Royal Elite
6 Não se julga um livro pela capa
Notas iniciais
O dia passou rapidamente e agora já estamos a jantar. Olhei ao meu redor. Estou numa mesa com todos os meus amigos. Fico feliz por ter feito amigos logo no primeiro dia, apesar de estar habituada a estar sozinha é bom ter companhia de vez em quando.
À tarde conhecia a minha colega de quarto. Achei-a simpática. Ela tem cabelos negros pelos ombros e olhos da mesma cor. Pelo pouco que falamos vi que ela era confiante e segura de si, admirei-a por isso.
Ao meu lado estão a Anna e o Pitch. Gostei dele, é uma companhia incrível, mas ainda só passou um dia. Não posso julgar uma pessoa sem a conhecer certo? Seja pela positiva ou pela negativa. Ouvi uma gargalhada alta e olhei para a pessoa que a dava. Era a Tooth. Mas não é isso que eu estou a fazer? Pensei A julga-la sem a conhecer?
— Então Elsa, diz o que mais gostas de fazer? – uma voz despertou-me dos meus pensamentos.
— Não sei Pitch… eu adoro ler (?). – disse um pouco tímida.
— A sério? Eu também! Qual é o teu livro preferido?
— Não sei, eu já li milhares de livros fantásticos. – sorri.
— Como eu compreendo. Que tipo preferes?
— Eu adoro todos! – ele riu e eu comecei a sentir-me mais solta – Adoro clássicos como William Shakespeare e Divina Commedi [1]..
— Vejo que vossa majestade está a par da literatura italiana.
— Mas também gosto de livros de fantasia como Harry Potter. Já leste?
— Claro que já li! J.K. Rowling é uma das minhas autoras preferidas!
— Isso é tão in-
— E então o que é que vocês tanto falam? – olhei em volta e vi que um Pedaço de Gelo ambulante a olhar para nós, assim como os outros que tinham parado as conversas para olhar para nós.
— Não é da tua conta Cabeça de Gelo.
— Jack, estamos a falar de livros. Uma palavra que tu deixas-te já claro que não consta no teu vocabulário.
— Pitch, tu és supostamente o meu melhor amigo. Porque é que está do lado dela?
— Jack, isto não é uma guerra. – respondeu ele calmamente.
— É sim! – ambos respondemos.
— Até tu Elsa? – perguntou a Anna surpresa.
— No amor e na guerra vale tudo. – respondi.
— Sempre soube que me amavas Cabeça de Neve.
— Neste caso na guerra. – completei e todos começaram a rir. Menos o Jack.
— Que engraçada Elsa. Até me doí a barriga de tant- ele parou de falar quando uma rapariga, muito bonita, passou por nós e lhe piscou o olho – Se não se importam tenho coisas muito mais interessantes e divertidas a fazer, em vez de ficar a ouvir um Floco de Neve ambulante. Se me dão licença. – ele despediu-se e foi pela mesma direção que a rapariga tinha ido.
— Idiota… — murmurei.
— Então Anna, já escolheste a tua atividade extra curricular? – perguntou Astrid mudando de assunto.
— Estou a pensar em escolher dança nas artísticas e ginástica nas desportivas. Eu pratico ginástica desde pequena.
— E tu Elsa? – perguntou-me Hiccup.
— Bom, eu ainda estou um pouco indecisa… mas estou a pensar em música e patinagem artística.
— Sabes que é patinagem artística no gelo não sabes?
— Claro, por isso é que eu escolhi essa opção. – expliquei sorrindo. Em Arendelle eu ia sempre para um lago congelado patinar. – E vocês? O que é que escolheram?
— Eu escolhi artes e equitação e o Hiccup também. – respondeu a As.
— Eu vou para teatro e tiro com arco. – olhei para Merida espantada, do pouco que eu a conheço não a imaginava em teatro – A minha mãe obrigou-me a entrar em teatro porque segundo ela “melhora a minha dicção e a projeção da voz”. – ela completou vendo o meu olhar.
— Eu vou para artes e hóquei no gelo. – respondeu Kris.
— E eu para artes e esgrima. – disse o Hans.
— Eu vou para dança e ginástica como a Anna. – disse a Tooth sorrindo – Vais ver Anna! Vai ser tão divertido!
— Eu vou para artes e para hóquei no gelo e o Sand vai para artes. – disse Pitch.
— Ele não vai para nenhuma desportiva? – a Anna perguntou.
— O Sand tem um problema respiratório, por isso não pode fazer atividades físicas por muito tempo.
— Oh! Desculpa, não quis ser indiscreta.
— Não há problema Anna! Apenas quiseste saber a verdade. – ela sorriu timidamente.
— É impressão minha ou grande parte de vocês vai para artes? – perguntei – Não me digam que são todos prodígios artísticos ao estilo Rapunzel! – eles riram.
— Não, de todos os que vão para artes, apenas o Hiccup, o Sand e o Pitch vão porque gostam ou têm jeito. Nós é mais por exclusão de partes. Basta fazer um risco na tela e chamar-lhe arte urbana ou alguma coisa do género e tens nota máxima. – respondeu a Astrid.
— Faz sentido.
— Algum de vocês sabe para onde vai o Jack? – perguntou a Tooth, só podia.
— Eu acho que ele vai para musica e para hóquei no gelo. – respondeu o Pitch.
— Musica? O Jack canta? – perguntei espantada.
— Não, mas ele toca vários instrumentos. – ele respondeu sorrindo.
De repente ouvi um barulho estridente e percebi que era a vice-diretora, Gothel, a bater um um talher no vidro do seu copo na mesa dos professores.
— Por favor alunos, silêncio. O nosso diretor gostaria de dizer algumas palavras.
Ao sei lado vi um homem levantar-se, tinha longas barbas e cabelos brancos e vestia um fato que devia ser bastante caro. Era fazia-me lembrar o Dumbledore [2]ou o Pai Natal.
— Obrigada Gothel. Caros alunos, o meu nome é North e sou o diretor desta instituição. Dou-vos as boas vindas! Espero que neste ano consigam ultrapassar todas as metas que vos propomos. Para os alunos novos, espero que aprendam e que se dediquem aos estudos, mas também que se divirtam e que arranjem novos amigos. Relembro aos velhos alunos e aviso os novos de que não é permitido andar pela escola depois do horário de recolher que é às 22 horas nos dias de aulas e aos fins-de-semana às 23:30 horas. Obrigado pela atenção e boa noite. – dito isto ele e todos os professores retiraram-se do refitório.
— Não sabia que havia hora de recolher… — murmurei.
— Mas há. E acredita que não vais querer ser apanhada. – a Merida advertiu-me.
— Porquê?
— O ano passado eu fiquei com fome a meio da noite, fui à cozinha para ir buscar uma maçã e um dos seguranças apanhou-me. Tive que limpar o refeitório durante três dias! Tive sorte por só serem 22:30, senão ia ficar uma semana ou mais! – fiquei espantada. Não pensei que a Royal usasse esse tipo de castigos.
Fale com o autor