Rosas Tingidas
1 1. Rosas Tingidas
Notas iniciais
Não fazia sentido aquele desejo, nem começaram a brotar e aquela criança já ansiava pelas cores das roseiras.
Foram-se derretendo os flocos de neve, enquanto o sol subia no horizonte, pintando, nos olhos, o jardim, de uma moça que antes era menina.
Em passos se ia o dia e as nuvens faziam à sombra de uma primavera perfeita; Com botões e babados se faziam os vestidos e de terra era o caminho, em grama se pisava.
Central no jardim um lago límpido no puro azul juvenil, foi se esverdeando com o passar da estação e aquela corrida e dança de moça foram mudando sua forma; madura como as maçãs do verão ela desfrutava de companhia sentada ao jardim recém calçado.
Com o calor do verão o penteado muda e de longos cabelos um coque se fez, como as rosas de botão virando em flores mostrando suas cores em lindos arranjos. A calma do vento fazia o exuberante azul turquesa das águas ondular. E o tempo já não era suficiente para se ouvir a melodia das aves.
O sol descendo no céu marcou o jardim em tons de amarelo e laranja, as frutas daquele chão pintavam as copas que perdiam as folhas e com o choro de um bebê se via as árvores dançarem.
A fuga do vento frio vem acompanhada do fim do dia marcado com as cores do poente; A compreensão de uma nova vida com e o dormir da Rosa.
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