Romeo and Cinderella
1 Interseção
Prólogo
Terra de Prata, local este onde habitavam alguns guerreiros com poderes sagrados, uns com a graciosidade de possuir bênçãos capazes de curar a si mesmo e seus aliados, outros possuíam a chama do espírito das artes marciais. Dentre estes habitantes vivia uma linda garota de 16 anos, com longas marias-chiquinhas cor-de-rosa, uma personalidade meiga, uma beleza fora do comum e acima de tudo um poder divino incrível. Esta pessoa se tratava de Amy, a bela e mimada Dançarina de Xênia, sendo esta também renomada como uma verdadeira Sacerdotisa Prateada.
Dotada de beleza e mimos, Amy sempre se mostrou ser uma garotinha bem caprichosa, afinal, como qualquer Dançarina e ser divino, Amy não poderia deixar de ser uma habitante zelosa consigo mesma e seus amigos.
Por outro lado, naquela nação de bravos guerreiros também residia um jovem e solitário rapaz, este não era um ser totalmente daquela terra, ou melhor, dimensão, o mesmo possuía uma feição séria, olhos rubros como sangue aos quais uns destes era coberto com uma franja de seus cabelos, orelhas um pouco pontudas e uma habilidade sem igual para manipular armas de fogo e explosivos, este ser era Lupus.
Capítulo1: Interseção
Era manhã de sexta-feira na Terra de Prata, todos se preparavam para um grande festival que viera a acontecer durante aquele fim de semana, inclusive nossa simpática Dançarina, Amy. Lupus, por outro lado, estava indiferente quanto tudo aquilo, afinal, o mesmo não ligava muito para comemorações ou coisas do tipo, isso talvez por conta de sua personalidade séria e fria ou quem sabe por conta de seu passado.
Junto dos de mais residentes da Terra de Prata, Amy ajudava a arrumar o jardim da praça de sua nação, local onde tal evento iria acontecer. Enquanto Lupus, por sua vez apenas observava de longe sentado em um banco da praça.
Notando que Lupus se isolava dos outros, Amy o observava com certa compaixão e ao mesmo tempo com um sentimento um pouco peculiar, sentimento este a qual fazia seu coração bater um pouquinho mais acelerado. A Dançarina, porém, não compreendia muito o porquê daquele anseio, afinal, ela e Lupus nunca tiveram se quer um contato direto, mas o que ela tinha certeza era que algo dentro de si estava fazendo manifestar profundos suspiros e preocupação referente aquele rapaz de olhos encarnados.
Decidindo averiguar o que estava acontecendo, Amy se aproximou de Lupus, e sentando-se ao lado do mesmo, ela perguntou:
– Escuta... Faz pouco tempo que você veio para cá?
Lupus olhou para Amy e respondeu dizendo:
– Por que a pergunta?
Sem graça devido à resposta um pouco rude e repentina por parte de Lupus, Amy se desculpou, onde a mesma proferiu dizendo que caso ele não quisesse responder não era obrigado. Porém, ainda lá a garota permaneceu ao lado do garoto de olhos rubros, onde a mesma demonstrava certo tom de timidez, prova disto era o seu rosto extremamente corado.
Não entendendo o porquê daquela ação de Amy, Lupus se levantou prontamente para se retirar, mas no instante em que o mesmo se levantou, a bela Dançarina o segurou pelas mãos perguntando:
– Heim, já que você parece ser novo por aqui... E aparenta não ser muito de palavras, que tal comparecer no Festival hoje à noite?
– Seria uma ótima maneira de conhecer novas pessoas, e se você disser que sim podemos nos encontrar. O que acha?
Lupus apenas respirou fundo dizendo:
– Não sei se aparecerei por aqui, portanto não fique esperançosa quanto a isso.
Um pouco chateada Amy tentou se conformar dizendo que estava tudo bem e que caso o Lupus mudasse de ideia ela ainda estaria o esperando.
O garoto de olhos rubros então retirou as mãos de Amy das suas e retornou para casa.
Algumas horas se passaram e a Praça Central da Terra de Prata já estava toda decorada e muito bela para dá inicialização ao evento, e foi então que presenciando aquele esplendor de luzes, prismas, comida, músicas, barraquinhas e seus derivados, Amy foi imediatamente para casa se arrumar, isso depois de ter ajudado na decoração do local.
A simpática garotinha estava muito ansiosa com o evento, e ao chegar em casa ela foi imediatamente se banhar para comparecer ao festival. Terminado o banho, Amy colocou um belo vestido branco de finas alças e uma típica sandália branca com laço cor-de-rosa, porém como toda garota caprichosa é claro, a bela Dançarina não se esqueceu da maquiagem e seu perfume preferido.
Pronta para sair, Amy se despediu de seus pais e partiu rumo à festividade.
Enquanto isso em sua casa, Lupus ficara a pensar a respeito do convite que havia recebido mais cedo de Amy, e foi a partir disto, que o rapaz ficou durante alguns instantes pensando se iria ou não a este tal festival da Terra de Prata.
Chegando a conclusão de que não se divertia há bastante tempo, isso desde que seu pai havia o abandonado quando criança, o garoto de olhos rubros decidiu ir se aprontar para também comparecer a festa.
No festival, assim que chegou ao evento, a primeira coisa que Amy fez foi ir procurar por Lupus, porém sem sorte a bela Dançarina não obteve êxito. Foi então que inesperadamente, Lupus apareceu por trás da garota e disse:
– Buuh!
De primeira Amy tomou um pequeno susto com aquele modo a qual Lupus havia lhe encontrado, porém após se tranquilizar, em um ato precipitado a garota deu um forte abraço no rapaz e agradeceu pelo mesmo ter comparecido.
Sem reação, Lupus logo corou as bochechas e também abraçou a garota.
Percebendo que ainda não havia se apresentado, Amy disse:
– Nossa como eu sou tonta... Nem me apresentei para você.
– Meu nome é Amy. Amy Aruha!
Sem jeito diante após toda aquela situação, Lupus retrucou dizendo:
– Prazer em conhecê-la, Amy.
– Meu nome é Lupus Wild.
Enquanto curtiam o festival, Amy e Lupus resolveram se sentar no banquinho da praça onde haviam se encontrado mais cedo, isso no intuito de se conhecerem melhor, e foi então que a Dançarina questionou o rapaz:
– Escuta Lupus... Eu nunca tinha te visto por aqui.
– Você reside aqui na Terra de Prata tem pouco tempo ou sempre morou aqui?
Em resposta Lupus disse:
– Não, não. Eu estou aqui somente de passagem.
– Eu sou um Caçador de Recompensas que veio de Hades, melhor dizendo, de uma dimensão muito diferente da sua, ou seja, eu vim do submundo.
Amy então se levantou e indo em direção ao lado onde o garoto estava sentado, ela foi atrás do mesmo e disse:
– Então por isso você possui estas orelhinhas tão pontudas e fofas?
Lupus interrompeu a garota retirando as mãos da mesma de sua orelha e disse:
– Sim, sim. Mas por favor, pare de brincar assim comigo.
Sem graça diante aquela resposta dada por Lupus, Amy se desculpou e pediu então que o rapaz contasse um pouco mais sobre sua vida para ela, já que o mesmo tinha vindo de outro local.
Lupus respirou profundamente e disse:
– Nossa como você é curiosa.
– Mas enfim... Acho que minha história não agradaria e tampouco interessaria uma pessoa tão doce e alegre como você.
Sem hesitar, espontaneamente Amy retornou ao banquinho e sentando-se novamente ao lado de Lupus, a mesma segurou as mãos do rapaz e disse sorrindo:
– Não se incomode com isso. Eu quero apenas te conhecer.
– E ser sua amiga.
Aquelas palavras ecoaram na mente do jovem rapaz que o fizera mudar de ideia e então começasse a contar seu passado para a simpática garotinha.
Enquanto Lupus contava a respeito de sua vida para Amy, a mesma prestava atenção fixamente em cada palavra que o garoto dizia, e foi ao mencionar que foi abandonado por seu pai quando ainda era criança que a bela Dançarina disse:
– C-como... Então quer dizer que você vive sozinho?
Após isso, Lupus confirmou que sim, porém não ligava muito para isso, mesmo por que aquilo de certa forma o deixava mais perseverante quanto a querer superar seu pai como um verdadeiro Caçador de Recompensas e que também já estava acostumado com a solidão.
Findada a história de Lupus, Amy perguntou se o mesmo tinha um local para dormir, e foi onde ele disse que estava em Terra de Prata apenas de passagem para descansar um pouco e que tinha um local temporário para passar a noite.
Desamparada após aquela sentença, Amy sugeriu a Lupus passar algumas noites em sua casa, e sem pensar duas vezes o garoto concordou dizendo:
– Bem... Eu estou em uma casa alugada e passar um tempo em sua residência me ajudaria bastante a poupar um pouco de minhas economias.
Amy deu um abraço de gratidão em Lupus e garantiu que trataria o garoto com o maior carinho possível.
Com o rosto avermelhado, Lupus perguntou:
– Escuta... Por que você está me ajudando tanto sem nem mesmo me conhecer direito?
Em resposta Amy disse:
– É meu jeito de ser, apenas isso!
Lupus sorriu e agradeceu a Amy chamando-lhe para enfim poderem ir desfrutar do festival, tendo em vista que até o momento apenas conversaram em um único lugar da festividade.
Muito animada, Amy se levantou, estendeu sua mão para Lupus e pediu que o mesmo a acompanhasse de braços dados enquanto celebravam durante aquela maravilhosa festa.
Por fim, o Caçador de Recompensas olhou para Amy, pegou na mão da menina e colocando os braços da mesma entre os seus, ele disse:
– Tudo bem... Você consegue me transmitir certa confiança.
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