Ruídos

6 Capítulo 6 - O Padre.


Meu dia começou normalmente, me acordei, fui direto para o banheiro fiz as minhas higienes, logo em seguida abri meu guarda-roupas escolhi um short e uma blusa um pouco soltinha, coloquei uma sapatilha e desci para a cozinha, quando cheguei lá estava minha mãe com um lenço branco de papel nas mãos e falando com o padre, fui me aproximando e vi os olhos da minha mãe inchados, e quando ela me olhou rapidamente me abraçou.

- O que houve mamãe? — Eu disse assustada.

- A Andressa filha, ela se foi — Disse minha mãe entre as lágrimas.

Lágrimas escorreram dos meus olhos, e em seguida minha mãe as limpou e disse:

- O Padre Hakson está aqui para nos ajudar filha. — Disse minha mãe com um tom confortador.

Eu a abracei forte, e o padre disse:

- Belle, o senhor está do lado de vocês ela irá ajudá-las.

- Obrigada. — Eu disse enquanto me desprendia de minha mãe.

O padre pediu para subir para os quartos, em sua mão havia uma bíblia e um frasquinho com água benta conforme ele caminhava ele fazia o sinal da cruz com o frasquinho e pequenas gotas da água benta caiam pelo chão. Eu e minha mãe fomos o seguindo e ele chegou no meu quarto e começou a jogar água benta e e rezar e onde caiam as gotas de água as mesmas ferviam no chão o padre ficou impressionado e começou a rezar, logo em seguida disse:

- Vocês estão correndo perigo, aqui há um demônio. — Disse o padre nos alertando.

Eu e minha mãe nos olhamos e ficamos caladas, quando de repente ele peguntou:

- Qual seu nome espírito maligno, em nome de Jesus, diga o seu nome, qual seu nome? — Falou o padre em tom forte.

Então um grande sopro de vento entrou no meu quarto, fazendo as cortinas voarem e então ouviu-se a voz docee infantil quase num sussurro falar:

- Meu nome é Ravana. — Logo em seguida a voz melancólica ficou águda e grossa e deu uma longa risada, pude sentir cada parte do meu corpo arrepiar, logo em seguida ela disse com a voz grossa:

- Quero brincar Padre, vamos brincar?. — E voltou a ecoar a risada diabólica pelo quarto.

Minha mãe estava imóvel, e o padre ouvindo atentamente a tudo.

- Volte para o inferno espirito demoníaco! — Gritou o padre com tom de ordem.

Tudo se calou, Ficou um silêncio estranho, Quando eu percebi a água benta voou nos olhos do padre e ele começou a gritar, ele ficou com os olhos vermelhos, flutuou até o telhado caiu no chão e se levantou, deu um giro de 360º com a cabeça e me olhou e disse:

- Vamos brincar denovo Belle...

O padre começou a correr atrás de mim e de minha mãe, descemos as escadas correndo fomos pra cozinha, o padre aparece bem em minha frente , eu pego uma faca que está bem na minha frente , ele se aproxima e eu cravo a faca no peito do padre.

- Nãããão Belle.. Porque? — Fala o padre caindo no chão.

Eu ouço uma voz doce e suave , só que parece estar irritada desta vez:

- Ainda não acabou Isabelle !!

Escorre uma lágrima de meu rosto eu olho pra minha mãe e digo:

- E agora mãe?

Minha mãe me abraça e diz:

- Calma meu anjo, tudo vai se ajeitar..

Em seguida ela me solta, pega sua bolsa em cima da mesa, e a chaves do carro, segura a minha mão e fomos direto para o carro de minha mãe, ela entra no carro, vira a chave e me pergunta nervosa:

- Aonde é a casa do seu namorado filha?- É cinco ruas para a esquerda, porque mãe? — Eu digo um pouco assustada.

- Preste bem atenção, quero que você fique lá até eu ir te buscar, vou pegar seu irmão na escola, e não quero que você fale com mais ninguém, apenas com o Diego entendeu Isabelle? — Diz minha mãe ainda muito pensativa.

- Sim mãe, mais o que você vai fazer? — Eu digo sem entender nada.

- Vou falar com o seu pai e ver o que resolvemos, sem fazer nenhuma besteira também, entendeu?

- Sim mãe, é naquela casa branca. — Eu digo.

Minha mãe buzina algumas vezes e logo em seguida o Di sai de casa, sorrindo ao me ver. Minha mãe sai do carro rapidamente, olha para o Di e diz:

- Cuide dela, a Belle irá te explicar tudo, ela pode ficar aqui por algumas horas? — Diz minha mãe nervosa.

- Claro que pode. — Diz Di sorrindo enquanto me abraça.

Minha mãe me dá um beijo na testa e abraça eu e o Di e logo em seguida entra no carro.

- O que houve princesa? — Fala Di arqueando uma sobrancelha.

- Aquela garota amor, eu matei.. um padre. — Eu falo e lágrimas escorrem dos meus olhos.

- Fica calma amor, eu vou ajudar não fica assim, vem entra. — Diz ele me abraçando de lado.

- Seus pais estão em casa amor? — Eu digo.

- Não amor, eles estão em uma conferencia e só voltam amanhã a noite, e o pai do diretor está no hospital então a faculdade não vai funcionar essa semana.

- Nossa que chato.. — Eu digo.

- Nem tanto, eu estava com muita saudade de ti amor. — Ele fala com um sorriso fofo, e logo em seguida me beija.

- Eu também estava amor. — Eu digo assim que termino o beijo.

Nós ficamos nos olhando por um tempinho, depois subimos para o quarto dele e ficamos conversando, e fazendo planos para o futuro. A única coisa que estava me fortalecendo naquele momento era o Diego, acho que se eu não tivesse ele, eu já estaria derrotada. Depois de muita conversa, nós pedimos uma pizza, e o tempo passou voando, quando olhamos no relógio já eram 22:00 horas e minha mãe não havia nem ligado,e o celular dela estava desligado. Então eu me deitei na cama do Di e ele deitou do meu lado, então nós nos beijamos e o clima começou a esquentar..