Notas iniciais
Hey loves! Tudo bom? Mais uma fanfic cuja ideia me veio duas horas da manhã. Na realidade, ela é a junção de duas ideias que eu tinha tido para ones, e que, sem querer, se completavam, por isso acabei fazendo uma fanfic só.
É bem curtinha, apenas três capítulos e os três pequenos, ela já está totalmente terminada. Eu estou realmente apaixonada por escrever estórias curtinhas ♥
Provavelmente será a última coisa que escreverei nas minhas férias, que, infelizmente, estão acabando :(

(Música)

"Thalia, eu te amo." O garoto confessou, um pouco corado, o vento balançando seu negro cabelo, dando-o uma aparência bela e majestosa. A garota que recebera essa confissão não sabia como deveria reagir àquilo. Talvez ela o amasse também, mas e se esse não fosse o sentimento? E se Nico não sentisse o que alegava?

Ela tinha medo. Medo de ser machucada. Medo de machucá-lo, aquele que sempre a protegeu, que sempre esteve ali com ela. Tinha medo de tudo aquilo que eram se fosse um dia.

"Me desculpe, eu não sinto o mesmo." Foram as palavras que saíram de sua boca antes que pudesse impedi-las, e se arrependeu no segundo que viu a expressão no belo rosto do garoto. Dor, decepção, mágoa. Ela o machucara enquanto tentava não fazê-lo? Tudo girava dentro de sua cabeça, enquanto ela tentava consertar a situação.

"Eu só precisava que você soubesse." Ele disse, por fim, depois de um longo silêncio. Se virando, Nico começou a andar, então olhou por cima do ombro. "Nos vemos amanhã, então."

E se viram, certamente. Porém, não era mais a mesma coisa. Nico evitava falar com ela mais que o necessário, e estava distante. Thalia se sentia mal por tentar voltar ao que eram antes, enquanto o garoto claramente não conseguia esquecer o dia anterior.

Ela, enquanto tentava fazer as coisas não mudarem, afastou-o. Aquele que sempre fora sua sustentação, saia pouco a pouco de perto dela, fazendo-a cada vez chegar mais perto do chão. "Como?" Pensou, desesperada. "Como posso fazer com que tudo volte ao antes?".

E, assim, os dias foram passando, com Nico cada vez mais distante e o coração da garota cada vez mais apertado, culpado, arrependido. Se ela o dissesse que o amava também, Nico voltaria? Nico a sustentaria novamente, com todas suas maneiras de fazê-la rir?

Mas, como explicar com palavras que tudo o que ela queria quando negara os sentimentos de ambos era que não acontecesse exatamente o que estava acontecendo? Não havia coragem o suficiente dentro do pequeno corpo da fraca garota. Aliás, não havia nada se não arrependimento e culpa dentro de si.

Meses passaram-se desde a confissão, debaixo daquela árvore, naquele parque. Thalia ia para o mesmo lugar todos os dias, imaginando Nico ali, dizendo que a amava, e ela respondendo que o amava também. Onde estariam naquele momento? Juntos, debaixo de um cobertor, assistindo a um filme? Em uma sorveteria?

Enfim cansou-se de se torturar, resolveu que iria finalmente dizer a Nico o que sentia. Passou a manhã inteira procurando-o, quando finalmente o encontrou. Encostado em uma parede, conversando com uma garota loira. Estava perto o suficiente para que pudesse chamá-lo, e abriu a boca para o fazer. Mas a cena que seguiu a impediu de chamar seu nome, aliás, a impediu de falar ou fazer qualquer outra coisa. Nico se inclinara para frente e beijara a garota. Não fora um beijo demorado, mas ela viu, e sua cabeça insistia em voltar à cena mais e mais.

O choque só passou quando os olhos negros do garoto encontraram os olhos azuis, antes tão energéticos, agora tão sem brilho, da pobre menina, que tinha seu coração partido. E, no segundo que se passou, um choque fez com que Thalia se lembrasse de como era mexer as pernas e correr dali, enquanto, no mesmo momento, o garoto, que já havia esquecido a loira ao seu lado, chamou-a.

E, no fim, ela estava certa. Os sentimentos que Nico achava que eram amor não eram reais, um pequeno tempo afastado dela foram suficientes para saber, enquanto os sentimentos no peito da garota cresciam a cada minuto, e ela se achava cada vez mais idiota.

Correndo, sem se importar para onde ia, as lágrimas embaçando sua visão, ela ia cada vez para mais longe de seu amado, enquanto esse, a procurava, cada vez mais desesperado e confuso. Ele não entendia o que estava acontecendo, mas não gostava de vê-la chorando.

E, como em um bom clichê, a chuva começou a cair, piorando a situação de ambos. Se antes sua visão estava embaçada pelas lágrimas, agora Thalia já não enxergava mais nada. E Nico, bem, agora ficara mais difícil de encontrá-la. Mas continuou correndo sem uma direção certa.

E, o que Thalia achava ser mais uma calçada, de repente se tornou uma rua. Mas a pequena garota, conseguindo apenas sentir pena de si mesma, não percebeu isso.

E o garoto de cabelos negros conseguiu chegar a tempo apenas de vê-la ser jogada para cima por um carro que não conseguiu parar antes de colidir. O pequeno corpo frágil de Thalia, praticamente voando. E, como em uma peça do destino, ela parou somente quando seu corpo encontrou uma árvore. A árvore onde tudo começara.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Dependendo do número de reviews eu posto o próximo capítulo amanhã.
Gostei muito de escrever esse capítulo, há muito que eu não narrava um acidente de carro em uma fanfic minha, e agora me lembrei o porquê de amar tanto fazer isso ♥
Me fale o que acharam amores!
~Kisses!