Rosa Negra
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Havia uma família muito rica. A única filha do casal era uma adolescente rebelde. Vivia fazendo coisas para chamar a atenção. Isso tudo se deve ao fato de não ter recebido a devida atenção quando criança, pois sua mãe era uma famosa modelo e seu pai dono de um grande banco. Viviam ocupados com seus empregos.
A única filha desse casal vivia participando de brigas, quase sempre como a vencedora. Era uma menina forte que havia desistido do amor. Simplesmente não se importava mais com as coisas ao redor. Tudo o que queria era ser amada por alguém, mas não admitia de jeito nenhum. Passava noites chorando, em companhia da lua. Para esquecer seus problemas, ia à festas, bebia e ficava com qualquer pessoa que aparecesse em sua frente. Não importava o sexo. Essa é uma história de um dos dias em que ela fugiu de casa e sua vida foi mudada. O dia em que a rosa negra foi pintada de vermelha.
- Ei, não devia ir para casa? A rua é um lugar perigoso para moças ricas como você, a essa hora- disse olhando para as roupas de marca da garota.- Não devia ficar aí deitada na grama, olhando para as estrelas no céu. Vá para casa.
- Não enche. Me deixa em paz. Além do mais, você também está na rua a essa hora- respondeu com o rosto cansado.
- É...tem razão. É que eu fugi de casa- sorriu e abaixou até a outra, que estava deitada. Seus longos cabelos castanhos caíam sobre a garota, que se sentiu incomodada.- Qual o seu nome?
- Acho que estamos na mesma, então. Mas logo algum empregado me encontra e me leva pra casa. É sempre assim- falou a garota deitada na grama- e meu nome é...bom, sou conhecida com Rosa Negra- continuou, olhando diretamente para o rosto da outra- e o seu?
- Marianne. E logo meus empregados me encontram também- riu.- Por que não aproveitamos essa noite e nos divertimos?
- Acho que posso aceitar sua proposta- disse se levantando- vou beber até não conseguir ficar mais de pé.
- Não exagere. Se nós duas ficarmos bêbadas, vamos acabar aprontando demais- continuou- apesar de que eu não me importo muito.
- Vamos. A propósito, tenho dezesseis anos. Sou menor de idade. Vamos para uma festa em um beco aqui perto- começou a andar- é por aqui...
- Dezesseis? Eu também- seguiu a outra- mas não bebo tanto. Aliás, só fiquei bêbada uma vez. Foi um desastre.
Caminharam lentamente por ruas escuras, onde só se ouvia o barulho de seus passos. Avistaram uma pequena luz em um beco. Haviam chegado à tal \"festa\". Entraram, sentaram-se e logo começaram a beber. Até que tinha bastante jovens lá.
- Acho que só vou beber uma, mesmo. Não quero ficar bêbada- falou Marianne.
- Não seja besta, beba mais- pegou uma bebida e pois na boca da outra- veio pra beber, então beba! Vamos nos divertir!- Levantou-se, pegou a menina pelo braço e a levou para a pista de dança. Ria como uma boba.
- Ei! Espera um pouco! Você já está bêbada?!- Perguntou- não acredito! Rosa negra! Calma aí...- foi cortada com um repentino beijo.- Hã?- Parou rapidamente o beijo, se afastando.
Rosa Negra lhe deu outro beijo, porém mais longo. Cheirava a álcool, mas Marianne não ligou. Era como se estivesse embriagada, hipnotizada. Não conseguia parar.
- Rosa negra...- foi cortada outra vez.
- Meu nome é Lizzy. Não é Rosa negra- tapou os lábios da outra com seus dedos- me chame pelo nome. Rosa Negra é só para quem não me conhece.
- Lizzy...
Voltaram a se beijar. Os beijos ficavam mais intensos a cada segundo. Talvez pelo efeito do álcool, elas nem ligaram por estarem se agarrando lá. Marianne não bebeu muito, mas algum efeito fez, ainda mais por não estar acostumada.com bebidas alcoólicas.
- Marianne...- disse enquanto colocava suas mãos por baixo da blusa da garota. Suas línguas se entrelaçavam, o fogo entre elas ardia. Estavam hipnotizadas, até que Marianne recobra sua consciência.
- Lizzie!!! Pare, agora, por favor! Estamos no meio de um monte de gente!
- Hã?!- Sua barriga começou a doer, sua cabeça a girar. E tudo isso proporcionou a uma grande avalanche. Vomitou como nunca.
- É melhor sairmos daqui, vamos- sua sorte foi que conseguiu desviar do vômito. Marianne pagou as bebidas e puxou a outra para fora do estabelecimento, que saiu cambaleando e quase é atropelada por um carro.- O quê você pensa que está fazendo?! Por favor, pare com isso! Você vai acabar morrendo de tanta loucura!
- Ah...minha vida é um lixo...eu não me importo de morrer! Ninguém vai ligar!- Respondeu, quase caindo.
- Eu vou...- e continuou- hoje você me ensinou algo importante hoje...
- Ah?- Mal pôde se virar para olhar a outra no rosto, pois foi surpreendida por um beijo.
- Eu acho que te amo- e saiu correndo.
Depois disso, Lizzy não viu mais Marianne. Desmaiou e caiu com tudo, lá no meio da rua mesmo.
- Ei, acorde, filha- ouviu-se uma voz.
- Hã?- Lizzy acorda em uma cama macia, com os raios de sol caindo sobre ela. Sua cabeça doía muito.- Mãe?
- Que bom que está bem. Nunca mais faça algo assim. Você quase morreu, desmaiando no meio da rua. Ficamos todos preocupados. Podemos não demonstrar tanto, mas eu e seu pai te amamos muito. E pare com essa sai vida de \"Rosa Negra\". Você é rica, não precisa ficar roubando.
- Que seja- sentia algo faltando. Não conseguia se lembrar da noite passada. Sabia que algo havia acontecido, mas sua cabeça doía só de pensar. Concordou que não era nada importante, então resolveu deixar quieto por enquanto.
- Hoje temos uma festa muito importante para ir. E você terá que nos acompanhar. Tente se comportar.
- Até parece. Vou beber muito, e não estou nem aí- falou. Se levantou da cama, expulsou sua mãe do quarto e tentou voltar a dormir, mas não conseguia. Por fim, ficou pensando na noite passada a tarde inteira.
Logo anoiteceu e Lizzy foi obrigada a ir à festa. Usava um vestido negro, com uma rosa vermelha. Havia se lembrado em parte, da noite anterior. Ouviu um \"Eu acho que te amo\" e logo desmaiou. Só não sabia quem havia dito. Sempre bebia para esquecer seus problemas, mas logo quando era algo que queria lembrar, não conseguiu.
A festa estava um tédio. Não sentia vontade de beber, estava desanimada, sem sabe o por quê. Seus pais não paravam de apresentar-lhe filhos de gente famosa. Um mais chato que o outro.
- Filha venha cá. Queremos lhe apresentar uma pessoa- chamou. Sua mãe não a deixava quieta.
- Se for outro filhinho de papai, não quero nem saber- virou a cara.
- Não se preocupe. Dessa vez não é- disse sorrindo. A mãe da garota a puxou pelo braço e ela por fim, se levanta.
Já cansada, Lizzy anda até uma mesa, junto com sua mãe. Haviam várias pessoas conversando.
- Quero lhe apresentar a filha de minha melhor amiga...
- Olá, meu nome é Marianne.- Nesse momento, Lizzy sentiu sua cabeça rodar.- Olá Rosa negra...não, Lizzy.- E finalmente se lembrou. Era ela mesma.
Lizzy Se lembrou de seu rosto, de sua declaração. E finalmente pôde sorrir de verdade. Um sorriso que durou anos para aparecer. Ela não estava bêbada, e sim, feliz. Era o começo de uma paixão.
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