Rosas E Lírios

13 No escuro do quarto...


Notas iniciais
Oi gente! Demorei muito?! Fiquei sem inspiração o feriado todo, não me culpem. Acabei de revisar tudo u.u. Estava cheio de erros... Eu sou uma anta '-'

Beijinhos, boa leitura *w*

(Narração: Rose)

Eu me sentia mais confortável do que nunca. Agora que Sandra estava (finalmente!) longe do quarto, já que ia dormir em sua própria casa esta noite, e todas as luzes estavam apagadas, eu finalmente pude respirar. Na verdade, não via muito sentido em ser colocada aqui, pois eu realmente não me sinto mal e nem cansada. Porém agora, como a escuridão desde quarto me confere um tipo de conforto, não consigo nem pensar em levantar.

Eu adoro o escuro. Nele, nada é visível, e quando você não pode ver nada, tudo acaba sendo... igual. Você não é melhor ou pior do que ninguém, nem mais belo, mais feio, mais alto ou mais baixo... nada disso existe em meio a escuridão, quando tudo se torna apenas... Preto.

Porém, minha felicidade durou pouco. Alguém, um infeliz, abriu a porta abruptamente e deixou luz entrar no cômodo. O estrondo daquela porta abrindo me irritou, e tive vontade de jogar alguma coisa bem pesada em quem quer que fosse... á menos é claro, se fosse...

Lily: Rose!

Suspirei e fechei os olhos com força. Abri-os lentamente, tentando não dizer nada grosseiro ou soar irritada. Mas percebi que havia algo fora do normal quando vi que Lily estava com os cabelos despenteados e o rosto branco como leite. Lily era branca, mas aquilo... parecia mesmo um fantasma.

Rose: Lily... O que aconteceu? E que horas são? Você deveria estar dormindo.

Eu tinha um verdadeiro trauma quanto a ver Lily pálida daquele jeito. Isso só me lembrava... Daquele dia.

Lily: Rose, por favor, não saia deste quarto. Vou para meu quarto, mas quando eu bater na porta de madrugada, abra.

Rose: De madrugada? Do que está falando, Lily?

Lily: Não conte para ninguém que eu vim aqui, e muito menos neste estado. Por favor, apenas fique aqui e espere que eu volte.

E com isso, Lily saiu do quarto tão rapidamente quanto entrou. Continuei a encarar a porta aberta, tentando pôr minha mente para funcionar, e resistir a tentação de sair do quarto para pergunta-la do que raios estava falando. Porém, pela primeira vez, decidi fazer o que me mandavam sem nem sequer contestar. Fui até a porta e a fechei.

Fiquei sentada em minha cama. Apenas eu e meus pensamentos. Não entendi nada do que Lily quis dizer, e antes que eu começasse a pensar sobre isto, outro pensamento me veio á cabeça. Sobre o assassinato de Madame Red. Parece que á cada dia entendo menos das coisas...

Em primeiro lugar: Por quê aconteceu? Segundo lugar: O que Ciel, Sebastian e Madame Red faziam naquele lugar, ainda por cima enfrentando Jack The Ripper (Prefiro interpretar que estavam enfrentando-o)? E em terceiro lugar: Onde está Ciel e como será que ele está?

Vamos deletar o "terceiro lugar"...

Pensando bem... Madame Red tinha um mordomo, não tinha? E ele tinha... olhos... amarelados?! Espere um instante...

Ah meu Deus, será que Jack The Ripper era o mordomo de Madame Red?! Mas é claro, como raios eu não me toquei disto antes?! Eu já tinha visto aqueles olhos em algum lugar, e sabia disto. Naquela noite, após o incêndio, ele estava lá com Madame Red quando ela cuidava de alguns feridos, e eu reconheci os olhos! Reconheci, pois já tinha os visto naquela casa, quando uma das prostitutas foi assassinada, porém, depois de tudo aquilo, quem é que se lembraria de onde o viu? Quer dizer, pelo menos eu não lembrei.

Mas por que razão ela foi morta? E logo daquela forma...

Fechei os olhos, tentando reprimir a lembrança. Ninguém me explicou nada...

Parece que não posso desvendar tudo isso sozinha. Mas Ciel sabe a resposta. Ele tem que saber. Começo a pensar que ele e aquele mordomo não são, na verdade, "normais"... Mas prefiro não acreditar muito nisso. Acho que só eles podem me explicar tudo, porém duvido que vão simplesmente me contar.

Não importa; darei meu jeito de descobrir.

Então ouvi batidas na porta. Eu conhecia perfeitamente as batidas de Lily, e sabia que era outra pessoa que batia na porta. Não tinha muita certeza se deveria abrir ou não, então lembrei que não adiantava pensar nisto; a porta não estava trancada.

Michael entrou no quarto sem esperar por minha permissão, e acabei ficando surpresa por ele estar... normal. Estava com o olhar gentil e simpático de sempre. Porém, o que não era normal, era o fato de ele estar entrando em meu quarto á essa hora da noite.

Como eu estava um pouco... traumatizada, procurei logo alguma coisa para me defender. Tinha um abajur bem ao meu lado, era só estender a mão e... Puxa... realmente estava planejando bater com um abajur em Michael?

Michael: Desculpe vir entrando desta forma. Na verdade não esperei uma resposta, pois achei que estava dormindo, mas... O que faz acordada á essa hora, senhorita?

Rose: Ahn... eu... Tive um pesadelo...

Michael me encarou, um tanto surpreso. E quem não estaria? A única pessoa que ficava sabendo quando eu tinha pesadelos era Lily. E eu, na verdade, não estava tendo a menor dificuldade em ficar acordada, já que fui obrigada a passar o dia todo numa cama, mesmo sem necessidade nenhuma.

Michael: Tudo bem, entendo. Só queria saber se Lily passou por aqui.

"Ah, então alguém veio mesmo perguntar..." pensei.

Rose: Não. Ela deveria ter vindo?

Michael me encarou, inexpressivo. Ele parecia me analisar, para ver se eu estava mentindo, suponho.

Michael: Não, acho que não. Só que ficamos sem vê-la hoje durante a tarde... Queríamos saber se ela tinha ficado aqui com você, mas... acho que não.

Rose: Não, não mesmo.

Ficamos em silêncio por alguns instantes antes de Michael sair do quarto sem dizer nada. Em alguns segundos, ele voltou com o rosto um pouco corado.

Michael: Ér... Com licença, senhorita.

E com isso foi embora, fechando a porta do quarto atrás de si. "Michael é educado demais", pensei. "Talvez seja até mesmo educado demais mesmo... Como será que nunca pensei na possibilidade de toda essa educação e gentileza ser apenas... faixada? Algo para enganar as pessoas e convencê-las de que ele era assim, quando na verdade é e pensa algo completamente diferente? Hm, logo eu, que sou tão desconfiada, nunca nem sequer pensei nisso".

Decidi ficar sem pensar em nada. Apenas olhando para o teto, ignorando as perguntas que martelavam minha cabeça. Apenas esperando Lily, se é que ela ia aparecer.

O tempo foi passando, e estava ficando difícil não pensar em nada, quando eu estava agitada, com ânimo suficiente para sair pulando por aí, pois havia, como já disse antes, ficando de cama o dia inteiro. Suspirei. Era a primeira vez, em semanas, que eu ficava com tédio.

Então ouvi finalmente batidas na porta. Aquelas batidas que eu reconheceria não importava a onde: tímidas e baixas, porém possíveis de serem escutadas. Era Lily.

Rose: Entre, Lily!

A porta foi sendo aberta lentamente, tentando fazer o mínimo possível de barulho. Lily colocou o rosto deformado, porém ainda lindo, para dentro do quarto escuro, e a luz do corredor fazia suas queimaduras brilharem.

Lily: Irmã, preciso te mostrar uma coisa. Acho que Lady Elizabeth foi sequestrada... pelo nosso pai.

~Continua...



Notas finais
*Tocando um órgão*
PÁM BÁM BÁAAMM~

Até o próximo cap.! Beijos!