Rose

1 The Girl in The Box


Notas iniciais
OIE PEOPLE! Como vão, tranquilos? Primeio cap Potatos! Yay! Me esforçei bastante, hein. Espero que gostem! Boa Leitura e Enjoy!

O elevador deu um grande solavanco, inclinando-a para frente.

Seu corpo foi lançado em algumas caixas de madeira, e depois atingiu a parede metálica, esgueirando-se sobre ela e tentando entender onde estava. A pressão sob seu corpo a fazia manter-se abaixada ao chão. Seus olhos estavam implorando por costume ao escuro, e a garganta parecia que ia murchar a qualquer momento. Um tremor súbito remexeu a caixa metálica. Barulhos ásperos de polias e correntes só a assustava mais ainda. Seu coração estava batendo mais forte de que costume.

Com mais um abrupto solavanco, ela foi atirada na parede mais uma vez. Cada vez mais parecia adentrar em uma escuridão profunda. Seus olhos ocupavam-se em inspecionar cada centímetro da pequena caixa metálica a procura de qualquer saída, mas apenas conseguia ver vultos de paredes a cercando por todos lugares. O elevador que só subia oscilava para frente e para trás, o que azedou seu estômago ensaguentado e com uma bandagem em volta e lhe deu náuseas. Além disto, sua cabeça estava latejando e os olhos turvos, apesar do escuro. Ela já não se importava mais com os rangidos incessantes de correntes que a puxavam para cima. Já havia passado horas em sua mente, enquanto apenas ficava sentada com a cabeça afundada em suas pernas pálidas e as lágrimas caiam. Se perguntava como poderia ter parado ali e como havia esquecido de tudo que ocorrera em sua vida inteira. Apenas lembrava seu nome. Roselena. E alguns rostos desconhecidos vieram-lhe em mente, mas nenhum em particular.

Com um rangido seguido de um novo tranco, o elevador parou. O movimento súbito fez Rose levantar-se com um salto, a espera de algum sinal de vida. Agora mal podia respirar, de tantas lágrimas que rolavam pelo seu rosto. Esgueirou-se por cima de uma caixa na qual se lia as iniciais: CRUEL, em vermelho sangue, e tateou o teto de metal, a procura de alguma porta.

Um rangido estridente acima de sua cabeça a sobressaltou. Rose, ainda aos prantos, ergueu o olhar para cima, temendo o pior para vir. Uma linha amarela invadiu a caixa, revelando duas grandes e densas portas de metal, que estavam abrindo-se em um barulho agonizante. Agora elas estavam completamente abertas. O medo tomou-lhe conta do corpo e Rose desviou o rosto da claridade, encolhendo-se no canto e escondendo seu corpo que notará que estava sem vestes, apenas com roupas de baixo. Deu um gemido, tateando a faixa branca com manchas avermelhadas em sua barriga e se perguntando o que estava acontecendo.

Um barulho de múltiplos murmúrios masculinos reprimiu seus pensamentos e a garota estremeceu no chão gélido, a barriga ardida sob o pano rubicundo.

–Que é esse trolho?

–Uma garota?

–Só com roupas debaixo.

–E está acordada!

Roselena pareceu entrar em pânico, que tomou conta de seu corpo. Sua respiração nunca fora mais acelerada, e as vozes pareciam ser ecos infinitos, alguns com comentários bem perturbadores; outros pronunciavam palavras estranhas, nas quais algumas ela conhecia e algumas não. Com os olhos semicerrados apenas dava para ver vultos acinzentados, mas ao coçá-los, os vultos começaram a assumir formas de pessoas inclinadas e curiosas, alguns mais baixos, outros altos, novos, velhos, de todas as formas. A garota parou de chorar, confundida pela situação. Eram adolescentes. Isto a fez ficar mais constrangida por relação a estar sem roupas.

–Me …Ajudem … –falou a garota, juntando forças. Cada palavra supramencionada ardia em sua garganta, na qual cada célula implorava por água. Por uma mínima fração de segundos, pode notar o sotaque irlandês sobressaido em sua voz.

Um garoto apareceu entre os demais, abrindo espaço, em preponderância. Tem cabelos lisos acastanhados tão claros, que chegam a ser um loiro, com olhos cintilantes e vívidos cor de chocolate, magro e mais alto que os demais. Usava uma calça jeans, uma blusa amarelada e um tipo de colete de couro.

–O quê …? –os olhos achocolatados do garoto se fixaram no corpo bem definido de pele clara e pálida de Rose e depois se arregalaram, com o rosto levemente avermelhado.

Roselena é uma garota na qual pode se chamar de “a perfeita da escola”, embora sua personalidade exclama ao contrário. Seu corpo é delicado e tão branco quanto a neve de inverno, bem definido e completamente curvado, com bustos fartos e sobressaltados e cintura modelada. Os cabelos eram grandes e amarelos, quase entre brancos, com os lábios escuros e com tons esdruxulantes de roxo, os olhos azuis nos quais pareciam sobrenaturais de tanto que brilham, e as bochechas rosadas e com sardas castanhas.

–Alguém … –os olhos do loiro não desviavam do rosto da branca, fixados em sua beleza extraordinária. Em sua voz podia-se notar um sotaque britânico que, na opinião de Rose, era bem atraente –Alguém traga uma toalha, ou alguma coisa …Alguma coisa que cubra seu corpo.

Um garoto –o mais jovem entre os múltiplos –correu apressadamente, desaparecendo da vista de Rose. Uma corda foi lançada até o seu lado, mas a branca permaneceu imóvel e se tremendo. Então era como se a câmera entrasse em foco em dois grandes pés que se estabeleceram ao lado de Rose, que recuou, esgueirando-se nas paredes de metal gelado e cobrindo os seios fartos com suas mãos trêmulas. O loiro se aproximou, acocorando-se ao lado da branca. Ele segurou sua mão e olhou dentro de seus olhos.

–Você vai ficar bem. –ele apertou a mão da branca com mais força, sentindo o toque macio e morno de sua pele pálida –Eu sou Newt. Bem-Vinda a Clareira, Fedelha.

–Não me chame assim. –Rose esquivou-se de sua mão, arrependendo-se do gesto no mesmo minuto e juntando-a ao corpo encolhido e gelado, a garganta mais dolorida que nunca. Pigarreou e continuou: –Eu tenho um nome.

Newt havia parecido desistir, ao fixar os olhos cintilantes na barriga ensanguentada da garota. Suas mãos se gesticularam em direção ao machucado, mas a garota encolheu-se em sinal de reprovação a seu ato. Sem ao menos piscar, o garoto estendeu a mão para trás, agarrando a toalha e estendendo em direção a branca, que a olhou por cima do ombro, verificando se havia alguma armadilha.

–Está tudo bem, ela não morde. –Newt sorriu, mostrando dentes esbranquiçados e retos.

Rose, em um gesto veloz, pegou a toalha e levou ao corpo trêmulo, pondo-a em volta do mesmo. Seus cabelos quase brancos estavam em trapos, alguns fios estavam arrebitados e com alguns pedaços de papel, que retirou e os jogou no chão.

A branca se levantou do chão com a ajuda do loiro, com as pernas bambas e quase escorregando de seus braços. Seu corpo se inclinou para frente e para trás, os olhos piscando repetidamente para manter a consciência e nitidez das imagens a sua volta. Pousou seu pé descalço na ponta da corda, onde havia um laço a sua espera, e começou a ser içada para cima. Mãos estenderam-se para baixo de montes, puxando-as pelos braços e pernas. Ao chegar na superfície, percebeu em quantas variedades de adolescentes e crianças havia lá. Pessoas de diferentes etnias, cumprimentos, idades, nas quais vestiam roupas amarrotadas e sujas, como se tivessem interrompido um trabalho árduo. Alguns suados, outros sujos de terra. Havia, pelo menos, cinquenta deles ali ao todo, todos bloqueando sua vista para o arredor, cutucando seu corpo e pegando em seu cabelo e murmurando “O que fizemos para receber estes trolhos cara de mértila?”. Rose empurrou um deles no chão, enquanto tentava abrir espaço entre a multidão de garotos inquietos. Quando conseguiu desviar de um a um, ela olhou ao seu redor, observando a ampla vista de um pátio de grama verde e grandes paredes cinzentas que se estendiam ao seu redor –tendo cerca de cem metros –, cobertas de heras espalhadas por todo lugar de modo desigual. Seus olhos azuis, tão cintilantes que chegavam a ser sobrenaturais, arregalaram-se ao ver a vista em sua frente. Ouviu o riso de garotos e outros murmúrios. Olhou para trás, apavorada.

–Bem …Olá.

Aquelas palavras foram sua deixa. As pernas perderam as forças, os olhos mais pesados e com vários pontos pretos ao seu redor, e a branca caiu no chão, adormecida.

Roselena saltou da coma em um pulo desajeitado. Havia um número concentrado de pessoas na sala. E, pelo alívio da branca, havia uma garota. Seu porte era bem definido, com cabelos negros e cacheados, nos quais caiam como uma cascata em seus ombros.. O rosto possui uma cor avermelhada, com o nariz empinado e queixo fino.

Rose não estava mais sentindo dor. Ainda com o olhar fixo na outra garota, tateou a barriga. Havia apenas um esparadrapo enrolado em volta. Decidiu que não falaria sobre isso. Não agora, com toda esta gente, mesmo sendo boa parte da minoria do lugar.

A garota de cabelos negros se aproximou da branca inclinou seu rosto para o lado.

–Você está bem, Fedelha? –perguntou –Você passou mal ali.

–Já disse que tenho nome! –a garota insistiu. Logo percebeu os olhares avermelhados para seu corpo e percebeu que continuava apenas com roupas íntimas –O quê? Até parece que nunca viram uma garota seminua.

–N-na verdade, –o loiro, Newt, manifestou-se em meio a multidão de garotos curiosos. Limpou a garganta e sacudiu a cabeça, continuando: –não, nunca vimos.

–Ah, Ok … –a branca assentiu, com o olhar desconfiado e dando de ombros –Vocês não …? –Rose fez um gesto com a mão para que prosseguissem.

–O quê? –Newt perguntou quase de imediato.

–Você sabe …Homossexuais?

O garoto riu alto, certificando-se de que o cômodo inteiro ouviria e depois tornou a encará-la, sério. A garota pensou em uma fração mínima de segundos já havia visto aquele rosto em algum lugar em particular. Nada que se sobressaia tanto dos outros, é apenas familiar.

–Não! –falou, cruzando os braço.

Um garoto entre eles, de peles clara, olhos azuis, alto e forte, com bochechas inchadas, cabelo loiro e expressões duras, atirou um conjunto de roupas na direção da branca, que, sem entender direito, as segurou, vestindo-as logo em seguida. Uma calça jeans simples, uma regata azul e uma bota. Rose foi agarrada pelo braço pelo mesmo garoto que havia lhes dado as vestes e foi levada pela construção, na qual julgou ser um edifício. Desceu as escadas, sem ao menos dando-lhe chances de olhar para trás e a largou no chão, fazendo seu rosto ser atirado contra a areia rochosa, cortando seu lábio inferior, aos pés de outro garoto. A branca ergueu o olhar e rastejou para trás, para ver o outro garoto de um ângulo melhor. Tinha a pele escura, olhos castanhos claros, alto e forte. Vestia o mesmo trajes que os outros, esfarrapados e sujos. Rose apressou-se a se levantar do chão e inclinar-se para os lados, vendo o quão o garoto era alto e forte. Alguns garotos deram risadas e respostas.

–Quem é você, Fedelha? –perguntou, sem a menor expressão em seu rosto negro.

–Bem, isto não te interessa, não é? –a branca bateu as palmas uma vez e encarou o redor, contorcendo sua expressão –O que interessa …É onde diabos eu estou e como diabos eu vim parar aqui.

–São muitos diabos, Fedelha. –falou o loiro, em um tom provocador. A branca espiou por trás do ombro e deu língua a ele, gesticulando com os lábios “Chato!”.

O garoto negro desfez a expressão séria e dura e sorriu, descruzando os braços e os abrindo, para exibir-se do vasto lugar.

–Esta é a Clareira, Novata! Agora pode dizer quem você é?

Notas finais
E AÍ?! Gostaram? Amaram? Reviews? Recomendações (sqn)? Aquele Beijin e até o próximo cap, Potatos!