Royals
8 Certo ou Errado?
Notas iniciais
Mac ficou extremamente incomodado quando Stella lhe pediu para ficar em seu apartamento naquela noite. É claro que, como amigos não havia problema algum, mas ao lado de Stella, ele se sentia diferente. E sabia o que era.
– Esse é o meu apartamento — ela disse ao abrir a porta.
Tudo estava organizado, impecável, como Stella.
– Meu apartamento já foi humilhado o suficiente — Mac ironizou.
Stella ligou a televisão, e parou num canal onde passava um filme de terror.
– Invocação do Mal. — ele disse lendo a sinopse — Nunca ouvi falar.
– Como assim?! — ela pareceu ofendida mas logo sorriu.
– Você sabe, eu trabalho o tempo todo, não tenho tempo pra isso.
– Está parecendo um velho. — ela disse — Bem, vou fazer pipoca com...
– Bastante sal e manteiga — Mac falou baixinho.
Ela deu meia-volta e começou a rir, não entendi e fiquei sem reação.
– É que eu pensei na mesma coisa que você... Por acaso o senhor lê mentes?
Na metade do filme, ou melhor, antes da metade do filme, toda a pipoca tinha acabado. Assim que Mac olhou para o lado viu Stella com os olhos cheios de medo.
– Quando for dormir, isso vai te acontecer — ele brincou ao se referir à cena.
– Nem brinca! — ela exclamou, envolvendo seus braços ao redor do pescoço dele.
Naquela sala escura, ambos se esqueceram do filme ao trocar os olhares. Suas respirações cessaram ao mesmo tempo, enquanto as batidas dos corações se aceleravam. Seus lábios se tocaram num impulso. Eles não conseguiam pensar em nada além de um ao outro. Em amar um ao outro.
Mac colocou suas mãos na cintura de Stella, trazendo-a para mais perto, aprofundando o beijo. Logo ela começou a desabotoar a camisa dele. O primeiro botão, o segundo, o terceiro...
– Espera — Stella recuou ofegante — O que estamos fazendo? É loucura. É errado.
Mac nada respondeu, apenas ficou admirando a beleza dela.
– Desculpe, eu acho melhor nós irmos dormir — ela declarou.
– Ok — ele concordou.
Stella o levou até o corredor.
– O quarto de hóspedes é aquele ali. — ela apontou — Tenha uma boa noite Mac.
...
P.O.V Catherine
Estávamos todos reunidos para ouvir o que Grissom tinha a nos dizer.
– Convoquei todos aqui para falar sobre a nossa vítima.
Ele andou até a tela e ampliou a imagem de rosto do cadáver.
– Johny Richards, 35 anos, comerciante.
– Não vejo nada de mais — Sara falou.
– Bom, Richards jamais existiu, seu nome verdadeiro era Victor Moratti.
– Moratti? — eu perguntei nervosa — O mafioso?
– Sim. — ele concordou — Era um filho legítimo da máfia. E agora está morto.
– Então alguém está atrás dos herdeiros? — eu perguntei.
– Pode se dizer que sim. — ele confirmou.
Os herdeiros. Quer dizer que alguém estava atrás de mim e de minhas irmãs?
...
Em Miami, Natalia estava perdida em seus pensamentos, e nem percebeu que Ryan lhe observava da porta.
– Oi, café italiano.
– Eu queria pedir desculpas por aquele dia — ela disse.
Ele ficou na frente dela, cruzou os braços e franziu a testa.
– Nem sei porque você está fazendo isso, eu que fui um idiota.
– Quero me desculpar, será que você pode falar "ok"? Não sou uma pessoa que faz isso.
– Ok. — ele riu — Está estressada... TPM?
Horatio apareceu com alguns papéis na mão. -
Wolfe e Boa Vista, tenho notícias para os dois.
– Quais? — Ryan parecia preocupado.
– Os escolhi para uma investigação contra a máfia. Irão para Las Vegas em duas horas.
– Horatio? — Natalia o chamou — Por que nos escolheu?
– Porque eu acredito em vocês.
Assim que o chefe saiu, Ryan deu um sorriso e quase pulou de alegria. -
Isso! É a chance da minha vida!
– Ryan, você sabe que vai ficar 24 horas trabalhando né? E nada de cassinos.
– A esperança é a última que morre.
...
P.O.V Giovanni
Convoquei até um cassino os mais poderosos chefões para discutir a morte de Victor. Uma grande perda, era o filho de sangue de Moratti, e ele nunca soube disso.
– Diga logo, Giovanni — era o homem mais velho ali.
– Não sei quem, nem como, mas os herdeiros estão sendo calados. Temo que o Trio também seja.
– O Trio está bem protegido, pelo menos eu garanto isso em Miami — uma mulher disse.
– Quero atenção redobrada — Giovanni ordenou. — Por que não tiramos a dúvida cruel de que há alguém nos apunhalando, e damos uma festa? — a mesma mulher falou.
– Uma festa? — Giovanni estava indignado.
– Sim, se esse alguém estiver acabando com os herdeiros, vai tentat agir nessa festa. E pegamos ele.
– Pode dar certo.
Fale com o autor