Notas iniciais
Boa Leitura! Ah, peguem leve, essa é minha primeira estória.

O grande dia havia chegado! Estava tudo pronto, todos em seus lugares, apenas à espera de Ian, que sempre atrasava, gostava de ser o centro das atenções, mesmo que fosse seu casamento, queria que todos o olhassem. Tiago achava isso algo desnecessário, pois era ele que tinha que ficar de pé, esperando pelos caprichos do outro. Mas ele se importava de esperar mais alguns minutos que seja? Não, pois já já estariam casados. Enquanto pensava nisso, lembrou-se de quando o conheceu, esperando o seu primo que esperava Ian, seu amigo. Mas ao lembrar-se disso, a Marcha Nupcial soou e as portas se abriram.

Ali, a alguns metros, o maior desejo de Tiago vinha-se encaminhando para ele, a passos lentos, com um sorriso largo no rosto, os olhos verdes brilhando, trajando um lindo terno azul marinho com sua flor preferida no bolso, a rosa branca, dando aquele toque especial.

Ian estampava um sorriso enorme na face, mas o resto do corpo tremia. Nunca tinha se sentido tão nervoso nos seus 26 anos. Mas estava feliz demais para se sentir envergonhado, então ele seguiu com o plano. Para seu conforto, tinha sua mãe, Joana, ao seu lado para leva-lo até aquele que o esperava, já que seu pai já não mais caminhava neste mundo. Ela estava ali para lhe passar confiança, fazer com que não temesse o futuro que esse ato lhe proporcionaria, além de também para que não o deixasse cair durante aquela pequena caminhada.

Tiago estava radiante. Não conseguia pensar em nada, apenas sentir. Sentir a adrenalina correr pelas suas veias, sua testa começar a suar, suas mãos a tremer. Ele não sabia o que era isso, quer dizer, sim, ele sabia, era algo que costumavam chamar de felicidade.

Aquilo era tortura. Sim, Tiago achava aquilo uma tortura. Como que um trajeto tão curto poderia demorar tanto tempo como estava demorando para Ian chegar até ele? Tiago não sabia responder. Aliás, ninguém sabe. Nem eu mesmo sei, e olhe que eu estou contando esta história. Mas devia ser daqueles momentos em que você está tão feliz que a vida vai a câmera lenta.

Mas no momento em que ele tomou as mãos do seu amado para si, seu coração falhou uma batida. Foi tanta emoção que ele deu uma leve perdida de equilíbrio e os convidados riram, mas eu devo dizer, foi realmente uma cena engraçada. Em pleno casamento, precisar se segurar em outra pessoa para não se “estabacar “ no chão. Acredite, há quem morreu de rir, mas não há problemas com isso, o próprio noivo riu também. Ele mandou as risadas ao diabo, afinal, ele estava se casando! Não havia de quê está rindo!

Joana chorou. Impossível não chorar com aquilo. Seu filho, seu lindo e amado filho, na frente do padre, casando-se. Ao pensar nisso, lembrou-se daqueles tempos em que ela tanto se envergonhava, os chamados Tempos Obscuros. Quando Ian contou aos pais que era gay, o chão desapareceu e ele caiu em um abismo. Sim. Seus pais passaram a ignorá-lo, diziam-lhe que era o maior desgosto de suas vidas conjuntas, e tudo que por ele era feito, era menosprezado pelos pais. Mas Ian não se deixou abalar, continuou firme e forte, fazendo tudo por seus pais, mesmo eles sem quererem. Acreditava que um dia isso acabaria e que iria ter seus pais novamente. Acreditou tão veemente nisto, que aconteceu. Em uma bela noite, recebera uma ligação de sua mãe dizendo que seu pai havia sofrido um AVC e que estava internado no hospital. Não deu outra, parou tudo o que estava acontecendo e foi para lá, ver, com um pesar no coração, como estava o seu velho. Sim, pois era difícil uma pessoa que já estava à muito sofrendo com um câncer escapar de um AVC.

Carlos, pai de Ian, sabia muito bem o que iria acontecer, mas não esperava que fosse tão cedo. Em sua cama, pensou em tudo o que ele passou junto com seu filho, todos os momentos lindos em que ele presenciou: a primeira palavra, o primeiro andar, a primeira ida à escola, a primeira volta de bicicleta, enfim, toda a vida. Com essas lembranças e um aperto no coração pensou: “o que eu fiz com o meu filho?” E com essa, pensou em todas as maldades cometidas por ele para com o seu primogênito. Ian chegou no hospital e o viu naquele estado. Fraco, ligado a vários aparelhos, estirado em uma cama. Não aguentou e foi aos prantos abraçar e, espantado, sendo abraçado também.

– Me desculpe por tudo que fiz com você. Eu não sabia o que fazer, era tudo muito novo, eu não sabia como lidar com essa situação. Nem eu e nem a sua mãe. Por favor, nos perdoe, nos perdoe por todo o mau que causamos a você e a quem mais tenha entrado na sua vida e nunca se esqueça de que nós sempre estaremos orgulhosos do filho que temos. – Falou Carlos, pondo tudo para fora.

Depois de falar isso, Ian não quis mais soltar o seu pai. Estava com muita dor no coração, mas teve de fazer ao ouvir o barulhinho contínuo da máquina afirmando que já era hora de seu pai ter o seu descanso. Foram necessários dois enfermeiros para retirarem Ian, que não queria de maneira alguma largar seu pai. Mas você pergunta, mas e a Joana? Joana estava estática, não sabia se chorava, se desmaiava, se morria junto com seu marido. Ela não esperava aquilo de Carlos, que um dia exigiu que ela fingisse que Ian não era ninguém. Mas ela entendeu que ele não poderia deixar a vida terráquea e não se desculpar com o filho.

Mas no que ela estava pensando? Ela tinha de comemorar! Era tempo de festa! Seu filho estava trocando alianças com uma pessoa! Não queria ter de ficar lembrando-se de tempos que a fazem ter vergonha de si mesmo em um momento tão especial e único na vida de alguém (ou deveria ser, né)! Então tratou de colocar essas memórias bem lá no fundo da consciência, onde era o lugar delas! E viver aquele momento mágico em sua vida!

Após o beijo, a plateia, quer dizer, os convidados foram ao delírio! Os convidados se ergueram dos bancos, bateram palmas, deram vivas ao casal. Sim! Gritaram ‘VIVA’ na capela! O quê seria da vida sem o espírito BR, não é? Mas continuando... Ao saírem, teve aquela tradicional chuva, mas não de arroz, de purpurina, a pedido do próprio casal.

Após o casamento, vem a parte que todos adoram! A festa! Sim, música, bebida e muita, muita comida e o melhor, grátis! Logo os convidados começaram a chegar e a bagunça começar. Era gente em todos os cantos dos jardins, nos locais das mesas, na fonte, nas árvores, enfim, em todos os locais possíveis. Sim, você leu bem, a festa estava sendo comemorada nos jardins da fazenda do avô do Ian, assim como a capela em que o casamento foi realizado também ficava na mesma fazenda. Gente rica é assim, tem tudo em casa mesmo.

Logo veio o almoço, onde todos se acalmaram e se renderam a uns dos melhores prazeres que a vida pode oferecer: comer e escutar uma boa música. Aqueles pratos sofisticados acompanhado de um grupo de violinos e violoncelos. Quer melhor?

Após o almoço, veio o momento esperado por todos: a primeira dança dos, agora, esposos. Aquela velha conhecida de todos, a Danúbio Azul, logo começou a ser tocada e os recém-casados se juntaram e formou aquele lindo casal dançando leve e solto em meio àquela rodinha que os convidados fizeram para apreciar aquele momento porque todos os casais passam. Completada a primeira volta dos meninos, os demais casais se juntaram ao primeiro e começaram a dançar e assim, todos os convidados estavam dançando, até as crianças! Ponto que nem todo evento consegue alcançar. Ao verem aquilo, os noivos sorriram e juntos pensaram que aquilo seria um fato auspicioso para a nova vida que agora iriam ter juntos.

Após, a bebida estava liberada! As mulheres logo se juntaram de um lado e começaram a falar sobre os seus trajes, as novelas e sobre o casamento, todas acompanhada de um belo espumante. Os homens, do lado oposto ao das mulheres, começaram a falar sobre futebol, suas esposas e, claro, sobre política, afinal, aquele seria um ano de eleição presidencial! Ah, não podemos esquecer de que os homens estavam muito bem acompanhados de um bom copo de conhaque.

E agora? Como iriam fazer para falar com todos? Resolveram então que, Tiago ia primeiro falar com as mulheres e Ian com os homens, e depois iriam trocar. Após receberem as felicitações de todos os presentes, resolveram fazer aquele velho ritual que todo casamento tem. Se você pensou na hora do buquê, você acertou. Tiago quis e foi lá para frente para que as solteiras se amontoassem atrás e pudessem pegar o buquê.

­ – E lá vai, hein! Um dois e TRÊS! – Tiago gritou jogando o buquê alto e para trás.

As solteiras gritaram e correram para pegar o buquê. E quem pegou foi Marcela, amiga e madrinha do casal.

– Magricerla pegou! Será que agora ela desencalha? Quero ver só, hein! – Gritou Ian que estava rindo da cena que tinha acabo de acontecer e que merecia ser filmada pela super câmera.

– Ian, não seja ingrato! Eu fui o cupido de vocês, deveria ao menos ser mais agradecido e não me chamar mais de Magricerla! Aff, eu odeio esse apelido! Por favor! – Resmungou Marcela mostrando a língua e depois rindo de si mesmo fazendo com que Ian risse ainda mais.

Após isso, a festa rolou solta. O grupo que antes tocava fora substituído por uma banda que tocava os clássicos do rock brasileiro e MPB, para que todos fossem para a área do jardim que tinha um coreto e pudessem dançar a vontade. Até mesmo os mais velhos foram dançar ao som do bom e velho Cazuza.

Quando deu 19h30min, os últimos convidados iam saindo da fazenda. Os, meninos, receberam um convite para passar a noite na fazenda, mas recusaram. Queriam curtir a lua-de-mel no apartamento que haviam comprado. A fazenda ficava a apenas 1 hora de distância da cidade, então preferiram curtir em casa, afinal, não haviam bebido muito.

Despediram-se da família de ambos e rumaram para casa. Uma viagem tranquila, regada à música e boas risadas das cenas flagradas na festa e que iriam para sempre serem lembradas nos filmes lá gravados.

Depois de um tempo de viagem, já na cidade, Ian pegou no sono, pois Tiago ia dirigindo. Quando percebeu que o outro havia dormido no banco, foi mexer no rádio para baixar o volume e procurar uma música mais calma. Era pouco mais de 20h e pleno feriado, não haveria trânsito e nem com o quê se preocupar na rua.

Quando ia ultrapassando o cruzamento, da sua direita vinha um carro em alta velocidade, ultrapassando o sinal vermelho e se chocando com o carro do casal. O impacto foi tão violento que arremessou Ian para fora do carro, pois estava sem cinto, enquanto Tiago ficou preso no carro. Como Tiago estava de cinto, não sofreu graves ferimentos, diferente de Ian, que foi jogado a alguns metros de distância. Passando-se alguns minutos, Tiago acordou e viu o seu estado. Saiu do carro desesperado atrás do seu amado, achando-o no chão. Chegou perto e, já que era veterinário, foi logo aferir sua pressão, constando que não havia. Ele se desesperou e começou a fazer uma massagem cardíaca enquanto a ambulância não chegava, mas nada.

– Não, não, não, NÃO! Não me deixa! Não aqui, não agora! Não vai! Fica, caramba! – Gritava na rua, chorando de dor. Aquilo doía. Doía muito.

Mas onde estava a ambulância que não aparecia?

– Não, não, não, não vai, não vou deixar. – Disse desesperado começando a socar o peito esquerdo de Ian numa tentativa falha de fazê-lo voltar a pulsar.

Como uma reação, Tiago começou a cantar um dos refrãos da música preferida do Ian.

Never let me go, never let me go

Never let me go, never let me go

Como Tiago conseguia pensar em cantar num momento como esse? Ele não sabia, nem eu. Mas ele cantava e não queria parar, talvez isso fizesse com que ele voltasse pra ele. Ian adorava ouvi-lo cantar.

“Mas por que a ambulância estava demorando tanto? “ Pensou, erguendo a cabeça e percebendo que ela não vinha, pois não havia ninguém no local. A pessoa que ele quase bateu fugiu, e o motorista do outro carro não se mexia. “Talvez ele esteja inconsciente. “ Pensou. “Ou não. “ Pensou logo após.

Logo recorreu ao seu próprio smartphone, concluindo que o mesmo estava morto. Tateou os bolsos de Ian atrás do dele, mas não achou. Então se encaminhou o mais rápido que podia para as ferragens do carro para procura-lo, mas não encontrou. Foi então que ele foi no outro carro, ver os bolsos do outro motorista, encontrando-o com vida. Já que estava ali, conferiu se o outro estava com vida, recebendo uma resposta positiva.

Logo tratou de ligar para a emergência indicando a rua que havia sofrido o acidente. Após a ligação, se encaminhou para o seu amado. Durante o caminho, algo lhe chamou a atenção. A rosa branca, que outrora estivera presa no balso do blazer do terno de Ian, estava agora no chão, com manchas de sangue em toda a sua superfície. A imagem mais linda, e também horrenda, que iria ver em toda a sua vida.

Foi para perto de Ian, pousou a cabeça do mesmo em suas pernas e esperou. Durante os 5 minutos necessários para o socorro chegar, ele ficou admirando a beleza, agora morta, de seu esposo. Sim, nunca mais veria aquele belo rosto, aquele rosto que outrora vivia com um semblante animado. Nunca mais ouviria a sua doce e igualmente grave voz. Nunca mais iria apertar aqueles braços, não musculosos, mas rígidos. Nunca mais veria aquele movimento de seus lábios que o mesmo fazia quando estava ansioso. Detalhes que faziam Tiago se apaixonar por ele todo dia e cada dia mais. Será que era possível?

And the arms of the ocean are carrying me

And all this devotion was rushing out of me

And the crushes of heaven, for a sinner like me

But the arms of the ocean delivered me

Never let me go, never let me go

Never let me go, never let me go

A ambulância finalmente chegara. Tiago foi levado para uma ambulância para que os socorristas pudessem conferir seu estado, enquanto outros iam depositar Ian em uma maca e levá-lo para outra ambulância. Ao mesmo tempo, bombeiros estavam trabalhando para retirar o outro homem das ferragens com vida e outros bombeiros tentavam apagar o fogo que começara a crepitar no seu carro.

– Bem, você parece bem, a medida do possível. – Disse a mulher que lhe atendeu logo parando quando um homem chegou perto dos dois.

– Senhor, sinto muito, mas o outro homem que estava junto ao senhor teve o pescoço quebrado durante o impacto ou no momento da queda. Ele também sofreu um corte profundo na região do abdome. Sinto muito mesmo. – Disse, baixando o olhar.

Tiago ficou sem chão. Seu coração terminou de se despedaçar. Seu mundo terminou de despencar. Sentou-se e preferiu ficar calado. Queria sentir calado. Queria sofrer calado. Desolado.

– Mais um acidente com vítima fatal... – Comentou a mulher com uma notável mistura de dor e tristeza na voz. Tiago não sabia se ela falou isso para si mesmo ou se para tentá-lo confortar. Se a segunda era a correta, ela não conseguiu.

“Você está errada. Nesse acidente houve duas vidas fatais. Sim, duas. Ian se foi e juntamente com ele, foi a minha. Não sei como viverei com ele. Quer dizer, eu não viverei, serei um robô, que apenas existirá para trabalhar.” Pensou Tiago.

Enquanto os bombeiros colocavam o outro motorista, ainda com vida, em uma maca, Tiago ficou observando a Rosa. Sim, ela ainda estava lá, intacta. Ele não sabia dizer como, ela ainda estava ali. E ela ficou ali, com suas manchas de sangue, avisando que Ian estava morto. Se levantou, foi lá, pegou a rosa e guardou. Encaminhou-se para a ambulância que Ian estava para que fosse para o hospital, realizar todos os procedimentos legais e para que pudesse avisar aos familiares de Ian.

Essa definitivamente fora a sua pior noite.

Depois de avisar as duas famílias, tratou de ligar para uma funerária de quem a atendente lhe tinha dado o número e encomendar as coisas para o funeral

– Você deve estar querendo tirar a vida do outro cara com as próprias mãos, não é? – Perguntou a enfermeira que tinha lhe atendido na cena.

– Na verdade não. Na verdade eu desejo tudo de bom para ele. Pois assim, ele não iria repetir o feito e não haveria mais pessoas mortas. – Respondeu Tiago.

– Pelo seu jeito, eu posso dizer que você e o outro namoravam? – Perguntou novamente a enfermeira.

– Nós nos casamos ontem, estávamos indo para a nossa lua-de-mel. – Respondeu Tiago, após algum tempo, com dor no olhar e pesar na voz.

– Ah... Eu sinto muito, realmente sinto muito. – Falou a enfermeira que tinha uma lágrima descendo pelo olho, lembrando da sua lua-de-mel, coisa que o homem a sua frente nunca iria ter. – “Não dessa vez.” – Pensou ela.

Tiago preferiu nada dizer. Apenas sofrer calado.

[...]

As 17 horas, todos já se encontravam no cemitério. A família preferiu não esperar o outro dia para enterrá-lo, não queriam sofrer por mais tempo. Todos estampavam um rosto triste em suas faces. Não porque era funeral, mas porquê nunca tinham visto um casal tão feliz, como eles estavam na festa, se desfazer em tamanha velocidade. Tristes pela vida conjunta que Tiago nunca iria ter.

Um padre logo começou a cantar aquelas musiquinhas para o caixão fosse depositado na cova de sete palmos que havia no centro. As pessoas começaram a jogar flores, todos jogando rosas vermelhas, lírios, até orquídeas jogaram. Ian era um admirador das flores, amava todos os tipos existentes. Mas só uma pessoa jogou a sua preferida. E essa pessoa foi Tiago. Mas ele não jogou uma rosa branca qualquer. Ele jogou a rosa branca. Aquela que ele, Ian, usara durante o casamento e que agora estava toda suja de sangue.

Quando já tapada a cova, as pessoas começaram a se retirar, deixando apenas Tiago e os pais de Ian ao lado da cova. E Tiago, novamente, começou a cantar. Mas dessa vez era uma de suas músicas preferidas e que, de uma terrível ironia, combinava com uma pessoa.

But go on and take it

Take it all with you

Don’t look back

At this crumbling fool

Just take it all with my love

Take it all with my love

– Porque, meu Deus, porque o meu filho? Ele tinha apenas 26 anos, tinha acabado de se casar, começaria uma nova vida, estava tão feliz! Porque o Senhor tinha de levá-lo tão cedo? – Perguntou Joana, mãe de Ian, desabando na terra e olhando pra cima e começando a chorar.

Tiago ainda cantava.

So is it over?

Is this really?

You’re giving up so easlisy

I thought you loved more than this

No caminho para fora do cemitério, se lembrou da música que usou para conquistar Ian de vez.

I know you haven’t made your mind up yet

But I would never do you wrong

I’ve know it from the moment that we met

No doubt in my mind where you belong

Ian, porque me abandonou?“ Pensou Tiago.

I’d go hungry, I’d go black and blue

I’d go crawling down the avenue

No, theres nothing that I wouldn’t do

To make you feel love

“Logo depois de nos casarmos, filho da mãe?” Pensou Tiago

I could make you happy, make your dreams come true

Nothing that I wouldn’t do

Go to the ends of the Earth for you

To make you feel my love

Ian sentou-se sobre uma cova qualquer e começou a chorar. Não aguentava toda aquela dor para sempre. Seus sogros o acharam e esperaram o tempo para que Tiago extravasasse sua dor.

A volta para casa foi tranquila. Nada mais poderia acontecer que deixasse Tiago mais triste. Nada mesmo.

Notas finais
Músicas: - Never Let Me Go - Florence And The Machine - Take It All - Adele - Make You Feel My Love - Adele Bem pessoal, foi isso! Se vocês gostaram, deixem comentários, e lembrem-se, esta é minha primeira estória. Sejam bonzinhos nos comentários e quem sabe a fic não ganha uma continuação...Fiquem em paz! c:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!