro, pai. — Ela virou para Damien — Eu ligarei assim que chegar.
— Assim como nós — Concordou Damien, e abraçou a irmã uma ultima vez — Se cuide Carol.
— Você também Dan. — Ela olhou para Apolo por cima do ombro do irmão — Cuide dele para mim.
— Sempre — Ele garantiu e deixou que ela fosse.
Finalmente, ela caminhou para Jared, que havia sentado em uma cadeira e olhava para as mãos fixamente, em completo silencio. Car se abaixou e tomou seu rosto, fazendo-o erguer a vista. Ele sorriu ao vê-la, e ainda sobre o efeito da bebida, alisou o rosto da mulher.
— Tão bonita. — murmurou.
Caroline sorriu, alisando suas bochechas também.
— Preciso me lembrar de nunca mais deixá-lo beber — falou, ele piscou e suspirou, deitando a cabeça em seu ombro. Caroline mordeu o lábio novamente, e o ato era tão novo, que notei que ela somente o fazia quando precisava, terrivelmente, conter uma crise choro. — Eu preciso ir Jared.
— Não — Meu irmão abraçou-a, puxando seu corpo para ele — Não me deixe. Car… Por favor.
— Eu voltarei, prometo. Farei de tudo para vê-lo de novo.— Ela fungou, apertando a cabeça dele em seu ombro enquanto acariciava seus cabelos. Foi como se ela não tivesse falado, pois Jared a prendia cada vez mais forte, murmurando coisas, beijando-a no pescoço. Ele parecia tão desolado.
— Car… Você precisa voltar… Precisa voltar para mim, por que eu… Eu amo você. Nós vamos casar e terei pequenas meninas com cabelos escuros e meninos com cabelos loiros, precisa voltar para eu poder ter você assim… Precisa voltar para mim… Por favor, precisa voltar para mim para podermos casar e viver sempre juntos. Eu amo tanto, tanto você.
— Ah, querido — Dana soluçou, limpando as lágrimas.
Levei as mãos a boca, sorrindo e observando o quão paralisada Caroline tinha se tornado. Ela afastou o rosto de Jad de seu ambro e o olhou, tentando deixá-lo de olhos abertos.
— Case comigo? — perguntou ele, olhando-a fixamente — Quero casar com você.
— Ai meu Deus — soprei, me apertando contra Jimmy, que sorria da situação de meu irmão.
— Hmm. Está tudo rodando aqui. — murmurou Jad, mas Car o segurava firme, arregalando os olhos.
— Jared, querido, o que está dizendo — Ela o fez ficar quieto — Você quer mesmo dizer isso? — perguntou — Você me…
— Se eu te amo? — Ele riu meio grogue — Eu amo… Amo tudo em você, e eu queria poder ter dito mais cedo de uma forma melhor… mas merda, eu não sei fazer isso. Na verdade eu não sei o que estou fazendo agora. Não se sinta forçada a dizer que me ama quando não…
— Eu amo — Ela o cortou, tocando seu rosto dos dois lados — Eu amo você Jared. Amo você.
Chamada para o voo 2205, destino Phoenix, Arizona. Por favor, embarque no avião.
Novamente, Caroline olhou para cima, as lágrimas agora pigando livres. E Jared, bem ele a encarava tão fixamente que parecia perdido. Foi quando Car suspirou e o beijou profundamente, segurando seu rosto enquanto ele a sustentava. Ao se separar, ambos se olharam, um ultimo olhar antes de Jared literalmente tombar desmaiado em seus braços.
— Jared! — Car o segurou. Dana e eu nos apressamos para pegá-lo.
— Tudo bem, nós cuidamos dele — falei a ela com gentileza. Car fungou, mas o entregou para nós, olhando para seu rosto.
— Eu vou voltar — falou, como se não tivéssemos acreditado da primeira vez — Juro que vou.
— Nós sabemos disso — Dana sorriu — Agora vá. Todos vocês — Ela olhou de Car a Damien e Apolo — Sentiremos saudades.
— Demais — concordei.
— Me ligue se precisar — Damien falou — A qualquer um de nós.
— Dan está certo — Caroline ressaltou — Estaremos aqui se precisar.
— Sabemos disso. Agora vão — falei — Vão.
Eles se afastaram um pouco, Car engolindo em seco, mas então ela parou e voltou. Estendeu algo a Dana.
— Aqui — A fez segurar — É meu presente para ele. — Apontou para Jared — Lhe entregue quando acordar.
— O seu carro? — Dana arregalou os olhos — Tem certeza?
— Sim. Eu… —Ela respirou fundo e encarou o rosto de Jad, em seguida sorriu — Quero que ele tenha algo meu. Apenas… Só dê a ele. Tudo bem?
— Claro.
— Obrigada — Ela sorriu — Tchau.
E acenando, eu vi Apolo, Damien e Caroline, partindo. Separando-se somente quando foram para seus respectivos caminhos, abraçando-se mais uma vez antes de realmente embarcar. Nós ficamos ali por um tempo antes de levantar, e carregar Jared com a ajuda de Jimmy para fora do aeroporto e para dentro do seu novo carro. Dana ficou atrás com ele, e Jimmy se encarregou de dirigir. Não voltamos para a festa como pensei que faria no final dia, na verdade voltamos para casa e trabalhamos em levar Jared para cama e acomodá-lo de baixo das cobertas.
Quando isso finalmente estava pronto, desci para fazer um café quente para ele. Mas me refreei ao encontrar Jimmy na beirada da pia, com Slash rosnado ao seus pés enquanto fazia exatamente o que eu pretendia. Ele resmungava xingamentos para meu cachorro, e isso foi tão familiar, que peguei-me observando como a vida era curiosa. Tudo aquilo tinha começando com uma simples briga. Tudo porque uns caras me perturbaram no colégio e por isso Eloise resolveu se aproximar para me ajudar.
Se isso não tivesse acontecido, eu talvez não teria chegado na mesa dela para entregar lhe o maldito lenço que me ofereceu. Se isso não tivesse acontecido, eu com certeza não teria conhecido Liam, Jack, Jonah, Stef e até mesmo aquela sem sal da ex-namorada de Liam, a Helen. Eu não estaria caindo de amores por aquele loiro que brigava com meu cachorro, e não teria criando uma grande confusão sentimental por odiar o fato dele não gostar nenhum pouco de mim. E sem aquilo, eu não teria conhecido Jodie, ou conhecido sua historia com Edgar. Teria ficado fora no momento em que Mitchie na verdade foi revelada como Michelle, e não teria, com toda certeza, conhecido Caroline através de Jodie. E se não a conhecesse, não teria Damien tão entrelaçado em minha vida como estava agora.
Portanto eu era grata, pois o que eu tinha agora, era algo que não pensava ter no passado. O que tinha era uma benção que não sabia se merecia, mas que estava aceitando com gosto apesar das consequências. Consequências essas que envolviam não só minha família e amigos, como também outras pessoas, e por esse fato, de uma coisa eu sabia. Minha vida poderia sim, ter sido completamente diferente, porém em todas elas, Amélia poderia do nada aparecer, e simplesmente mudar tudo. Sabia que com ela, tudo poderia, de alguma forma, a levar para a mesma historia, e era estranho dizer, mas não tinha medo do que viria pela frente.
Estava preparada para a batalha. Por todos aqueles que agora tinha em minha volta, eu estava firme e forte, não conseguia conter o tamanho do orgulho que isso me dava.
— No que está pensando? — A voz dele me chamou de volta a terra.
Pisquei e sorri quando o encarei segurando um copo de café quente em minha frente. Justamente aquele Jonah havia me dado de presente, no dia que cheguei da califórnia. Respirando fundo, aceitei a caneca, soprando a fumaça.
— Apenas pensando em como tudo vai acontecer a partir de hoje — respondi. Ele me olhou.
— Quer dizer em relação a Amélia? — indagou, eu provei o café.
— Sim. Sobre Amélia, sobre Jared, nossos amigos… Nós — prendi seu olhar e suspirei — Eu sei que a prisão da Amélia é apenas o começo de uma confusão. Mas sabe o que me deixa mais curiosa?
— O que?
Abaixei o copo e o encarei, tentando me encontrar em seus olhos.
— Eu não tenho medo — respondi. — Apesar de repensar sobre tudo eu… Não estou com medo. Só um pouco inquieta. Sinto que isso tem relação com o fato de achar que minha tia não disse tudo o que sabe.
— Acha que ela mentiu? — Ergueu uma sobrancelha ao tomar seu café. Neguei com a cabeça.
— Não. Mentir não, mas… Ela não nos disse tudo o que sabe. — Jimmy me encarou muito parado, minutos depois deixou seu copo sobre a mesa e caminhou para mim.
— Estou começando a achar que vai fazer arte. — falou, e eu ri, dando de ombros.
— Eu estou apenas pensando em algo — confessei, e toquei o queixo — Tem alguma coisa muito estranha sobre a vida da minha tia, e com certeza não é somente o envolvimento com o trafico. Tem mais coisa, na família quero dizer. E tenho que descobrir o que é.
— Eu tinha medo que dissesse isso — Gemeu ele, e tomou meu rosto — Não tente fazer uma loucura Harlow.
— Não irei fazer nada de mais — fiz careta, e pensei — Existe umas caixas da mamãe e do meu pai no sótão. Acho que vou dar uma olhada.
— Aqui tem um sótão? — Jimmy pareceu chocado. O ignorei.
— Eu nunca fui lá por causa da minha asma, mas não posso virar o rosto para isso. Então tenho que fazê-lo, e você vai me ajudar. — Apontei. Jimmy choramingou contra meu ombro.
— Harlow…
— Pare de resmungar — Bati em seu ombro — Até parece que vai me deixar sozinha nessa. Eu o conheço muito bem, iria fazer mesmo não querendo.
Ele fez careta e bufou.
— Claro que me conhece. — Me encarou por uns instante, e suspirou —Não vai mesmo desistir dessa ideia?
— Não.
— Nem se eu prometer uma noite de prazer no meu loft? — Ergueu uma sobrancelha, eu fechei a cara.
— Isso é injusto — resmunguei, ele riu.
— Atos do oficio, minha Penélope.
— Foda-se. — Ladrei e puxei seu colarinho para frente, o olhando nos olhos — Somos um casal, e vai me ajudar a investigar a vida da minha tia. E de quebra vai dar-me a melhor noite de todas em meu quarto. E isso está decidido.
— Eu não posso opinar? — sorriu de lado. Eu neguei.
— Não. Agora vamos aproveitar que Dana e Jared estão dormindo e ir ver aquelas caixas — falei o puxando, mas ele fez com que eu voltasse e tirou o copo de café de minha mão antes que eu derrubasse. Depois de colocá-lo na mesa, me levou contra a parede, onde alisou meu rosto e encarou profundamente meus olhos.
— Sabia que eu amo quando age assim? — perguntou, e eu pisquei, sentindo seu dedo descer mais baixo a minha clavícula.
— Nós não temos tempo para isso — falei, tentando me controlar, ele riu, assentindo.
— Sim. Mesmo e se falar que aqueles seus guizos estão no carro da Caroline, prontos para serem devidamente usados? — Seus lábios passaram provocantes pelos meus e chegaram ao meu ouvido — O que disse sobre nosso tempo mesmo?
Formigando por toda parte, mordi o lábio inferior, pensando que talvez a investigação pudesse esperar. Na verdade, ela com certeza ia esperar.
— Vamos logo — falei, e tomei sua mão para que caminhássemos para fora de casa, ele gargalhou e me abraçou por trás beijando meu pescoço.
— Sem mais investigações?
— Cala a boca e ande logo — ladrei, e sua risada reverberou por toda minhas costas.
— Essa é minha pequena garota rude.

“E no final, ser rude foi tudo e muito mais”
Tessa Herondale (Joyce Fernanda)
Fim.
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