Royalty - A Realeza

17 Capítulo 16 - Teste


Notas iniciais
capítulo novo jovis :v o personagem Loius foi criando em conjunto com meu Bro André! o/ o *high-five* Boa Leitura.

John acordou com seu despertador berrando ao ouvido. Ele colocou Walk this way do Aerosmith no sistema de som e para desligar o alarme, ele o arremessou contra a parede. Era o terceiro que ele havia quebrado desde que se mudara pra a Night Angel. Eu odeio essa bosta de agência era o que ele dizia desde então. John sempre fora um cara muito estressado com tudo e com todos. Até mesmo um sapato fora do lugar era motivo pra ele xingar aos quatro ventos. E seu irmão não estar lá também era outro motivo para estresse.

Apesar de serem totalmente distintos. A relação de fraternidade dos dois era muito forte, ninguém conseguia entender como um grandão gentil aturava um baixinho marrento e vice-versa. Aqueles dois se completavam de maneira assustadora. Mas o grande destaque deles era em missões. Os dois tinham uma dinâmica espetacular. Entretanto, John era péssimo em trabalhar com outras pessoas. Seu ego gigantesco não permitia.

Ele amarrou seus cabelos castanhos no inconfundível rabo de cavalo e seguiu dando alguns passinhos ao som da música. Ele não se importava em deixar o som alto pois sabia que a sala de Pablo tinha isolamento acústico e os outros, como ele se referia Josh e os demais, não estavam lá. Ele passou dançando pela cozinha, abriu a geladeira e ao pegar um caixa de leite, viu que estava vazia e a esmagou furioso:

–Quem bebeu a porra do meu leite! –Gritou.

Ele ia em direção do Laboratório de Pablo para ralhar com o cientista quando passou pela biblioteca e viu um Jovem de alargador vasculhando tudo. Mas que porra é essa? Disse pausadamente, virando levemente a cabeça.

Andrew mexia em tudo rapidamente tentado encontrar segredos e informações antes que Nari, Josh e Dean Acordassem.

Ele sentiu um forte chute em seus pés, chute tão forte que o derrubou no chão e por pouco não quebrou seus ossos. John deu uma chave de braço no garoto:

–Quem é você seu filho da puta! Pensei que nessa droga tinha o mínimo de segurança – Dizia enquanto girava o braço do garoto, aumentando a dor.

–John já disse pra não ligar essa porcaria... Mas o quê? – Pablo apareceu na porta, seguido de Nari, Josh e Dean.

–Sério, eu não vim pra cá pra ficar trabalhando de segurança! – Disse John. Andrew continuava a gritar de dor.

–Para com isso! Ele tá com a gente. – Falou Nari colocando a mão na testa.

–Sério mesmo que mal inauguramos essa porra e vocês já estão enchendo de estranhos aqui? Se eu tiver vindo pra cá e der alguma merda... Nunca mais olhem na minha cara.

–Até que não olhar pra tua fuça não seria algo ruim. – Brincou Dean. Nari Ainda não tinha parado para pensar na imprudência que foi trazer Andrew pra agencia. Ela sabia que não devia ter feito aquilo, mas precisava provar para Josh que eles eram confiáveis afinal de contas, o destino do mundo era mais importante do que uma simples vazão de informação.

–Ele é um herdeiro e está numa missão com a gente – Disse a garota. – Agora, faça o favor de solta-lo e pedir desculpas.

John largou Andrew e desferiu mais uma enxurrada de palavrões pra cima deles perguntando quem tinha tomado seu leite.

–Fui eu que tomei essa porra tá bom! Agora cala a boca! –Disse Pablo irritado. John se aproximou dele, juntou a palma das mãos e implorou:

–Sério cara, não toma meu leite! Sabe que eu sou viciado em leite. Eu tipo, amo muito leite. Amo pra caralho. Eu mataria por leite. Eu botaria o nome do meu filho de leite da minha filha de vaca porque vaca dá leite. Eu vou até tatuar uma jarra de leite nas minhas costas. Eu vou inaugurar uma cidade de nome Leitópolis. Quando eu for presidente do mundo, vou botar leite nos bebedouros das escolas. Eu vou–

–CHEGA JOHN! Eu já entendi! Agora vaza daqui – ele puxou uma nota de dez dólares do bolso – Vai comprar teu leite.

John saiu pela porta com um sorriso cínico e esbarrou propositalmente em Josh. Todos se desculparam com Andrew.

–Ele é sempre assim? – Perguntou Josh a Dean.

–Ele geralmente é mais chato. – Sorriu o garoto de mechas brancas. – Mas Andrew, o que você estava fazendo aqui?

O garoto voador gelou. Quase fora pego. Precisava bolar uma mentira rápido pra fugir daquela situação.

–Ah eu acordei mais cedo e resolvi dar uma olhada nos livros sabe, eu gosto muito de ler. Ler é legal.

Dean e Nari trocaram olhares. Por serem amigos desde pequenos, Ambos tinham alguns sinais que só eles entendiam. E um deles era o olhar. Os dois aprenderam a comunicar informações básicas com uma simples expressão. e o olhar dessa vez significava : Esse cara está escondendo algo.

Todavia, eles preferiram não dizer nada. Desde o dia anterior Josh ainda continuava desconfiada. E ele era algo que não poderia ser perdido.

–Tudo bem, tudo bem – Nari sorriu. –Vamos nos preparar, pois a reunião é as 7:00 não é, Andrew?

–Sim. –Ele retribuiu o sorriso sem jeito.

Todos foram aos seus respectivos quartos para tomar banho e se arrumar. Nari vestiu uma calça Jeans preta, e uma camiseta rasgada branca sobre um top também preto. Plucky estava em sua cintura. Josh estava com seu visual básico: uma calça Jeans simples e uma camiseta preta. Dean vestia um short vermelho com detalhes cinza que cobria até o Joelho, e uma camisa de mangas compridas, até o pulso, da cor branca.

Quando terminaram, Nari fez uma vídeo conversa com a avó de Andrew. A senhora estava num hospital ali perto e havia acabado de fazer uma bateria de exames. Ela disse que amava o garoto e que espera que tudo desse certo. O Voador despencou em lágrimas logo após o vídeo. Nari somente o observava. Ela estudou psicologia por algum tempo. Devido á isso, sentiu um leve tom de culpa naquele pranto. Seriam lágrimas de culpa por não ter vindo logo ou culpa por outra coisa? Pensou.

Eles juntaram-se no laboratório de Pablo para os últimos detalhes. Dean pegou apenas uma de suas espadas e somente Nari levou o comunicador para não levantar suspeitas. Eles desceram e Pablo os acompanhou até a entrada do prédio.

Antes de entrarem no táxi, Nari Abraçou Pablo e discretamente lhe entregou u pedaço de papel. Quando eles partiram, Pablo abriu o bilhete que dizia.

O Andrew não é confiável. Deixe o John e Rider prontos se precisarmos de reforços”.

...

Eles Estavam um táxi rumo à Nova Jersey. O motorista achou estranho eles irem para tão longe de taxi, mas aquantia que ele recebeu manteve qualquer comentário só no seus pensamentos.

Os Herdeiros desembarcaram a poucas quadras do local de encontro. Josh abria e cerrava os punhos devagar. Ele fazia isso toda vez que estava nervoso. E seu eu der alguma mancada? Pensou. E se por minha culpa eles acabarem mortos? E Andrew? Como vou contar para a vó dele?

Foi aí que uma segunda voz surgiu em sua cabeça:

–Quer parar com essa veadagem?

–cara é algo sério! Tô muito nervoso.

–deixa de frescura! Se nós estivermos nervosos vai ser pior! Agora respira fundo e se concentra, nós temos que impressionar a Nari.

–Você só pensa nisso?

–é claro! Ou quer que a gente vire um tiozinho gordo, barrigudo, e solteiro?

–Tá, ok.

Desde que seu pai morreu, Josh passava muito tempo sozinho. Como ele não tinha muitos amigos com quem conversar, acabou por desenvolver essa consciência a qual ele dialogava toda vez que ficava aflito ou precisasse tomar decisões importantes. Ele sempre fora um cara muito metódico, graças a “essa personalidade extra” que lhe ajudava a fazer escolhas sensatas.

Quando chegaram á porta do Galpão. Andrew bateu em código Morse. Nari interpretou:

eles estão aqui

Ela respirou fundo e ficou em alerta:

ele nos entregou, pensou.

O portão abriu e eles adentraram o local. Dean ia indo em direção á um fliperama com os olhos brilhando quando Josh o puxou de volta pelo pescoço. No centro do recinto estavam quatro jovens sentados ao redor de uma mesa. Ao fundo Josh reconheceu a inconfundível voz de Eminem no aparelho de som.

Lá estavam Chris, Jones, Carrie e outro rapaz. Este usava óculos quadrados. Sua expressão era fria e individualista. Ele tinha uma corrente grossa ao redor de seu torso, o que não combinava nada com o corpo esguio. Ele foi o primeiro a notar os novos visitantes.

–Ora ora, novos recrutas pelo visto. – disse sem alterar a expressão facial.

–Quem são esses? – Perguntou Carrie se levantando.

–Novos recrutas. – Andrew apontou para eles – por ironia do destino acabei encontrando-os num bar e os convidei para Juntarem-se a nós.

–Uau, que gata! – Jones se levantando e foi em direção á Nari – Muito prazer, Jones ao seu dispor. – Ele beijou a mão da garota.

–Esperem! –Disse Chris ao fundo. – Como vou saber que eles são confiáveis? E esse comunicador... parece coisa de agente. – Questionou olhando fixamente para o aparelho no pulso de Nari.

–Ah isso? – ela riu. – Não é nada de mais. Isso é um smartfone que eu adaptei como relógio. É mais prático.

Um silencio invadiu o ambiente. Até que Carrie quebrou o gelo.

–Até que eles são bonitinhos. – Josh e Dean fizeram um discreto High-five.

–Antes de tudo, digam seus nomes, Classificação Real, Herança e motivo de se unirem á SC.

Nari deu cinco passos a frente.

–Me chamo Claire. Sou uma duquesa. Herança dos escultores. –Ela pegou Plucky e o colocou na palma da sua mão. –Posso moldá-lo em qualquer coisa que eu quiser. – Ela pegou-o e transformou em um bastão, em seguida partiu-o em dois transformando em duas adagas e as adagas tornaram-se dois Sai logo em seguida. – Além disso, tenho uma conexão mental com ele, tudo que ele vê eu posso ver, ou seja, virtualmente posso entrar em qualquer lugar. E por último, estou aqui para ficar mais forte e me vingar do Homem que matou meus pais.

Ela fechou os punhos furiosa. Josh olhou para Dean intrigado e o garoto de mechas brancas encarou de volta uma expressão do tipo “não faço a mínima ideia, mas vamos entrar na onda

Os Membros da SC se entreolharam e aprovaram com um gesto de cabeça a garota de olhos negros. Dean foi próximo ele sacou sua espada e apontou pros que lhe observavam:

–Sou Neil. Sou um plebeu. Estou aqui pela grana.

–Um plebeu? – Jones riu. – Não precisamos de peso morto na equipe.

–Calado Jones – Repreendeu Chris. –Louis, Teste o Garoto.

O rapaz de óculos levantou e foi até o centro do local. Os demais afastaram os móveis e fizeram um círculo de 7 metros ao redor deles. Dean sorriu e empunhou a espada em posição de combate. Louis tirou os óculos e empunhou a corrente, rodando-a.

O primeiro golpe Dean desviou com facilidade. Logo em seguida, tentou um corte na horizontal. Louis esticou a corrente e parou a lâmina. Dean tentou puxar a espada, mas ela estava engatada em um dos elos, o que ele achou estranho, pois seu golpe não foi uma estocada. Rapidamente ele se enrolou na corrente numa tentativa de conter os movimentos e golpes de sue inimigo. Entretanto, quando estava perto de acertar um forte soco no estômago de Louis, seu braço começou a ser esmagado pela corrente. Ele deu um grito de dor enquanto o garoto da corrente não esboçava nenhuma reação. Era como se a corrente tivesse ficado mais grossa e pesada. Parecia uma jiboia esmagando a presa.

Nari começou a ficar aflita. Ela não sabia do que aquelas pessoas eram capazes, principalmente esse rapaz com um olhar gélido.

–Você é tolo, Plebeu. – Disse Louis enquanto a corrente apertava os músculos de Dean. Foi aí que ele, como ultimo recurso, usou o Jump para escapar. O puxão foi tão forte que levou o garoto da corrente ao chão. Dean se soltou, logo se recompôs, e partiu pra cima de seu inimigo.

Eles iniciaram uma sequencia incrível de troca de golpes. Josh já havia visto Dean lutar antes mas não imaginava que ele fosse tão rápido e aquela luta ao som de Berzerk, soava ainda mais épica.

Dean fazia acrobacias incríveis e golpes que Josh achava que eram fisicamente impossíveis. Como um em que Dean saltou, desferiu corte girando na vertical, apoiou a espada no chão e acertou um chute no peito do garoto da corrente. Porém, Louis também era ágil e no mesmo instante envolveu a corrente no pé de Dean e o jogou de costas no chão.

Durante a luta, enquanto golpeava, Dean evitava acertar a corrente mas, uma hora acabou acertando e perdeu sua espada novamente.

–Consegue fazer algo sem sua espada? –Perguntou friamente Louis.

–Mas é claro! – E assim, Dean correu em sua direção armando o punho. Louis preparou a defesa, porém, Dean deslizou e passou por baixo de suas pernas. Num movimento giratório, ele acertou a parte de trás dos Joelhos de seu inimigo, deixando o de quatro.

–Agora me diz, como é ficar de quatro pra um Plebeu tolo? –Dean o desafiou sorrindo. Louis levantou furioso girando a corrente em arco. Quando ia acertar um golpe certeiro, Chris interveio:

–Chega! O garoto está dentro.

Dean e Louis trocaram farpas com o olhar. Ao se aproximar de Josh, Dean o cumprimentou novamente com um High-five e o empurrou para o centro.

eles vão me destruir, esquartejar e ainda mijar no meu cadáver! Pensou Josh enquanto olhava para os membros da SC.

–Sou... É...Luke Skyrunner.

–O quê?! – Todos disseram em uníssono.

–não tenho culpa! Meus pais são fãs de Star Wars. – Os herdeiros ficaram desconfiados, porém, nada fizeram. Dean estava de boca aberta e Nari com os olhos arregalados. Primeiro por Josh inventar um nome tão tosco e segundo porque terem engolido isso.

–Tenho 16 anos, sou um duque. – Disse Josh estufando o peito.

–E qual sua herança? – Perguntou Chris.

–Eu... Absorvo energia elétrica com meu braço esquerdo.

Chris pegou um tazer em cima de uma das mesas e jogou para Josh:

–Demonstre.

Josh pegou aflito o aparelho, ligou e encostou no braço. Não sentiu nada.

–Só isso? – Reclamou Jones.

–Não. Eu também consigo devolver.

Se Nari e Dean estivessem bebendo alguma coisa, com certeza teriam cuspido. Josh é louco? Estava indo tudo tão bem! O Garoto com cara de bobo pegou, segurou o tazer e concentrou toda sua força. Ele não sabia se podia devolver, mas tinha que tentar. Afinal de contas, se não mostrasse algo legal, seria obrigado a lutar e ele não queria levar uma surra àquela hora da amanhã.

Ele fechou os olhos e imaginou a corrente elétrica fluindo do interior de seu braço até o aparelho.

Ele sentiu uma força correr por suas veias e músculos até chegar ao aparelho.

Boom!

O tazer explodiu em sua mão.

Quando olhou para sua palma, ela estava irradiando energia elétrica. Não vou apanhar! pensou comtemplando a mão.

Ele estava eufórico.

Eu realmente tenho poderes.

Eu sou um Herdeiro de verdade

–É você pode ser útil – Chris o aprovou com um sinal positivo. – Claire, Neil e Luke. Bem vindos á Street Crown. Vamos tratar de negócios agora.

Notas finais
dúvidas e sugestões sempre serão bem vindas! não deixem de comentar o que acharam :3 até a próxima!