Rosas Vermelho Sangue
5 Capítulo 5 - lembranças voltam sempre
Flashback on
- Você fugiu de mim, Kurama-kun? Ou devo chamar-lhe Shuichi?
Ele olhou sério. Ela sorriu.
- Agradeço pelas roupas limpas. E pelas cobertas.
- Por que não acaba com isso e me diz o que quero saber?
- Porque senão você não me visita mais...
- Eu não vou cair no seu golpe Sophei.
- Eu sei. Com esse troço – puxou o cordão, as marcas negras no pescoço – duvido muito.
- Então me diga.
- Não.
Ele se aproximou dela. Fazia 3 dias que ela brincava com ele. Na primeira noite, conversaram. Ela acabou arrancando dele coisas que poucos sabiam: idade, pai, mãe, colégio, hábitos, seu nome humano. Ele parecia sentir confiança nela. Em troca, ela foi aos poucos dizendo o que ele queria tanto saber. Os corredores, as primeiras armadilhas, os guardas, as senhas. Faltava só a sala principal, que era precedida por outra menor.
Só isso. Ela então seria vendida para algum homem milionário. Importava?
A principio não. Agora se importava sim. Ela era uma mulher de negócios, e conseguira seu preço. Ele se apaixonou por ela, mesmo sendo frio e calculado. Pelo verdadeiro ser que tinha a sua frente. Por ela realmente como era. Ele queria solta-la. E Hiei já tinha percebido. Ficara irritadíssimo, ameaçou matá-la.
- Diga Sophei.
- Não!
Ele ficou com tanta raiva que deu-lhe um tapa na cara. Arrependeu-se 5 segundos depois.
- Agora vai imitar seu amigo? Agora que não falarei mesmo!!! Acha que não vai aparecer alguém aqui pra me tirar deste buraco?
Ele viu o rosto dela avermelhar. Ficou a marca. Ele puxou seus cabelos:
- Vai dizer...ou arranco de você a força...
- Você não teria coragem...
- Não?
- Não...
Ele quis lhe dar a prova. Puxou seus cabelos com força. Ela gemeu, um pouco de dor, um pouco de prazer.
- Está bem...- ela suspirou — Eu falo. Mas quero... – e sorriu maliciosa – um beijo seu.
Ele a soltou. Se afastou.
- Você não vai...
Ele voltou-se. Olhou para ela. Linda. Se ajoelhou na frente dela, que estava amarrada, depois que tentara arrebentar o cordão no seu pescoço.
E a beijou.
Não devia ter feito isso. Sentiu-se estranho, um idiota. O coração aos pulos. O sabor dela. O perfume de jasmim...Por que cedera? E agora? Não queria parar...
Beijou os lábios entreabertos, tentando ir mais fundo em sua boca... o pescoço tão machucado, o lóbulo da orelha. Suavemente. Passou as mãos pelo corpo dela, pelos seios, pelas coxas, fazendo-a gemer. Puxou o cabelo dela de leve, fazendo ela erguer o rosto.
- Você me enlouquece... perco o controle perto de você...
- Eu também perco o meu... eu não pude resistir...desculpe...
Ele se assustou. Olhou para ela. Ela estava com o olhar cheio de amargura.
- Não quis essa vida Kurama. Me tornei o que sou para sobreviver, esta mísera prostituta do Makai. Ninguém me daria o que preciso de verdade. Mas você, você... – ela começara a chorar – você me respeitou. Se importou comigo... na minha verdadeira forma...
Ele olhou intrigado.
- Sim... eu não fiz o que todos conhecem e falam por aí. Queria agradar alguém – e baixou os olhos – mas esse alguem me usou e me deixou...Você já deve ter ouvido falar dele...Sakyo...
Ele suspirou. Ela olhou com olhos ternos.
- Prometo que algum dia você não me verá como uma vadia qualquer. Vou fazer algo para conseguir seu respeito. Prometo.
- Hai – Ele passou a mão no rosto dela. Queria tanto protegê-la...
- O que você precisa saber sobre a sala que falta é... — E começou a detalhar tudo.
Naquele dia, ele a soltou. Deixou-a na escuridão.
- Você vai arranjar confusão.
- Gouki é de minha responsabilidade. Ele não deve me pedir satisfações.
- Kurama?...
- ?
- Você ainda vai sentir raiva de mim. Sabe por quê? Porque você me ama. E me odeia por causa disso. Mas não se preocupe – ela piscou – promessa é dívida. Eu assumo e cumpro. Ah, a propósito...esse cordão mágico não funciona em mim, eu podia fugir a qualquer hora. Entende agora?
E num flash de luz sumiu. O perfume de jasmim ficara no ar.
Agora ele entendeu. Ela estava blefando. O cordão funcionara totalmente nela. Ela o convenceu para fazer com que ele a soltasse, sabendo dos seus sentimentos. “Ele devia pedir com jeito...”, ela tinha dado indicativos desde o início.
Flashback off
Desgraçada. Amava loucamente aquela mulher de formas sedutoras. E agora não sabia se queria possuí-la ou se queria matá-la.
CONTINUA...
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