Rosquinhas e Qwilfish
1 Seu primeiro amigo em Unova
Notas iniciais
— Então alunos, hoje teremos uma aluna nova conosco. Ela veio de Accumula, vamos todos dar as boas vindas para ela. — A professora acena para a garotinha na porta e a chama. — Venha querida, pode entrar.
Uma pequena menina com os cabelos castanho-claros presos em formato de rosquinha, faces rosadas e um simples vestido rosa com um laço na parte de trás do pescoço entra na sala. Ela parece nervosa e envergonhada.
— M-muito p-prazer... Meu nome é Mei... Espero que possamos ser todos amigos.
— Pode-se sentar em qualquer carteira vazia que encontrar Mei.
Ela procura um lugar para poder se sentar até que encontra ao lado de um garoto de cabelos azulados e percebe que tem o formato peculiar de Qwilfish. Mei ri discretamente, mas alto o suficiente para o garoto ouvir. Ele virou-se rapidamente com um olhar intimidador e assustou a pobre garota, que se afastou do indivíduo e continuou sua procura por algum lugar. Não conseguiria relaxar e ter aula perto daquele garoto assustador. Teve de se sentar na ultima carteira no canto da sala.
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Na hora do lanche Mei ficou sozinha já que ainda não conhecia ninguém por lá. Algumas vezes tentou conversar com outras meninas mas elas a ignoraram e a chamaram de estranha por ter um penteado diferente.
Triste e solitária, encolheu-se no canto da sala em que sentava e chorou baixinho. De repente alguém se senta ao seu lado e põe a mão em seu ombro, a assustando de novo. Ao virar para ver quem era, percebeu que era o garoto assustador de antes.
— Oi.
— O-oi...
— Você está bem? Está chorando...
Ela soluça e limpa o resto de suas lágrimas.
— As meninas disseram que eu sou estranha e por isso não posso andar com elas. — Deixou mais algumas lágrimas caírem em seu vestido rosa.
— Tsc. Não liguem pra essas bobonas. — Ele pega um lenço e limpa seu rosto. — Sabe, eu sempre gostei de rosquinhas.
— Jura?...
Aos poucos para de chorar e olha novamente para o menino. Sua expressão realmente é um pouco assustadora, principalmente com os cabelos espetados e os olhos vermelho- sangue. Apesar disso, ele é um garoto realmente atencioso, não?
— Com certeza, é tipo, o único doce que eu gosto.
— E.... Eu também gosto de... Qwilfish.... — disse tentando sorrir.
— E-ei!! Eu não sou um Qwilfish! — O menino de cabelos azulados se fingiu de triste abaixando o rosto por entre os braços.
— Desculpa.... Eu não sabia que iria te ofender...
Ela chega perto dele para ver se estava realmente ofendido. Então ele subitamente levante e dá um peteleco em sua testa.
— Estou brincando sua boba! Eu não ligo pra essas coisas e... Ei, eu te machuquei?
Não que havia mesmo machucado, mas a brincadeira dele a assustou e ela volta a choramingar de leve.
— T-tudo bem, estou bem!
— Ah, que susto, achei que tivesse te machucado.... Aliás, meu nome é Hyuu. Prazer, vamos ser amigos!
Ele se levanta e estende sua mão. Hyuu.... É um nome bem bonito, Mei pensa.
— S-sim, sim! — Ela pega sua mão e este a ajuda a se levantar. Sua mão é quente e macia....
— Ah, e desculpa por ter se assustado hoje mais cedo. É meio instintivo.
Finalmente tem um amigo, é o que a pequena garota pensa. E pensar que havia ficado com medo de um cara tão gentil e agradável.
— Bom, se quiser você pode mudar de lugar e sentar perto de mim, pra não ficar sozinha.
— Certo.
Enquanto arrumava suas coisas em seu novo lugar, as meninas de antes aparecem e voltam a tirar sarro dela.
— Olha só, parece que a garota rosquinha decidiu mudar de lugar.
As outras garotas do grupo riram alto em tom de deboche.
— Ei! — Hyuu bate na mesa fazendo um grande barulho. — Dá pra deixar a gente em paz???
Ele fez uma cara assustadora e realmente intimidadora, a mesma que havia feito para Mei no começo do dia. As meninas se assustam e saem correndo, uma delas grita:
— É o Hyuu-monstro!!!!!
— Tsc, meninas tontas...
— H-hyuu-kun!! Tudo bem com você? Elas te chamaram por um apelido maldoso... Mesmo você sendo tão atencioso e gentil...
— Relaxa rosquinhas! — Ele afaga minha cabeça cuidadosamente e abre um enorme sorriso, que acaba por acalmá-la. — Eu realmente não ligo para essas coisas.
Era a primeira vez que não se incomodara por ser chamada assim, na verdade, tinha até ficado feliz. Afinal era o único doce que ele realmente gostava.
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