Notas iniciais
Caraca!! Faz um tempo enorme que eu não posto nada. Inclusive, estou tirando as teias de aranha daqui u.u! Minna, eu tenho que agradecer uma pessoa. Vick Tsuki, muito, muito, muito obrigada! Eu nem sei como expressar o quanto eu fiquei feliz. Kkkkkkkkk, eu também fico lendo fanfics pelo celular (sou meio viciada com isso). Muito obrigada mesmo. Eu tenho certeza que essa não é a melhor fanfic GaLe, e que suas fanfics são bem melhores que a minha, mas eu fiquei muito honrada! Muito obrigada. Muitas vezes eu fico indecisa. Como eu costumo dizer, sou minha pior inimiga. Sempre acho defeito em tudo que faço. Então, quando eu leio algo assim eu fico muito feliz > ///

– O que você está fazendo aqui? – perguntei para a mesa. Um ruído e um xingamento baixo. Agachei e encarei Gajeel. – Isso é mesmo sério?

Ele ficou emburrado e virou a cabeça para o lado. Não podia acreditar que ele estivesse ali.

O que o astro Gajeel Redfox estava fazendo na biblioteca no meio da atividade do Clube do Livro?

– Você vai mesmo continuar me atrapalhando? – sussurrei, entrando debaixo da mesa. Não queria que me olhassem com olhares repreensivos. É melhor que Gajeel saia e eu fique aqui, embaixo da mesa até me desintegrar.

– Eu venho ver esse seu clube e é assim que você me recepciona? – Não podia acreditar que ele estivesse fazendo drama. Ao ver minha cara de espanto, Gajeel começou a gargalhar.

– Por que não vai irritar outra pessoa? – murmurei.

Gajeel balançou a cabeça de um lado para o outro ponderando a ideia. Depois sorriu. Os piercings combinavam totalmente com aquele sorriso irônico.

– Não. Não é tão engraçado como irritar você.

Suspirei. Onde foi que eu errei para ter um gigante me enchendo?

– Será que dá pra você dar licença? Estamos no meio de uma discussão aqui. – apontei para os poucos pés que estavam ali.

Gajeel me imitou usando uma voz irritante.

– Minha voz não é assim. – repreendi.

– Seria mais insuportável se fosse. – retrucou. – E que discussão? Só você terminou de ler isso. – Gajeel pegou meu livro. – Macbeth?

Tentei pegar o livro de volta, mas Gajeel esticou o braço para fora da mesa. Não queria dar sinal de vida. Sabia que estava sendo tremendamente idiota, e ainda assim não queria de novo aqueles olhares.

Justo no meu grupo do livro.

– Só para a sua informação, Macbeth é um dos melhores livros de Shakespeare. Que, por sinal, é um dos melhores autores universais.

Gajeel jogou o livro de volta.

– Achei que você fosse mais do estilo Romeu e Julieta. – Devo ter feito uma cara de surpresa, pois Gajeel revirou os olhos. – O que foi? Não posso conhecer um pouco de livros?

Dei de ombros quando recuperei a noção. Gajeel Redfox podia saber de Shakespeare, afinal, Gajeel Redfox também é um príncipe do rock e consegue, de certa maneira, ter uma vida normal.

Claro. E cachorros voam.

– Talvez. Mas você achou errado. – Ele me lançou um olhar inquisidor. – É que... hum... eu não sei bem. Dentre as pessoas que leem... eu nunca imaginei que fosse uma delas.

Gajeel gargalhou.

– E não sou. – disse.

Fiquei de costas pra ele. Não, eu não preciso aturá-lo. Ele não é meu filho, meu pai, meu irmão, meu namorado ou meu amigo para que eu precise aturar seus momentos idiotas (que, no caso dele, são incontáveis). Não, ele é meu vizinho.

Só meu vizinho.

Comecei a repensar toda a minha vida. A partir da chegada de Gajeel até aquele momento. Tudo piorara. Eu comecei a ter dores de cabeça, devido ao barulho da casa ao lado; meus amigos se afastaram por rumores; tive menos tempo para estudar, pois sempre tive que fazer algo em função dele, ou simplesmente não conseguia estudar pelo barulho; e eu havia até esquecido o resultado do concurso.

De repente, lembrei que eu não sabia o resultado. Comecei a entrar em pânico. E se Lucy tivesse ganhado? E se eu tivesse perdido? De novo? Ela faria da minha vida um inferno. Roubaria o pouco que restou de mim. Acabaria com o pouco de reputação que tenho (que nada mais é que uma jogadora horrível, uma antissocial e uma cdf irritante, mas ainda assim conta como reputação). E ela também tiraria o Gajeel de mim.

Naquele momento me dei conta que talvez o Gajeel não fosse tão sem importância.

Envolvi minhas pernas e abaixei minha cabeça.

Respire fundo Levy. Um, dois, três.

– Levy.

Respire fundo Levy. Um, dois, três.

– Levy?

Respire fundo.

Abri os olhos e encarei Gajeel. Abri um sorriso.

– O resultado ainda não foi divulgado. – falei, mais para eu mesma do que para Gajeel. Ele abaixou um pouco mais a cabeça para tentar me ouvir, mas desviei o olhar. Esqueci que estava de mal com ele.

– Você vai continuar agindo como criança? – perguntou. Não respondi. Ele suspirou. – Ótimo.

E, para me forçar a falar com ele, nem que fosse para dar uma bronca, ele começou a cantar. Conforme ele cantava, eu me lembrei de papai. Ele cantava essa música.

The sea wants to kiss the golden shore

O mar quer beijar a margem dourada

The sunlight warms your skin

A luz do sol aquece sua pele

All the beauty that’s been lost before

Toda a beleza perdida anteriormente

Wants to find us again

Quer nos encontrar novamente

I can’t fight you anymore

Não posso lutar contra você mais

It’s you I’m fighting for

É por você que estou lutando

The sea throws rocks together

O mar lança pedras juntas

But time

Mas o tempo

Leaves us polished Stones

Nos deixa pedras polidas

We can’t fall any further

Não podemos cair mais longe

If we can’t feel ordinary love

Se não pudermos sentir amor comum

And we cannot reach any higher

E não podemos chegar mais alto

If we can’t deal with ordinary love

Se não pudermos lidar com amor comum

Birds fly high in the summer sky

Pássaros voam alto no céu de verão

And rest on the breeze

E descansam na brisa

The same wind will take care of you and I

O mesmo vento cuidará de você e de mim

We’ll build our house in the trees

Construiremos nossa casa nas árvores

Your heart is on my sleeve

Seu coração está na minha manga

Did you put it there with a magic marker?

Você colocou ele lá com um marcador permanente?

For years I would believe

Por anos eu acreditaria

That the world couldn’t wash it away

Que o mundo não poderia apagá-lo

‘Cause we can’t fall any further

Porque não podemos cair mais longe

If we can’t feel ordinary love

Se não pudermos sentir amor comum

And we cannot reach any higher

E não podemos chegar mais alto

If we can’t deal with ordinary love

Se não pudermos lidar com amor comum

Are we tough enough

Somos fortes o suficiente

For ordinary love?

Para um amor comum?

We can’t fall any further

Não podemos cair mais longe

If we can’t feel ordinary love

Se não pudermos sentir amor comum

And we cannot reach any higher

E não podemos chegar mais alto

If we can’t deal with ordinary love

Se não pudermos lidar com amor comum

We can’t fall any further

Não podemos cair mais longe

If we can’t feel ordinary love

Se não pudermos sentir amor comum

And we cannot reach any higher

E não podemos chegar mais alto

If we can’t deal with ordinary love

Se não pudermos lidar com amor comum

– Ordinary Love. – murmurei.

Eu quis que Gajeel pegasse fogo. Como ele podia saber exatamente que música meu pai cantava? E como ele sabia do meu pai?

Eu me virei para Gajeel. Ele estava pequeno debaixo da mesa. Pequeno para seu tamanho comum. E ele olhava fixamente para frente. Acompanhei seu olhar e me deparei com um rosto.

A pessoa se afastou. Percebi que era Bisca.

– Calma. – disse. Ela olhou para mim, depois para Gajeel, e de volta para mim. – Já deu o nosso tempo Levy.

Sentir meu rosto pegar fogo. Eu estava escondida (tecnicamente) com Gajeel Redfox, que adora me atazanar. Boatos. Mais boatos sem fundamento algum. Bisca riu um pouco e depois se levantou. Eu segui seu gesto e olhei uma última vez para Gajeel.

– Amanhã procuraremos um clube pra você. – desviei o olhar. Como eu podia esquecer de algo assim? Não queria saber quão vermelha eu estava. – Portanto, não apareça mais aqui.

E fugi.

Notas finais
P.S. Sofia-san, ainda não tive tempo nem de achar a capa, mas continue aguardando que você vai ver (ou ler xD).