Rose Garden

8 Capítulo 8 - A volta pra LA


Notas iniciais
Gente, mil desculpas por não ter postado durante um século! É que eu estava no quarto bimestre e eu tive que estudar que nem louca pra poder passar... EU PASSEI! Whoo! E eu também tive um bloqueio criativo, então... Vocês entendem. Enfim, eu quero agradecer à todos que estão acompanhando a fic e estão gostando dela! Tá aqui o próximo capítulo, espero que gostem.

Depois que eu acordei, troquei de roupa e fui tomar café da manhã lá no Starbucks e aproveitar pra contar para o meu pai sobre a música que escrevi ontem. Falei para ele me encontrar lá já que ele ainda não estava pronto e eu estava morrendo de fome. Cheguei lá e fui direto pedir alguma coisa. Pedi um café simples. Acho que apenas isso mata minha fome. Depois de sentar em uma mesa, fiquei esperando meu pai chegar. Estava meio nervoso. Sempre fico nervoso quando vou conversar com ele sobre alguma música nova. Ele tem um gosto muito refinado para música, e sempre que ele não gosta de alguma coisa eu procuro mudar.

Vi ele chegando e eu comecei a ficar mais nervoso ainda:

- Bom dia, filho. – Ele se sentou do meu lado

- Bom dia, pai.

- Então, já pediu?

- Já. Você quer que eu peça pra você? – Perguntei quase correndo de lá

- Não, tudo bem. Eu vou lá e já volto. – Falou meio desconfiado. Ele se levantou e foi até o balcão para pedir. – E então, o que queria falar comigo? – Ele disse voltando

- Bom, eu queria te mostrar uma música que eu compus ontem antes do show. – Já fui pegando a partitura e a letra.

- Rose garden? – Ele me perguntou olhando a letra

- É.

- Rose garden não era o nome daquela floricultura que tinha em Forks?

- Era? Nem me toquei. – Não me perguntem por que eu me fiz de desentendido.

- Era sim. – Ele finalmente olhou para mim depois de ler a letra.

- E então? – Perguntei aflito

- A letra é boa. Eu gostei. Só que eu quero escutar você tocar a melodia para ver se música é tão boa quanto eu penso.

Ufa! Ainda bem que meu pai gostou. Odeio reescrever as músicas que ele não gosta. Sinto que não tenho talento, mas quando ele gosta de primeira, fico sentindo um alívio tão grande que não consigo nem explicar:

- Ok! Então, vamos? – Disse me levantando, mas ele segurou meu braço.

- Pra que tanta pressa, meu filho?

- Só quero mostrar minha música. – O mais rápido possível. Pensei.

- Desculpa, sei como você fica nervoso quando quer cantar algo novo, mas lembre-se de que ainda não me chamaram para buscar meu café. – Ele fez menção para me sentar de novo.

- Ah, é! Tinha me esquecido desse detalhe. – Sentei-me de novo.

- PAUL JONAS! – AHHH, LOGO AGORA QUE EU ACABEI DE SENTAR!?

Depois de pegarmos o café do meu pai, voltamos para o hotel e fomos para o meu quarto:

- Posso começar? – Perguntei sentando-me na cama e com meu violão em cima do colo

- Claro! – Disse meu pai se sentando na cadeira que estava do outro lado do quarto

Comecei a tocar e olhei pra ele. Sua cara continuou do jeito que estava, séria. Eu comecei a imaginar o que ele estava pensando naquele momento, mas me dei conta de que eu precisava começar a cantar então eu comecei:

She was brought into this world

Out of a beautiful mistake

When her mom was just a girl

And her daddy didn’t stay

Ele não parava de me olhar. Parecia que estava querendo me matar só com os olhos... ou era apenas eu que estava completamente nervoso! O celular do meu pai começou a tocar:

- Você pode parar de tocar um pouco? Tenho que atender essa ligação. – Ele me olhou esperando uma resposta apesar de saber que eu não poderia negar

- Claro, vai lá! – Ele se levantou e saiu do quarto

Suspirei bem fundo e fiquei ali, sentado, esperando ele voltar:

- E então, quem era? – Perguntei enquanto ele voltava para seu lugar

- Sua mãe! Ela queria que eu falasse quando voltaríamos.

- Ela deve estar morrendo de saudades de você.

- E está! – Eu ri – E ela também está morrendo de saudades de você.

- Eu sei. – Ele riu – Agora, será que eu posso continuar?

- Ah, claro, continue.

Eu comecei a tocar de novo e conforme eu fui cantando eu fui lembrando todos os momentos daqueles quatro dias que eu passei com a Rose. Desde o “São apenas essas?” que ela me perguntou no primeiro dia que eu estive lá até o último segundo que a vi. Quando ela estava de olhos fechados e com minha rosa na mão... Como eu queria mudar isso! Como eu queria sair do ônibus no último segundo e dar um beijo nela, mas não podia desapontar minhas fãs. Tinha que estar nessa estúpida turnê! Ahhh! Não consigo acreditar que deixei a única mulher que eu amei na vida pra trás.

Terminei de tocar e olhei para meu pai:

- E então? O que achou?

- Adorei! É tão boa quanto eu pensei que fosse. – Ele se levantou e foi em direção à porta – Nick, já que iremos voltar para Los Angeles hoje à noite, que tal você gravar essa música amanhã de manhã?

- Sério?

- Claro! É uma música muito boa e já que seu irmão está gravando o CD dele, por que não aproveitar a oportunidade e gravar uma demo dessa música?

- Acho uma boa ideia. Ainda por cima, eu vou poder escutar as músicas do Joe.

- Esse é o espírito! Agora eu vou para o meu quarto e depois se você quiser, podemos ir almoçar em algum restaurante da cidade. – Ele disse já saindo porta fora

- Acho uma boa ideia também. – Ele nem me escutou, já tinha ido para seu quarto me deixando sozinho

Sinto que a possibilidade de meu pai me escutar um pouco sem ser pela música foi por água a baixo depois que voltamos para a “civilização”. Ele agora só falar nesse celular, se não é com a mamãe, é com alguém sobre trabalho e eu já estou cansado disso. Vou dormir um pouco pra ver se melhoro meu estado de morto de sono.

Depois de um tempo acordo com um pai falando pra eu arrumar minha mala que não sei por que, eu desfiz:

- Ta bom, pai! Eu já entendi. – Me levantei e fui em direção ao closet

- Ok, eu vou terminar de fazer minha mala e você termina de fazer a sua. Depois nos encontramos no saguão, ok?

- Ok!

- Ótimo! Eu já vou indo.

- Ok!

Ele saiu e eu fiquei fazendo minha mala, de certa forma, já é normal isso acontecer. Terminei, desci para o saguão e acabei encontrando um certo Paul Jonas quase arrancando os cabelos porque estávamos quase atrasados para o nosso vôo:

- Ah, finalmente!

- Desculpe, eu estava terminando minha mala.

- Tudo bem! Não precisa se preocupar. Se você tivesse chegado aqui daqui a 5 minutos ai você poderia se preocupar.

- Ok! Então, vamos?

- Vamos!

Entramos na vã que nos levaria até o aeroporto e quando chegamos, mais um mar de fãs nos atacou no vão que existia entre a porta da vã e a porta do aeroporto. Minhas fãs são inacreditáveis!

Chegando lá, despachamos as malas e esperamos o jatinho ficar pronto para decolarmos. Quando decolamos, minha esperança de voltar para Forks só diminuía, mas tinha certeza de que Rose estava errada quando disse que eu iria esquecer ela. Sempre irei lembrá-la. Em todos os momentos da minha vida eu estarei pensando nela.

Notas finais
Desculpem se o capítulo tiver uma porcaria, foi o melhor que eu consegui. Mas já que eu tô de férias eu vou conseguir postar mais.
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