Rosas E Lírios

1 A canção de ninar


Notas iniciais
Sua face adormecida parece estar sofrendo
Como se estivesse tendo um sonho ruim
Mas eu estou aqui, estou ao seu lado
E não vou a lugar algum
Como posso viver sem você?
-Yuya Matsushita, Bird
(Leia esse capítulo ouvindo a versão full dessa
música e eu tenho certeza de que será
uma experiência mais agradável :3)
Espero que gostem do capítulo

Eu me lembro dela dizendo o significado dos nossos nomes. O de minha frágil irmã, Lily, era o lírio branco, puro e tem uma presença agradável. E o do meu nome, Rose, a rosa vermelha, bela e com uma presença um tanto maliciosa.

Ela penteava meus cabelos negros e logo depois o de Lily, os brilhantes cabelos castanho-claros. Eu sempre notei que meu nome combinava perfeitamente comigo: Olhos verde-esmeralda, pele branca e fina como porcelana e cabelos lisos e negros. E Lily, minha gêmea, tinha o mesmo rosto, porém um pouco mais meigo, e seus cabelos eram castanhos, como eu já disse antes.

Estávamos tão felizes...

Só nós três, em nossa humilde casa...

Tão... felizes...

~*~*~

Quando abri meus olhos, vi que não estava em minha cama. Porcaria, eu caí no chão...

Levantei-me com a cabeça latejando desagradavelmente, e ouvi alguém batendo timidamente na porta. Eu já era familiarizada com a batida: Lily.

Lily: Irmã...? Está acordada...?

A voz da menina era fraca e tímida, e um tanto chorosa. Eu já sabia o que tinha acontecido. Ela havia tido um pesadelo.De novo. Lily tinha pesadelos todas as noites, desde que encontrou nossa mãe morta no jardim, e isso já se faziam oito anos, ou seja, tínhamos somente seis anos na época.

Eu odiava ver Lily sofrendo, e eu era sua protetora, apesar de que, fisicamente, eu era muito mais fraca e delicada. Mas meu coração havia adquirido certa dureza, o que, se for por mim, jamais acontecerá com minha querida irmã.

Lily: Ir-irmã... eu... estou entrando.

Lily entrou no quarto acanhadamente, e ficou um pouco surpresa ao me ver acordada, em pé em meu quarto.

Lily: Irmã... você está bem?

Rose: Sim, Lily. Teve outro pesadelo?

Ela olhou tristemente para seus pés descalços.

Lily: Sim... eu sinto muito, irmã...

Rose: Não seja boba. Venha, deite aqui, você sabe que eu jamais ficaria brava com você por essas coisas.

Com os olhos cheios de lágrimas, Lily me abraçou. Senti seu cheiro agradável perto de mim. Eu era tão pequena, mas ainda assim protegia minha irmã com unhas e dentes, e estando abraçadas assim, faz parecer bem o contrário.

Rose: Deite-se, eu vou trazer leite pra você.

Lily: Não precisa... fica aqui comigo...

Eu assenti para ela, e nós dormimos juntas, naquela pequena cama fria, em nosso pobre quarto com paredes descascadas e chão de madeira empoeirado. Pobres.

No outro dia, levantei-me e olhei para Lily. As olheiras em seu rosto estavam um pouco menos intensas, e ela parecia quase tranquila. Sorri comigo mesma e levantei-me para fechar a janela, pois estava mais frio que o normal, hoje. Acabei encarando a triste paisagem: meu bairro pobre, com o chão úmido de chuva e calçadas quebradas. Tudo parecia triste. De longe, eu podia ver os bairros nobres, onde viviam Condes, Viscondes e todos os outros nobres que eu tanto desprezo.

Desci as escadas ainda de camisola e comecei a limpar a casa. Eu preferia que Lily acordasse num ambiente agradável, uma casa limpa de preferência.

Depois de limpar tudo, minha barriga já estava roncando. Subi novamente as escadas e peguei um pouco do dinheiro que escondia em meu guarda-roupas. Lily ainda dormia em minha cama, tranquila.

Vesti um humilde vestido branco, que me deixava ainda mais pálida,coloquei um chapéu verde-jade e um sapato marrom. Fui até o mercado desconfiada, pois no meu bairro estavam acontecendo muitos assassinatos, e o assassino estava sendo chamado de "Jack The Ripper". Somente prostitutas eram assassinadas, mas nunca se sabe, e se ele mudasse de ideia?

Os comerciantes me trataram com a mesma frieza e mau-humor de sempre, e eu, como sempre, dava-lhes respostas atravessadas, fazendo com que eles levantassem o dedo do meio para mim, que ria com ironia. Provocações já me era comuns.

Voltei ás pressas para casa, e ao chegar, uma surpresa:

Dois homens, loiros com roupas vermelhas caras, bonitos e com anéis em vários dedos. Um deles olhou para mim e abriu o sorriso mais forçado que já vi na vida.

Homem: Você é a senhorita Lily Bringwood?

Rose: ... Não senhor. Sou Rose.

Homem: Ah, é a irmã. Temos um recado para as duas.

O outro homem olhou para mim com menos antipatia e sorriu.

Homem2: O Conde River deseja ver as duas em sua mansão. Venham conosco, por favor.

Continua...~

Notas finais
Espero que tenham gostado. Mandem reviews, por favor, para que eu não desanime e continue a escrever, ok? (: