Rose Winchester- A Filha De Sam

6 Discutindo a relação com Ruby


...Confuso com a saída repentina da filha, Sam virou-se para olhá-la e se deparou com algo inesperado. Era ela Ruby. E então ela disse, se aproximando:
–Oi Sam.
–Ruby? O que faz aqui?- perguntou firme.
–Nossa, que delicado! Me sinto tão querida!- disse sarcástica.
–Engraçado. Andou tendo aulas com o brincalhão?
–Sabe que não ando com anjinhos porcos e Gabriel é um deles.- respondeu rispidamente.
–Vou perguntar de novo.- disse Sam se aproximando dela, ficando a centímetros de seu rosto.- O que faz aqui?
–Eu queria ver a minha filha.- respondeu olhando no fundo dos olhos de Sam. Os mesmos olhos que o hipnotizavam em tempos antigos e o proporcionava noites incríveis.
–Agora quer vê-la? Você a abandonou com estranhos e agora vem com essa conversa idiota?- gritou irritado. Ele não podia acreditar no que tinha ouvido. A hipocrisia reinava nela. Largou uma criança indefesa, recém-nascida, na porta de uma completa estranha.
–Não seja imbecil! Vou te explicar tudo, mas para de gritar. Vamos para um lugar mais sossegado.- disse sussurrando, bem séria.
–Acha que eu sou tão ingênuo ao ponto de ir com você? Provavelmente é uma armadilha pra você me entregar de bandeja para a Lilyth.
–Confia em mim.- pediu a demônia, segurando a sua mão.
–Por que eu faria isso? Você é uma demônia sem sentimentos, nem escrúpulos.-falou amargamente.
–Sam...- disse o olhando no fundo dos olhos dele, como quem pede um voto de confiança.- Me siga, por favor...- sem relutar mais, ele a seguiu. Quando chegaram num pequeno beco que ficava nos fundos do colégio, o Winchester mais novo debochou:
–Ué, cadê os demônios?
–Acho que a demência do Dean está te afetando.- disse séria.
–Tudo bem, me diz logo o que tem pra dizer.
–Olha, eu soube que você, o Dean e o Castiel tinham viajado para o futuro, para agora...
– As notícias voam no inferno.- interrompeu ele.
–Por favor, não me interrompa. Eu vim pra te explicar porque eu abandonei a Rose.- disse mais calma, .as com um olhar triste.
–E, então?Pode começar a falar, vou ficar calado.
–Eu não podia ficar com ela, tá legal? Se ficasse estaria a colocando em perigo. Lúcifer a quer Sam! Ele a quer porque ela é uma mestiça de uma demônia e de você, que tem habilidades que humanos comuns não possuem. Ela pode ser muito poderosa.
–Mesmo assim, por que não me contou? Por que me deixou sem notícias e desapareceu?- perguntou a encarando, com uma expressão triste. Ele havia ficado triste com o desaparecimento dela, porque realmente tinha sentimentos por ela. Ele a amava, mesmo sendo uma demônia. Isso não o impedia de pensar nela todo tempo.
–Porque eu não podia. — uma lágrima começou a escorrer do canto de um dos seus olhos.- Porque eu achei que você não entenderia, que não aceitaria ou acharia que fosse um truque. Mas eu não a deixei, eu a observo desde pequena. A vejo dormindo, estive em suas festas de aniversário. Ela me viu.
–Você fica aparecendo pra ela? Por quê?- perguntou Sam confuso, não entendia. Ruby tinha instinto maternal?Como? Era apenas uma demônia, passou a vida inteira torturando pessoas e as matando. Ela não poderia amar...ou será que podia?
–Eu apareço pra ela, porque eu sou a mãe dela. Por mais que eu a tenha dado pra Lauren, eu amo Sam. Você pode não acreditar, mas é verdade.- as lágrimas já tinham invadido o rosto de Ruby e aquela cena comovia Sam. Ele sentia vontade de abraçá-la, de beijá-la e dizer-lhe que a ajudaria a encontrar uma solução para cuidarem juntos de Rose.
–Olha quem tá aqui!- disse Dean chegando, inesperadamente, acabando com todo o clima de romance que havia no ar.- Ruby, veio nos acurralar pra nos entregar pro diabo ou vai nos capturar e largar na frente de alguma mãe solteira?Quero uma mamãe gata, tá?- debochou Dean.
–Acho que tá na hora de trocar o refil de piadas. Ah espera, acho que não! Deve ser a idade que não deixa mais as suas tiradas irônicas funcionarem.

–Ou você que é velha demais pra entendê-las. Você é demônia a alguns séculos, não é?- debochou o Winchester mais velho. Ele não gostava nenhum pouco dela, primeiro porque ela tinha corrompido o Sam, segundo porque ela era uma demônia e, terceiro porque ela tinha um chute fatal.

–Vou indo, Sam. Quando ele não estiver por perto nós conversamos-. disse dando as costas aos irmãos.- Antes que eu me esqueça, toma!- entrega uma pequena bolsa de pano.
–O que é isso?
–O Colt e a minha faca vai ajudá-los. Mas vocês tem que arranjar pentagramas, crucifixos e tudo aquilo que vocês usam.- disse revirando os olhos- Ela já está carregada e aqui está o diário do pai de vocês. Peguei no passado pra trazer pra vocês agora.
–Obrigado.- agradeceu Sam.
–Só peço que a deixe a salvo.- falou. Logo em seguida, desapareu deixando-os sozinhos no local.
–Eu viro as costas e aquela vadia aparece.- resmungou Dean.
–Dean, não fala assim.
–Ah, está caindo na dela de novo, Sammy?- perguntou Dean.
–Eu não sou nenhum idiota ingênuo. Sei me proteger.
–Muito, teve até uma filha com ela...
–Quer saber? Não dá pra conversar com você!- disse dando as costas ao irmão mais velho.
–Claro, eu sou muito imaturo porque eu não quero tomar cházinho com Lúcifer no inferno. Não sei por que, minha esperança lá foi tão agradável. — disse irônico. Sam apenas o encarou, não tinha uma resposta pra isso. Ficaram durante alguns segundos em silêncio, até que Cas chega afoito e diz:
–Tem demônios aqui.
–O que?- perguntaram os irmãos em uníssono.
–Eu vi no corredor, estava usando um terno. Vamos!- os três saíram correndo. Quando chegaram no corredor onde Cas o tinha visto, ouviram um grito feminino e com a Colt em punhos Dean, na frente, seguiu o som de alguns ruídos que vinham da sala da diretora.
–Vamos.- chamou Dean.
–A porta está trancada!- disse Cas.- Ele estava procurando a sala dela.
–Vamos arrombar!- com um único chute, Sam arrombou a porta e deu de cara com manchas de sangue nas paredes e o seu corpo totalmente esquartejado em cima de sua mesa.
–Eu já estava achando que não viriam.- falou o demônio que a alguns minutos Castiel havia encontrado no corredor. Estava com um sorriso assustador nos lábios e os olhos totalmente pretos.
–Morre, desgraçado!- gritou Dean apontando e disparando o Colt na direção dele. Inutilmente, pois o demônio se locomoveu rapidamente, escapando da bala se sal.

–É o melhor que pode fazer?- perguntou rindo descontroladamente- Parece que seus reflexos não funcionam mais como antes, tá ficando velho- debochou.
Por que todos os demônios tão falando da minha idade?- Dean pensou alto, mas os outros não ouviram. Continuou mirando no maldito, mas primeiro queria saber o que ele tinha a dizer.-
Veio atrás dela?- perguntou Castiel.
–Da filha dele?- apontou para Sam- Sim, da preciosa. É assim que ele a chama.
–Não vai pôr as mãos na minha filha.- falou Sam, sério.
–E quem vai me impedir? Somos milhares espalhados por toda a Califórnia. Acha que seria pálio para nós? Ah, Samuel... Vamos ser francos, você já sucumbiu aos desejos do rei das trevas. — disse o demônio se aproximando de Sam.- É inútil resistir.
–Isso não vai acontecer de novo.- debateu Castiel. Confiava cegamente em Dean e Sam. Sabia que eles eram os escolhidos por Deus para acabar com o mal.
–Calado, anjo inútil!
–Ele tem razão. Isso foi antes, não vou permitir que façam mal a Rose. Não a ela!- gritou Sam.
–Tão paterno... Não seja ingênuo! É só uma questão de oportunidade para vir para o nosso lado.- disse pegando um estilete do bolso do terno cinza.- Você já deve saber que o seu fim será ao lado dele. Será o sucessor do meu rei, não pode negar o seu destino! E eu vou te fazer uma pequena demonstração agora mesmo. — ele pegou o estilete e fez um pequeno corte no antebraço- Não negue, sei que quer.- disse mostrando o ferimento que escorria gotas de sangue. Sam ficou paralisado, não conseguia parar de olhar e desejar aquele sangue, era como uma droga. Uma droga que lhe foi apresentada por Ruby.
–Volta pro inferno!- gritou Dean, atirando bem no meio das costas do demônio que caiu no chão, imóvel.- Vamos sair daqui antes que a polícia chegue.- os três saíram da sala as pressas e foram para a Ferrari.
–Temos que contar tudo a Carmem. Ela precisa saber que Rose corre perigo.- Dean arrancou com o carro em direção rua Futton, número 321, casa dela.

Notas finais
Mereço reviews?*--*