Rose Garden
5 Capítulo 4 - Terceiro dia/"Meus pais..."
Notas iniciais
Depois de uma longa noite de um lindo sonho eu acordei cheio de pilha! Também, já eram 2 da tarde. Fui tomar "café da manhã" que na verdade era almoço. Coloquei uma calça jeans, blusa quadriculada vermelha e azul clara juntamente à um tênis e principalmente meus óculos Way fare pretos, como sempre.
Desci para encontrar meu pai e irmos juntos almoçar. Fomos em uma lanchonete. Não era muita coisa, mas eu adorava lugares assim, com tema de lanchonete dos anos 70, 80, por aí.
Estávamos eu e meu pai na lanchonete cheia de garotas em volta gritando, tirando foto ou até tentando quebrar o vidro que nos separava. Pedi para mim algum sanduiche e um copo de café, já meu pai, só o café. Estávamos comendo quando ele me perguntou:
— Aonde foi ontem a noite? Eu não te vi no hotel nem quando fui jantar. — Odeio quando ele faz isso
— Não se preocupe. Eu só sai com uma pessoa que eu conheci.
— Como Nick?
— O que foi? — Ele me pareceu preocupado
— Como você saiu com uma pessoa em dois dias?
— Calma, pai. Eu conheci essa pessoa no primeiro dia aqui e ontem nós saímos só para conversar.
— Mas se lembre, nós vamos embora daque à dois dias. Não vá se apaixonar de novo. — Tarde demais!
— Não precisa me lembrar isso, eu já sei.
— Eu só não quero que se machuque, filho. — Depois dessa fiquei meio triste
— Eu também já sei isso. — Respirei fundo e me levantei — Acho que vou dar uma volta.
— Tudo bem, vou estar no hotel se precisar de algo. Ok?
— Claro. Tchau pai.
— Tchau Nick.
Fui andando para um lado e meu pai para a outra direção. Paul Kevin Jonas é um ótimo pai: ele é amigo, companheiro e sempre me apóia, mas algumas vezes é muito preocupado e vive me lembrando para não me apaixonar muito rápido pois sempre termino com o coração partido. Só o Joe que sempre fala que isso é bom para a banda pois assim escrevo boas músicas.
Enquanto andava eu ficava me lembrando do que meu pai me disse, do fato de ter apenas mais dois dias na cidade. Decidi não perder mais tempo e fazer com que esses dois dias que ia passar em Forks fossem para eu me lembrar sempre. Assim, fui correndo para Rose garden, encontrar com a Rose. Corri mais do que quando estava fugindo das fãs. Parecia tão desesperado, fiz todas as pessoas olharem para mim.
Cheguei na porta ofegante, todo suado e sem fôlego, mas acabei ficando parado lá, só olhando para ela fazer o que faz melhor, sorrir. Ela nem percebeu que eu estava lá admirando ela trabalhar. Meu coração começou a bater em um ritmo muito acelerado. Depois que a pessoa que ela estava atendendo saiu tive a coragem de entrar e ficar frente a frente com ela:
— Oi Rose! — Disse enquanto ela se virava para mim
— Oi Nick. Você gosta mesmo de ficar por aqui.
— Claro que gosto. Algo aqui me faz voltar sempre. — Por que eu falei isso!?
— Sei. E o que é esse "algo"? — Não acredito que ela não percebeu. Eu tenho que falar.
— Meu pai não tem muito tempo para mim aqui. Ele anda muito ocupado, não sei com o que. — Não consigo
— Então , você vem pra cá porque aqui tem companhia?
— Mais ou menos. Acho que é isso mesmo. — Não consigo mesmo. Ah! Deixa para amanhã.
— Então, o que o "sem companhia" vai fazer já que está aqui?
— Eu gostaria de saber duas coisas.
— Pode falar.
— Você já terminou de ler o livro 'Dear John'?
— Sim. E a segunda pergunta?
— A "que acompanha" gostaria de ir a algum lugar com o "sem companhia"?
— Claro!
— Não quer nem saber qual é o lugar?
— Não. Eu iria em qualquer lugar com você! — Sorri
Depois que ela disse aquilo, eu fiquei meio sem graça, já ela corou, olhou para baixo, depois para a direita e voltou para meus olhos. Os olhos dela faziam alguma coisa comigo. Toda vez que conversávamos, me olhava nos olhos e toda vez que isso acontecia, ficava hipnotizado, como se me perdesse naqueles olhos castanhos brilhantes:
— Eu venho te buscar às 18:00. — Disse abrindo a porta
— Mas eu só fecho às 19:00.
— Eu venho te buscar às 18:00.
— Mas eu...ah, tudo bem. Eu fecho mais cedo hoje.
— Espera... — Ela olhou para mim de novo — Isso vai ser um encontro? — Ela assentiu
Sorri e fui embora com aquele sorriso na cara feito um bobo ou até talvez poderia parecer um idiota, mas já vou dizendo: Se você não está disposto a parecer um idiota, então não merece se apaixonar... Li isso em algum lugar.
Fui para o hotel e subi para meu quarto, quando entrei vi que meu pai estava procurando alguma coisa lá:
— Pai? — Disse fechando a porta
— Ah! Oi Nick. — Ele me olhou e depois continuou fazendo o que estava fazendo
— O que você está fazendo?
— Estou procurando seu celular.
— Ele está carregando, bem ali... — Apontei e peguei o celular para ele
— Ah, finalmente! — Ele pegou o celular da minha mão
— Mas por que você queria o meu celular?
— Bom, eu estava ligando para sua mãe e de repente acabou a bateria do meu celular.
— Você não poderia botar o seu celular para carregar?
— Eu não achei o carregador.
— Ah tá! — Deitei na cama
Meu pai começou a discar para minha mãe, ele sempre sente saudades dela. Eu nunca entendi o porque disso. De acordo com o meu pai, quando se ama alguém, você quer passar o tempo todo com essa pessoa e mesmo longe, você liga para ela durante 5 em 5 minutos só para escutar a voz dela. Até hoje não entendo isso, quero dizer, talvez eu esteja começando a entender. Depois de um tempo, meu pai me passou o telefone para falar com a família Jonas inteira, mamãe, Joe, Frankie, Kevin, Dani e até com o Elvis...
Quando meu pai desligou:
— Pai, posso te fazer uma pergunta?
— Claro filho.
— Por que você fica assim quando está longe da mamãe? — Só para confirmar minha suspeita
— Porque eu amo ela. E quando você ama alguém...
— Já sei, já sei. — Disse o interrompendo — Não precisa dizer mais nada.
— É isso mesmo. Te vejo depois?
— Ah, na verdade...
— Não precisa dizer mais nada. — Ele disse me interrompendo — Já entendi tudo.
— Obrigado pai.
— Conte sempre comigo, Nick. — Ele olhou para as flores no jarro — Aonde você comprou essas flores?
— Em uma floricultura aqui na cidade.
— Devia levar uma para seu encontro. A menina que você vai encontrar deve gostar de um ato romântico.
— Boa idéia. — Sorri para ele
Ele sorriu e foi embora. Pode parecer meio estranho, mas essa foi uma das melhores conversas com o meu pai, quero dizer, ele e eu vivemos conversando, mas esse conversa foi muito boa para mim. Nessa parada em Forks, essa foi a conversa mais longa que tivemos e a que ele mais prestou atenção no que eu dizia, parecia que ele sabia exatamente o que eu queria dizer.
Sentei na cama e peguei o violão, comecei a tocar algumas notar, mas nenhuma que eu realmente gostasse, e todas as letras que eu compunha na minha cabeça para mim não eram nem razoavelmente boas. Fiquei horas tocando meu violão e quando vi, já eram 17:00 e eu fui me arrumar. Tomei um banho e coloquei uma calça jeans, blusa social branca, colete cinza e sapato preto. Fui para a floricultura, mas de novo, peguei uma para entregar a ela. Fui andando dessa vez. Quando cheguei, vi que ela já estava fechando a floricultura, então me aproximei e já que pisei em alguma coisa que fez barulho, ela se virou e me viu:
— Nossa. Achei que você ia chegar dez minutos mais cedo. — Nós dois rimos
— Também, mas eu vim andando. — Ela sorriu — Ah, isso é pra você. — Lhe entreguei a flor e seu sorriso aumentou
— Você vai ficar me dando uma flor todo dia?
— Só até as flores acabarem. Então eu compro mais para te dar. — Dei um sorrizinho com os lábios para ela
— Então, acho que podemos ir.
— Vamos.
Ficamos na rua durante um tempinho e pegamos um taxi, cheguei bem perto do taxista e sussurrei algo no ouvido dele, para que apenas nós soubessemos aonde estávamos indo. Durante o caminho todo, ela só ficava olhando pela janela as árvores e nem percebeu quando chegamos. Paguei o taxi e falei:
— Chegamos. — Ela se virou para olhar aonde estávamos e abriu um sorriso quando viu que era um "cinema" no meio do parque e que o filme em cartaz era 'Dera John'.
— Como você soube que ia ter isso?
— Enquanto eu estava correndo de manhã, vi uma placa que dizia que ia ter uma cessão desse filme, mas já que eu sei que você só gosta de ver o filme depois de ler o livro, perguntei.
— Nick Jonas, você consegue ser muito fofo às vezes.
— Só às vezes?
— Na maioria delas.
— Melhorou.
Ela riu e fomos comprar os ingressos para vermos o filme. Quando chego a nossa vez, ela queria pagar o ingresso dela, mas fiz questão de pagar por tudo com a condição de que depois do filme, ela pagaria o jantar. Aceitei, mas na hora é claro que vou pagar.
Fomos para uma parte do parque perto de uma árvore aonde quase não tinha ninguém, as pessoas preferem ficar lá na frente, mas ela gosta de ficar na parte de trás. Eu também gosto, admito.
O filme começou e ela ficou com os olhos grudados na tela, desde o início até o final. Durante o filme ela apenas deu umas viradas para trás e sorria para mim, quando sorria de volta ela virava para continuar a ver. Quando o fime acabou, nós nos levantamos e fomos embora. Ela com os olhos cheios de lágrimas e eu a seguindo. Fomos à um restaurante de comida italiana:
— E aí? Gostou do filme? — Perguntei para ela enquanto nos sentávamos
— Gostei, só achei ele triste.
— Percebi, você saiu chorando muito de lá.
— Nem me preocupo, choro por tudo desde criança.
— O que seus pais faziam para você parar de chorar? — Ela abaixou a cabeça — O que foi? Falei alguma coisa errada?
— Não. É que...Nick, você precisa saber uma coisa.
— O que?
— Minha mãe morreu quando eu tinha 9 anos por isso trabalho na Rose garden desde essa idade, e... — Ela respirou fundo antes de completar a frase — meu pai deixou a minha mãe quando descobriu que ela estava grávida.
— Me desculpe, eu não...
— Não se preocupe. — Ela falou quase chorando — Você não sabia disso.
Abri meus braços e ela me abraçou com muita força colocando sua cabeça em meu ombro e chorando muito. Fiquei bem triste por ela, mas o pior foi quando ela começou a falar que sentia falta da mãe dela:
— Calma, vai ficar tudo bem. — Ela parou de me abraçar
— Não vai não! E quando eu estiver com problema? Eu não vou saber o que fazer e ela não vai estar lá para me ajudar! — Ela abaixou a cabeça e começou a secar suas lágrimas para ninguém ver que ela esteve chorando — Ela me deixou como meu pai.
— Olha para mim — Pus minha mãe em seu queixo e levantei sua cabeça a fazendo me olhar nos olhos — Sua mãe não te deixou porque quis. E mesmo que você não consiga vê-la, ela vai estar sempre com você no seu coração.
— Mas e se mesmo no meu coração eu sentir falta dela?
— Respire fundo, diga para si mesmo que vai estar tudo bem e acredite que ela sempre vai estar com você, pois até eu sei que ela vai estar.
— Obrigada Nick. Você foi a melhor coisa que me aconteceu durante anos. — Ela me abraçou
— Não se preocupe. Se não tiver ninguém por você, eu vou estar. — A abrecei mais ainda, mas logo ela soltou
— Vamos embora? Está ficando meio tarde. — Não estava não. Mas no estado dela, até eu falaria isso.
— Vamos, eu te levo para casa.
Ela assentiu e fomos embora do restaurante sem comer nada. Apenas ficamos ali sentados até que isso tudo começasse. Fiquei mal depois daquela conversa. Tentei não falar nada que a fizesse lembrar da mãe, assim, passamos o caminho inteiro sem falar nada, apenas alguns suspiros, mas alem disso nada. Quando chegamos na casa dela, ela me deu um beijo na bochehca e entrou. Já estava mal, fiquei pior com isso, mas pelo menos sei o que ela quis dizer com aquele "Eu também!" na floricultura.
Fui para o hotel pensando o tempo inteiro no que ela me falou e fiquei pior aindapor não ter passado muito tempo com meu pai aqui. Quando o vi corri para abraçá-lo:
— Nick? — Falou meu pai assustado — O que você está fazendo?
— Nada. — Soltei ele — Só queria que você soubesse que eu te amo muito pai.
— Nossa! Eu também te amo filho. Mas por que tudo isso agora?
— Porque eu percebi o quanto você é importante para mim. Isso me lembrou uma coisa.
— O que?
— Tenho que ligar para a mamãe. — Falei isso subindo para meu quarto.
Só escutei meu pai rindo. Subi correndo e disquei o número da mamãe no meu celular. Esperei dar uns dois toques e:
— Alô, Nick? — Era ela
— Oi mãe!
— Oi. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? Ela e seu jeito de preocupada
— Não, não. Está tudo bem, tudo ótimo. Eu só liguei porque estava com saudades.
— Own. Eu também estou morrendo de saudades de você.
— Foi só por isso que eu te liguei.
— Isso foi muito fofo. Se quiser, você pode ligar sempre para mim.
— Eu sei disso. — Sorri — Beijos.
— Beijos.
— Tchau.
— Tchau.
— Ah, mãe!
— O que?
— Eu te amo.
— Também te amo, filho. Muito mesmo.
— Beijos. Tchau.
— Beijos.
Depois dessa, ela desligou e eu me joguei na cama com aquela sensação de dever cumprido. Só de falar com a minha mãe me fez ficar feliz, mas quando lembrei da Rose chorando na minha frente essa felicidade foi para o espaço. Me lembrei daqueles olhos brilhando mais ainda com as lágrimas caindo percorrendo seu rosto. Sai correndo da cama para ir encontrar com ela de novo, ainda eram oito horas da noita.
Desci as escadas e fui muito rápido para que não chegasse tão tarde na casa dela. Peguei um taxi e fomos para aquele restaurante porque eu não sabia o nome da rua dela, mas sabia o caminho. Fui andando até a porta da casa dela e apertei a campainha, esperei alguns segundos para ela atender a porta:
— Nick? — Ela saiu e fechou a porta atrás dela — O que você está fazendo aqui?
— Olha, eu sei que esse provavelmente não foi o melhor encontro que você já teve, mas eu só queria que você soubesse que mesmo se você pensar que está sozinha, eu vou estar do seu lado. Até o Sol esquecer de brilhar ou até a Terra parar de girar. Rose, eu vou sempre querer estar ao seu lado. Mesmo que você não queira, eu vou estar, apenas para saber se você está bem, se está feliz ou se ninguém está fazendo nada de ruim a você. — Ela ficou paralisada e boquiaberta — Rose, tem uma coisa que eu to querendo te dizer faz um tempo. Eu...
Ela nem me deixou terminar, chegou perto de mim e encostou seus lábios nos meus. Finalmente estava beijando a garota com quem sonhava todos os dias desde que cheguei nessa cidade. O gosto daqueles lábios era maravilhoso. Era algo que certamente poderia sentir o dia inteiro. Ela colocou seus braços em volta do meu percoço e eu coloquei minhãs mãos em suas costas a fazendo ficar mais perto de mim. Pedi passagem com a minha língua e ela cedeu fazendo o beijo ficar mais intenso até que ela nos separou. Ela olhou para baixo vermelha, para a direita e para mim com aquele olhar de 'O que eu acabei de fazer?' mas ao mesmo tempo um de apaixonada, foi nessa hora que descobri que o que eu realmente sintia por ela. Eu amava a Rose, quero dizer, eu AMO a Rose. Depois de ela me olhar, fiquei com um sorriso mais bobo ainda na cara. Ela ficou me olhando com aquela cara que eu falei e depois de alguns segundos ela me disse "Tchau!" e sair correndo para dentro da sua casa com vergonha do que tinha acabado de acontecer.
Gritei para ela quando uma luz no andar de cima acendeu e fui embora.
Fale com o autor