Rose à Trois
7 Danser à Trois
Tara se aproveitou da batida sensual da música para iniciar um jogo de movimentos provocantes, correndo as mãos pelo próprio corpo e ameaçando tirar as peças de roupa, só para deixá-las voltar ao seu lugar, olhando nos olhos ora de Bervely, ora de Oliver, como se desafiasse um dos dois a vir arrancar-lhe as roupas com os dentes.
Ela tirou, depois de muita provocação, a própria saia, revelando uma calcinha de renda preta com tiras finas de cada lado dos seus quadris, que era apenas um fio na parte de trás. Bervely se perguntou se Tara usava aquilo no dia a dia, ou viera com más intenções para o seu quarto aquela noite – provavelmente as duas coisas, se bem a conhecia.
Olhou para o lado; Oliver estava hipnotizando, assistindo o showzinho particular da ruiva. Não o culpava. Tara comia sensualidade com aveia e mel no café da manhã, a maldita.
— Bervely. – Tara chamou, rouca, arrancando–a de sua distração – O que você quer que eu tire agora?
— Passo minha vez para Oliver. – ela ofereceu, sorrindo de lado para ele. Jurou que viu um tom de rosa tingir as bochechas do capitão, como se ele tivesse sido pego no flagra, espiando pela fechadura.
— Hum...
— Ah, anda, capitão. – ela veio engatinhando até onde ele estava na cama, e acariciou bem de leve a coxa dele, por cima do cueca, em direção à sua ereção. — Eu sei que você quer.
O grifinório fechou os olhos, deixando a cabeça pender, literalmente nas mãos dela. Bervely beijou o pescoço exposto, mordeu a curva da mandíbula dele, aspirando o aroma masculino do suor que brotava de sua pele. Ela nunca tinha imaginado que aquele tipo de brincadeira podia ser tão divertido, mas vê-lo agonizar valia a pena.
— Tara, tire a blusa. – disse Bervely, por cima do ombro dele.
A garota obedeceu, liberando os seios empinados, de mamilos cor de rosa bem eriçados. A única coisa que ela usava agora era a calcinha de renda mais devassa da história das calcinhas e seu olhar predador, verde e faminto.
— Olha pra ela. – Bervely sussurrou no ouvido dele – Eu sei que quer.
— Isso está indo longe demais, Rose. — ele murmurou, trabalhando seu auto-controle, porque ela tinha voltado a arranhar sua ereção por cima da cueca. — É loucura.
Tara se aproximou de volta à cama, ostentando sua semi-nudez com orgulho. Os cachos ruivos emolduravam o par de seios apetitosos, que sacudiam de leve ao se mover.
— Deixa ele aí, B, se ele não quer brincar, pode muito bem nos assistir.
Ela aceitou o convite de Tara, saindo de perto de Oliver e acolhendo a boca da garota quando esta veio se encaixar na sua. Uma língua molhada deslizou na outra, seus corpos se encostaram, muito quentes. Tara separou os colchetes de seu sutiã pela segunda vez na noite, liberando seus seios e os massageando em suas mãos. Bervely gemeu, entranhando os dedos no cabelo dela. Seu corpo estava tão faminto de qualquer contato, tão embriagado de desejo, que esqueceu por um momento de ponderar qualquer dano que podia estar ocasionando, ao beijar a garota na frente de Oliver, afinal ainda existia certa animosidade entre eles, certo?
— Hum, que molhadinha. – Tara apreciou, uma mão deslizando pela intimidade de Bervely, o dedo afundando na carne escorregadia e arrancando outro gemido, dessa vez mais profundo de sua garganta. – Wood, olha só pra isso, ela está se desmanchando...
Bervely olhou para trás, a visão de Oliver acariciando o pênis por cima da cueca enquanto as assistia a deixando ainda mais excitada. Combustão espontânea começava a se tornar um perigo real agora.
— Eu acho que ele gosta de assistir. – Tara ronronou em seu ouvido, alto o bastante para que Oliver também ouvisse.
— Então vamos lhe dar o que assistir. – Bervely aquiesceu. Sem tirar os olhos de Oliver, ela desceu seus lábios até os seios de Tara. Capturou um e depois o outro, mordendo os mamilos devagar, depois chupando. Sentindo-se atrevida, levou uma mão até o centro de suas pernas e começou a estimulá-la, apreciando a maciez de seus lábios e sobretudo seus gemidos roucos, cada vez mais ofegantes da outra sonserina.
A sensação de beijar e masturbar Tara na frente dele, sob seu olhar atento e faminto, era libertadora de um jeito que nunca imaginara possível. Tara trocou de lugar com ela, começando uma trilha de beijou pelo seu pescoço e clavícula, descendo para o entre seus seios, onde lambeu seu caminho até um dos mamilos e começou a chupa-lo. Com uma mão ela apertava o outro, na mesma cadência de sua língua, fazendo movimentos circulares. Bervely fechou os olhos, esquecendo do resto do mundo, concentrada nas ondas de prazer fluindo através do seu corpo. Adorava ter os seios chupados, e adorava o fato de que Oliver estava assistindo. Ela só notou que ele tinha cansado de ser espectador quando o colchão de moveu sob seus joelhos e o corpo duro dele se colou ao dela, por trás. As mãos grandes apertaram sua cintura, os lábios dele mordiscaram seu pescoço, depois o lóbulo de sua orelha.
— Oi, capitão – Tara cumprimentou, manhosa. Ela esticou a mão sobre a de Oliver, a direcionando pela frente, até o meio das pernas de Bervely. — Olha o que eu fiz com sua garota...
Ele esfregou gentilmente o clitoris sensível de Bervely, fazendo-a choramingar. O contraste entre os dedos pequenos e macios de Tara e os dele, grandes e ásperos, era notável, e ela amava ambos. Começou a ondular o quadril contra a mão dele, seu corpo no comando, buscando qualquer fricção que aliviasse sua agonia. Tara ainda sugava seu seio quando ele enterrou dois dedos nela de vez, fazendo-a arquear e esbarrar a bunda em sua ereção deliciosamente dura.
Por Morgana, como queria senti-lo enterrando-se dentro dela! Mas Tara tinha outras ideias em mente. Ela parou de beijar Bervely e retirou a mão de Oliver do meio de suas pernas.
— Vá sentar, capitão. Ainda não acabamos aqui. – disse num tom autoritário. Oliver lhe olhou surpreso, e talvez sóbrio tivesse oferecido um pouco mais de resistência, mas acabou caindo, sentado e obediente, com um leve empurrão em seu ombro. — B.?
— O quê? – Bervely nem sabia mesmo qual era seu nome, quanto mais porque estava sendo requisitada. Tudo que ela sabia era do sangue correndo quente debaixo da pele e do vazio agonizante entre suas pernas, implorando preenchimento.
— Permissão para tocar o capitão?
Mordeu o lábio, olhando para Oliver, todo delicioso em cima daquela cama.
— Concedida.
Tara deslizou até Oliver, seu foco na cueca cinza, que agora tinha uma marca circular de pre-gozo mais escura marcada no pano. Ela escorregou as garras pelo volume pronunciado, fazendo com que ele tremesse. Bervely assistiu, deleitada, Oliver contrair a barriga e apertar os lábios. A ruiva sorriu, satisfeita com a reação provocada, em seguida puxando a boxer para baixo e liberando o membro, tão duro que a glande em formato de cogumelo reluzia.
— Minha nossa. – Tara admirou, escorregando a ponta do dedo pela extensão do pênis que apontava pra ela. – Bervely, eu estou sem palavras para isso aqui.
— Eu sei. — a Black sorriu, orgulhosa de novo por alguma razão.
— Eu estou bem aqui. – Oliver retrucou, ofendido. Tara inclinou a cabeça para ele, achando graça.
— B, acho que o capitão está se sentindo menosprezado. Vamos lhe dar um agrado, o que você sugere?
Ela hesitou por um momento. Merlin, algo lhe dizia que não ia conseguir olhar a si mesma no espelho, depois de tudo aquilo. Mas amanhã seria outro dia, e como impulsividade era sua droga preferida, Bervely se inclinou e sussurrou alguma coisa no ouvido de Tara. A garota fez uma expressão surpresa.
— Sério? Nunca? Ora, isso é apenas um desperdício. Nesse caso... Você faz as honras. Vá em frente.
Oliver não fazia ideia do que elas estavam falando, até ver Bervely tomar um gole de coragem e inclinar o corpo para baixo, em direção ao seu pênis.
— Rose, não, você não tem que...
A boca quente e inacreditavelmente macia de Bervely envolveu sua glande, com todo o cuidado de uma primeira vez, temerosa em machuca-lo. Ela nunca tinha chupado Oliver antes. Ele nunca tinha pedido, porque achava que ela faria quando tivesse vontade. E agora que ela decidira que era um bom momento, ele queria ter pedido antes, porque era a coisa mais maravilhosa do universo.
— Isso mesmo, boa garota, cuidado com os dentes. – Tara incentivou ao lado dela, afagando seu cabelo, observando atentamente enquanto os lábios de Bervely deslizavam para cima e para baixo, pouco dando conta da extensão dele – Bem molhado e apertado, como a sua boceta... Use sua língua em torno da cabeça...
Oliver achou que ia morrer de tanto tesão, enquanto Bervely seguia as exatas instruções da outra sonserina, sugando seu pênis como se tivesse na boca seu doce preferido. Tara não parava de olhar para ele, deleitando-se com suas reações, com os gemidos roucos que ele não poderia controlar nem se quisesse. Ele tinha um pouco de raiva dela, sabia que a ruiva estava se divertindo às custas deles. Ela tinha planejado aquilo... Percebeu que estava encarando Holmes com ardor quando o sorriso dela se ampliou, travesso.
— Você já foi chupado por duas garotas ao mesmo tempo, Wood?
— N–Não – ofegou, incapaz de uma resposta espirituosa. Bervely achara um ponto muito sensível da cabeça de seu pau e estava lambendo aquele exato lugar, contorcendo todos os seus nervos numa tortura lenta.
— Você quer? – ela perguntou, com um sorriso felino.
— Deus, sim. – soprou, quase gozando só de imaginar.
— Seu desejo é uma ordem, capitão.
Ele soube que era seu fim quando as duas bocas se misturaram em seu pênis. Duas línguas brigando por espaço no ponto mais sensível e pulsante do seu corpo, duas sonserinas maravilhosas diante dele, nuas e lhe devorando. Oliver queria resistir, mas era apenas humano, no fim das contas, só tinha dezessete anos. Seu orgasmo explodiu nos lábios delas não muito depois, acompanhando de um rugido fundo é incontível de sua garganta.
— Droga. Foi mal. – se desculpou. Queria ter avisado a tempo, mas tinha sido impossível.
— Nada inesperado. – Tara riu, limpando a boca, erguendo-se para olhá-lo – Não te chamam de Capitão Delicia à toa, hein, Oliver Wood?
Ele sorriu, mas estava olhando para Bervely. Ela era a visão mais linda de todas, corada, os lábios inchados e úmidos, um olhar devasso no rosto, um olhar que ele amava profundamente quando surgia. Quando seus olhares se cruzaram ela sorriu de volta, ligeiramente encabulada.
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