Notas iniciais
Gente eu vou tentar escrever e postar de sábado em sábado ok? que é quando eu tenho tempo! Espero que gostem do capítulo de hoje! Escrevi hoje, então pode não estar tão bom!

Enquanto eu cumpria com toda a sessão de tortura imposta pelo meu “adorável” professor rabugento, finalmente o sinal tocou gritante pelos corredores dando assim a deixa que eu precisava para correr rumo a minha liberdade condicional. Os demais alunos se encarregaram de guardar o material da aula nos grandes sacos escuros enquanto Mason se aproximava de mim e me estendia a mão para que eu pudesse me erguer do chão depois de uma série de bombas que levei durante o jogo de vôlei com as meninas. Aquelas pestes, só porque eram mais altas do que eu achavam que tinham o direito de me lembrar disso o tempo todo me mandando bolas mais altas que eu podia alcançar só pra me fazer sentir uma inútil e ainda por cima uma pateta por tentar.

- Jogo difícil? –zombou Mase.

- Não ferra Mase. –dei um empurrão nele usando apenas uma mão. – Ainda consigo te derrubar no tatame! –eu ri e ele me acompanhou.

- Comigo é fácil, você já está na terceira ponta da sua faixa roxa, enquanto eu ainda não saí da verde. –reclamou.

- Deixa de ser chorão, eu só comecei primeiro. –eu envolvi o braço de Mase enquanto seguia até as arquibancadas.

- Não sei como a Janine deixou você entrar nessas aulas. É algo tão pouco feminino! –ele riu imitando minha mãe.

- Pedro! –eu sorri satisfeita por ter o padrasto que eu tinha.

Graças ao Pedro eu podia fazer algumas escolhas próprias naquela casa, porque se dependesse da Janine eu viveria em shoppings esbanjando o dinheiro dele com coisas fúteis como maquiagem, sapatos e joias caras pra andar pelos corredores da escola como uma lady. Não que eu não gostasse de fazer compras, mas eu não era como a maioria das meninas estúpidas daquela escola que só pensavam em sua popularidade, eu estava mais preocupada em não ser notada. O que parecia impossível por ser filha de Janine Hathaway, e o que me colocava automaticamente no topo de um status que eu não queria pra mim. Embora minha melhor amiga fosse considerada da realeza, por ser membro de uma família muito rica e renomada da sociedade italiana, Lissa não era como as outras pessoas fúteis daquele meio, ao contrário ela era doce e gentil e raramente gostava de ser o centro das atenções.

Conhecer Lissa foi à única coisa boa que Janine fez por mim, já que foi graças a sua insistência que eu fui a um jantar na casa dos Dragomir. Depois disso, Lissa e eu nunca mais nos separamos, exceto depois que ela me traiu com aquele infeliz do Ozera que era um imbecil como os outros riquinhos da sua espécie. Isso limitava um pouco nossos longos passeios à tarde, já que ela estava sempre envolvida com aquele babaca de marca maior.

Mason e eu andamos até as arquibancadas onde eu poderia apanhar minha mochila e finalmente sair daquele ginásio para tomar um banho antes da segunda aula.

- Eu só queria saber de quem foi a brilhante ideia de colocar as aulas de educação física como a primeira aula do dia. –reclamei.

- Deve ter sido ideia da Kirova. –respondeu Mase ao meu lado.

- Diretora Kirova. –se manifestou Belikov surgindo do nada.

- Sinto muito professor. –se desculpou Mase como se tivesse medo daquele imbecil.

- A aula de hoje serviu apenas para reconhecimento dos alunos, já que o primeiro horário estava vago eu decidi tomá-lo, mas a próxima aula continuará no horário habitual, ao qual imagino que já estejam acostumados. –ele disse isso olhando pra mim.

- E queriam que eu adivinhasse? –ergui minha sobrancelha ficando ereta e o encarando de lado enquanto Mase me lançava um olhar pesado. – Sequer avisaram com antecedência.

- Sua ficha não dizia que deveria estar no ginásio no primeiro horário? –ele seguiu com aquele ar de quem já sabia a resposta.

- Tanto faz. –retruquei sem ter resposta e continuei catando minhas coisas.

- Er... Professor Belikov? –se manifestou Mase. – Eu e os garotos costumamos usar o ginásio depois das seis pra treinar para os jogos de basquete, ainda poderemos usar?

- Claro Mason, as suas atividades recreativas não mudam com a minha chegada. –por algum momento eu senti simpatia na voz dele, mas porque só com o Mason eu não sei. – Quando eu desejar me utilizar da quadra, eu avisarei com antecedência. –eu dele ênfase a palavra “antecedência” sem olhar pra mim, mas sabendo que queria.

- Certo. –sorriu Mase.

- Vambora Mason, eu ainda preciso tomar banho antes da minha próxima aula. –me intrometi entre os dois puxando o Mase pelo braço e batendo com minha mochila de propósito em Belikov.

Notei que ele nem se mexeu ignorando minha ofensiva e segui rumo à porta do ginásio carregando Mase comigo sem olhar pra trás. No corredor, o mesmo resolveu me dar um sermão típico de quem estava se borrando de medo.

- Tá doida? Falar daquele jeito com o cara?

- Que jeito? –franzi a testa olhando Mase de lado. – Eu usei a boca não foi?

- Você entendeu.

- Você não acha que eu vou me rebaixar praquele metido né? Ele não deve nem ter mais de trinta e eu não calo a boca nem pra Kirova que é uma velha. –zombei já que ela não era tão velha, aliás, nem era Kirova tinha uns quarenta ou menos.

- Mas ele tem o status de professor o que o torna seu superior...

- Superior? –eu ri e um pouco de ar quente saiu da minha boca. – Onde você acha que tá, num quartel? –sacudi a cabeça negativamente.

- Ele tem poder pra te punir, foi isso que eu quis dizer.

- Ah acredite, ele me fez correr com all star e jeans pagando papel de ridícula diante da turma inteira ele já me puniu. –revirei os olhos.

- Tenta segurar sua língua Rose, o cara é russo acredito que ele pode ser até pior do que o Stan.

Esse Stan era outra pedra no meu sapato, era meu professor de karatê, aliás, meu e de Mase foi nessa aula que nos conhecemos. Depois que eu dei uma surra nele no tatame Mason ficou impressionado com minha habilidade de luta e decidiu que queria ser meu melhor amigo. Isso foi o que ele disse assim que eu saí da sala naquela tarde. Se eu bem me lembro disso foi na minha primeira semana de aula no St. Vladimir. Agora eu não entendia era aquele medo todo que o Mason tinha do novo professor.

- E daí que ele é russo Mase? –o encarei curiosa.

- Você sabe...

- Não, não sei me explica.

- Você conhece as estórias sobre o último professor russo que deu aula nessa escola não conhece?

- Aquele cara que quebrou o braço de um aluno durante uma discussão? Isso não era lenda?

- Não, não era. O cara puxou o braço do garoto com tanta força que arrancou do lugar.

- Se aquele esnobe tocar em mim algum dia, é bom ele estar preparado pra levar uma surra, por que eu acabo com ele em dois tempos e com as mãos nas costas. –eu exagerei, eu duvido que eu conseguiria derrubar aquele prédio, ele não era um posso de músculos , mas parecia ser forte.

- Você não teria nem chance. –retrucou Mase.

- Eu derrubo você por que não conseguiria com ele? –apontei para trás do corredor.

- Porque ele tem quase o dobro do seu tamanho.

- Quanto maior a altura maior a queda, e além do mais Stan sempre diz que eu posso usar o meu tamanho como arma contra meus oponentes.

- No karatê. Você sabe que não deve usar luta em nenhuma briga, é contra as regras do karatê.

- Claro, se acaso alguém decidir me atacar na rua eu prometo me lembrar disso, e não me mover, prometo apanhar quietinha. –eu estava zoando com ele e ele as vezes odiava isso.

- Além do mais você seria expulsa só por ter tido uma ideia dessas.

- Que seja, se ele ficar fora do meu caminho estará em segurança. –me senti tão boba dizendo isso, parecia uma versão feminina de algum gangster.

Mase e eu seguimos em silencio o restante do caminho, então nos despedimos indo cada um para sua ala de vestiário onde poderíamos tomar um banho e voltar para a aula.

...

Assim que saí da sala onde acabara de ter aula de cálculos, como o professor preferia dizer para não tornar matemática muito chata, eu me dirigi rumo ao corredor avistando há alguns metros o grupinho das vagabas da escola que viviam para me infernizar. Pensei que o meu dia não poderia seguir pior depois da primeira aula, mas eu estava enganada. Tentei ignorar as vadias só porque não estava com disposição para Nathalie naquele dia, mas assim que me viu ela veio destilar seu veneno.

- Então Hathaway? –ela começou. – Como estão seus preparativos para o baile anual? Está pronta para perder?

- Não que isso me importe, mas eu ganhei dois anos seguidos o que te faz pensar que vai ganhar a coroa dessa vez Naty? –ela odiava esse apelido.

- Eu tenho muito mais chances amor. –disse cruzando os braços e forçando seus peitos a se unir no seu decote.

- Vai dormir com os jurados? –mostrei todo meu sarcasmo.

- Não sou eu que costumo transar com a escola inteira! –ela riu sendo irônica enquanto as hienas ao seu redor riam com ela.

- Isso porque eles não gostam de carne de segunda. –dei um passo à frente apertando a língua entre os dentes.

- A única carne de segunda aqui é você meu amor. –ela deu um passo à frente me encarando.

- Vadia. –não resisti.

- Prostituta. –ela rebateu.

Estava prestes a ergueu meu punho já fechado e socar a cara daquela vagabunda, mas os olhos dela se ergueram sobre a minha cabeça e então ela se afastou com apenas um sussurro.

- A gente se vê Rose.

- Não se eu puder evitar vaca. –disse em tom normal até ouvir um pigarreio atrás de mim.

Assim que me virei, já imaginando de quem se tratava dei de cara com Ellen Kirova, que estava com os braços cruzados em frente aos seios e com os lábios retos e um pouco franzidos me lançando um olhar mortal, como se eu fosse um inseto que merecia ser esmagado debaixo dos seus sapatos caros. E pra ajudar, quem estava com ela plantado ao seu lado como um “As” de paus? Exato...

- Diretora Kirova... Professor Belikov... –sobre ele eu joguei meu olhar frio como ele costumava fazer comigo o tempo todo.

- Procurando confusão como sempre Hathaway? –disse ela.

Eu não acredito que ia levar um esporo da diretora na frente daquele esnobe metido a besta, com cara de guarda Inglês. “aqueles que costumam ficar imóveis diante dos prédios e não olham pra você nem se você fizer xixi na perna deles”.

- Eu não procuro, mas ela sempre me encontra diretora.

- É um dom seu não é mesmo?

- Parece que sim. –cruzei os braços e aquilo pareceu ser uma imitação.

- Não deveria estar em aula? –ela pareceu perceber a provocação e descruzou os dela.

- Se eu puder ir, agradeceria.

- Vá. –uma ruga brotou na sua testa e sua voz foi rude.

- Com licença. –me virei e segui meu caminho.

Mas não sem antes ouvir o resmungo de Kirova:

- Está vendo? Totalmente indisciplinada como eu lhe disse...

Franzi a testa me controlando para não virar meu rosto e encarar a mulher com meu olhar mortal, mas o que me deixou curiosa foi o porquê de aqueles dois estarem falando de mim, já que ela se referiu a um “eu disse” como se eles viessem o corredor todo falando de mim. Resolvi ignorar aquilo, afinal o professorzinho já deveria ter reclamado á Kirova sobre meu atraso em sua aula, e ela por sua vez já deveria estar lhe apresentando a minha caveira contando sobre todas as minhas maiores glórias desde que cheguei naquele quartel general chamado de escola. Apenas segui em frente e me dirigi rumo a minha próxima aula...

[ Lissa & Christian ]: http://images2.fanpop.com/image/photos/10300000/Vasilisa-Dragomir-and-Christian-Ozera-Vampire-Academy-by-Richelle-Mead-vampire-academy-10309646-900-675.jpg