Roseons

6 Minha nova casa. Minha nova família.


Notas iniciais
"--------------------" Espero que gostem.

Nenhum de nós falou algo até chegarmos no portão da Academia. Ele assinou um papel e disse:

– A entrada e a saída da também são controladas... – Quando o portão se abriu, tudo o que eu via era o jardim florido na mardem da avenida que seguiamos. Continuamos na mesma rua por alguns segundos até que várias casas de diversos tipos e tamanhos começaram a aparecer na paisagem.

–Esse é o Bairro Residencial. Se você seguir reto por essa mesma avenida, chegará nas escolas. Por hora, vamos para nossa casa. Mais tarde farei sua matricula e assim que liberarem sua entrada, poderá ir para as aulas.

Acenei com a cabeça em afirmação. Apreciei as casas e encontrei algumas pessoas andando na rua. Até que o carro para em uma das esquinas das diversas ruas do bairro residencial.

– Chegamos. Bem Vinda a sua nova casa.

Era uma casa bonita por fora. Tinha um pequeno jardim a direita da entrada, um deck de madeira com uma mesa e um par de cadeiras. Peguei minha mala e quase instantaneamente o rafa a pegou de mim. Então me entregando a chave de casa, ele diz:

– Faça as honras — E sorri.

“O Sorriso dele é tão bonito...” Quando ele sorria, eu também tinha vontade de sorrir. Era um sorriso sincero e bobo, mas incrivelmente atraente.

Peguei a chave e abri a porta.

A casa inteira era rústica e ao mesmo tempo moderna. Ela tinha dois andares, sendo três suites no segundo andar e sala,cozinha e banheiro no primeiro andar. O espaço era confortável.

– Linda casa.

–Por que não vai no seu quarto? É a segunda porta depois de subir as escadas.

– Meu quarto?

– Sim, pedi para uma amiga me ajudar. Se você quiser mudar algo é só falar.

– Ok. — Peguei minha mala que estava em cima do sofá e subi rapidamente as escadas.

Logo depois de subir as escadas, encontrei um largo corredor com tres portas. Ele era enfeitado com quadros modernos dando cor as paredes brancas. Parei em frente ao meu quarto e abri a porta.

A primeira coisa que percebi quando entrei em meu novo quarto, era o leve cheiro de tinta. As paredes estavam pintadas de azul bebê com pinceladas de branco, dava a impressão do céu e das nuvens. Havia uma cama de casal, uma escrivaninha com um notebook em cima, um guarda roupa com alguns cobertores dentro, uma porta que levava ao banheiro e uma grande janela que dava de frente com a rua do lado. Guardei rapidamente minhas coisas no armário e desci.

Encontrei o Rafa na cozinha, ele estava preparando um suco de laranja.
– Deixa eu te ajudar...

– Não precisa não. E Então? Gostou do quarto?

– Gostei sim, é tranquilizante.

– Fico feliz que tenha gostado.

–Mas...

– O que?

– Eu ainda quero te ajudar a fazer o suco. – Sorri.

Ele riu, “Que risada gostosa de se ouvir...”
Depois disse: — Tudo bem karina, você corta as laranjas e eu espremo elas, pode ser?
Sorrindo também, disse: — Claro !!

Ele me mostrou onde ficavam os talheres e a tabua de cortar. Pegou a maquina de espremer laranja e começamos o trabalho. Como morei sozinha por dois anos, para mim trabalhos como aquele eram rápidos e fácies. Porém, era a primeira vez que “trabalhava” com alguém na cozinha.

– Hey, seu dedo está sangrando. Não se mexa, vou buscar um bandeide. – Ele saiu correndo e voltou logo. Pegou minha mão e a lavou delicadamente. Para ser sincera, eu não sentia dor e também não conseguia dizer uma palavra. Tudo o que eu fiz foi chorar. Mas não chorar pelo pequeno corte. Chorar de felicidade. Eu estava feliz. Eu estava feliz por ter alguém comigo. Eu estava feliz por alguém se preocupar comigo. Eu estava feliz por não estar mais sozinha.

Ele me abraçou. Me agarrei em sua blusa e enfiei meu rosto em seu peito, ali mesmo começei a soluçar. “Ele é tão quente” pensei.

Para me acalmar, ele me falava coisas como “Está tudo bem”, “Eu estou aqui”, fazia cafune em meus cabelos e me abraçava mais forte. Eu me sentia segura em seus braços.

Quando me acalmei, ele me guiou até o sofá e sentou do meu lado. Como uma expressão de preocupação, ele pergunta:

– Está melhor?

Acenei que sim.

– Karina... — ele disse — Não vou perguntar sobre seu passado. Mas se você precisar de alguém pra desabafar, saiba que eu sempre estarei do seu lado.

– É só disso que eu preciso.

Já eram 16 horas. O caminho do centro até a academia levou uma hora. Já estava a uma hora naquela casa com ele.

Lavei meu rosto no banheiro da sala e voltei para a cozinha. Ele já tinha terminado de fazer o suco e me serviu.

–Obrigada.

Nós fomos para a sala e sentamos no sofá. Ele ligou a televisão e sem nada interessante para ver, deixou em um canal aleatório.

– Karina, daqui a pouco vou para a Escola da Lua fazer sua matrícula. Quer ir comigo?

– Para ser sincera estou meio cansada, acho que vou descansar um pouco.

– Entendo. Como vai seu dedo?

– Nem sinto. – Sorri

– E seu braço? O médico me disse que se você sentisse dor era pra tomar um dipirona ou algo do gênero.

– Não está doendo tanto, poderia dizer que é uma dor agradável comparada a de antes. Ainda não consigo mexer ele livremente, mas já já ele vai estar bom.

– Assim espero. Mas se sentir algo, me avise.

– Ok.

Nós acabamos o suco e ele começou a se preparar pra ir.

– Você tem uma foto sua?

– Tenho sim, já volto. – Fui correndo no quarto, peguei a foto e voltei. – Pronto. – Entreguei pra ele.

– Obrigada. Bom, to indo. Vou voltar lá pelas oito horas. Preciso entregar alguns relatórios e terminar uns trabalhos. Se ficar com fome, tem algumas coisas na geladeira.

– Ok, não se preocupe. Eu vou ficar bem. Até mais.

– Até. Me ligue se acontecer algo. Meu número está anotado no bloco de notas ao lado do telefone.

– Ok.

Ele saiu e eu fui para meu quarto. Acabei dormindo antes de perceber.

Notas finais
Obg por ler xP Não se esqueça de comentar aqui embaixo, Bjks e boa noite