Roqueiros Também Sabem Amar
6 A Garota Que Odeia Música
Notas iniciais
Me perdoem pela demora!! Estou me matando com provas/trabalhos e o simulado de semana que vem X_X! Não me abandonem!! Eu começo uma fic mas eu termino ela u.u!
Muito obrigada pelos reviews *-* ♥!
Eu sei que não está bom (ultimamente eu fico me perguntando se eu deveria postar fanfics, porque parece que as minhas fanfics são chatas xD). De qualquer maneira, ontem eu conversei com a minha amiga e ela me deu inspiração pra quase todas as minhas fanfics (sem ela querer! É só me perguntar da fanfic e puf!, fico inspirada).
Espero que gostem!!!
Boa leitura o/
- Baixinha! – gritou.
Desviei a tempo da bola. Escutei Lucy rir e estirei a língua. Ah, que droga a Educação Física!
Comecei a procurar quem tinha me chamado e logo o vi parado, com enormes fones de ouvido e a blusa amarrotada. Seus cabelos desgrenhados e o sorriso malicioso. Gajeel me fitava intensamente como se eu fosse uma presa ou algo assim.
A ideia me fez implorar para a aula de Educação Física não acabar.
- McGarden, concentre-se. – O professor Macao começou a implicar. – Só porque o seu namorado chegou, não significa que vou te liberar mais cedo.
Engasguei.
- Meu o quê? Aquele troço não é meu namorado. – Apontei para Gajeel que dedilhava uma guitarra imaginária. Fiquei vermelha de raiva. Só a suposição que namorava um tonto como ele é ridícula. Fala sério, não temos nada em comum, nem mesmo para sermos amigos. E eu não escolhi ser vizinha dele.
O professor deu de ombros.
- Vai! Saque a bola, Heartfilia. – Lucy piscou para mim e se posicionou. O som do apito.
Agachei-me o mais rápido que pude assim que vi a bola vindo em minha direção. Mordi os lábios e, de repente, não tinha mais sol, nem mesmo o sombra da bola que, com certeza, bateria em minha cabeça.
Ele estava lá, se intrometendo de novo. Na minha frente, com o braço erguido. A bola quicou no chão.
- Acho que já acabou. – Ele deu um sorriso irônico e o sino tocou. Macao ralhou com Gajeel que não prestava atenção. Ele olhava fixamente para Lucy. Fiquei com medo por ela.
Todos saíram e só nós três continuamos ali.
- O que está olhando? – Lucy perguntou, soltando os cabelos loiros. Ela jogou um pouco de água no rosto e depois voltou o olhar para Gajeel.
- Você vai levantar ou será que eu vou ter que te carregar? – perguntou Gajeel, ainda encarando Lucy.
- O que quis dizer com me carregar? – questionei. Gajeel me levantou e me colocou nos ombros. Comecei a chutá-lo. – Me coloque no chão agora!
Ele caminhou alguns passos como se não estivesse me carregando.
- Você só fica parado me encarando e acha que vai sair ileso? – disse Lucy.
Gajeel riu e mostrou o dedo do meio para ela. O queixo de Lucy caiu e, sem querer, eu comecei a rir.
- Vamos embora.
Gajeel só me colocou no chão algumas quadras depois da escola. As pessoas da rua não enxergavam que eu estava sendo sequestrada por um metaleiro de meia tigela! E também não escutavam meus gritos.
- ME COLOQUE NO CHÃO! – berrei pela última vez. Gajeel me deixou no chão. Eu perdi o equilíbrio e ele me segurou. Afastei sua mão. – Qual é o seu problema?
- Por que não bate naquela loira? – Gajeel desviou o assunto.
- Ahn?
- É, ela merecia uma bela surra. Fica só implicando com você. – Posso jurar que o ouvi rosnar.
- Escute, não é todo mundo que resolve as coisas com violência. E desde quando se preocupa comigo?
- Não é preocupação. Você é boa demais com quem não merece.
- E daí? – Qual o problema dele? Do nada começa a falar de Lucy? Será que... ele está gostando de Lucy e tentando disfarçar? É isso? Bom, se for isso eu não me importo. Na verdade, ele pode até engolir a Lucy Heartfilia que eu não vou prestar atenção.
- Você não precisa ser boa com quem não merece. – Ele olhou para o céu. Já estava ficando escuro.
Suspiro.
- O que te fez me arrastar até aqui? – Realmente quero saber.
- Eu não sei o que são atividades extracurriculares. – responde.
Me seguro. Se eu rir, ele vai ficar irritado e serei obrigada a escutar heavy metal o final de semana todo. Hum... Como não posso rir? Ele é um completo desinformado!
— Os astros não sabem disso? – reviro os olhos.
- Sua! – Gajeel grunhiu. – Não preciso de você também. Eu posso perguntar para a loira sem no
- Atividades extracurriculares – interrompi. – são atividades que te darão créditos para entrar em uma boa universidade. São grupos.
- E qual é a sua? – Gajeel me olha confuso. Eu sei que ele não entendeu muito bem, mas com o tempo ele se acostuma.
- Só pra sua informação, eu faço parte de vários clubes. Clube da Matemática, Clube do Livro, Clube do Xadrez.
Gajeel tira um papel amassado do bolso e me entrega.
- E o Clube da Música? – pergunta. Eu me encolho.
- Não. – espero um segundo. – Eu odeio música.
Gajeel assente. Eu me viro e começo a caminhar para ir pra casa. Quando escuto seus passos atrás de mim, sei que estou segura.
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