Roseh Lestrange: Evanesco
4 Ivy Onde Você Está?
"Eu juro respeitar e zelar pelos meus colegas e não transgredir as regras.
Eu juro respeitar e zelar pelos meus colegas e não transgredir as regras.
Eu juro respeitar e zelar pelos meus colegas e não transgredir as regras..."
Roseh Lestrange suspirava soprando o cacho de seu olho. Seus dedos estavam doloridos. Escrevendo repetidas vezes ela era vigiada por Professor Flitwick atento de sua mesa.
Aquela estava sendo sua primeira detenção... Deveria escrever 900 linhas como punição.
Ao menos estava na metade do caminho, apesar de ter anoitecido lá fora.
Havia perdido a aula de vôo e mais outras atividades. Que desperdício...
- Terminei, Professor Flitwick... — Disse sacolejando a mão calejada.
- Espero que tenha absorvido muito bem as palavras que escreveu, srta.Lestrange. — Advertiu o professor apanhando os manuscritos e pondo em sua mesa — O que a senhorita fez foi deselegante, para não dizer "desonroso" para um duelo bruxo!
Roseh suspirou se lembrando de mais cedo. Estava indo defender Daniel dos gêmeos Frey no Clube de Duelos.
Quando gesticulou seu primeiro giro de varinha, as palavras de seu pai tomaram sua mente. E com medo de executar qualquer feitiço, a bruxa desistiu correndo pra cima de Colby. Mordendo seu braço.
- Perdão professor... — Os gritos de Colby desesperado. Fisher a puxando pelos braços enquanto seus dentes apertavam mais a pele do gêmeo. Cassandra e Daniel assistindo horrorizados enquanto a multidão berrava. Foi um evento que Roseh desejava muito esquecer. — ...Não irá se repetir.
- Assim espero, ou terei de mandar uma carta para seu responsável, srta.Lestrange. E desejo muito que isto não chegue a ser necessário! Está tarde, dirija-se imediatamente para seu dormitório. E quanto à você, srta.Colis. — Se virava o professor para outra garota que estava na detenção — Espero que também tenha aprendido sua lição. Não é prudente para uma menina cortejar os namorados de suas colegas. Deveria seguir o exemplo de sua amiga, a srta.Jinx
Star Colis, uma aluna da Corvinal de traços delicados sorria timidamente.
- Hih... Perdoe-me por aquela confusão no corredor, senhor. Só por favor, não envie cartas pro meu pai.
Deixando a conversa dos dois para trás ao se retirar da sala, a bruxa da sonserina ficaria pensativa.
Seria terrível ter cartas de advertência enviadas para seu pai, uma vez que a bruxa estava registrada com a falsa guarda de um antigo orfanato. Em contrapartida essa informação não era totalmente falsa, pois já havia vivido lá por um tempo. Então poderia considerar-se uma suave omissão.
Seu pai havia lhe tirado do orfanato em segredo, revelando tudo o que sabia sobre sua família.
Rodolfus Lestrange havia recém escapado de Azkaban na época, forjando sua morte. Recuperou sua filha do Orfanato Wammy's House e a criou como uma forma de obter uma segunda chance na vida.
Apesar de sempre ter sido um homem frio durante toda a criação, sua filha não pretendia entregá-lo daquela forma tão descuidada. Seu pai não existiria para Hogwarts, e também estava sendo evitado ao máximo de retornar para o presídio mais sombrio do mundo mágico.
- Roseh! Finalmente você se livrou do castigo!
- Robyn?
A Lestrange havia reconhecido a voz vindo dos corredores.
A ansiedade faiscando em seus olhos castanhos.
- Vem comigo, é sobre a Ivy. Está tendo uma reunião pra procurarmos ela! Tá todo mundo esperando na biblioteca!
- ..."Todo mundo"? — A bruxa meneou a cabeça confusa.
- Depressa, antes que o zelador Filch nos veja!
Robyn a puxou e as duas adentraram pelos corredores escuros até a biblioteca.
- ...Esse é o "todo mundo", Robyn? — Suspirou Roseh.
Ao chegarem se depararam apenas com Kevin de pé no meio da sala.
Seu ar apreensivo aprofundado por estarem quebrando as regras fora dos dormitórios. Robyn bateu com a mão em sua própria testa.
- Por que só tem você aqui Kevin? Onde está Daniel?
- E-Ele está atrás da estante de livros desde que chegamos.
- Hah, sério? Estudando a essa hora?! Você pirou?
Detrás da estante, o garoto ruivo se retirava com sua expressão sempre descontente. Seus ferimentos sofridos mais cedo no Clube de Duelos já não estavam mais na pele graças a enfermaria da escola.
- Se procurar pistas sobre os corredores da escola é piração, então sim.
- Certo, certo... — A Lestrange levantou as mãos contendo o grupo — Somos quatro agora, acho que é o suficiente para procurarmos Ivy enquanto todo o castelo dorme...
Os meninos imediatamente demonstraram receio. Kevin foi o primeiro questionar se fosse realmente seguro e Daniel o assegurou que não seria.
- Eu prefiro evitar detenção... Já tive o bastante por hoje. — Suspirou o bruxo da sonserina.
- E você Kevin? — Contrapôs Roseh por cima das palavras de Daniel — Vem com a gente ou prefere ficar aqui tremendo com medo de detenção a noite toda?
- A-Acho que p-posso ajudá-las no que estiver ao meu alcance..! — O loiro ajeitou os óculos com nervosismo em sua voz.
- Boa!!! Vamos logo então, grupo. — Robyn foi a primeira a sair pela porta — Tchau Daniel!
O ruivo observou a solidão tomar conta da biblioteca com a saída dos três.
Lá fora, os corredores eram escuros. O castelo de Hogwarts era sombrio e frio a noite. E olhares fixos de retratos perseguiam os passos dos primeiranistas.
Kevin com muito cuidado se aproximou de um deles para obter informação.
- C-Com licença. O senhor viu uma primeiranista passar por aqui essa noite?
A pintura de um homem barbudo fechou o semblante respondendo com ríspidez.
- Não. Mas na próxima vez que o zelador passar por aqui vou contar que vi três.
Como se as piores circunstâncias estivessem ao seu favor, passos arrastados poderiam ser ouvidos do andar de escada abaixo.
Roseh puxou os dois para dentro da primeira porta que havia visto no corredor.
- Sinceramente, esses quadros inúteis só servem pra nos atrapalhar! — Resmungou a Lestrange.
- O-Onde é que estamos..? — Kevin olhou para os lados da sala escura.
Robyn por sua vez acabou esbarrando em uma mesa, derrubando tubos de vidros por todo o chão. Líquidos esquisitos e vaporosos começaram a emitir uma estranha luminosidade na sala.
- Poções?.. Ah... Entramos na aula de poções!
- Robyn, não toque nisso! — Alertou Kevin.
- O que? está escorrendo pra dentro daquela gaiola de aranhas. Eu não posso deixá-las se afogar...
- Robyn!
Kevin e Roseh gritaram em uníssono. Mas a bruxa havia falhado em tentar ajudar, quando sua varinha destrancou a gaiola de centenas de aranhas.
Foi um evento desastroso entre tentar contê-las e ao mesmo tempo não terminar de destruir a sala de aula. Certamente essa bagunça seria notada no dia seguinte...
Levou um tempo até que os três as capturasse para dentro de caixas novamente.
O trio de bruxos seguiu atravessando os corredores e lances de escadas do castelo, e nenhum sinal de Ivy.
- ...Caramba, agora entendo Ivy ter se perdido esse tempo todo. — Robyn batia em seus ombros se livrando das teias de aranha — Já perdi as contas de quantos andares passamos.
- Mas não é o suficiente se não temos pistas dela. — Respondeu Roseh quase tropeçando no vão da escadaria mas sendo ajudada por Kevin — ...Ainda não exploramos Hogwarts inteira. E foi isso que ela disse para mim assim que chegasse.
De repente os corredores por onde andavam mudou de temperatura repentinamente.
O frio era de causar arrepios na espinha por mais grossos que fossem os tecidos de seus uniformes.
E sem que estivessem preparadas, Robyn é empurrada por Kevin por um lance de escada abaixo.
Roseh correu em sua direção mas o garoto pôs o pé na sua frente a fazendo tropeçar.
As duas estavam feridas no último degrau, mas a adrenalina e a confusão ultrapassavam qualquer sensação de dor.
- Kevin... O que deu em você? — Exclamou Robyn com indignação.
Não compreendia aquele comportamento inesperado...
E Kevin que aparentava ser um garoto tão tímido e acanhado agora estava rindo histérico com o que havia feito.
No lugar de seus olhos azuis, dois orbes brancos sem vida...
Sua risada cessou quando uma massa etéria escapou por sua boca, fazendo o garoto cair fraco.
A risada permaneceu finalmente moldando-se em um corpo fantasma. O riso pertencia ao poltergeist de Hogwarts: Pirraça. O espectro travesso que assombrava as crianças sem piedade.
- HahaHahHahHahaHah!! Vocês caíram igual patinhos da vassoura. — Gargalhou o poltergeist das meninas — Tic, tac, tic, tac! Falta POUCO para o zelador Filch passar por aqui. E eu vou CONTAR TUDO! HAHAHAHAHAH!
- Cala a boca! — Robyn se levantou indo até Kevin.
- Ele está bem... Foi apenas uma possessão. Se for resistente logo estará de pé.
Disse Roseh enquanto ajudava os dois mas o chão começou a tremer com o grito dolorosamente agudo de Pirraça.
O trio desesperado tomou a correr entrando em mais outra sala.
Entretanto Pirraça atravessou as paredes prendendo a todos com sua magia.
Começou a invocar caixas de fogos de artifício estourando contra as crianças.
Robyn possessa pela raiva puxou uma cadeira da sala jogando contra a cabeça de Pirraça, mas em seu corpo translúcido a cadeira atravessou.
Roseh a puxou impedindo de ser atingida por um estouro vindo da caixa e Kevin fraco desviou rolando para o lado apanhando a varinha.
- EXPULSO!
Todas as cadeiras, mesas e livros da sala foram arremessadas para os ares. As meninas bateram contra a parede e Pirraça foi empurrado com força para fora do castelo pela janela.
- Kevin... Isso foi... — Os olhos de Robyn brilharam mas sua frase foi cortada rapidamente pelo loiro.
- Vão! Eu seguro se ele voltar!
- Mas Kevin... — Ela hesitou.
- VÃO!
Roseh observou o quanto Robyn olhou para Kevin preocupada, em contrapartida Kevin estava muito convicto de sua escolha.
Após curtos instantes a garota engoliu em seco puxando Lestrange consigo para fora da sala.
As duas sem fôlego continuaram a correr sem parar pela noite.
Mas a terrível sensação de estarem sendo perseguidas não ficou para trás.
As duas sequer olharam e permaneceram em fuga.
- Estão brincando comigo? — Uma voz ofegante se dirigia em direção delas — Essa é a direção pra onde foi o Filch!
- Daniel? — Roseh cessou seu passo.
- O que diabos está fazendo aqui?! — Indagou Robyn.
- Salvando vocês de serem pegas. E minha nossa... vocês foram atropeladas por um trem? Bem, a gente vê isso depois. Temos que voltar antes que o zelador passe por aqui também.
- Não irei a lugar nenhum sem a Ivy. — Respondeu Roseh sem rodeios.
- Por Merlim! Procuramos Ivy na volta..! — O garoto rebateu mas a discussão dos dois se encerrou com barulhos no andar à frente deles.
Uma lamparina iluminava os corredores, segurada por uma mão ossuda. O homem esguio de corpo corcunda e cabelos ralos fazia sua ronda noturna.
Seu rosto ranzinza, resmungava palavras inaudíveis. Sempre bravo, sua busca por alunos que quebravam as regras era praticada religiosamente.
Quando Filch se virou na direção dos três, os bruxos já haviam sumido.
A sala que Robyn os puxara era escura e sombria como todas as outras daquela noite. Hogwarts era realmente capaz de se tornar um lugar frio com a ausência a luz.
Daniel espiou os cantos com a claridade que emitia da varinha.
- Essas bancadas, a pilha de livros de magia defensiva nas estantes... É a sala de aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. — Observou.
- É, além de bem empoeirada eu também vi um cartaz na porta dizendo "NÃO ENTRE".
- E você nos puxou pra cá sem hesitar. Está querendo nos matar? — Aborreceu-se o ruivo.
- Pessoal, eu acho que mais alguém quer fazer isso...
Roseh apontou para um canto escuro da sala onde havia uma estranha movimentação e grunhidos embaixo da mesa do professor.
Saindo do seu esconderijo, um livro aberto como uma boca cheia de dentes saltitou em direção da bruxa.
- Aah, é um daqueles manuais do Livro dos Monstros? Deixa que eu cuido dele. — Robyn sacudiu sua varinha recitando um feitiço — Engorgio.
Ao ser enfeitiçado o livro abruptamente alterou seu tamanho, crescendo cada vez mais...
Com um rugido o livro sedento avançou contra os três.
- Brilhante Robyn! Um feitiço de CRESCIMENTO! — Roseh se posicionava pegando uma mesa para se defender.
- Eu nunca mais saio pra ajudar vocês! — Gritou Daniel posicionando a varinha.
- Foi mau...
Os três se separaram pela sala fugindo das presas gigantes do livro que mordia tudo por onde passasse.
Por um momento enquanto se defendia afoita, Roseh Lestrange olhava para suas mãos. Não havia sequer tocado em sua varinha enquanto seus colegas se arriscavam e se feriam.
Havia sucumbido ao medo de ser expulsa caso aproveitasse seu potencial. Os feitiços que sua varinha possuía eram os mais dolorosos.
E presa em um lema, ela não poderia ajudar. Ao passo que também ficasse se sentindo como um peso morto entre eles...
- Roseh!
A voz de Robyn ecoou entre os rugidos do livro gigante e a mesma a abraçou num salto impulsionado. As duas rolaram para o canto desviando da forte mordida que deixaria profundas rachaduras na parede atrás delas.
- Incarcerus! — Daniel aproveitando a brecha prendeu o livro com correntes encantadas.
O livro ficou se contorcendo, e era evidente que as correntes não aguentariam por muito tempo...
Robyn se ergueu apanhando seu bastão de quadribol com uma conjuração.
E para a surpresa de Roseh, Robyn começou a golpear o livro rebatendo com o bastão um balaço que ricocheteava do alvo, fazendo a garota golpear consecutivas vezes.
O livro já não estava aguentando aquela retaliação violenta e o golpe que o encerrou de vez foi o acerto do balaço para dentro da sua garganta.
Com seu desmaio, o trio se retirou da sala rapidamente.
- Eu não vou mais poder ajudar a partir daqui. — Ofegou Robyn — Preciso ver como está o Kevin.
- Robyn... Eu te devo essa. — Reconheceria Roseh.
- Não, não ligue pra isso. Se preocupe com Ivy. É com vocês agora. Encontrem ela! Vão!
Com isso ela os empurrou para um lance de escada, que rapidamente começou a se mover se distanciando da bruxa.
A Lestrange observava a garota sumindo nos andares abaixo. A preocupação em seus olhos, a velocidade com que corria para ver Kevin... Todas aquelas emoções eram muito novas para ela.
Seu pai sempre a ensinou a preocupar-se somente consigo mesma. Lhe afastou de ter amigos com a razão de que certos laços a enfraqueceria. Mas no fundo, Roseh sempre sentia um vazio tomar conta de si.
- Venha Roseh, a escada parou.
Daniel puxava seu braço a fazendo subir para o próximo andar.
- Você sabe que não precisa mais arriscar seus pontos, né? É melhor se juntar com a Robyn e o Kevin. Eu posso procurar a Ivy sozinha a partir daqui.
- Sangrando desse jeito? — Ele arqueou a sobrancelha enquanto apanhava uma poção de essência de dítamo — Vou começar a acreditar que a Lestrange está querendo se matar de propósito.
Comentava vagamente enquanto aplicava a essência em suas feridas. Roseh sentia o alívio em sua pele em contato com a poção, mas suspirou em resposta.
- Não é de "propósito". — Disse ela — É uma Maldição. Sempre vivi em enfermarias desde pequena... Foi dito a mim que nasci amaldiçoada pelas ações da minha mãe. Ela feriu muitas pessoas enquanto era viva, e eu... pago essas dívidas de alguma forma me ferindo também. Por onde vago, não importa para onde vou, as circunstâncias sempre se voltarão contra mim. É algo fora do meu controle.
Os movimentos de Daniel cessaram em choque com o que havia escutado. Seu olhar parecia demonstrar algo além da preocupação, mas Roseh não saberia decifrar.
- Sinto muito... Eu não imaginava que se tratava de algo de força maior. — Lamentou-se aplicando mais do remédio na jovem bruxa. — De todo modo minhas poções terão mais utilidade a partir de agora. E também, é o mínimo que posso fazer pra alguém que me defendeu no Clube de Duelos.
Roseh o fitou por um momento, seus olhos de azul pálido brilhavam confusos.
- Aquilo não foi nada, eu só estava em dívida contigo. Foi o único sonserino que não me encarou feio quando o chapéu me selecionou para nossa comunal.
O ruivo desviou seus olhos por um momento, como quem não queria comentar muito sobre.
- ...De qualquer forma, essa tal de Ivy também parece significar muito para você. — Os olhos de Roseh se entristeceram ao ouví-lo.
- Ela é a primeira colega que fiz. A primeira que não se estranhou ao me conhecer...
Memórias passavam através de seus olhos como nuvens no céu. Ivy a ajudando no Beco Diagonal, Ivy deixando se sentar ao seu lado, Ivy segurando sua mão enquanto atravessavam o lago negro...
Roseh jamais esqueceria os olhares de medo e desprezo que sofria das outras crianças do orfanato. Nunca teve a oportunidade de sentir o que era a amizade.
E com o passar dos anos, apesar de confuso, Ivy sem saber estava a ensinando como era.
- Achá-la é o mínimo posso fazer. Eu preciso encontrá-la, Daniel... Eu preciso...
Uma luz dourada emitia das costas da Lestrange, e da parede vazia se formava uma porta.
- Roseh... Atrás de você...
- Uma porta? Mas quando é que ela estava aí? O que tem dentro?
- Só há um jeito de descobrir.
Os dois se olharam antes de entrarem juntos.
O interior se tratava de uma sala muito antiga, com uma arquitetura muito diferente de Hogwarts. Como se fosse um cômodo desconexo do castelo...
Em toda volta haviam malas velhas e cheias de conteúdos misteriosos.
No centro da sala, oh céus, havia uma mala bem maior e nela estava sentada uma garota de cabelos prateados, olhos violeta e um sorriso meigo a exibir por acabar de ser encontrada.
- IVY!
Roseh correu em direção a menina e as duas amigas se abraçaram. Daniel as observava sorrindo aliviado.
- Estou tão feliz que você me achou..! Eu acabei esquecendo o caminho de volta para o salão... Então achei essa sala achando ser um atalho...
- Certo, certo... Agora que está tudo bem, podemos voltar para o dormitório antes de atraírmos mais problemas. — Disse o sonserino.
- Daniel tem razão, vamos Ivy. Tenho muitas coisas da escola pra te atualizar. — Levava a amiga pela mão — Veja se não está se esquecendo de nada. Aquela mala em que estava é sua?
- Hein? — Ivy se virou confusa para a mala atrás de si — Não é minha. Tem as iniciais "WW" nela, mas não faço ideia do dono.
- Que seja! Vamos logo voltando antes que fiquemos de detenção, ou pior! — Disse Daniel abrindo a porta.
O trio feliz por terem encontrado Ivy tem sua noite encerrada em sucesso.
Mas naquela noite, ao repousarem suas cabeças em seus travesseiros, não saberiam o que haviam deixado para trás naquela sala. Não até certo momento.
Uma vez que
uma mão roxa saiu de dentro da mala em que Ivy estava sentada.
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