Roses Of York

1 Elizabeth de York


Notas iniciais
Esse site não tem a série The White Queen e essa história é um crossover entre essa série e Sherlock da BBC. Espero que gostem! Comentem!

P.S. Os personagens Sherlock Holmes e John Watson não me pertencem. Eles são personagens de Sir Arthur Conan Doyle.

Os primeiros raios da manhã atravessam a festa da cortina, acordando Elizabeth do seu sono inquieto. Olhou para o lado, e, como de costume, Henry já tinha se levantado. Preparou-se para sua rotina. Chamou sua dama de companhia para vesti-lá

"Milady, a senhora está linda essa manhã. Como sempre. Está com um brilho diferente. Será gravidez?"

"Oh, Anne. Não seja tão sonhadora. Tenho apenas dois meses de casada."

"Sua mãe tinha esse tempo de casa quando ficou grávida da senhora. E as mulheres Rivers são conhecidas pela fertilidade e beleza."

Anne estava certa. Sua mãe e sua avó tiveram muitos filhos, principalmente homens. Melusina iria lhe dar essa graça. A deusa das águas, que originara o nome Rivers da família de sua mãe, estava a gerações com as mulheres Rivers. Sua mãe lhe ensinou como amaldiçoar seus inimigos e provocar tempestades que podiam parar grande exércitos. O poder de Melusina estava dentro dela, forte como a correnteza de um grande rio.

"Amarelo ou azul, milady?"

"Azul." — Apontou para o belo vestido que tinha escolhido.

Queria se sentir forte e bonita para enfrentar sua sogra, Margaret Stanley. Seus dias como Rainha da Inglaterra eram tranquilos. Tomava o café-da-manhã com seu marido e os lordes da corte. Depois visitava os jardins com suas damas enquanto seu marido tinha reuniões com o Pequeno Conselho. À tarde, almoçava e jogava com as ladies. À noite, havia um grande banquete e, geralmente,dançavam até tarde da noite. Henry Tudor, sempre introspectivo, concedia uma dança à Elizabeth mas depois sentava em seu trono, bebericando sua taça de vinho e olhando os outros se divertirem. Elizabeth percebia a diferença da corte de seu pai para a que agora era rainha. Seu pai animava a todos com seu riso fácil e a animação de sempre. Foi a sua Belle Époque. A corte mais bonita e animada que a Inglaterra já tinha visto foi substituída por um rei mesquinho e enfadonho. Não gostava de gastar dinheiro em festas e seus banquetes eram simples. Henry deve ter herdado isso de sua mãe que sempre foi simples e temente a Deus.

E era essa mulher devota que iria enfrentar hoje. Da última vez que se encontraram, brigaram. Na época, Elizabeth foi mandada para a casa dos Stanleys por seu tio Richard, que era o rei. O grande rumor da corte era que estavam tendo um caso e, por isso, fora afastada. Esses rumores eram, em parte, verdade pois seu tio a presenteara com roupas e joias dignas de uma rainha. Quando ficaram pela primeira vez sozinhos, ele pegou a sua mão e deu um beijo cortês.

"Você é linda. Eu queria poder cancelar este casamento. Já tem um tempo que não amo Anne e só tenho olhos para você. Você é quem eu desejo, Elizabeth. É você que eu quero dormindo ao meu lado e queria poder acariciar essa macia pele que vos pertence. Oh, você não sabe o meu sofrimento. Eu te vejo todos os dias e tudo que eu desejo é beijar esses doces lábios rosados."

"Vossa Graça, eu..."

"Me chame de Richard. Estamos sozinhos e você é o meu verdadeiro amor."

"Oh, Richard. Eu não sabia o que fazer. Você é meu tio mas eu te desejo. Muito."

Ele tirou uma mecha de seu cabelo do seu rosto e se aproximou. Podia sentir seu hálito. Vinho com canela. Elizabeth viu seu próprio reflexo no olhos castanhos de Richard, que, pela primeira vez, ela enxergou um brilho de genuíno de felicidade. Não aguentou. Selou seus lábios contra os dele, sentido seu hálito a invadir. Ele segurou sua cintura, puxando Elizabeth mais pra perto. Enfiou suas mãos pelos seus cachos negros, acariciando. O mundo pareceu parar e o seu topor era infinito.

Com a Rainha Anne Neville doente, Richard jurara que a faria a próxima rainha da Inglaterra. Depois da morte de Anne, todos culparam Richard e o acusaram de assassinato, por envenenar a Rainha para colocar Elizabeth no lugar, No enterro dela, Elizabeth ficou sozinha com seu tio, pela primeira vez em muito tempo e demonstrou seu luto.

"Ela era uma boa rainha, Richard. Sentiremos sua fal.."

"Para você, é Vossa Graça. Por favor, Elizabeth. Respeite meu luto. E respeite Anne. Saia daqui."

Seus ouvidos não entenderam o que Richard tinha dito e seu coração martelava no peito. Lágrimas queimaram seus olho, mas as segurou. Engoliu o bolo na garganta e falou calmamente:

"Sim, Vossa Graça."

Atravessou a pequena sala e quase correu. Queria deitar-se e chorar até dormir. Nunca sentira tanta vergonha em toda a sua vida. Era apenas um peão em um grande e complicado jogo de xadrez, fora usada e agora não tinha mais serventia. As lágrimas rolaram pelo seu rosto, agora que ela tinha entendido tudo. Richard a usara para causar vergonha a Henry Tudor, para ele passar vergonha perante a corte e perder o prestígio com os outros lordes. Sua mãe sempre dizia: "A vida é dura e você tem que estar sempre preparada." Sentia-se tão sozinha, sua mãe no interior, Cecily, sua irmã, não falando com ela. Sentia a falta do pai, que apesar de estar morto há tanto tempo, continuava sendo seu melhor amigo. Por isso Richard a mandara para a casa de Margaret Stanley. Depois disso, nunca mais falou com seu tio, mas ainda se lembrava do seu sorriso que sempre tentava esconder para parecer sério e concentrado. Logo depois ele morreu, combatido pelo exército do seu atual marido. Desde então visitava o túmulo do pai, de Richard e de Anne todos os domingos. Isso ajudava a superar a dor.

"Pronto Milady."

"Muito obrigada, Anne".

Anne tinha feito um penteado delicado. Uma trança embutida que chegava a cintura, adornada por uma fita dourada. Respirou fundo e saiu de seus cômodos. Armou o seu sorriso simples para cumprimentar a todos que passavam. Chegou ao salão em que tomariam o café da manhã e sentou-se em seu lugar costumeiro. Ao lado do rei e enfrente a sua querida sogra.

"Bom dia."

"Bom dia, Vossa Graça. Como se sente hoje?" — Margaret respondeu com um sorriso falso.

"Muito bem. Onde está o rei?"

"Ele não apareceu ainda. Meu Henry deve estar ocupado."

Será que ela acha que Henry tem cinco anos? Elizabeth pensou enquanto mordiscava um figo. Todos já estavam quase terminandoo café da manhã quando o lacaio apareceu.

"Uma carta para Vossa Graça, Rainha Elizabeth. Milady, aqui diz que é urgente."

Milhares de pensamentos ruins surgiram em sua mente. Pensou em sua mãe e suas irmãs. Será que algo tinha acontecido com elas? Pegou o abridor de cartas e tirou o selo na frente do envelope. O selo tinha um formato de chicote, do tipo que é usado para adestrar cavalos.. Enquanto lia, seus olhos se arregalaram de surpresa. Quando abriu um pouco mais a carta uma trouxinha de pano caiu em seu colo. Quando a abriu soltou um berro e levantou-se da cadeira.

"O que aconteceu?" — Margaret perguntou, exaltada.

"Henry foi capturado. E essa é a orelha dele."

Notas finais
Quero saber o que vocês acharam. Algo que eu deva mudar? Se gostarem, posto o capítulo logo logo.
XOXO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.