Rose à Trois
8 et à Trois Encore
Tara recusou ambos, torta e chocolate, preferindo ao invés disso fumar outro cigarro, indo se sentar na poltrona para que eles pudessem comer sem respirar fumaça de cigarro. Ela não se preocupou em vestir qualquer roupa, permanecendo apenas com a calcinha preta, o que não era surpresa pois, como Bervely sabia bem, Tara amava ter seu corpo admirado.Era exatamente o que Oliver estava fazendo, achando-se discreto, enquanto mastigava sua parte do chocolate.
— Tente não se apaixonar. – Bevy zombou – Dizem que duas sonserinas no mesmo ano da azar.
Ele virou-se rápido para ela, uma expressão culpada.
— Eu não estava... Eu só–
— Tudo bem, Oliver. – Achou graça do nervosismo dele. – Pode olhar. Ela é bonita, ninguém está negando isso.
Agora Oliver parecia ligeiramente chateado.
— Então ela estava certa, né? Você não tem nenhum ciúme mesmo? Pouco te importa pra quem eu olho...
— Não é bem isso. – Por que ele tinha que ficar perguntando aquelas coisas? – Eu apenas... Não tem problema quando é Tara. Eu sei que ela nunca ia querer você desse jeito.
— Uau. Essa doeu. Tá vendo essa coisa pisoteada no chão? É o meu ego que você acabou de destruir.
Bervely rolou os olhos para ele.
— Não foi o que eu quis... Ah, Wood, você entendeu. Pare de me encher.
Terminou seu chocolate, resistindo pouco quando ele a abraçou e a puxou para seu colo. Apesar de Oliver ter vestido a cueca de novo, ela podia sentir o atrito das coxas firmes em sua bunda, o que era suficiente para atiça-la. Voltara a vestir sua blusa, preocupada de que, uma vez pausada a ação, as atenções se voltassem para as marcas em seu braço, então ele precisou transpor a roupa a fim de espalmar sua barriga.
— Se quer mesmo saber, eu te acho mais bonita que ela. – ele disse, pontuando a declaração com beijos provocadores em seu ombro, na direção do pescoço.
— Ah, por favor, não seja ridículo.
— Eu sou um homem apaixonado, Rose. Não posso evitar de ser ridículo.
— Nisso você tem toda razão. – ela sorriu, inclinando o pescoço e lhe dando todo acesso para a continuidade dos beijos. O raspar de sua barba áspera, como sempre, encontrando resposta rápida no meio de suas pernas.
— Posso te pedir uma coisa? – perguntou de novo, raspando a boca em sua orelha.
— Se não for pra dançar...
Ele fez o pedido em seu ouvido. E não, não tinha nada a ver com dança.
– BD –
Bervely se aproximou de Tara minutos depois, tomando seu tempo para admirar a imagem da garota sentada em sua poltrona de veludo, só de calcinha e o cigarro entre os dedos, os seios parcialmente cobertos pelos cachos vermelhos que despencavam pelos ombros. A beleza dela quase doía em Bervely, às vezes.
— Quer um trago? – Tara ofereceu, soprando fumaça de cereja pelos lábios, agora desprovidos de batom como raramente Bervely os via.
— Voce nunca desiste?
Ela deu como os ombros magros e elegantes.
— Então, veio pedir pra eu ir embora? Capitão Certinho quer um pouco de mamãe e papai antes de dormir?
— Hum... Na verdade não. — puxou a almofada que Tara tinha deixado de lado e a colocou no chão, onde se sentou, ao lado dos joelhos dela. Recebeu um olhar surpreso da ruiva, que não lembrava de ter visto Bervely sentar-se abaixo de alguém por todo o tempo que a conhecia.
— Você está bem? – ela perguntou com genuína preocupação.
— Sim. E só que... Oliver me pediu uma coisa.
Os orbes verdes cresceram, interessados.
— É algo obsceno?
— Sim. – Bervely sorriu misteriosamente – Mas eu não posso te contar.
— Injusto!
Bervely desenrolou de seu pulso a gravata que tinha trazido consigo, vermelha e dourada, e entregou para Tara.
— Tape seus olhos com isso.
O sorriso travesso voltou à tona com a perspectiva de um novo jogo. Tara deu mais uma tragada profunda no cigarro, o apagou no chão de pedra e pegou a gravata, amarrando-a em torno dos olhos. As listras vermelhas e douradas fizeram um interessante contraste com a pele branca e os lábios rosados.
— Agora, o que eu faço? – perguntou, animada. Bervely se ajoelhou melhor na frente dela, mordendo o lábio inferior, olhando rapidamente para trás. Oliver estava atento a elas, em expectativa.
— Na verdade, sou eu quem vou fazer, você vai ficar quietinha.
Ela puxou delicadamente um joelho de Tara para fora, afastando suas pernas. Começou a alternar beijos e lambidas , às vezes pequenas mordidas na pele alva da garota, lentamente se aproximando da virilha a cada centímetro que avançava. Quando o rosto se aproximou da calcinha, Bervely lambeu com muito cuidado o limite entre a borda da lingerie e a virilha depilada. O cheiro adocicado e familiar da excitação de Tara invadiu seu nariz, o gosto levemente salgado da pele em sua língua, ao mesmo tempo em que a ruiva soltava um pequeno ofego.
Afastando-se, Bervely fez a mesma coisa com a outra perna; beijou, lambeu e sugou seu caminho do joelho até a virilha, ganhando suspiros entrecortados a medida que se aproximava da área de interesse. Quando ela lambeu a dobra entre a coxa e a calcinha, deixando um rastro molhado na pele sensível, Tara resmungou qualquer coisa que soava como "tortura".
Bervely usou a ponta dos dedos para sentir a textura suave da renda da lingerie, especialmente onde estava úmida e muito quente, bem no centro das pernas de Tara. Encontrou uma elevação macia ali e esfregou o indicador em círculos, ganhando um gemido mais longo que foi como música para seus ouvidos.
— Ele te pediu pra fazer isso? – Tara quis saber, quando encontrou a própria voz.
— Ele pediu para ver o que a gente faz quando estamos a sós. – disse, se inclinando e roçando os lábios fechados no ponto em que antes passava os dedos, ainda por cima da calcinha. Tara se arqueou, lhe oferecendo todo acesso.
— Eu disse que ele gostava de assistir. Grifinórios são curiosos...
Sim, eles eram, o que só tornava tudo mais interessante. Sem mais demora, Bervely enganchou o indicador na calcinha, afastando-a para o lado, vislumbrando a carne rosada e tenra da garota romena, brilhando de tão lubrificada. Com Tara ela já fizera aquilo mais do que um par de vezes, tendo sido um pouco estranho da primeira e subsequentemente mais natural. No momento em questão, Bervely sentiu não só sua boca encher de saliva com a perspectiva de provar Tara de novo, mas uma pontada de tesão por te-la tão perto de seu rosto, tão molhada, tão exposta tanto para si quanto para Oliver, que sem dúvida nenhuma observava atentamente cada movimento seu, da cama.
Começou a lamber a garota com calma, provando seu suco, se desviando do botaozinho inchado de propósito. Tara segurou os lados da poltrona com afinco, abrindo as pernas o máximo que podia, ondulando o quadril para conseguir mais contato com a boca que a torturava. A certo ponto, Bervely arrancou a calcinha fora, garantindo espaço para afundar os dedos dela. Tara gemia, suspirando um ou outro palavrao em romeno. Bervely sincronizou seus dedos e sua língua, finalmente lhe permitindo o atrito que ela tanto almejava em sua parte mais sensível.
Um par de mãos se encaixou em seus quadris, puxando-os para cima. Seu cérebro entorpecido mandou o corpo obedecer prontamente, ao que ela ficou de quatro, que era como Oliver a queria. Quando ele tinha se aproximado?
Merlin, ela estava encharcada. No momento em ele se enterrou nela, duro e pronto mais uma vez, um grito rouco escapou de sua garganta, reverberando no feixo de nervos que tinha na ponta da língua. Tara choramingou, agarrando seu cabelo com força entre os dedos. O ritimo de seus lábios, línguas e dedos dentro de Tara passou a ser ditado pelas estocadas de Oliver atrás dela, lentas e rápidas, fortes ou superficiais, enquanto ele a devorava vigorosamente, as mãos apertando sua bunda, costas, seios, toda parte que ele conseguia alcançar dela.
Tara gozou só um pouco depois, se derretendo quente e doce em sua boca. Saciada, ela assistiu a amiga e parceira de magia ser fortemente fodida pelo capitão da Grifinória, sem conseguir decidir qual dos dois parecia mais lindo ou mais selvagem naquele momento. O cabelo negro de Bervely sacudia em torno dela a cada estocada, seu rosto torcido na mais deliciosa exprssão de prazer, os seios indo e vindo no ritmo que ele impunha. E Oliver... Ele era todo músculos em ação, sua compleição magra e atlética coberta por uma camada brilhante de suor, adorando o corpo da garota com seu pênis até não poder mais.
Sabia, no entanto, que aquela era uma posição difícil para uma garota gozar sem um estímulo extra. Quando parecia que Oliver não ia muito mais longe, Tara umedeceu dois dedos com sua saliva e se inclinou para eles, massageando suavemente o clitoris de Bervely, o mais leve dos toques, como teria feito com sua língua se houvesse um ângulo bom. A Black tremeu em resposta, seu orgasmo se formando diante da fricção dupla dos dedos e da penetração, explodindo intensamente. Oliver não aguentou as contrações dela em torno de seu pau, a gota d'água para que ele mesmo gozasse em jatos fortes, dentro dela, encharcando-a com sua semente.
Oliver se deixou escorregar para o chão de pedra, saciado. Seus joelhos arruinados pela posição, mas só se daria conta disso no dia seguinte. Bervely só não caiu ao seu lado porque Tara lhe amparou com seu corpo, oferecendo o assento da poltrona para que ela se apoiasse.
Eles voltaram para a cama pouco depois, os três cansados demais para arrumarem qualquer coisa, inclusive a si mesmos. Mal sabiam que, na superfície para além das masmorras do castelo, já amanhecia.
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