Rose Kiss

7 Primeira Missão Oficial


Notas iniciais
Olá! É verdade, já há algum tempo que não atualizo nada >.< Tenho estado sem tempo e ideias (até para o nome do capítulo não tenho ideias) e então não pude vir aqui mais cedo. Mas prontos, sempre vim com a "novidade" de um capítulo novo. Espero que gostem!

Precisamente quando ia deixar o meu quarto para ir jantar, bateram à porta.

Desfiz-me de Yukiko, que estava a dormir calmamente no meu colo.

Queixou-se, dando um “miau” feito refilão, mas deixou-me.

Abri a porta e à frente estava Lavi.

Ele estava com o seu uniforme, embora horas antes tinha estado internado. O cabelo que há pouco estava caído, está agora apanhado pela bandana verde que ele usava na cabeça. Trazia uma caixa que segurava debaixo do braço.

– Posso entrar?

– C-claro, à vontade.

Desviei-me para lhe dar espaço. Lavi entrou e eu fechei a porta. Quando me virei para encará-lo, dei de caras com um Lavi de cócoras muito divertido a brincar com Yukiko.

Este estava deitado com a barriga para cima, a rebolar, para lhe tentar apanhar a mão enquanto o ruivo ria à gargalhada devido ao esforço inútil que Yukiko fazia para tentar acompanhar o seu ritmo.

Encostei-me à porta, um pouco indecisa sobre o que dizer. Não o conhecia muito bem, por isso não sabia como iniciar a conversa.

– O que te trás aqui? — Perguntei delicadamente.

Lavi desviou a atenção de Yukiko e virou a cara para olhar para mim.

– Oh, sim é verdade. Trouxe uma prenda de boas vindas — Então era aquilo que ele trazia. Yukiko apanhou Lavi distraído a conversar e mordeu-lhe a mão — ITAI! — Queixou-se Lavi, embora eu ache que não foi devido à dor mas sim ao susto.

Comecei a rir-me. Já há muito tempo que não me sentia tão contente.

– Não tem graça. — Disse Lavi, fazendo beicinho.

– Desculpa- disse-lhe, limpando com o dedo as lágrimas de tanto rir — Qualquer das maneiras, o que trazes aí?

– Bom… Eu disse que era uma prenda de boas vindas, mas é mais para o Yukiko — Falava enquanto tirava um pacote grande de comida seca para gatos dentro do saco que tinha consigo. — Eu não sabia do que gostavas, por isso quando soube que estavas a cuidar de um gato trouxe uma coisa útil.

– O-obrigada, mas não te devias ter dado ao trabalho. — Disse um pouco embaraçada.

Todas as prendas que tinha recebido até agora eram da minha família, e mesmo assim eram raras devido ao facto de serem pobres.

– Ora essa não foi nada, teehee — Disse, pondo o braço atrás da cabeça enquanto sorria — Eu não vim aqui só para entregar isto. O Komui pediu para que passasse por aqui para te levar ao gabinete dele. Ele quer falar connosco.

– Fazes alguma ideia do que possa ser?

– Nop, ele não me quis dizer nada, apenas que era uma missão, embora o lhe perguntasse do quê.

– Estou a ver… Então é melhor irmos o mais depressa possível — Lavi acenou com a cabeça, afirmando que sim.

Depressa enchi a minha mala com primeiras necessidades. Ouvi dizer que a maioria das missões demoravam vários dias.

– Adeus Yukiko. Porta-te bem… — Não pude deixar de ficar triste. Ia ficar sem o meu “menino” durante algum tempo… Só espero que o Timothy não o maltrate…

Fechei a porta atrás de mim, deixando um Yukiko com olhos azuis suplicantes para não o deixar sozinho. Isso partiu-me o coração por completo.

Pelos corredores da Ordem só se ouvia os nossos passos. Lavi caminhava calmamente ao meu lado, no entanto eu sentia-me desconfortável com aquele sufocante silêncio. Ao contrário de Lavi, conseguia com Lenalee puxar assunto ter uma conversa decente.

Entrei no gabinete do Komui e ele estava sentado na secretária, obviamente à nossa espera. Na sala já sem encontravam duas figuras. Uma era Lenalee… A outra era um homem que não conhecia. Este homem tinha a pele de cor pálida, com uma franja branca embora o resto do cabelo seja preto, muito alto e com dentes bem afiados. Resumindo: era um vampiro.

– Bom, agora que estão todos juntos vou-vos explicar no que consiste a missão. Como todos sabem, inocências sem usuários causam fenómenos … um pouco peculiares. A cidade em que se vão dirigir durante a noite transforma-se num total campo de batalha. Não sabemos os pormenores. Só sabemos que nas zonas camponesas da cidade ficam todos os dias com poças de sangue e várias pessoas acordam pela manhã com ferimentos sem saberem onde os fizeram. Daí chegarmos a essa hipótese.

– Então a inocência está por detrás disso… — Especulei.

– É uma teoria. E também existe um aumento de Akumas de nível 3 e 2, o que nos leva também a crer que estão atrás da inocência.

– E quando partimos? – Pronunciou-se o homem-vampiro.

– Agora, se quiserem chegar lá de dia. A viagem é longa e julgo que querem ir à busca de informações antes de a cidade estar de noite. Está uma carroça à vossa espera à saída para vos levar até à estação de comboios. Estão dispensados.

– Hai! – Dissemos em uníssono.

Quando o grupo ia fechar a porta, Komui reaparece, com a sua síndrome de “Aniki”, em lágrimas.

– Lenalee-chaaaaaan! Cuidado! Não fales com estranhos! Muito menos se forem rapazes! Buahaaaaa! Não vás Lenalee! Não deixes o teu irmão sozinho!

Tudo o que Lenalee fez foi fechar a porta definitivamente, deixando o seu irmão do outro lado.

– Francamente… — Suspirou.

De certa forma, estas cenas faziam-me sentir que fazia parte da família destas pessoas. Agirem tão naturalmente há minha frente fazia me realmente pensar que já era um deles.

O único que não trazia os seus pertences era Lavi. Perguntei se ele se tinha esquecido e se queria voltar para trás, mas isto foi tudo o que ele disse:

– Não, não é preciso. Trago tudo o que necessito.

Quer dizer, a sério? Não me digam que ele traz a escova de lavar os dentes no bolso do casaco…

“Realmente, este sítio está completo de pessoas estranhas”. Sorri com o pensamento. São pessoas estranhas, com certeza, mas também sei que são pessoas com coração de ouro.

Passado algum tempo, já estava sentada no comboio pronto a partir, sentada ao pé da janela.

Eram já umas dez da noite e eu nem tinha jantado. Quem me dera ter passado no refeitório para ir buscar caril… Sim, caril ia ser mesmo bom agora.

Babei-me com o pensamento e o meu estômago roncou involuntariamente.

Os três exorcistas, admirados, olharam para mim de repente, com os olhos muito esbugalhados.

– Sumimasen… — Disse envergonhada, a olhar para o chão. – Não comi nada desde o almoço…

Outro rugido de estômago preencheu a cabine em que estávamos instalados, mas este eu tinha a certeza que não vinha de mim.

– Desculpem… Eu não bebo sangue de Akuma há três dias… — Disse o homem-vampiro que mais tarde descobri que se chamava Krory. Eu sabia que o homem era vampiro! Eu sabia!

Lavi e Lenalee entreolharam-se e de seguida começaram a rir à gargalhada. Eu não percebia qual era a piada, mas os risos deles eram tão contagiantes que não aguentei e ri também. Passado pouco tempo, Krory tinha-se juntado a nós.

Eu já chorava e tentava parar por doer-me a barriga. Esforço que foi inútil.

No entanto, um empregado apareceu a dizer que tínhamos de parar de fazer barulho, pois estávamos a incomodar os outros viajantes.

Aposto que se o empregado não fizesse uma expressão assustadora, ainda nos riríamos mais.

– Então vou dormir, pessoal. Boa noite – Bocejou Lavi, que estava no assento á minha frente.

– Acho que devíamos dormir todos… Boa Noite. – Disse Lenalee

– Oyasumi – Disse o resto em uníssono, incluindo eu.

Todos se encostaram ao seu canto, caindo no solo facilmente, exceto eu.

Tapei-me com uma macia manta cinza e encostei-me à janela, à espera que o João Pestana viesse ter comigo. Enquanto isso, observava a janela. Não conseguia distinguir culto nenhum. Não havia nem um pontinho de luz. Calculei que estivéssemos longe da população.

O sono demorou a chegar, mas passado algum tempo no calor da manta, consegui adormecer.

Notas finais
Gostaram? Alguma sugestão, ideia, ou até mesmo algum erro que eu tenha deixado passar podem deixar nos comentários. Não sei quando voltará a ser outra vez publicado um novo capítulo mas não vai ser muito cedo... Até à próxima!