Rose Garden

9 Capítulo 8 - Dia de gravação


Notas iniciais
Desculpa a lerdeza, sou lovatic, mas pelo menos eu postei!
Enfim, espero que gostem.

- Nick, Nick! Acorda! – Meu pai me sacudia- Já acordei. – Levantei da bendita cadeira do avião e fui em direção a saída.
Descemos do avião e logo após pegarmos nossas malas, avistamos minha mãe, Frankie e o Joe que segurava uma plaquinha escrita “JONAS” nas mãos. Só o Joseph mesmo para fazer uma coisa dessas:

- Aê! Ainda bem que chegaram. Não aguentava mais a mamãe e o Frankie me enchendo o saco porque estavam com saudades de vocês. – Disse o palhaço me abraçando

- É bom ver você também, irmão. – Nos separamos do abraço

- Ah, é. É bom ver você também! – Só ele mesmo

- Para de palhaçada Joseph! Você que ficou o tempo todo me enchendo pedindo pra mandar o Nicholas voltar. – Todos riram

- Sabia que tinha sentido minha falta. – Joe bateu no meu braço – Au.

- Virou cachorro agora pra ficar latindo?

- Virou engraçado agora pra ficar fazendo piadinha? – Ele me encarou de um jeito que parecia que iria arrancar minha cabeça pra fora do corpo e dar de comida para o Winston

- Ta bom, garotos. Agora já chega! – Minha mãe, sempre tentando não arrumar briga – Que tal deixarmos as malas em casa e sairmos pra comer?

- Acho uma boa. – Disse eu

- Por mim tudo bem. – Papai

- Claro! – Joe

- Como tudo desde que não seja a comida do Joe. – Todo mundo riu do Frankie, menos é claro, o Joe

- Hey, achei que você gostava da minha comida.

- Huum, claro que eu gosto. – Ele riu nervosamente – É que...Mãe, vamos logo? – Ele começou a andar rápido

- Hey, volta aqui agora moleque. – E Joe saiu correndo atrás dele

- É bom estar de volta.

E então fomos embora. Deixamos as malas em casa e partimos para um restaurante italiano. Eu simplesmente amo comida italiana! Sentamos e pedimos nossa comida.

- Nick, será que amanhã você podia ir lá na gravadora pra escutar umas músicas pro meu CD? – Joe me perguntou colocando um garfo cheio de macarrão na boca

- Eu ia pedir pra escutar de qualquer jeito então eu vou sim. Ah, Joe?

- O que? – Disse ele cuspindo metade do macarrão pra fora da boca

- Primeiro, come de boca fechada. Segundo, será que eu posso tomar um pouco do seu tempo no estúdio pra gravar uma música?

- Andou escrevendo música é?

- Eu precisava fazer alguma coisa enquanto eu ficava no quarto.

- Entendo...Qual é o nome dá música?

- Rose garden.

- Rose garden?

- É. Qual é o problema?

- Nenhum. Eu só queria saber o nome da música mesmo.

- Tá bom, então eu posso?

- Claro. É sempre uma honra ter Nick Jonas tomando o meu tempo no estúdio pra gravar uma música.

- Então eu posso gravar sempre?

- Mais é claro que não! Uma música e olhe lá. – Eu ri, só o Joe mesmo

No dia seguinte acordei e fui direto pro estúdio tomando apenas um copo de café pra não morrer de fome até a hora do almoço. Chegando lá Joe estava gravando, entrei de fininho só para não atrapalhá-lo. A música era bem legal, a letra era muito boa.

Was it the things I said

Can I take them back

Baby, ‘cause without you there’s nothing left of me

We can run away

We can change our fate

Baby, what can I do to show you I’m sorry

Essa música fez eu me lembrar da Rose, só a palavra desculpa me faz lembrar ela, na verdade, tudo me faz lembrar ela. Eu fico impressionado como ela consegue me deixar mal por não estar perto dela. Ah, por que essa culpa toda? Tudo o que eu fiz foi te amar e...e, e depois te deixar.

Meus pensamentos foram interrompidos por um Joe gritando meu nome:

- NIIIIIICK!

- O que foi, irmão? – Perguntei assustado para Joe

- O que foi? Parecia que você tava paquerando a cadeira, secando ela. Só faltava a piscadinha sexy. – Ele sentou na bendita cadeira

- Foi mal. Eu só estava pensando aqui.

- Olhando pro nada?

- Você nunca fez isso? – Ele olhou pra cima e começou a pensar. Aff

- É, já sim.

- Tipo agora?

- É, por ai. – Eu ri – Mas, mudando de assunto. Você gostou da música?

- A que você tava cantando?

- Não. A do elevador. – Essa nossa família é cheia de ironia – Claro que é a que eu estava cantando.

- Gostei sim. Eu daria 10, mas como você usou sarcasmo comigo, dou 7.

- Ha-ha-ha. Muito engraçado da sua parte. – Nós dois rimos

- Pra quem você escreveu? – Ele ficou sério

- Você sabe pra quem. – Olhou pro lado

- Joe, acho que uma música não vai consertar as coisas.

- Eu também acho que não, mas essa é a melhor maneira de pedir desculpas sem levar um tapa na cara.

- Quem disse que ela vai te dar um tapa na cara?

- Ninguém, eu só acho que...eu só acho que com essa música, ela vai saber o que eu sinto. É melhor do que nada.

- Verdade. Mas eu ainda acho que você devia falar com ela. – Ô cabeça dura

- Eu não sei.

- Vai. Talvez as coisas se acertem.

- É, pode ser. – Agora ele tinha um sorriso bobo na cara, aquele mesmo que eu tenho quando penso na Rose – Hum, será que eu posso gravar agora?

- Ah, claro. – Ele se levantou – Do que você precisa?

- De uma guitarra e da sua banda. – Ele riu

- Ok, eu vou falar com os caras.

- Obrigado, Joe.

- De nada. É pra isso que os irmãos servem.

Assim, ele foi chamar os “caras” da banda dele. E veio aquele friozinho na barriga. Sabe, aquele friozinho que indica quando você está nervoso pra fazer alguma coisa? Então. Mas eu não estava nervoso porque ia gravar. Estava nervoso porque ia gravar a música sobre ela. Sobre a garota que faz eu sentir tudo o que nunca senti antes, e só de pensar que quando essa música for parar nas rádios, ela vai escutar. Talvez o Joe esteja certo. Talvez essa seja a melhor maneira de pedir desculpas sem levar um tapa na cara...

- E então? Tá pronto irmão? – Joe perguntou de fora da cabine.

- To sim! – Eu olhei pros “caras” e então comecei a tocar sendo acompanhado por alguns instrumentos um tempo depois

Quando comecei a cantar, como das outras vezes, a imagem de Rose ficou passando na minha cabeça, principalmente a de quando nos conhecemos. Ela toda feliz embrulhando flores sorrindo como se tivesse ganhado na loteria. Ah, aquele sorriso. O sorriso que faz meu ar ir embora sem eu nem notar. Sinto saudade dele. Sinto saudade dela. Do seu cheiro, seu olhar, sua risada, do jeito que ela fica vermelha quando a elogio, de tudo! Tudo me faz falta nela, até seu jeito teimoso de querer pagar tudo o que fazíamos juntos...

- Muito bom, gente. – Escutei Joe falar do lado de fora. Tinha acabado a música e eu nem tinha notado.

Depois do Joe ter gravado algumas músicas e ter pedido minha opinião sobre elas, fomos embora comer alguma coisa. Resolvemos ir no McDonald. Joe sempre pede o Mclanche feliz, eu pedi um Mc Cheddar.

- E então maninho, – Começou Joe – pra quem é a música que você gravou?

- O que?

- Nicholas, não se faça de desentendido que eu te conheço muito bem. Pra quem é a música que você gravou hoje?

- Joseph, – Eu olhei pra ele e vi que não conseguiria mentir nem se tentasse – o nome dela é Rose.

- Eu sabia que tinha mulher na parada! – Disse ele comemorando – Mas e ai? O que aconteceu?

- Eu me apaixonei. Foi isso que aconteceu!

- Não, eu sei disso. Eu to querendo saber o que aconteceu entre vocês.

- Ah. Sabe quando o meu ônibus quebrou e a gente teve que ficar 5 dias esperando a peça chegar? – Ele assentiu – Então, lá eu conheci a Rose...

E então contei tudo o que aconteceu pra ele. Ele apenas ficou me encarando como se fosse um terapeuta.

- E foi isso.

- Cara, você tá amando...

- Não. Sério? Não sabia dessa novidade.Conta mais.

- HA-ha-ha Adoro quando você usa o sarcasmo pra se defender.

- Me defender do que?

- Da verdade.

- Mas eu não to negando nada. Eu amo ela!

- Só que você não me deixou terminar, ô apressadinho.

- Então termina, seu lerdo.

- Você tá amando, mas está com medo. Você sabe que pode nunca mais ver ela e isso te assusta. Você só não pega um avião pra Forks porque você acha que vai desapontar alguém, mas no fundo, você está desapontando a si mesmo e a essa tal de Rose.

- Andou vendo muito filme romântico foi?

- Viu! Você tá usando o sarcasmo pra tentar se proteger da verdade. Você tá fugindo dela que nem um franguinho!

- A verdade às vezes dói.

- Às vezes? Ela sempre dói e sempre vai doer. As únicas vezes que a verdade não dói, é quando você diz a verdade pra si mesmo e aceita ela.

- Sabe o que o pior de tudo?

- O que?

- Você tá finalmente certo em alguma coisa. – Ele riu

- Parece até que a gente trocou de personalidades.

- Verdade. Mas o que eu faço agora?

- Quer saber o que eu acho?

- Se eu to perguntando...

- Esquece... Vai atrás dela. Não faz o que eu fiz, se não você vai se arrepender eternamente.

- Joe, você sabe que nunca é tarde de mais pra tentar.

- Na verdade, é tarde de mais sim.

- Antes tarde do que nunca.

- Ah... me responde uma coisa. O que você ainda está fazendo aqui?

- Não sei.

- Vai logo comprar uma passagem de avião.

- Já to indo. – Levantei o mais rápido possível e quase fui embora quando me lembrei de alguma coisa – Ah, Joe.

- O que?

- Obrigado irmão. – Ele sorriu pra mim

- De nada.

- E não se esquece. Antes tarde do que nunca.

Sai correndo pra fora do McDonald e fui direto pra casa dos meus pais onde meu carro tava estacionado. Peguei ele e fui direto pro aeroporto. Chegando lá eu descobri que a única viagem para Washington que tinha era amanhã. De qualquer jeito, comprei uma passagem na primeira classe e voltei pra casa. Achei até melhor assim pra eu poder pensar no que fazer quando encontrar com ela de novo.Não tava conseguindo pensar em nada, só no fato de que veria ela de novo.

Notas finais
E aí? Gostaram? Mereço reviews?
Beijos