Rosas E Lírios
2 Inesperado
Notas iniciais
Rose: Não.
Homem: Não o quê?
Rose: Não vou com vocês. Não os conheço, não sei o que querem e não vou, de forma alguma entrar numa carruagem com vocês.
Uma sombra de irritação passou por ele, e o outro, que era mais gentil, eu já havia percebido, sorriu nervoso.
Homem2: Entendo. Antes de tudo, vamos nos apresentar. Eu sou Michael Klein, e este é meu irmão Christopher Klein. Trabalhamos para o Conde River, e ele deseja vê-las em sua mansão para ter uma conversa. Ele diz que é importante, senhorita.
Rose: Não ligo para quem seja esse senhor, não vou entrar numa carruagem pra conversar com um homem que não conheço! Eu não confio em ninguém, então, me dê licença.
Sem olhar no rosto deles, tentei entrar rápido em minha casa, mas Christopher segurou meu pulso com força e me puxou para perto.
Christopher: Escute aqui, senhorita Bringwood. Se eu fosse você, obedeceria sem reclamar de nada, pois caso você não coopere da forma que exigirmos, teremos que fazer as coisas do jeito difícil.
Rose: Escuta aqui você, Klein. Você não pode me levar a foça!
Christopher: Ah não?
Michael: Já chega, vocês dois. Senhorita, por favor... só estamos obedecendo ordens, então não nos julgue pelo que faremos agora.
Rose: O QU-...
Não me lembro de mais nada. Senti minha visão escurecer, e depois disso, abri meus olhos e estava numa carruagem em movimento, e Lily estava ao meu lado, em pânico.
Rose: LILY!!! VOCÊS!!! O QUE É ISSO??!
Michael e Christopher, que estavam dirigindo a carruagem, a pararam bruscamente ao ouvir minha voz.
Michael: Senhoritas, nós chegamos.
Ele abriu a porta da carruagem e gentilmente me tirou de dentro dela, e depois fez o mesmo com Lily.
Christopher: Bem vindas á Mansão River.
Lily e eu olhamos em volta, pasmas. Tudo era grande, lindo, florido, absolutamente colorido, como eu nunca tinha visto antes em minha vida. A mansão era amarela, brilhante, limpa e cheia de detalhes. Suas janelas era imensas e cuidadosamente trabalhadas, assim como a porta dupla da casa.
Rose:... Ah... meu Deus.
Nós duas fomos conduzidas á uma espécie de salão enorme, com o piso polido e brilhante, e acima de nossas cabeças, um lustre detalhado e cheio de cristais.
Depois eles nos levaram á um corredor, que por sua vez nos levou até uma salinha, uma espécie de escritório. Michael bateu na porta com a delicadeza de sempre á abriu em seguida.
Homem: Eu não disse que você podia entrar!
Michael: Mas... mas... senhor, você não estava esperando por elas... Conde Phantomhive, o que faz aqui?
Homem: Estou tratando de negócios com Ciel. O que você trouxe?
Michael:... as irmãs Bringwood.
Rose, Lily e Christopher ouviam a conversa do lado de fora do escritório, curiosos. Mas é claro que as irmãs estavam assustadas.
Homem: Eu não disse pra trazer só amanhã?
Michael: Não senhor, você pediu para hoje, dia vinte e dois de novembro, tenho certeza absoluta.
Homem:... Puxa vida. Conde Phantomhive, desculpe-me pela interrupção... Por favor, Michael, mande-as entrar.
Christopher, ao ouvir o recado, nos empurrou para dentro da sala, entrando em seguida. Olhei em volta pasma novamente. Somente escritório tinha mais luxo do que a casa mais rica do meu bairro!
Homem: Rose, Lily! Como vão? Eu sou o Conde Solomon River, e este é o meu ilustre companheiro, o Conde Ciel Phantomhive.
Olhei para um garoto mais ou menos da minha idade, e por mais incrível que podia ser, era menor do que eu. Ele era um Conde? É um mini-Conde? Ok, por essa eu não esperava.
Ele me olhou, e demonstrou apenas um pouco de atenção. Ciel parecia me olhar de cima pra baixo. Se ele estivesse pensando em algo do tipo "que garota pequena", eu juro que mato esse pirralho. Ele olhou para Lily como se ela não fosse nada, uma pequena criaturinha igual á mim. Típico de um Conde: desprezível e desprezador.
Ciel: Quem seriam as senhoritas?
River: Minhas duas filhas, Lily e Rose Bringwood.
Eu e Lily nos olhamos, assustadas.
Rose: SUAS O QUÊ??!
Continua...~
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