Rose Garden

2 Capítulo 2 - Primeiro dia/Conhecendo a cidade


Notas iniciais
Como eu disse ontem, aqui está o segundo capítulo. Esse está muuuito maior que o primeiro e nesse capítulo o Nick está contando o que aconteceu no primeiro dia na cidade.
Espero que vocês gostem.

Naquela tarde estava chovendo um pouco e eu também estava com muito frio, tanto que estava enrolado no meu edredom.

No ônibus apenas tinha eu e o motorista, o resto da banda estava em outro ônius conversando, tocando ou fazendo qualquer coisa que eles queriam. Eles me conhecem e sabem que eu estou de mau-humor e por isso, toda vez que eu fico assim (não frequentemente) eles se reúnem em outro ônibus e me deixam sozinho, jogando meu jogo sem nenhuma interrupção.

Achei que tinhamos chegado, o ônibus parou. Me esforcei, mas consegui levantar. Fui andando vagarosamente até a porta do motorista e perguntei se já chegamos. Ele me respondeu que não e disse que o ônibus tinha parado no meio de uma cidade e que tínhamos de ficar lá por algum tempo. Para mim tudo bem, fui deitar de novo e continuei o que estava fazendo até que o motorista chegou perto de mim e falou que o ônibus tinha quebrado, que já tinha ligado para o mecânico e que a peça que quebrou demorava cinco dias para chegar. Me irritei mais ainda, mas me conformei dessa vez.

Desci do ônibus para ver a cidade. Quando desci vi uma rua longa com varias lojas e algumas casas. Poucas pessoas passando e algumas delas acenavam para mim, claro que acenava de volta.

Resolvi dar uma volta e li o nome da cidade em que paramos em uma placa que dizia, "Seja bem-vindo a Forks!". Logo depois que vi essa placa me lembrei de 'Crepúsculo'. Continuei andando e consegui ver mais pessoas do que tinha visto antes. Poucas delas vinham falar comigo, as outras que me viam começavam a cochichar uma para as outras. Acho que diziam: "Essa pessoa se parece com alguém que eu conheço." Pelo menos eu pensaria assim.

Andei pela cidade e vi uma floricultura com uma placa pouco chamativa escrita "Rose garden" em letras bem grandes. Acho que era a única floricultura da cidade pois todos que passavam, entravam lá, ou então deveria ter alguma coisa muito interessante lá dentro. Resolvi entrar.

Quando entrei encontrei um balcão cheio de pessoas se empurrando. Olhei algumas flores e fiquei esperando para poder comprá-las. Quando a multidão baixou um pouco me aproximei e vi uma garota muito linda. Cabelos pretos muito sedosos, uma pele bem branca, olhos castanhos pequenos e um sorriso branco que mesmo com as reclamações não saia de seu rosto de jeito nenhum. Era uma visão muito linda, não conseguia parar de olhar para ela, parecia que estava hipnotizado por aqueles olhos brilhantes. Estava sentindo algo estranho, mas eu tinha gostado de sentir aquilo. Ela me olhou:

— São apenas essas? — Ela se virou, fiquei sem reação ao escutar sua voz

— O que? É comigo? — Ela me olhou, deu um sorrisinho sem mostrar os dentes e voltou a embrulhar as flores

— Claro que é com você! Com quem mais estaria falando? — Dei uma olhada em volta e não vi ninguém

— Comigo! Sim, são apenas essas! — Coloquei as flores em sua mão

— Você quer algum embrulho especial?

— Não, obrigado. Apenas diga o preço e já te pago.

— Tudo bem, são 12 dolares. — Peguei minha carteira e tirei uma nota de dez e outra de dois dolares e coloque elas em cima do balcão. Logo em seguida ela me deu as flores. Retirei uma das seis flores que tinha comprado e dei para ela. — Por que você está me dando uma flor? Eu já tenho várias aqui. — Eu ri.

— Porque essa flor foi entregue por uma pessoa especial para outra pessoa especial. — Ela riu. Fiz o mesmo porque nem eu entendi essa explicação.

— Então está bem. Muito obrigada e volte sempre.

— Olha que eu volto mesmo. Mas de qualquer maneira, muito obrigado você. — Ela sorriu para mim

— É só o meu trabalho.

— Tchau. — Sai de lá

— Tchau. — Escutei ela falando lá dentro

Já entendi porque as pessoas vão a essa floricultura. Com essa garota tão bonita e simpática eu também viria aqui mesmo tendo outra floricultura na cidade.

Fiquei andando pelas ruas por várias horas com cinco rosas na mão até que percebi que estava com muita fome. Fui até o primeiro lugar que eu vi e entrei. Quando entrei vi aquela garota lá, aquela da floricultura sentada sozinha lendo um livro. Cidade pequena! Tudo o que eu senti na floricultura senti de novo. Fiquei esperando um pouco para ver se ela estava acompanhada, mas não vi ninguém se aproximar então eu fui até a mesa pela suas costas e coloquei uma rosa em sua frente:

— Posso me sentar? — Perguntei com a flor ainda na sua frente

— Claro! — Ela pegou a flor e virou a cara para me ver

— Obrigado. — Me sentei na cadeira que estava no lado dela e vi que não parava de olhar a flor que lhe dei — Me desculpe por fazer você se sentar com uma pessoa que não conhece. — Ela riu

— Se você ainda não percebeu, você está na mesma situação que eu! — Agora eu ri — E não seja por isso. Prazer, meu nome é Rose.

— Rose?

— Rose Miranda Carter.

— Prazer, meu nome é Nicholas Jerry Jonas. Mais conhecido como Nick.

— Espera, você é Nick Jonas?

— Sou.

— Você que canta aquela música...'Who I am'! Agora te reconheci! — Apenas acenti com a cabeça — Mas o que uma pessoa como você estaria querendo nessa cidade?

— Eu não posso querer viajar um pouco e vir para cá?

— Não.

— Ta bom. Meu ônibus quebrou enquanto eu estava indo para Washington.

— Então, vai ter que ficar aqui durante quanto tempo?

— Mais ou menos cinco dias!

— Que bom! — Eu dei um sorriso e ela ficou sem graça — Quero dizer, que bom que são apenas cinco dias.

— Eu não! — Ela deu um pequeno sorriso com os lábios tentando esconder com de mim — Então, vamos pedir o que?

— O hamburguer daqui é muito bom!

— Então, dois hamburgueres. Já volto. — Me levantei e fui até o balcão pedir.

Olhei para trás e vi ela lendo aquele livro de novo, 'Dear John' estava escrito na capa. Peguei os hamburgueres e fui para a mesa:

— Você já viu? — Ela me olhou como se tivesse levado um susto

— Ah...É você.

— Calma. Eu só perguntei se você já viu o filme?

— Ainda não, prefiro ler o livro primeiro para ver o filme depois se não eu já sei o que vai acontecer e tenho preguiça de terminar de ler.

— Mas quando ver o filme já vai saber a história!

— Eu sei. É que eu prefiro ver o filme mesmo sabendo a história.

— Então eu te levo para ver esse filme um dia!

— Talvez. — Ela pegou seu hamburguer e começou a comer, a acompanhei

— Então, me conta a sua história! — Falei de boca cheia — Desculpa — Engoli

— Deixa pra lá, mas você quer saber a minha história?

— Quero. Ficha completa. Idade, endereço, por que trabalha naquela floricultura, aonde mora, mora com quem...

— Você não desiste mesmo!

— Quando eu quero alguma coisa, eu vou atrás!

— Deu pra perceber.

— Então, vai me contar sua história ou eu vou ter que fazer mais um milhão de perguntas até você me responder?

— Qual era a primeira pergunta mesmo? — FINALMENTE!

Depois de algumas horas, ela me respondeu algumas coisa como: Tem 16 anos, ainda estuda, aquela floricultura era de sua mãe, mora aqui desde que nasceu e mais nada! Apenas disse que se passássemos mais tempo juntos e se ela confiasse em mim iria contar sua história nesses cinco dias que restam.

A noite foi passando e nós, conversando sobre tudo e toda vez que tentava descobrir algo ela falava "Já disse que não vou falar nada!", me conformei. Depois de comermos, andamos um pouco e em seguida fui para minha "casa" me deitar pois já estava tarde.

Chegando lá, peguei um vaso qualquer, botei água nele e coloquei as quatro flores que restavam. Fui me trocar e me joguei na cama, dormi feito uma pedra. Ninguém podia me acordar.

Tive um sonho estranho, não vou contar detalhes pois nem me lembro bem do sonho, a única coisa que me lembro é que ele era com a Rose.

Notas finais
O que acharam? Bom? Ruim? Reviews... XOXO