Rosewood
21 Rosewood - O mito
Após largar do colégio recebi um sms da Nicolle na qual avisaria para o Nicholas, Jade e eu seguimos as pressas para a casa dos Millers, pois lá tinha um assunto muito importante para ser tratado conosco.
Pegamos uma carona no carro do Nicholas que nos levou de imediato para o local. Ao adentrarmos a casa, dou de cara com o Edward, o que me deixaria aterrorizada receiando ficar ali, mas logo Nicolle me disse que está tudo bem, que não vieram atrás de mim. Ao andejar um pouco mais ao centro, dou de cara com a Caroline sentada ao sofá e próximo a ela estaria outra duplicata, assim como nós duas, a Thalia.
A olho admirada, não esperava encontra-la de maneira algum, pensei que ela estaria morta, mas como tudo em Rosewood é possível decidir esperar as explicações antes de falar qualquer coisa.
– Eu sou a Thalia, duplicata assim como você e a Caroline...- Inicia.
– Isso é meio notavel- Diz Caroline revirando os olhos.
– Eu voltei do outro lado para concretizar a paz, não somente na minha familia, mas também entre os seres desse e do outro lado- Continua Thalia.
– Salvadora da paz mundial, vamos mandar Barack Obama te dar uma medalha- Brinca Caroline.
– Espere, como assim concretizar a paz nesse e no outro lado?- Pergunto confusa.
– Assim como eu, outros seres conseguem passar pela âncora enganando a morte, a âncora é a responsável pela criação do outro lado, ela tem a ligação entre esse e o outro mundo- Diz Thalia.
– Mas o que vamos ter que fazer?- Pergunta Nicholas curioso.
– Bem, é uma longa história, há 2000 anos , na Inglaterra, houve uma cerimônia entre a bruxa mais poderosa do mundo e o seu amado, ao casar-se Sophia e o seu marido, Igor, beberam cálices onde lá teria o feitiço da imortalidade, feito pela própria Sophia. Após a cerimônia estar feita, a melhor amiga de Sophia, Barbara, transformou todos que estariam na cerimônia inclusive o seu amado em rocha, em seguida fazendo o mesmo com Sophia sem que ela pudesse esperar, trancando com Sophia somente um frasco onde contém uma cura, que seria capaz de tirar a sua imortalidade ou curar qualquer tipo de outra praga sobrenatural- Conclui Thalia.
– Eu já ouvir sobre essa história, minha avó me contou sobre Sophia Ballardini e Igor Matarazzo- Diz Jade.
– Espere, você disse Ballardini e Matarazzo?-Pergunta Nicholas.
– Esqueceu de mencionar que foi daí que surgiu a nós, as duplicatas- Diz Caroline.
– Somos as duplicatas de Sophia Ballardini?-Pergunto.
– É o que parece- Responde Caroline.
– Você sabe sobre as duplicatas, Caroline?- Pergunta Thalia.
– Eu passei 535 anos fugindo do seu irmão mais velho, depois disso qualquer noticia pra mim é motivo de cautela- Responde Caroline.
– O corpo de Sophia e das pessoas da cerimônia foram transferidos para Rosewood assim que a cidade foi inaugurada, as pessoas ainda hoje acreditam que são esculturas muito antigas- Diz Jade.
– Resumindo, na floresta ao final da caverna vamos achar as rochas e precisamos liberta-las- Diz Thalia.
– Como libertamos?- Pergunta Nicolle.
– Para libertar Sophia Ballardini é necessário o sangue de duplicatas Ballardini- Diz Thalia.
– Teremos que dar nosso sangue a Sophia- Digo.
– Mais uma vez eu tendo que dar meu sangue por alguém, literalmente- Diz Caroline.
– Bem, hoje mesmo vamos todos nós á floresta liberar a Sophia- Diz Edward.
Esperamos chegar o anoitecer para irmos á floresta em busca das rochas, caminhamos todos juntos segurando uma laterna, apenas estávamos Edward, Ramona, Skylar, Nicholas, Kevin, Nicolle, Jade, Thalia, Caroline e eu, adentrando cada vez mais a floresta. Ao chegarmos em um determinado ponto, o caminho que fora sido liderado por Edward daria logo para a primeira caverna da floresta, andejamos até adentrar a mesma onde fomos seguindo um longo caminho até chegar ao final.
No final da caverna, encontramos um pequeno lugar escuro, sombrio, a cena parecia bastante de filme de terror até morcegos tinha ali pendurado.
– Olhe, Nicholas, Caroline, Ramona e Skylar, nossos irmãos- Gracejou Kevin.
– Filmes patéticos que dizem que morcegos viram vampiros- Diz Caroline revirando os olhos.
– O que é isso?- Pergunto ao me deparar com a primeira rocha, que aparentemente seria a Sophia.
Assim que me escutam falar todos se aproximam para ver o que tinha encontrado, Thalia toma a iniciativa por saber mais da história, passando uma de suas mãos pela rocha a analisando.
– Jade, está pronta?- Pergunta Thalia.
– Sim- Responde Jade.
– Vamos lá, as duplicatas Ballardini precisam ficar em circulo- Diz Jade.
Assim que Jade dissera, Thalia, Caroline e eu formamos um círculo, virando nossos pulsos para frente onde logo esperamos Jade aproximar-se com a faca, para despejar nosso sangue em um pote. De ínicio o pulso de Thalia fora cortado, seu sangue escorreu rumo ao pote logo em seguida, a mesma pôde sentir o ardor do sangue quente escorrendo, disfarçou com uma simples careta, tendo seu pulso envolvido depois por um pano. Em seguida foi a Caroline, não estava muito preocupada porque diferente de mim e da Thalia era vampira, seu cortes se regeneravam sem problema algum. Jade segurou seu pulso e o cortou logo em seguida fazendo seu sangue escorrer ao pote, mas a mesma não se importou, sorrio de canto para a Jade a esperando tirar a quantidade certa de sangue, que por dentro estaria furiosa por não fazer Caroline sentir dor alguma. Assim que Jade terminou, o pulso de Caroline foi regenerado e ela seguiu para mim que estaria um pouco assustada com a situação, mas logo entreguei meu pulso a Jade que o cortou tendo um pouco de cautela enquanto o esperava cair ao pote, fiz algumas caretas e sons lastimando a dor ardente que sentira ao sangue cair. Quando finalmente tinha nossos sangues coletados, Jade o derramou sobre a primeira rocha como se a fizesse beber dele, fechando os olhos e dizendo algumas palavras baixo, em latim.
Esperamos um pouco e logo os demais se aproximam de nós para assistir ao aparecimento de Sophia que assim que tivera bebido todo o nosso sangue, despertara de sua paralisação eterna, fechando os olhos e os abrindo em seguida, enxergando a Thalia, Caroline e a mim juntas, ficando um pouco surpresa e assustada com aquilo que veria. Sophia usara um longo vestido branco, sem volume algum, ele cobriria todo o seu corpo, seus cabelos seriam absurdamente grandes, bateriam por seus quadris e teriam algumas flores acerca, ela analisou cada uma de nós, balbuciando suas primeiras palavras.
– Quem são vocês?-
– Nós somos você, estúpida- Diz Caroline revirando os olhos.
– Somos suas duplicatas, o feitiço da imortalidade que você fez é responsável por nós- Digo sorrindo de forma simpática.
– Eu sou a Thalia, tenho mil anos e vim do outro lado, eu me encontrei com você pra poder passar, lembra?-
– Eu sou a Caroline, eu sou uma vampira e me transformei em 1481 aos 18 anos-
– Eu sou a Gisele, eu sou humana e tenho 17 anos- Sorrio.
– Obrigada, por me ajudarem, mas agora preciso terminar de fazer algo- Diz Sophia, andejando mais um pouco, acercando-se de outras rochas. Ela apenas cerraria seus olhos e logo poderíamos sentir no local uma grande onda de poder, todas as rochas se rompiam, praticamente todas viraram pó pelo tempo em que estavam ali, menos a de Igor, que logo o devolveria sua forma humana deixamos todos, exatamente todos surpresos. Igor também seria responsável por duplicatas masculinas na qual as faces seriam exatamente iguais a dele. Pele branca, olhos esverdeados, cabelos castanhos, ainda uma roupa pré- histórica e acinzentada, o rosto de Igor não seria nada mais nada menos que idêntico ao rosto de Nicholas Millers, meu namorado.
– O que?- Pergunta Nicholas confuso.
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