Rude Girl
51 Capítulo 51 — A arte de Apolo
Notas iniciais
(Pov’s Jimmy)
Quando acordei no dia seguinte eu pensei honestamente que estava morrendo. O cansaço passava por todo meu corpo quando abri os olhos, mas ainda sim, uma felicidade de criança se apossou do meu peito quando olhei para baixo e encontrei meu braço enrolado em torno de sua cintura e estava cavando um dos seus seios cheios com a mão. Fechando os olhos descansei a bochecha contra a parte de trás da sua cabeça, aproveitando sua respiração contra mim e ficando, por um breve segundo, preocupado.
Ela respirava rápido demais. Fiquei tentando a acordá-la, mas seu rosto parecia tão cansado que continuei em silencio, apenas a assistindo ao dar–me conta que talvez todos estivessem tendo uma noite ruim de sono… Não que não tenha ficado mais do que feliz ao vê-la em minha porta em plena madrugada. Deus sabia como me senti a porra de um cara sortudo quando pude assistir a queda de cada peça de roupa dela quando essa pisou em meu loft, mas ainda sim, a tensão em meus ombros depois do dia de ontem fazia-me exausto, e Harlow parecia da mesma forma ao estar encolhida em meus braços.
Com dor, pensei na cena da minha pequena chorando por Amélia, logo em seguida pensei nos minutos depois disso, quando a tristeza era tão grande que ela chegou a quase implorar por um toque meu no escritório da prefeitura. Me doeu como o inferno negar prazer a ela naquele instante, quando mais precisava ser amparada. Mas eu soube na hora que me arrependeria. Nunca seria capaz de me perdoar por tratá-la daquela forma quando devia tomar cuidado com cada gesto e toque.
Por isso, quando ela veio a mim na madrugada, tudo que pude fazer foi cumpri o que disse no tribunal. Fui dela durante tantos minutos possível, até que o sol estava saindo e subindo, tratei-a com se fosse uma deusa, acariciando, cuidando… amando. E queria poder fazer novamente. Depois mais uma vez e mais uma vez, só para poder compensar o momento em que tive de dizer não. Era doloroso lembrar das lágrimas que apareceram em seus olhos quando o fiz.
Por que? Não me quer mais? Ela perguntara.
Deus. Nunca mais conseguiria fazer isso. Em nenhum inferno iria negá-la de novo, mesmo que fosse me amaldiçoar depois, jamais a faria chorar por querer um pouco de carinho. Jamais.
— Eu amo você — sussurrei ao alisar seu cabelo, beijando suas costas nuas — Amo tanto você.
Me sentia penalizado, isso era bem óbvio, mas ainda agradecia por ter ela ali, em minha cama. Suspirando, olhei para o chão onde nossas roupas se misturavam.
Estava curioso para saber o porque dela tê-las vestido novamente quando pareciam mais do que enormes agora que ela tinha emagrecido e desistido de ser como antes. No entanto por mais desgostoso estivesse, sabia que era algo relacionado ao Damie, por isso tratei de me concentrar em outra coisa; como naquela blusa verde.
Com cuidado, me levantei e estiquei o braço no chão, puxando-a para mim.
Sorri. Era a mesma blusa que ela usava quando me derrubou da escada do colégio. Nunca iria me esquecer.
Sim. Como se pudesse. Pensei ao olhar para o quadro pendurado na parede. Ele era uma das minhas melhores lembranças dela, e o casaco… Ah, o casaco era uma ótima forma de me fazer lembrar como, na época, eu fiquei totalmente louco para beijar sua boca assim que ela me mandou pastar. Não fazia sentido, mas era como sentia.
— Idiota. — sorri balançando a cabeça e trouxe o casaco ao nariz. Tinha o cheiro dela, dos cabelos e oh, sim. Eu não estava devolvendo essa blusa, nem pensar.
Com esse pensamento, estava prestes a esconder o casaco quando algo vibrou no bolso dele. Erguendo uma sobrancelha, retirei o celular de Harlow e olhei. O nome de Dana brilhava na tela, mas quando olhei Harlow, fiz careta.
Nem no inferno iria acordá-la. Minha garota precisa de descanso.
E exatamente por isso tratei de apertar na tela e atender.
— Alô?
— Nossa, você cansou minha irmã ao ponto dela não conseguir atender o telefone? Isso sim é de se impressionar — Dana tinha um voz entediada ao falar, e ao fundo pude ouvir um riso familiar, que ao me focar melhor, soube que era de Eloise.
— Bom dia para você também cunhada.
— Meu dia vai deixar de ser bom se Harlow não estiver aqui em uma hora. Se Jared descobrir que ela não dormiu conosco, ele vai queimar meu juízo e castrar você. Portanto deixe para fazer coisas improprias uma outra hora, e a traga para a casa de Lizze. Agora! — Eu não tive tempo nem de falar. Ela já tinha desligado.
Eu ri. Dana sempre seria aquela pessoa incrível.
— Jared descobriu que eu sai? — Harlow me surpreendeu com um pergunta.
Ao olhar para baixo, vi seu rosto ainda imóvel e os olhos fechados e cansados, mas sua respiração estava mudada, o que denunciou que tinha mesmo acordado.
Sorrindo, deixei o celular na escrivaninha e a puxei para mim, enlaçando sua cintura.
— Não. Mas ela ordenou que eu deixasse de fazer coisas improprias com você e que a levasse agora para casa de Lizze. — Um sorriso curvou seu lábio e um de seus olhos abriu brilhante para mim.
— Então não teremos coisas improprias como bom dia?
Mordi o lábio fortemente e sorri, beijando seu ombro.
— Não acho que devíamos.
— Pois é… — Ela voltou a fechar os olhos, liberando o pescoço para mim propositalmente — Devemos nos levantar então.
— Sim devemos — concordei, mas meu corpo queria outra coisa, assim como meus lábios, que enrolaram em sua orelha — Você primeiro.
Harlow suspirou, ficando ofegante.
— Não, você. — Suas mãos agarram meu cabelo firmemente, para me manter no lugar.
Sorri.
— Vamos nos atrasar. — Alertei, mas as palavras pareciam sair sem o menor sentindo, pois senti quando seu corpo veio contra mim.
— Então mova-se.
— Estou indo depois de você — Agarrei um dos seus seios em minhas palmas, os fechando perfeitamente ali. — Pronta?
— Mais do que nunca — gemeu, e eu perdi minha cabeça.
Virando-a na cama fiquei por cima dela, tomando brutalmente seu boca. Ela soltou um ruido de satisfação antes de enrolar as pernas em meu quadril e me puxar, pressionando tudo. Peito, barriga e sexo. O fervor daquilo tomou um limite gigantesco até que ambos estávamos nos esfregando um no outro. Foi majestoso, a fricção que aquilo dava em meu membro e como subiu o fogo que existia entre nós.
Descendo pelo busto pequeno de Harlow, me saboreei, tomando-a em minha boca enquanto a olhava, alucinado quando suas mãos alcançaram a cabeceira da cama em busca de um amparo, como se o fato de eu estar a tocando a fizesse derreter ou até cair em luxuria. Seu rosto absorbido pelo prazer era lindo com aquela coloração de vermelho, e quanto mais eu descia, mais eu me via curioso com a forma que ela reagira com o seu primeiro contato oral. Sorrindo, cheguei ao seu monte, e antes que ela sequer percebesse minha ausência em seu busto, mergulhei em suas pernas.
O grito que saiu de sua boca foi uma mistura de surpresa e espanto. Seus olhos arregalaram para mim, e quando me olhou, estava um pouco horrorizada, mas esse olhar mudou quando estiquei a língua sobre seu sexo novamente, dando-lhe prazer instantâneo e a fazendo cair na cama, segurando o lençol dos lados enquanto gemia. Era a imagem mais erótica que tinha visto. Pura sexualidade que quase me fez gozar sem ao menos ter sido tocado.
Porra. Estaria perdido com Harlow. Se sendo uma garota de dezessete anos ela podia ser sexy daquela forma, imaginava como seria quando completasse vinte ou trinta. Seria a encarnação da própria deusa do amor.
— Jimmy… — Ela ofegou, agarrando meus cabelos como se quisesse me avisar do inevitável.
Sorrindo, escalei por ela, beijando e seguindo a trilha torneada de usa barriga. Ela choramingou por ser deixada no melhor momento, mas não era como se fosse ir embora, apenas estava preparando algo muito melhor.
— Eu amo você.
Ela abriu os olhos, e eles estavam quentes pelo prazer, afogados pela paixão. Suas mãos tocaram meu rosto quando me posicionei entre suas pernas, a camisinha posta com um pequeno sacrifício. Respirando com dificuldade, seus lábios arrastaram-se por minha mandíbula, parando em meu ouvido onde sussurrou, doce e suavemente.
— Também amo você — Ah. Aquelas palavras. O que elas faziam com meu coração?
Pois ele saltou e bateu mais rápido. E na mesma sintonia, empurrei os quadris a frente, preenchendo o seu centro, me deleitando com suas unhas em minhas costas e a sua respiração em meu ouvido. Era como estar envolvido por uma corrente a qual somente nós sabíamos como abrir. Uma sintonia rápida, mas gentil, com toques severos, mas cheios de amor… Um prazer esmagador, mas bem-vindo.
E eu nunca pude estar tão feliz. Eu tinha minha Harlow, e apesar dos problemas, ela ainda queria estar fazendo amor comigo, pois assim ela mostrava que estava bem e que estava feliz ao ser desejada. Estava feliz, porque ela me amava e por que tínhamos um ao outro. Então quando chegamos ao topo do orgasmos, eu me agarrei a ela, mordendo suavemente a pele de seu pescoço, sentindo-a me envolver completamente, tanto com os braços como com as pernas, me aceitando em seu interior enquanto gemia longamente comigo, perdendo-se na própria onda de prazer.
Era tão bom que ao acabar eu não pude mover um músculo, apenas continuei deitado em seu peito, ouvindo-a respirar, sentindo os músculos vaginais dela relaxando em torno de mim enquanto ela alisava meu cabelo. Só depois de um longo tempo, foi que Harlow falou:
— Você fez sexo oral em mim — disse chocada.
Sem me conter, gargalhei alto, sentindo as convulsões do meu próprio riso quando ela me bateu.
— Jaime! — Ela me olhou vermelha, olhos arregalados. — Sabe como me matou de susto? Seu idiota.
Sorrindo, beijei-a na boca.
— Admita. Você gostou — disse. Ela encolheu.
— Bem… — Ela hesitou, ainda mais vermelha. Com solidariedade, tomei seu rosto entre as mãos e a beijei profundamente.
— Não se sinta envergonhada querida, eu gostei de ter feito isso para você e gostei que tenha gostado. Aliás, não será a única vez — A encarei.
Ela arregalou os olhos.
— O que?
— Vou voltar a fazer muitas coisas em você e isso é uma delas.
— JIMMY! — Ela parecia prestes a ter um AVC agora. Eu tive de rir de novo — Pare de rir seu babaca. Erg, saia de cima de mim.
Quando ela tentou sair, eu a prendi, me movendo por cima dela até que pude sentir seu núcleo. Ela gemeu e me olhou frustrada.
— Isso não vale.
Sorri.
— Uso tudo ao meu favor querida.
— Trapaceiro. — Ela fez careta e tentou se mover de novo mas… — Ah… Jimmy, porra!
— Já disse que te amo? — perguntei quando ela tentou me tirar dela. Ela me encarou e virou os olhos, ainda empurrando meus ombros.
— Eu não caio nessa seu bajulador. Vá, levante, eu preciso de um banho antes de ir embora. — Dessa vez, quando ela me empurrou não a impedi de sair de baixo de mim, pelo contrario, cai deitado na cama e me apressei em descartar a camisinha no lixo. Feito isso saltei em pé antes mesmo dela ter se levantado.
— Ótimo, também preciso de um banho — Ela me encarou de forma cética, puxando o lençol para cobrir-se, mesmo que eu odiasse ver ela fazendo isso.
— Eu vou sozinha. Sei muito bem que não vai apenas tomar banho — Fiz careta quando ela ficou de pé e seguiu para a porta do banheiro, mas eu não estava aceitando isso nem ferrando.
Sorrindo, pisei em seu lençol, fazendo-o ficar onde estava quando ela andou. Seu grito de espanto foi divertido, e a forma como me olhou furiosa foi excitante, ainda mais quando estava nua e com seus cabelos eriçados daquela forma.
— Adoro quando me olha assim — ronronei. Ela grunhiu.
— Como? Como se fosse matá-lo?
Sorri, caminhando para ela que estreitou os olhos.
— Sim. Exatamente assim —falei, observando-a dar passos para trás.— Por que não vamos tomar aquele banho, pequena?
— Ah, eu vou. — Assentiu — Mas vou sozinha. — Apontou, e eu quase pude rir quando ela virou e tentou fugir até a porta, mas eu agi o mais rápido possível e a capturei no meio do caminho, erguendo-a de seus pés e carregando por mim mesmo.
Harlow gritou, agarrando em meu pescoço.
— Jimmy! Me ponha no chão seu babaca! — Ela me bateu, mas não iria surtir muito efeito, mesmo que sua agitação tenha me feito cambalear até uma parede.
— Ei, querida, sei que alguns tapas de amor são bons, mas pode maneirar aqui? Estou tentando nos levar ao banheiro.
— Jimmy!!!!
Gargalhado, consegui chegar ao meu destino sem sérios ferimentos, mas ao estar dentro do box com ela, eu estava sendo estapeado novamente.
— Eu não admito isso! Está invadindo minha privacidade seu…
— Eu amo seu cabelo — sussurrei e afundei em seu pescoço, me perdendo nos seus fios. Eu pude sentir quando ela respirou fundo e então estremeceu, mas não parecia apita a desistir.
— Pare de tentar me distrair por que não vai… Ah! — Ela saltou minimamente quando abri o chuveiro, fazendo com que água deslisasse por nós dois imediatamente. Olhá-la molhada era como olhá-la sem roupas, completamente excitante.
— Quero beijá-la.
— Foda-se! — Ela fez careta e eu ri, capturando seu lábios com os dentes ao provocar.
— Isso também seria bom.
— Erg…. solta minha boca seu carrapato — resmungou presa a mim, e aquilo era tão absurdamente bom. A manhã com ela, as brincadeiras e as provocações, que tomei sua boca mesmo com ela murmurando xingamentos ao meu favor.
Não demorou para que ela se entregasse, na verdade não demorou nadinha. Percebi em seguida que ela tinha razão, nos atrasaríamos, mas eu estava mais do que contente por isso acontecer.
~*~
— A culpa é toda sua!
— Eu não sei do que está falando — disse ao tirar o capacete e a ajudando descer da moto.
Harlow me olhou furiosa, mas aceitou minha mão e pulou da moto. Tirou o capacete enquanto resmungava para si mesma. Eu sorri a ela.
— Não precisa ficar tão brava.
— Você me atrasou! Se Jared descobrir a culpa é sua. — resmungou, e empurrou seu capacete para mim para passar a mão sobre os cabelos molhados do banho. Ah, o banho. Como ele foi glorioso.
Satisfeito, prendi o capacete dela na moto juntamente ao meu e a segui, pegando-a por trás em um abraço.
— Você não parecia preocupada com isso quando estávamos fazendo…
— Eu vou cortar sua maldita língua fora — Me cortou, começando a corar. Tentou sair de meu agarre — Mas que droga. Você é impossível!
— Mas você ainda me ama — falei. Mais feliz impossível por saber disso.
Ela olhou para mim sobre seu ombro, e percebi, mesmo ela tentando a custo continuar brava, um sorriso querendo formar-se em seus lábios bonitos.
— Eu não sei do que está falando — disse, imitando a minha falsa indiferença agora pouco. Cerrei os olhos.
— Diga que me ama.
— Desculpe. O que? — Ela me encarou provocante.
Eu bufei.
— Sua maldosa. Pare com isso e fale de uma vez.
— Continuo sem ouvir.
— Ah, é assim? Okay, você pediu isso.
Sem dar tempo para ela fugir, agarrei seus quadris e passei a pressionar os dedos dos lados. Harlow se contorceu e gritou, tentando me afastar quando seus risos começaram, escandalosos.
— Oh Deus, não! Cosquinha nã...NÃO!
— Diga que me ama. — Insisti, ela balançou a cabeça, caindo contra mim.
— Va-vai… se fo-der… Aaah. Socorro! — Ela gargalhou, seu rosto transformando-se uma mascara de vermelho escarlate. Eu sorri, continuando sem piedade até que ela estava sem fôlego para falar e…
— O-kay… Ah… Eu a-amo você… aah — Gaguejou.
Sorrindo largamente, afastei meus dedos de suas costelas, mas seu corpo continuou fraco e mole contra mim enquanto aos poucos, seus risos foram sessando. Até que ela me olhava com a cara feia.
— Eu te odeio. — resmungou.
Eu ri.
— Acabou de confessar o contrario cinco segundos atrás.
— Foi injusto. — rebateu voltando a ficar em pé por si mesma — Eu precisava de misericórdia.
— Sua grande mentirosa. — Ela gargalhou novamente quando a peguei, e esse som fez meu coração aquecer de um forma majestosa, tanto que não pude e nem mesmo tentei, não trazê-la para perto, capturando sua boca com a minha. Seu suspiro de rendição foi inspirador e tive de circular sua cintura, abaixando-me para poder entrelaçar nossa língua, me perdendo nela e naquele momento. Eu não queria me afastar, eu na verdade nem pensava em fazer isso, mas os risos de Harlow foram altos o bastante para chamar atenção, pois a porta da casa de Eloise abriu, e como um raio, Dana apareceu hiperventilando.
— Até que fim! Seus pervertidos! Pare de se agarrar e… — Dana descia as escadas da varando quando foi interrompida, e dessa vez, a voz vinha da sua própria casa, e quando olhei, Jared descia vestido em jeans e camiseta Polo preta. Caroline vinha logo atrás usando, como sempre, a melhor roupa formal e engomada. Saia de cintura alta preta, saltos e uma blusinha de ceda branca. E assim como eu e Harlow, ambos tinham os cabelos molhados. E se não estivesse surtando, pareciam estranhamente felizes. Poderia dizer isso pela forma como se juntaram no meio do caminho para nós e deram as mãos ao transmitirem olhares cúmplices.
— Jared?! — Dana agora ao nosso lado, parecia um pouco pálida.
Harlow também, ela piscou muito ao ter o irmão perto.
— O que é isso? Eu ouvi gritos — disse Jared, e olhou para mim cerrando os olhos — O que faz aqui as sete da manhã? — Ele voltou-se para Harlow — E por que a senhorita não está no colégio? E essas roupas não são as mesmas que usou ontem?
— Er… Eu… Não fui, porque eu… — Minha pequena tentou dialogar, mas pareceu difícil.
Dana começou também, movendo as mãos a sua frente.
— Ah… Ela… Jad, olha eu…
Prendendo um sorriso no rosto, observei enquanto Dana e Harlow olhavam-se como se uma bomba estivesse prestes a cair naquele gramado. Voltei-me então para Jared, que esperava um explicação enquanto Caroline tinha um sorriso curvando os lábios, como se já tivesse entendido tudo e agora estivesse se divertindo com o desespero das meninas.
Trocamos um olhar, que entregava como nossas noites foram maravilhosas.
Só quando fiquei realmente com pena das garotas, que resolvi ajudar, colocando o braço por cima dos ombros de Harlow, falei.
— Acabei de chegar e liguei para ela avisando que vinha acompanhá-la na despedida de Damien. — Sorri quando Jared franziu a testa, desconfiado.
— Por que não foi ao colégio? — Jared indagou a irmã. Harlow abriu a boca, fechou, e então algo pareceu se iluminar e ela sorriu.
— Eu preciso ficar em casa para ajudar Damien com as malas… Vai me dizer que você vai trabalhar ao invés de ajudar Caroline? — disse. Eu segurei a vontade de rir quando ele se encolheu e trouxe Car mais para perto. Logo em seguida ele suspirou e assentiu.
— Certo. Tudo bem — concordou, mas voltou a falar — Mas e as roupas…
— Ela correu demais quando Jimmy chegou — Dana se apressou, toda sorriso falso. — Ele chegou e ela simplesmente pulou da cama. É a paixão adolescente Jad, ela não estava vendo o que colocava.
—Hey! — Harlow protestou, mas apenas levou um empurrão da irmã que a fez praguejar e se apoiar em mim. Rindo, a segurei contra mim quando Jared fez careta.
— Sei… Se é só isso vamos. Quero dar um olhar em Eloise e então ajudar Caroline com o restante das malas. — Ele se virou e passou a andar. Dana e Harlow praticamente desabaram em meus ombros, respirando rápido e...— Espera.
— Oh meu Deus — Dana praguejou.
— Seu cabelo — Jared voltou para nós apontando para a cabeça de Harlow — Você disse que ela não viu o que vestia… Então por que seu cabelo está molhado?
— Droga. — Harlow se encolheu.
Dana arregalou os olhos e… Eu suspirei.
— Me pergunto por que o de vocês está molhado também — falei então.
Como esperava, Jared deu um passo para trás, e ao seu lado, Caroline corou.
— I-isso… é irrelevante agora — Gaguejou o pobre o homem.
Harlow e Dana, os observando, começaram a entender o motivo da vergonha, e aos poucos, sorriram.
— Oh, mas vai nos contar depois mano? — perguntou minha doce e atentada Harlow.
Jared arregalou os olhos, ficando vermelho.
— Não acho uma boa ideia.
— Aaah. Por que não? — Dana sorriu de forma sapeca — É proibido para menores?
— DANA! — Agora o pobre homem parecia prestes a enfartar, e quando Harlow passou a rir, ele faltou desabar onde estava. Caroline provavelmente teve compaixão dele, pois mesmo que com as bochechas coradas, ela tomou seu braço e o apoiou.
— Querido, por que não deixamos esse assunto de lado e vamos ver Lizze? Ainda preciso ir na Linnea terminar as malas, lembra-se?
— Si-sim. Vamos logo eu… droga, apenas vamos. — Ele puxou sua namorada e saiu andando como se o raio estivesse prestes a cair em sua cabeça. Ao meu lado, Dana e Harlow explodiram em risos.
— Oh Deus, viu a cara dele?
— Caramba, ele nunca vai mudar… — Dan gargalhou e quando aos poucos o riso cessou, ela suspirou — Oh, nosso irmão é um fofo.
— Talvez ele seja o único entre nós com juízo — disse Harlow, e dessa vez eu tive de concordar.
— Com certeza, ele tem a salvação — falei — Ao contrario de vocês. Suas pervertidas.
Ambas me dirigiram olhares secos e muito, mas muito parecidos.
— Ora, eu não vou ter que apontar quem aqui é mais pervertido. Ou vou? — Harlow cruzou os braços.
Dana sorriu de lado erguendo uma sobrancelha.
— Com todo respeito a minha irmã, eu já namorei você Jimmy. De santo você nada tem. —Apontou risonha, e eu tive de abrir minha boca com indignação.
— O que? Isso é um complô! — Virei para Harlow — Pequena, você não vai defender seu namorado?
Caralho. Eu com certeza poderia me ferrar com aquela conversa, por isso eu não sabia se aquele olhar aguçado de Harlow pulando de mim para Dana, era algo bom ou ruim, e fiquei ainda mais amedrontado quando essa deu de ombros e sorriu.
— O que posso fazer? Ela tem razão .— Me olhou — Você é tão perdido quanto nós. Talvez até mais.
— Ai — Segurei em meu peito dramaticamente, torcendo o rosto em sinal de dor. — Isso machucou menina. Foi cruel.
— Você aguenta — rebateu, e tomou o braço da irmã para que fossem para dentro da casa juntas.
Assisti as duas passando por mim entre sussurros e risadas, e quando me vi sozinho na calçada, uma vontade enorme de rir me fez olhar para o céu e suspirar. Apesar dos problemas, pela primeira vez, eu me sentia mais do que feliz, e sabia apenas de sentir meu coração batendo, que o motivo era aquela garota tão rabugenta e peculiar. Ela estava fazendo loucuras em meu peito, na minha alma.
Percebi que aos poucos, ela me conquistava cada dia e cada hora mais. E a experiencia era tão magnifica que não podia parar de sorrir. Mesmo quando sabia que teria muito a enfrentar pela frente.
— Hey! — Harlow me gritou da varanda — Vai ficar ai paradão?
~*~
— Está tudo perfeito — Jared deu um sorriso a Eloise e guardou o estetoscópio que tinha antes no pescoço — Você encontrou alguém confiável para ser sua médica durante o pré-natal?
— Minha mãe marcou um consulta com a médica que a acompanhou quando estava gravida de mim — disse Lizze.
Jad virou-se para tia Ellie, que assentiu.
— Fique tranquilo querido, dra. Lauren é uma grande amiga e profissional. Confio muito nela, não tive problemas em minha gestação.
— Bem. Isso me deixa mais tranquilo. — confessou e apoiou um cotovelo no joelho, olhando Eloise — Apesar disso, estarei vindo sempre que puder, assim não ficaremos preocupados com nada.
— Eu agradeço Jad — falou ela, e sentado de onde eu estava, consegui ver quando Harlow apanhou a mão dela em um aperto firme que a fez sorrir. — Você… Todos vocês, tem sido maravilhosos. Eu e Jonah não sabemos como agradecer.
— Apenas se cuide e viva bem — falou Jad e tocou seu ombro.
— Falando em Jonah, onde ele está? — perguntei enquanto tentava desviar meu quadril dos dedos maldosos de Dana, que estava no mesmo sofá que eu, tentando me perfurar o quadril com as unhas.
— Eu o mandei para casa para descansar — Suspirou Lizze, deixando a cabeça tombar para trás — Ele está sendo tão altamente protetor. Okay, é bem bonitinho e estou aliviada que ele não tenha me deixado, mas a cada espirro que dou, é um momento de quase infarto da parte dele.
Risos preencheram a sala.
— Eu já disse que é algo normal, querida — Ellie tomou um pouco do suco que havia nos trazido — O pobrezinho viu você sangrando e desmaiada, o choque ainda está presente. E lhe garanto que isso não é metade do que vai passar nos meses a seguir. Homens podem tornar-se verdadeiros bobos com a paternidade.
— Será que isso foi alguma indireta? — perguntei sorrindo, e com os olhos grudados no cara sentado ao lado de Damien, parecendo totalmente fascinado pelo laptop de Eloise.
Pelo que ficamos sabendo, Damien estava ensinando o pai como mexer no facebook e Skype, pois assim poderia falar livremente com Caroline e talvez, quem sabe, a própria Harlow. E pelo jeito ele estava se divertindo, considerando o sorriso que dava ao continuar digitando. Tanto que nem notou os risos a volta.
— Eu ainda acho que isso não foi uma boa ideia — resmungou Caroline, olhando o pai digitando.
Damien acenou com uma mão com desdem.
— Não fique preocupada a toa mana. Eu vou cuidar dele — garantiu. Car apenas o olhou.
— Acho que você não pode dizer nada quando foi preso ontem a noite — falou Dana, aos risos, mas no instante seguinte uma almofada pousava em seu rosto. — Hey!
— Cala sua boquinha maninha — Harlow rangeu os dentes.
Ergui uma sobrancelha.
— Eu estou sobrando? — indaguei, e encarei Damie. Ele tinha aquele sorriso tosco que me fazia querer socá-lo a até a morte. Nada muito novo. — Você foi preso?
— Eu…
— Vamos mudar de assunto? — Harlow me cortou um pouco agitada — Lizze, e a faculdade de vocês? Já decidiram como vão fazer?
Eloise encarou a amiga, sorrindo de lado, e sua expressão foi tão suspeita que tive de me inclinar, começando a desconfiar sobre o que diabos estava acontecendo ali.
— Vamos continuar, claro. Jonah não me quer estudando, mas não vou parar só porque estou gravida — Colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha — Jonah vai com o pai dele na semana que vem na faculdade. Decidimos que ficaremos até eu completar sete meses e depois seguiremos com o curso online. Pelo menos eu terei que fazer isso, pois quando o bebê nascer terei os dias em resguardo e depois responsabilidades — Sua expressão murchou assim como seus ombros — Não terei tanto tempo livre como agora, então…
— Ei — Harlow apertou sua mão — Não pense nisso agora. A muito a que se ver pela frente, e por enquanto nada vai mudar. Terá apenas que proteger sua saúde. Certo Jad?
O irmão assentiu
— Ela está certa. Gravides não é uma doença, você pode ter um vida, apenas precisa saber como vivê-la.
— É difícil vivê-la quando todos seus sonhos podem ser destruídos — resmungou ela, e não pela primeira vez, um clima de pena nos vez olhá-la seriamente, isso até que Caroline falou, surpreendendo não só a mim, mas como todos a volta.
— Eu tive um lista de sonhos um dia.
De repente, Apolo estava incrivelmente atento, não olhava mais para laptop e nem Damien o olhava, ambos tinham o foco em Car, que em nenhum instante deixou de encarar Eloise, que se aproximou da ponta do sofá, curiosa.
— Verdade? E ainda a tem?
— Oh, bem… Aconteceram umas coisas e acabei por me desfazer dela — Ainda sem virar para seu pai e irmão, ela sorriu.
Percebi também que Harlow parecia estranhamente quieta, e ao encará-la, notei sua troca de olhares com Damie, o que me fazia pensar que talvez eles já tivessem falado sobre essas tais “coisas “ que fizera Car se desfazer de uma lista de sonhos.
— Mas ainda sim, por mais que eu tenha me desfeito dela… Lembro da ordem exata de cada desejo. E metade eu ainda não cumpri, mas pretendo fazê-lo.
— Por que destruiu ela? — Lizze fez careta — Desistiu de segui-los?
O limpar da garganta de Harlow foi alto o suficiente para fazer com que a olhássemos. Ela corou fortemente e sorriu amarelo.
— Acho que devemos falar de outra coisa Lizze — murmurou.
— Não. Tudo bem, eu falo — Car piscou gentilmente e então virou-se, finalmente, para o pai e irmão. Eles fixaram o olhar um do outro, e Caroline e Apolo ficaram um longo tempo se fitando, até que o pai suspirou e abaixou os olhos, como se lamentasse algo. — Eu decidi que não precisava dela. Apenas isso.
— Então você cumpriu muitas coisas já? — Os olhos de Eloise brilharam, e Car sorriu a ela.
— Sim. Uma e outras. Mas o que quero dizer a você, é que não tem de se preocupar com seus planos sendo destruídos — Seu olhar se tornou um pouco vago — Eles fazem parte de você, e não será o seu bebê a impedi-la de os cumprir. Aquela lista era apenas algo para me apoiar, como se aquilo fosse me ajudar a seguir em frente, mas não era isso. Meus verdadeiros sonhos estão em meu coração, não em um caderno velho… Posso leva-los para todos os lugares e realizá-los no momento em que quiser. Sei que tinha uma meta a seguir, mas saiba que não precisa dela. Eu não precisei, então sei que pode realizar o que quiser.
— Está sendo sincera? — Lágrimas embaçaram os olhos de Lizze, e ela apertou os lábios — Acha que consigo realizar meu sonho? Como você conseguiu? Apenas me dê uma pista.
— A maior pista está dentro de você Lizze — Car disse suavemente — Basta saber entendê-la. Tudo que consegui, foi graças a minha família. Eles me ajudaram muito — Tanto Damien como Apolo sorriram, mas nada falaram. — Eu escolhi me apoiar neles, e não em uma lista idiota. Você precisa encontrar algo diferente para se firma, algo que represente tudo a você, pois assim poderá ir o mais longe possível. Assim como sempre desejou. Lembre-se, você comanda a própria vida, e somente você pode saber como segui-la.
Com tais palavras, Lizze respirou fundo e assentiu, uma expressão de alivio em seu rosto. Do lado de Caroline, Jared a abraçou, com olhos orgulhoso e quentes, uma pontada de extrema felicidade ao olhar para a mulher nos seus braços.
Foi nesse instante que parei para ao olhar para Caroline, Apolo e Damien, que pensei sobre como poderia ter sido a vida deles. Não sabia nada, mas algo parecia exalar de cada um deles, uma magoa antiga, que mesmo não os conhecendo direto, eu sabia que era um fardo, principalmente a Apolo, pois ele se encolhia ao lado do filho como se estivesse recordando de um momento de extrema decepção. E talvez Lizze também estivesse os observando, ou pensando sobre exatamente a mesma coisa que eu, porque a sua próxima pergunta foi um tanto surpreendente.
— Desculpe perguntar, mas eu nunca soube onde está sua mãe — Ela olhou entre Damie, Car e Apolo, que pareciam agora muito, muito sérios. Eloise arregalou os olhos e encolheu — Perdão, não queria ser indelicada ou nada parecido.
— Você não foi querida — Apolo sorriu suavemente ao falar — Acontece que meus filhos temem me magoar quando Katherine é envolvida.
— Pai — Damien resmungou.
— Não existe mais maneiras de me machucar sobre isso filho — Ele deu de ombros e voltou-se para o laptop — Kath e eu somos divorciados. Infelizmente, ela não pôde aguentar minhas loucuras diárias e passamos pela separação quando eles tinham oito anos. Ou será nove? Eu não me lembro, talvez eu esteja mesmo ficando um pouco caduco — riu para si mesmo.
Ao redor, o silencio foi aterrador e um pouco constrangedor, mas então Jared puxou Caroline para perto e beijou sua testa.
— Seu Apolo, você não deve se enganar. Parece muito mais em forma do que pensar. E se o casamento com a mãe deles não deu certo, acredite que um dia poderá encontrar outra pessoas para estar junto — falou, e Apolo riu alto balançando a cabeça.
— Até parece filho. Eu sou um desastre ambulante na vida de qualquer um.
—Pai, por favor, não fale assim — Caroline respirou fundo — Eu já disse que você é melhor que muitos por ai.
— Ah, e eu acredito em você meu amor — sorriu alegre — Mas acredito porque é minha filha, portanto eu não aceito ser nada mais que incrível para você. Para meus gêmeos, eu serei melhor a cada dia, mesmo que ao fazer tudo isso, algo saia terrivelmente errado. Eu apenas juro que na maioria dos desastres, eu não sei o que estou fazendo. Estou começando a pensar em fazer amizade com crianças, com certeza elas podem me ajudar a ter mais cabeça — disse fazendo careta, e eu tive que gargalhar com os outros.
Caroline sorria a ele com carinho e iris brilhantes.
— Sei de tudo isso papai, mas talvez seja melhor não andar com crianças, elas provavelmente pode lhe ensinar como atear fogo na própria cabeça… Não que você não já saiba fazer isso, certo? — perguntou com humor, mas Apolo não pareceu ouvi-la, pois teve os olhos arregalados, e de repente, lágrimas apareciam nas beiradas, seu lábio inferior tremendo.
— Me chamou de papai? — perguntou com fungados — A anos que não me chama de papai.
Inesperadamente, Caroline passou a ficar vermelha como um tomate.
— Papai, não fale assim — resmungou envergonhada, mas antes que sequer contestasse os choramingos do homem, ela já estava envolvida pelos braços enormes e sendo beijada no rosto.
— Meu sol, minha querida. Eu amo tanto você, menininha…
— Paiii — Ela gemeu, mas parecia presa entre controlar os beijos do pai ou rir. Jared apenas assistia tudo sorrindo enquanto nós fazíamos o mesmo tentado, ao máximo, não cair rolando aos risos.
— Eu não posso me separar de você. Não vou suportar — Ele fungou, puxando a filha em pé para que pudesse prendê-la em um abraço. O primeiro ato simples e aconchegante que ele fez sem agitação, tal esse que fez Car encostar cabeça em seu ombro ao fechar os olhos como se estivesse cansada de ter que se separar dele também.
— Também sentirei saudade pai — fungou ela, e só por isso, percebemos as lágrimas dela correndo.
— Ah meu Deus! — Apolo se exaltou — Damien, ela está chorando. Ela nunca chora. Jesus poderoso. Chamem um médico! Ela precisa ser examinada agora!
— JAREDDDDD!!!!
O cantarolar de todos fez com que Apolo saltasse surpreendido no mesmo lugar, enquanto Jared começava a rir, escandalosamente, no sofá. Suas mãos indo ao estômago.
— Não fique rindo garoto. Minha filha está doente…
— Pai, eu estou bem — Car falou, e fungou — Eu só estou triste por partir e deixá-lo.
— Eu devo me sentir ofendido mana? — Damien balançou as sobrancelhas — Não sofre tando por me deixar. Isso machuca sabe.
— Não seja assim Dan — Caroline sorriu e secou a bochecha — Sabe que sentirei falta de você também.
— Ah sério? Então vem aqui loira — E ela não teve tempo nem de gritar, pois ele já a puxava para o colchão, e a abraçava com força enquanto ela resmungava.
— Dan, vai amassar minha roupa!
— Foda-se.
— Meu cabelo e…
— Foda-se. Foda-se e foda-se.— repetiu e repetiu. E então Caroline gargalhava alto.
— Seu rude.
— Apenas com você minha gêmea — E beijou seu nariz.
Ela tentou escapar, mas foi em vão e apenas conseguiu quase esmagar o laptop de Lizze, e quando ela o arrumou em um lugar que não poderia quebrar, parou de repente, olhando fixamente para tela.
— Pai… O que é isso?
Apolo se aproximou e olhou. Ele sorriu radiante.
— Nossa despedida — Ele apontou para tela. — Eu achei que seria legal para que vocês pudessem se despedir e pedi ao amigo da Harlow, que ajudasse com uma festinha temática em sua academia. Ele aceitou. Então apenas tive de mandar os convites.
— Isso é legal — falei, realmente gostando.
— Eu sabia que iam gostar. — disse animado — Eu até fiz Damie me ajudar com essa coisa de edição no convite. Eu já o publiquei usando o facebook da Lizze.
O rosto de Caroline ficou branco.
— Deixa eu ver se entendi… Você vai dar um festa na academia de Liam e postou, através do facebook da Eloise, um convite para todos os amigos dela, que são mais de cinquenta deles? Mesmo sabendo que nosso voo esta marcado para as onze da noite do dia de hoje?
— Incluindo aqueles do meu colégio? — Harlow perguntou horrorizada.
Apolo assentiu.
— Exatamente. — cantarolou ele — Não é demais?
Ah. Agora sim o negocio ia complicar. E pela cara da minha linda namorada, um assassinato poderia acontecer. Eu só precisava me manter afastado para não ser o dilacerado da vez.
Isso vai ser interessando. Conclui mentalmente com um sorriso.
— Ai meu Deus. Ai meu Deus. — Harlow saltou do sofá com as mãos no rosto.
— Me deixa eu ver —Eloise pulou para o lado de Caroline e engoliu em seco — Ele realmente fez isso.
— Cadê? — Dana saltou para trás de Lizze e leu e sorriu de lado — Festa a fantasia?
— Eu sempre quis ir em uma — Apolo confessou todo serelepe.
Harlow choramingou, caindo ao meu lado.
— Quero morrer. — resmungou. Eu sorri, abraçando-a pela cintura.
— Como vamos organizar isso tão de pressa? — Caroline já estava surtando novamente. — Existe comida, roupas, cabelo, mais comida…
— Não precisa se preocupar com isso querida, seus amigos já estão preparando tudo desde ontem — Garantiu Apolo e nós o olhamos — O que? Eu planejei isso ontem antes de dormir.
— Seu pilantra — Damie apontou um dedo para o pai — Era por isso que me fez ensiná-lo a mexer no facebook.
— Eu tenho meus momentos de esperteza — falou com orgulho.
Harlow continuou a choramingar.
— Pessoas. Do colégio. Falar. Fotos. — Seus braços abriram — Por favor me matem.
— Não vamos nos exaltar, por favor — Jared parecia tão insatisfeito quando a irmã, mas as vezes um sorriso parecia querer dar as caras — O que precisamos fazer é entrar em contato com seus amigos e ajudar. Como isso não tem mais volta, vamos trabalhar rápido. Apesar da situação, e considerando que não sou fã de festas… Isso pode ser legal. A vocês — Olhou de Apolo a Caroline e Damien — A despedida de vocês. Acho que merecem algo assim, então já que está feito. Vamos por as mãos para trabalhar.
E com essas palavras, nos erguemos do sofá e corremos para fazer algo. Mesmo que tenha tido, com nada mais que um braço, arrastado Harlow o caminho todo até a moto e depois a academia.
Uma festa. Mal podia esperar para que ela começasse, pois por mais incrível que parecesse, estava completamente animado e curioso para saber no que isso tudo iria dar.
A palavra “Confusão” com certeza será a dona da noite, isso era o fato que mais preocupava a Harlow e divertia a mim. Pois a final de contas, de santo eu não tinha absolutamente nada.
QUE VENHA A FESTA!
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