Rose Garden
4 Capítulo 3 - Segundo dia/Encontro oficial Parte 2
Notas iniciais
— Ta bom pai. Tchau.
— Tchau.
Agora é só pegar um taxi, andei um pouco na calçada e parei em uma rua bem movimentada. Comecei a fazer aquele sinal com a mão pra quem quer um taxi e logo um foi parando.
Entrei e disse:
— Para o hotel Varezzo, por favor. — O taxista olhou para trás com uma cara meio estranha, depois de alguns segundos asssim ele olhou para frente de novo e começou a dirigir.
— Então, você não é daqui, não é?
— Não. Sou de New Jersey, mas moro em Los Angeles faz um bom tempo.
— O que você veio fazer em Forks? — Intrometido
— Como sabe que eu estou só de passagem?
— Todas as pessoas que ficam no hotel Varezzo só estão de passagem, ou estão querendo ficar alguns dias até achar uma casa.
— Eu só parei aqui porque o meu ônibus quebrou.
— Agora está explicado, mas sem querer ser intrometido, se você só vai ficar alguns dias na cidade, pra que essa cesta de piquenique?
— Porque eu vou fazer um piquenique. Por que mais eu teria uma cesta de piquenique?
— Já encontrou uma garota aqui, não é?
— Já. E ela está me deixando maluco.
— Se ela aceitou sair com você, acredite, você também está deixando ela ssim. — Será que isso é verdade? Será que eu estou deixando a Rose tão maluca quanto eu? — Chegamos.
— Já chegamos?
— Já. São 20 dolares.
— Ah, claro! — Peguei na minha carteira uma nota de 20 e entreguei para ele. Sai do taxi e antes de fechar a porta, coloquei a cabeça para dentro do carro de novo:
— Ei, posso te fazer uma pergunta?
— Claro.
— Como sabe que ela está gostando de mim?
— As garotas de Forks são assim. Só aceitam sair com alguém se gostam mesmo dessa pessoa. — Sorri, mas meu sorriso desapareceu. Afinal, a Rose não era uma garota normal de Forks, ela era muito mais que isso para mim. — Não se preocupe, ela gosta de você.
— Muito obrigado.
— Tudo bem garoto. E boa sorte em seu piquenique com sua garota especial. — Fechei a porta
— Obrigado. — Dei um grito porque quando ele disse "Boa sorte" já estava indo embora.
Entrei no hotel, fui a recepção para ver em que quarto meu pai nos colocou:
— Com licença, meu nome é Nick Jonas e meu pai, Paul, é... ele pediu um quarto.
— Sim?
— Eu queria saber qual é.
— Sim. Não se preocupe senhora, já iremos mandar mais toalhar para seu quarto. — Eu não estava entendendo nada, mas quando vi um fone de ouvido na orelha dela entendi que estava falando com outra pessoa — Me desculpe, em que posso ajudar senhor? — SENHOR!?
— Ah, é que meu pai, Paul Jonas, se hospedou aqui e eu gostaria de saber em que quarto ele está.
— O Sr. Jonas está no quarto 403.
— Muito obrigado.
— Espera. Você é o Nick Jonas? — Mais uma fã?
— Sim, sou eu. — Não.
— Seu pai pediu para eu entregar a chave do seu quarto porque ele saiu. — Ela me entregou a chave — Quarto 404.
— Ele saiu, aonde ele foi?
— Ele não disse aonde foi. Só me pediu para entregar a chave a você.
— Obrigado.
— Sr. Jonas.
— O que?
— Ele falou que não demorava.
— Obrigado.
— De nada.
Subi e fui até o quarto. Ele era simples. Tinha uma cama de solteiro, uma janela gigante, um banheiro com banheira e box, um armário bem grande e sei lá mais o que. Nem to com cabeça pra pensar nisso.
Coloquei as compras no frigobar e fui deitar um pouco. Depois de uma hora dormindo, acordei e fui tomar banho para me arrumar para o piquenique.
Tomei um banho beeeem demorado por preguiça mesmo. Eu sei que a água do mundo está acabando, mas se uma pessoa demorar pelo menos uma vez na vida, acho que não vai acontecer nada.
Fui para o armário e fiquei escolhendo minha roupa durante um tempão. Eu achava uma roupa legal até que achava outra coisa legal e mais outra coisa legal e não encontrei nada. No final acabei ficando com uma calça jeans, uma blusa de gola v branca, tênis e minha jaqueta preta.
Arrumei as coisas na cesta e peguei algumas velas e fósforos. Antes de sair olhei para o vaso com as rosas que comprei e peguei uma. Fui até lá em baixo e peguei outro taxi, mas eu nem percebi quem era o taxista:
— Para aonde vai senho...HEY! É você!
— Hey! É você também! — Nós dois rimos
— E aí garoto? Está indo para seu "encontro" com sua garota especial? — Ele fez as aspas com as mãos.
— Estou sim.
— Aonde você vai encontrar com ela?
— Eu vou encontrá-la na floricultura Rose garden.
— Rose garden? Eu adoro aquela garota.
— Como?
— Me desculpe, mas é você quem vai sair com a Rose?
— Você conhece a Rose?
— E como. Eu e a mãe dela éramos muito amigos. Então ela me convidou para ser padrinho dela. Conheço a Rose desde que ela era um bebezinho.
— Sério?
— Sim. Então, nem ouse magoá-la, se não acabo com você.
— Eu não pretendo fazer isso.
— É bom mesmo.
Ele me levou até a porta da floricultura e mesmo depois que eu entrei, ele continuou lá fora:
— Oi. — Eu disse fechando a porta
— Oi. Eu só esperava ver você daqui à 10 minutos.
— É que eu não queria chegar atrasado.
— Que fofo, mas será que você pode esperar um pouco? É que eu tenho que organizar as coisas aqui.
— Organizar?
— Todo dia eu faço a maior bagunça possível aqui. É bem estranho.
— Você quer ajuda?
— Não precisa. Eu faço isso todo dia, já estou acostumada a fazer tudo sozinha.
— Tudo bem então. — Não gostei de falar isso
Vi uma cadeira e me sentei, olhei para ela e a vi arrumando com muito esforço. Levantei e deixei a cesta na cadeira, peguei uma vassoura e comecei a varrer o chão a ajudando a terminar mais rápido a limpeza, ela me olhou e deu um sorrisinho querendo esconder, mas vi com clareza:
— Obrigada.
— De nada. Não é justo eu ficar sentado e você trabalhando.
— Nossa. Ninguém em sã coinsciência faria isso.
— É que eu sou um cara legal e... o seu padrinho está ali fora observando tudo.
— Meu padrinho? — Ela olhou pela janela e deu um tchau, em seguida saiu e foi até o carro.
Não escutei a conversa, só sei que depois que ela falou com ele, ele foi embora, nos deixando sozinhos:
— Desculpe, ele é muito ciumento e preocupado comigo.
— Ele é como o seu pai?
— Mais ou menos.
— Sério? Então eu acho que não quero conhecer ele.
— É, nem eu. — Ela falou baixinho, mas eu acabei escutando
— Então, já terminamos? — Perguntei mudando de assunto
— Já. Podemos ir?
— É, podemos.
— Deixa eu só pegar as minhas coisas lá atrás. Me espera?
— Tudo bem.
Quando vi ela saindo por aquela porta, meu coração começou a bater muito rápido:
— Vamos para o nosso primeiro encontro oficial? — Ela me perguntou
— Vamos. — Abri a porta e nós saímos
— E aí? Aonde vamos fazer o piquenique?
— Vamos ao píer que eu acabei descobrindo por acidente com seu padrinho. — Ela riu
— Você sabe aonde é o píer?
— Não. — Ela riu de novo
— Não se preocupe, eu sei o caminho. Vamos andando até lá.
— Tudo bem. Quer que eu leve sua bolsa?
— Hum! Que cavalheiro. Mas eu posso carregar minha bolsa sozinha se você não se importa.
— Se você não se importa, eu não me importo.
— Como eu disse antes, você é muito fofo.
— É só o meu jeito de ser.
— O seu jeito de ser é bem legal.
— Obrigado.
Fomos até o píer conversando sobre tudo o que gostávamos e também o que não gostávamos. Chegando lá, fomos até a ponta do píer, aonde fica em cima da água do mar.
Sentamos e conversamos sem parar! Foi bem estanho, mas ao mesmo tempo muito bom. Adorei todos os segundos daquela conversa e adorei ficar às vezes apenas sentado, olhando para ela que ficava encarando a lua e as estrelas sem nenhuma reação, sem nenhuma expressão facial ou sem nenhuma ação normal...
— Mas tem alguma história sobre o nome ou algo parecido?
— Na verdade tem, mas eu não sei. Eu só sei que é em minha homenagem.
— Que bonito. Você não sabe, mas sabe que é em sua homenagem. — Nós rimos — Há quanto tempo sua mãe tem aquela floricultura?
— Tem muito tempo isso.
— Pelo menos sabe que há menos de dezesseis anos.
— Mas como eu sei isso?
— Sua mãe não deu o nome em sua homenagem?
— Faz sentido.
— E há quanto tempo você trabalha naquela floricultura, e não vem me dizer que é desde que você nasceu que eu não caio nessa.
— Também, seria meio impossível. Quer dizer, não seria meio impossivel, seria totalmente!
— Isso é verdade, mas é há quanto tempo?
— Desde os meus nove anos.
— O QUE? — Fiquei muito espantado
— Eu sei que é bem estranho, mas eu trabalho para sobreviver.
— E a sua mãe? Se você não sabe, é contra a lei trabalho infantil.
— Eu sei, mas...ah...quer saber, é melhor a gente mudar de assunto. — Ela ficou triste
— O que foi? Eu falei alguma coisa errada?
— Não. Na verdade é que...eu só quero mudar de assunto.
— Tudo bem. Não se preocupe. Sobre o que você quer falar?
— Nada. — Ela se levantou e estendeu a mão para me ajudar a me levantar — Vamos dar um passeio na praia?
— Vamos! — Segurei a mão dela e andamos pela areia da praia. Brincamos na água como criancinhas bem felizes. Sabe aquelas criancinhas que brincam sem parar e sem se importar com o tempo que estão levando para brincar? Que não se importam com mais nada quando estão brincando? Foi assim que me senti.
Por alguns minutos voltei a ser criança, quero dizer, voltamos a ser crianças.
— Acho que já está ficando tarde. — Ela me disse andando de volta para o píer.
— Acha melhor voltarmos?
— Por que você acha que eu estou voltando para o píer?
— Não sei. Podia ser por qualquer coisa.
Ela deu um leve riso e continuou andando sem me esperar. Quando estava chegando perto dela, ela deu um jeito de me ver e saiu correndo para eu não alcançá-la. Voltamos a ser crianças de novo.
Chegamos no píer e começamos a arrumar as coisas, quero dizer, eu comecei a arrumar as coisas, ela ficou sentada com a ponta dos dedos na água e com a cabeça olhando para o céu. Depois que arrumei as coisas, fui me sentar à seu lado:
— Você está bem? — Sentei e fiquei olhando para ela
— Sim. Eu só estou me lembrando dos tempos em que eu vinha para cá de madrugada e sentava bem aqui. — Antes que eu perguntasse ela respondeu — Apenas para olhar o céu estrelado, porque eu sabia que no dia seguinte iria fazer um dia lindo como todas as noites em que eu vinha para cá.
— Então, amanhã vai fazer um dia maravilhoso...como essa noite.
Ela abriu aquele sorriso que apenas ela consegue fazer, que mostra todos os dentes, mas não de uma forma exagerada e sim, de uma forma graciosa e bonita. Ficamos ali por um bom tempo, na maioria das vezes ficava mais tempo vendo ela olhar o céu do que olhar junto com ela as estrelas.
— Por que parou de vir para cá? — Perguntei quebrando o silêncio
— Eu vinha aqui todas as noites com a minha mãe. Mas começou a chover e nós paramos de vir aqui.
— Já está muito tarde. — Olhei para o relógio — CARACA! Já são 00:00!
— Nossa! Passamos tanto tempo aqui?
— O tempo voa quando está se divertindo. — Ela me olhou
— É verdade. — Eu me curvei para beijá-la...mas ela se levantou mas rápido
— Vamos? — Eu ri e ela estendeu a mão me ajudando a levantar
— Vamos.
Fomos andando até a floricultura, chegando lá, olhei a cesta e me lembrei de uma coisa:
— Esqueci de te entregar uma coisa. — Enfiei minha mão dentro da cesta e fiquei mexendo a mão para encontrar
— Sério? O que é?
— É uma ótima maneira de te dizer... — Encontrei! — Adorei o nosso encontro! — Puxei a rosa que ela me vendeu
— Ah. Obrigada. Eu também adorei o nosso encontro.
— Então isso é um "adeus"?
— Adeus é muito forte. Prefiro um "Boa noite" e "Tchau"!
— Então...Tchau!
— Tchau.
Me inclinei e dei um beijo em sua bochecha. Ela ficou vermelha e olhou para baixo, para a direita e para mim de novo, por vergonha, encostou os dedos aonde eu tinha dado o beijo. Sorri e fui indo embora correndo, no meio do caminho me virei e continuei andando de costas, e quando ela me olhou gritei "Boa noite e Tchau!" para ela.
Fui indo para casa andando, mas eu me lembrei que tinha pego um taxi e que não sabia o caminho, por isso acabei me perdendo e parado em uma... floresta? É verdade, o hotel Varezzo ficava no meio de uma "floresta", mas depois consegui encontrar o hotel. Fui para meu quarto e capotei na cama sem mesmo ter trocado a roupa. Fiquei pensando em todo o nosso encontro, todos os minutos e segundos que passavamos juntos, todas as nossas risadas e apesar de passar praticamente o encontro inteiro olhando para ela, eu amei tudo.
Só depois de um tempo, me dei conta que já eram 2 horas da manhã e eu resolvi ir dormir e sonhar um pouco mais com ela...
Notas finais
Bom? Ruim? Reviews please.
XOXO
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