Roots

1 Prólogo


Notas iniciais
Sim, eu sei, eu sumi. Sei que muitos de vocês querem me matar porque deixamos "Bem Vindo à Nova Era" em hiatus, e porque eu não publico nada à quase dois anos, é, eu sei. Muita coisa aconteceu na minha vida durante todo esse tempo, e eu me afastei das fics por querer (ou precisar) de outras coisas, porém, aqui estou eu novamente, e espero não ir embora tão cedo. À todos os meus leitores que esperaram uma volta para BVNE, mil desculpas. E antes que eu comece a história quero agradecer à todos que se mobilizaram para me ajudar à criá-la. Não sei o que eu seria sem vocês ♥ Aos leitores: Espero que gostem da história, e que se apaixonem pela Cecília, assim como aconteceu comigo ♥ Amo vocês ♥ Boa leitura.

—Pegou seu arco? Suas flechas? Kit de primeiros socorros?–Minha mãe me ajudava a fazer minha mala, olhando uma listinha que eu havia escrito à mão enquanto assistia um programa qualquer no sofá.

—Sim, sim e sim. –Eu afirmava, conferindo todos os itens.

Andava para todos os lados da casa pegando coisas que havia esquecido com certa pressa. Havia marcado com os meus amigos 10:30. Faltavam apenas quinze minutos.

—Suas blusas do acampamento? Livros? –Ela continuava a listar, alheia à minha correria.

—Sim. –Respondi.

Senti que faltava algo, então vi meus óculos escuros no criado mudo, e corri para pegá-lo.

—Acabou então. –Ela concluiu e voltou sua completa atenção para a tv.

Me olhei no espelho. Estava o mais hipster que a minha pequena reserva de dinheiro permitia: um chapéu Fedora, meus amados óculos escuros, blusa da banda Imagine Dragons, Shorts, meia calça fio 40 e coturno.

—Estou pronta! –Avisei minha mãe, pegando minha mochila e indo para sala.

Ela me olha com um sorriso no rosto.

—Estou bem? –Como de costume, pergunto.

—Está linda. –Ela afasta o cobertor do corpo e levanta, ficando de frente para mim. –Vou sentir saudades.

—Relaxa mãe, são só férias de verão, daqui à pouco vou estar de volta. Você nem vai perceber o tempo passar.

Nos abraçamos. Os abraços dela eram os melhores de todo universo.

—Eu te amo, vou morrer de saudade.

—Por favor, só não morra. –Ela beija minha testa. –Boa sorte.

—Obrigada, eu vou precisar. –Abro a porta. –Até setembro mãe, eu te amo.

***

Quando chego na calçada e Sebastian, Wendy e Elliot já me esperam dentro do carro. Sento-me no banco da frente, cumprimentando Sebastian, para depois virar e cumprimentar Wendy e Elliot, que ainda estão caindo de sono.

—Qualé gente, já são dez da manhã! Animação!

—Ahahahaha, você só diz isso porque é filha de Apolo né querida! Eu estou pensando seriamente em voltar a dormir. –Elliot reclama, revirando os olhos.

—Escuta aqui! Eu tenho nome tá! É Cecília! Hmpf.

—Tá gatinha, fica calma. –Eu viro para frente à contragosto.

—Eu estou virando porque eu quero. Ninguém manda em mim.

—Só a sua mãe. –Wendy comenta, olhando para o prédio pela janela.

—Hey, gente, agora que a Cecília chegou podemos tomar os cafés.—Ele carrega uma bandeja com quatro copos do Starbucks.

—Frapuccino gelado de morango para a Wendy, —Ele entrega o copo com bebida rosa para ela, que recebe com o brilho no olhar de uma criança que acaba de receber um enorme presente.

—Obrigada! —Se fosse possível, ela mandaria corações para ele de tão feliz, mas já estava ocupada tomando a bebida.

— Cappuccino com chocolate e chantilly para o Elliot.

—Valeu cara. —O zumbi disfarçado de humano pegou o copo com uma lentidão torturante.

—E vê se acorda agora!—Ele preferiu não me responder.

—E para senhorita... —Sebastian pegou o penúltimo copo de café da bandeja.—Cappuccino com essência de baunilha, chocolate, chantilly, canela, noz moscada e muito açúcar. Por favor, me diz que eu acertei. —Ele praticamente implorava.

Quase fiquei com dó.

Quase.

—Sim! —Eu pego o café rindo. A expressão de Sebastian era de alívio. —Obrigada. —Sorrio.

Ele pega o último copo e toma um gole do que eu imaginei ser mocha.

Enquanto o carro é ligado eu começo a mexer no rádio, ainda tomando meu cappuccino maravilindo, à procura de música boa. E, depois de um certo tempo insistindo no botão "próximo" paro na música The Good In Me, do Jon Bellion.

Deuses, como eu amo essa música.

Quando o carro finalmente começa a andar minha animação cresce.

Mas, Cecília, você é uma semideusa! Como pode estar animada com as "férias" de verão?

Bem, jovem padawan, eu penso o seguinte: Eu nasci semideusa e sempre serei semideusa, mas não é por isso que eu vou ser infeliz minha vida toda. Simples. Podem haver monstros e profecias o quanto quiserem. É a minha vida, e não me arrependo disso, nunca. Te aconselho a ter essa filosofia de vida também, funciona.

***

Algum tempo já havia se passado, estávamos já na estrada, e por sorte nenhum monstro havia aparecido. Sebastian e Elliot conversavam sobre Pokémon Go, enquanto eu e Wendy debatíamos sobre a Sonserina ser melhor que a Grifinória. Ela discordava, mas eu ainda ganhava a discussão.

Como um tiro, a minha música começou. Sebastian já percebeu meu olhar, aumentou o volume e abriu o teto solar. Tirei o cinto e fiquei de pé, com parte do corpo para fora do carro. O vento no meu rosto, o sol iluminando meus cachos (ah, oi pai). Eu sentia a música por todo meu corpo. Sentia a liberdade.

—CANTA COMIGO SEBASTIAN!—Ele concorda com a cabeça.

Me apoio na frente do carro, com Wendy e Elliot rindo.

—'CAUSE IT'S TOO COLD

FOR YOU HERE

AND NOW

SO LET ME HOLD

BOTH YOUR HANDS IN THE

HOLES OF MY SWEATER!— Eu cantava (ou gritava) com todo o sentimento, com os braços erguidos de felicidade.—Huhuuuul! Partiu Acampamento!

—PARTIU! —Eles responderam.

Lá estava eu, indo para casa, eu e meus amigos. A imagem à minha frente da estrada iluminada pelos raios de sol me dava a sensação de tudo aquilo poderia ser para sempre.

Ou talvez, tudo pudesse acabar ali.

O cenário perfeito.

A música perfeita.

As companhias perfeitas.

Enfim, perfeito.

Notas finais
Os recomendo todas as músicas citadas nesse e nos futuros capítulos. *Música do carro: Sweater Weather - The Neighbourhood Até o próximo capítulo ♥