Notas iniciais
Desculpa, desculpa, desculpaaa!Não pude postar antes pq estava resolvendo os preparativos de volta as aulas (material, livros, uniforme, pesquisas sobre universidades, sim esse é o meu ano de vestibular O.O), mas então, aqui está o capitulo, espero que gostem, escrevi muito rápido;)



Os três já haviam voltado da casa da cidade a algumas horas e ainda não tinham trocado nenhuma palavra. Rose estava em seu quarto e Sam tentando acordar Dean, que ainda não tinha recobrado a consciência, depois do golpe que levou do demônio que possuía o corpo de Carmem. Vencido pelo cansaço e sem saber como abordar Rose depois do acontecido, Sam foi se deitar, mas desviou do caminho de seu quarto ao ouvir pequenos gemidos e soluços vindos do quarto de sua filha, ele foi até o quarto delae se deparou com a filha encolhida num canto e a sua frente um cadáver de algum animal roedor.

– Rose, o que houve?- perguntou ele, todo cuidadoso se abaixando para ficar na altura da filha que estava sentada no chão. Ela levantou a cabeça e deixou a mostra manchas vermelhas nos cantos dos seus lábios.

–Eu matei esse esquilo- respondeu seca, sem demonstrar muita emoção além dos olhos muito, muito inchados e vermelhos, pois quando ela ouviu os passos de alguém, tratou de reprimir o choro.

–Por que fez isso?

–Eu estava com fome, fome de sangue. E você ouviu o demônio, não ouviu? Eu já tinha feito isso antes, só que com um gato- agora seus olhos começavam a marejar novamente.

–Eu sei que você está passando por muitas coisas, é tudo muito novo pra você...

–Variações de humor, super poderes!- interrompeu ela debochando

–Sim, e por tudo isso, quero que saiba que eu estou aqui para o que você precisar, para te ajudar, te amparar e te dar carinho- disse Sam sinceramente.

–E por que se importa tanto comigo? Na verdade acho que nem se importa, eu só sou um objeto pra Deus, um meio de você conseguir o perdão dele por ter matado tantas pessoas- a expressão dela estava mudando, seu olhos estavam ficando avermelhados- Não teria outra razão não é mesmo? Porque sem mim, vocês não são capazes, porque inexplicavelmente me deram esses poderes estranhos, que eu abriria mão facilmente, só pra ter uma vida normal, mesmo sendo uma mentira, sem conhecer vocês, sem alucinações, sem ter que me preocupar com demônios atrás de mim. É por isso que cuida tanto de mim, não é?

–Não- ele não aguentava mais esconder a verdade- É porque eu sou seu pai- disse ele direto. Ela ficou em estado de choque, sem reação.- Rose, você é minha filha, minha e da Ruby, por isso tem poderes, porque além da Ruby, eu também conseguia matar demônios, só que pra isso eu tinha que beber o sangue deles.

–Eu tinha te dado tantas oportunidades para me contar, todas as vezes que eu dizia que estava triste por não ter um pai você não se manifestou- desabafou ela.

–Eu tinha medo da sua reação, não queria que me odiasse...

–E o que acha que estou sentido de você? Eu odeio mentiras, primeiro, mentiram os nomes, cargos, depois sobre grau de parentesco...é demais pra mim, eu acabei de saber que minha mãe não é minha mãe de verdade e acabei de destruir o corpo da mulher que me criou como uma filha porque ela estava possuída, minha mãe é uma demônia e meu pai um caçador mentiroso. Eu não quero isso pra mim- agora as lágrimas escorriam dos cantos dos seus olhos, ela estava decepcionada, não por Sam ser o seu pai biológico, também não teria como, ele era muito amável e gentil com ela. Sua cabeça estava rodando, seu coração apertado. Sua reação seguinte foi descer as escadas e sair um pouco daquela casa. Quando percebeu que estava sendo seguida por Sam disse:- Não vem atrás de mim! Sam recuou um instante, mas quando ela se virou ele continuou a acompanhando.

Ela andava apressadamente pela calçada para atravessar a pista e chegar a praia, ela precisava dar um mergulho, esfriar a cabeça e deixar os problemas de lado. Mas quando ela ia atravessar a rua um motorista distraído não parou no sinal vermelho, ela viu o carro preto e ficou paralisada, fechou os olhos, talvez aquela seja a solução disso tudo, a morte. Quando o carro estava a centímetros dela, ela sentiu sendo puxada por alguém, sentiu as mãos em sua barriga, ela tinha tentando o suicídio, mas alguém quis evitá-lo. A adolescente abriu os olhos lentamente para seu (sua) salvador (a) que ainda a abraçava e pôde ver nitidamente, era Ruby, sua mãe biológica, ela estava chorando e a abraçando, não tinha percebido que Rose já tinha aberto os olhos.

– Mãe- sussurrou Rose, fazendo Ruby olhar para baixo.

–O que foi minha filha?- perguntou com o rosto encharcado pelas lágrimas.

–Rose!- gritou Sam se aproximando das duas abraçadas na areia da praia.

–Pai- se levantou Rose e foi ao encontro de Sam soltando-se dos braços de Ruby, sem falar o que queria para ela.

–Minha filha- disse Sam a abraçando bem forte- Você está bem?

–Estou sim, graças a minha mãe- disse olhando para Ruby que observava a cena, então ela veio de encontro com os dois e se juntou ao abraço.

–O que eu perdi?!- gritou Dean todo descabelado e com a cara amassada das muitas horas de sono, da porta da casa.

–Vem pra cá!- gritou Rose, ele atravessou a rua e encontrou os três, se juntou ao abraço- Que isso? Reunião de família?

–Tá mais para demonstração de carinho a quem amamos- respondeu Ruby.

–Ué, demônias sanguinárias tem sentimentos?- provocou Dean, mas dessa vez de brincadeira.

–Claro, amebas, como você, sem cérebro tem- ela respondeu.

–Obrigada por tudo, gente- disse Rose.

–De nada minha filha- responderam Ruby e Sam em unissosso.

–Ih agora vão falar juntos é?- brincou Dean.

–Cala boca!- ensaiaram Sam, Rose e Ruby, de brincadeira

–Tá bem, que disputa desleal, três contra um- falou Dean entre risadas, aliás todos riam, estavam felizes, os segredos foram revelados, as mentiras expostas e o amor entre eles demonstrado. Depois do abraço coletivo na praia, voltaram para a casa e prepararam um lanche da madrugada, afinal, já eram 3:25 da manhã. Se divertiram muito, brincaram, contaram piadas, mas não tocaram no assunto Lúcifer, foi certamente uma refeição memorável, só sentiam falta de Castiel que ainda não tinha dado as caras.


Notas finais
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