Romitri - La Passione Della Roza

1 Barbie? Eu não sou uma Barbie.


Notas iniciais
Minha primeira fic de VA, desculpem os erros!

Janine Hathaway sempre me arrastava para aqueles eventos idiotas cheios de pessoas idiotas, contando histórias idiotas, sobre suas vidas mesquinhas e idiotas. Simplesmente não havia nada naqueles eventos que eu suportasse, mas Janine adorava exibir sua filha mais velha como se fosse um lindo enfeite de bolo, claro que seu plano de mostrar sua filha a todos como a mais adorável das criaturas sempre dava muito certo quando ela, “no caso eu” não decidia abrir a boca e mostrar que tinha um cérebro pensante em pleno funcionamento.

- Rose querida, venha até aqui conhecer a senhora Belikov! –dizia ela com seu melhor sorriso como se eu fosse sua filha querida.

Enfiei na boca o docinho granulado que eu estava prestes a comer e tentei mastigar o mesmo sem que a tal senhora visse. Dei alguns passos limpando as mãos açucaradas no vestido verde que minha mãe me obrigou a vestir, e caminhei até a mesma mantendo um sorriso congelado “sem mostrar os dentes claro” na face.

- Senhora Yeva, esta é minha menina Rose! Minha filha mais velha. –disse Janine com um sorriso quase tão falso quanto a minha empolgação de estar ali.

- Oi! –eu me manifestei sem abrir muito a boca e foi quando Janine percebeu que eu estava embuchada de doce.

- Olá querida! Como vai? –disse a adorável senhora.

- Bem! –mais uma resposta curta e recebi um olhar de desaprovação de Janine.

- Rose está ansiosa para o baile anual das equipes de golfe. –disse Janine me cutucando para que eu engolisse logo o docinho. – Ela está concorrendo á coroa pela terceira vez este ano não é querida?

- Uhum! –eu sorri apenas forçando meus lábios a moverem os cantos para cima. – Estou ansiosa mamãe! –respondi em tom de sarcasmo.

Levei um beliscão tão forte da Jane que o docinho desceu rasgando minha garganta. Devo ter ficado vermelha de tanto tossir por que a senhora a nossa frente esboçou uma expressão preocupada que se manifestou em palavras em seguida.

- Céus! Você está bem criança?

“Meleca, e essa mulher se diz minha mãe?”

- Sim! –respondi depois de quase morrer sufocada. – Eu devo ter engolido um mosquito. –e sorri.

- A senhora Yeva estava me contando sobre seu neto, o adorável Dimitri que estuda na sua escola Rose. –disse Janine me envolvendo com sua asa de mãe pata.

- Estuda é? –franzi a testa tentando limpar o canto do dente que estava coberto de docinho.

“Deve ser um idiota então” pensei.

- Ah não Janine, Dimitri na verdade dá aulas no St. Vladimir ele foi recentemente contratado. –disse Yeva corrigindo minha mãe enquanto olhava ao redor. –Ele estava aqui agora mesmo!

“Tomara que tenha ido embora, se eu tiver que conhecer mais um desses caras metido a besta eu me mato” revirei os olhos sem que as senhoras que me acompanhavam percebessem.

- Oh, então ele é professor! –exclamou Janine. – E qual a área dele Yeva?

- Ele dará aulas de educação física para os garotos! –sorriu a senhora.

- Podem me dar licença um minuto, eu acho que aquele mosquitinho estava vivo! –me manifestei querendo beber um pouco de água sentindo minha garganta queimando.

- Claro que sim querida, á vontade! –sorriu Yeva.

- Não demore Rose. –avisou Janine.

Sorri mantendo meu ar de cinismo com o qual Janine já estava habituada e tratei de me afastar logo daquelas duas antes que elas começassem a arranjar meu casamento com o tal do Dimitri. Me dirigi até o banheiro e me enfiei lá tentando retirar os vestígios de doce que ainda estavam grudados no meu dente. Depois lavei as mãos, e sai do “toalete” como minha mãe insistia em me pedir cordialmente para que eu me referisse diante das pessoas “chiques” que ela conhecia e me obrigava a me familiarizar também. Olhei tudo ao redor, avistando minha mãe e tentando me camuflar entre as pessoas para que ela não me chamasse de novo para aquela conversa. E foi aí na minha distração que esbarrei com um cara alto de cabelos compridos que estava de costas conversando com o organizador do evento. Quando ele se virou eu me preparei para pedir desculpas, mas tudo que saiu da minha boca ao ver aquele par de olhos negros perfeitos foi:

- Meu Deus! –sim ele era um.

- Desculpa? –se manifestou a perfeição da natureza como se não tivesse entendido meu manifesto.

- Oi. –eu disse provavelmente com uma cara de otária.

- Oi. –ele franziu a testa enquanto segurava uma taça de vinho branco e me encarava com um olhar frio e gélido.

- Foi mal.

Essas foram minhas últimas palavras antes de me virar feito uma enceradeira e sair com o rabinho entre as pernas depois de receber aquele olhar de pouco caso vindo daquele deus de olhos castanhos escuros. Pensei seriamente em me jogar pela janela depois das pérolas que soltei naquele curto diálogo com aquela oitava maravilha na terra, mas de nada adiantaria já que estávamos no primeiro andar do casarão. Acabei regressando pelo mesmo caminho que vim, e notei minha mãe se virando para me chamar enquanto a senhora Belikov se distraia em uma conversa com uma loira de peito grande e cabelos cacheados. Aproveitei a distração da senhora e gesticulei para Janine negativamente.

“Mas num vou nem a pau”

Girei sobre meus pés e corri para o mais longe daquela doida antes que ela decidisse me pegar pela mão e me arrastar para seu grupo amigável da alta. Me retirei do casarão dos Dashkov e desci as escadas que me levariam ao pátio onde procurei pela única pessoa daquele meio com quem eu me dava bem, minha adorável amiga Lissa Dragomir, a quem eu chamava delicadamente de “patricinha”. Encontrei a mesma como sempre na péssima companhia de seu “adorável” aspirante a namorado Christian Ozera ambos próximos ao lago da fazenda.

- Oi patricinha! –disse apertando meus dedos indicadores na curva da cintura da loira.

- Rose! –ela riu sentindo cócegas e se virou.

- Oi Chris. –encarei o “querido” sem muita empolgação.

- Como vai Rose? –respondeu ele no mesmo tom. – Fugindo da Janine de novo?

- Ossos do oficio. –retruquei cruzando os braços.

- Deveria passar mais um tempo com sua mãe, poderia aprender algo útil! –disse o metido erguendo as sobrancelhas e entornando uma taça de vinho.

- Como cuidar da minha própria vida ao invés de ficar metendo meu nariz grande na alheia? –uni as sobrancelhas enquanto o encarava.

- Não comecem, por favor! –sorriu Lissa.

- Tantas pessoas nesse mundo Liss e você escolhe justo Rosemarie Hathaway como melhor amiga. –resmungou Chris.

- Tanto babaca no mundo Lissa e você escolheu justo o Ozera como seu namorado! –disse retirando a taça das mãos do chatinho e bebendo.

- Eu vou dar uma volta. –disse ele dando um beijo na face de Lissa.

- Aproveita e se afoga por aí... –me manifestei.

- Rose! –me repreendeu a loira.

- O que foi? Quer dizer que além de roubar minha melhor amiga na minha cara esse idiota ainda tem que implicar comigo sempre que me vê? Tenha dó Lissa... –resmunguei me virando para ver os patinhos na lagoa.

- Esquece! –ela sacudiu a cabeça negativamente. – Me fala como estão os preparativos para o baile.

- Nem me fala nesse maldito baile, a Janine vira a noite batendo na mesma tecla. Ela não cansa...

- Por que não diz a ela que não quer participar?

- Tá louca? Até parece que não conhece aquela mulher. Se eu ousar dizer não, ela me enforca com aquela coroa...

- Por isso vai deixar ela te usar como uma Barbie sem o Ken?

- Vai zoando... –forcei o riso e joguei aquela bebida ruim no lago. – E você? Ainda vai viajar com o seu imbecil digo namorado?

- Vou! Nós estamos pensando em ir pra Paris! Os pais do Chris estão sendo muito gentis em nos ceder a viagem completa.

- Isso parece mais uma viagem de lua de mel, daqui a pouco você vai estar casada e com cinco filhos, e uma bunda enorme. –disse prensando os lábios.

- Você tá com inveja porque tá encalhada!

- Estou fechada para balanço, é diferente. Além do mais, depois do que houve com o Jesse eu não sei se é uma boa ideia me apaixonar.

- Pensei que tinha superado!

- Superei! –disse dando alguns passos pelo gramado. – Só não vou cair nesse mato sem cachorro de novo!

Enquanto conversávamos nem percebi que Lissa estava andando a caminho do interior da mansão novamente, e quando dei por mim estava tagarelando no meio da sala em alto e bom som para quem pudesse e quem quisesse ouvir. Do outro lado da sala minha mãe me encarava com olhar de desaprovação sem que eu me desse conta do fato, até sentir sua mão no meu braço me apertando como se eu fosse um patê no fim.

- Você está tentando chamar atenção Rosemarie? –dizia ela mantendo o sorriso congelado enquanto me arrastava pelo corredor entre as pessoas.

- O que eu fiz dessa vez? –resmunguei tentando soltar meu braço.

- Já disse pra você conversar como uma mulher educada, e não se espalhando feito uma garota de rua.

- Ora mamãe, vai controlar até o tom da minha voz agora?

- Não me chame de mamãe.

- Ora não é isso que você é?

- Sei que você só me chama assim quando quer me provocar. –disse parando e me encarando de perto. – Pare!

- Se minha presença estiver incomodando eu posso ir embora. –cruzei os braços e bufei.

- Bem que você queria não é?

- Hum.

- Venha aqui, e veja se você se comporta, quero que conheça alguém.

“E lá fomos nós outra vez”

Janine me arrastou contra minha vontade até o centro da sala e me apresentou a uma dúzia de gente que eu odiei só de olhar para a cara, depois ficou segurando meu braço como se a curva do mesmo fosse uma alça de xícara e não me soltou mais. Tive que manter meu sorriso parafusado nos beiços como se tivesse adorando aquilo tudo, os arranjos para o “grande dia”, os detalhes que Janine insistia em dividir com seus amigos ricos sobre meu vestido, meu sapato, meu cabelo para o dia do baile, ela não esqueceu absolutamente nada, fiquei surpresa por ela não ter citado a cor da minha calçinha para a ocasião, por que imagino que até isso ela escolheria na data.

A única pessoa agradável naquele bando era a senhora Yeva, que iniciou uma conversa bastante amigável comigo, e parecia entender minha expressão de “pedindo para morrer”. Ela se solidarizou com a minha insatisfação e decidiu me falar sobre suas aventuras na época da escola, o que era muito mais interessante do que aquela conversa fútil sobre roupa e coroa. Algumas vezes acabei deixando a pobre mulher falando sozinha, pois havia percebido a presença de certo cara alto atrás da mesma. Ele estava de costas e assim como eu, parecia apenas ouvir o que seus companheiros de conversa discutiam.

- Há quanto tempo estuda no St. Vladimir querida? –disse Yeva me trazendo de volta a cena depois de u ter me perdido no caminho enquanto admirava o traseiro do moreno de cabelos lisos atrás dela.

- Hein? –perguntei encarando-a.

- Sua mãe me disse que foi matriculada há pouco tempo no Vladimir! –ela sorria.

- Ah sim! Uma ótima escola! –respondi como se soubesse do que ela estava falando.

- Ah eu... –ela se virou para trás eu aproveitei para desviar meu olhar para aquele pedação de novo enquanto os amigos dele se afastavam. – Querido! –disse ela tocando o cotovelo do mesmo. – Meu filho venha cá um segundo sim?

- Pois não dona Yeva! –ele sorriu com um ar tranquilo, mas sem mostrar os dentes.

- Quero que conheça Rose!

“Chamem um para médico eu vou enfartar, eles se conhecem”.

De repente lá estava aquele par de olhos castanhos escuros me encarando novamente, dessa vez com um sorriso singelo no canto da boca o que me fez sorrir instintivamente também, mas durou apenas um segundo até ele desfazer o lindo sorriso tímido e me jogar aquele olhar gélido de novo.

- Este é Dimitri querida Rose. Ele é meu neto de quem falei anteriormente. Rose é uma provável futura aluna sua querido, ela estuda no St. Vladimir! –dizia Yeva com um sorriso escancarado enquanto eu me emburrava pelo jeito que aquele deus grego me olhava sem sentimento algum.

- Oi. –e lá estava eu de novo com minhas manifestações silábicas.

- Acho que já nos conhecemos. –disse ele erguendo uma única sobrancelha com ar de desdém.

- Eu não diria isso! –eu sorri tentando ser agradável, mas...

- Então é aluna de que ano Rose? –perguntou ele parecendo nada interessado.

- Segundo. –respondi voltando a desfazer meu sorriso.

- Interessante. –disse bebendo um gole de seu vinho e olhando ao redor.

“Tá legal, aquilo era a gora d’água pra mim”.

- Dona Yeva, eu adorei conhecer a senhora. –dei ênfase ao senhora para que Dimitri soubesse que eu não sentia o mesmo por tê-lo conhecido. – Mas eu preciso muito falar com alguém em particular e devo pedir sua licença! –eu sorri olhando-a enquanto o antipático ao lado dela me encarava.

- Oh, claro querida! Eu adorei conhecer você também!

- Obrigado!

Sorri mais uma vez e não me dei ao trabalho de me despedir daquele esnobe metido a besta. Apenas me virei e sai pisando em passos firmes em direção a qualquer lugar bem longe dali onde eu não tivesse que aturar mais nenhum almofadinha.

Notas finais
Gostaram? Ficou horrível? Chato? Continuo?