Romantic Joke

5 Capítulo 5 - Fugir é inevitável.


Notas iniciais
Cap pequeno e rápido (tive que correr para escrevê-lo rs). Mas espero que gostem.


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Estávamos sentados em uma mesa de restaurante.

Embora tivesse passado somente algum tempo com Edward, eu sentia que o conhecia de uma forma bem… estranha. Não sei dizer exatamente bem o que sentia quando olhava para aqueles olhos dourados. Ele me parecia distraído e entusiasmado com tudo. Seu visual meio roqueiro me lembrava de algo que eu não queria lembrar. Definitivamente.
AH MEU DEUS, EU ESTAVA EM NOVA YORK E NEM APROVEITEI. Na verdade, tive um transi, descobri que vou ter que dividir o apartamento com alguém que mal conheço e estou sempre lembrando deles. Daquela banda. E principalmente dele.
Qual era o meu PROBLEMA?
ACOOOORA, ISA!
Já Rose… AH QUE SAUDADES! Mesmo com todos os meus abraços calorosos, minhas lágrimas bobas e meu grude, eu ainda sentia que faltava muito para recompensar todos os momentos que passamos separadas. Mesmo eu ligando diariamente pra ela na época, não era como poder vê-la, tocá-la e encará-la. Eu queria poder apertá-la até ela desmaiar! Que saudades!
Até a perdoei por não ter chorado quando descobriu que eu estava aqui.
Mas, eu precisava me controlar. Eu era uma mulher séria e… não me encantaria muito pelo restaurante que entramos que tem…
LUSTRES ENORMES E GARÇONS LINDOS DE MORRER!
FOOOOOOOOOOOOOFO DE MAIS.
Tudo bem, eu precisava me conter e agir exatamente igual às moças ao nosso lado. Elas pareciam agir normalmente como se sempre fossem ali. Que inveja.
Olhei Rose e Edward que conversavam divertidamente. Ele, sentado a minha frente e ela ao meu lado. Eu só conseguia ver as luzes e como aquele lugar era enorme e bonito. Haviam lustres e flores para todo o lado. Uma música ao vivo – desculpe, mas eu não conheço o cara sentado tocando piano e cantando, mas era bonitinho – e cheiro de comida gostosa. Devia ser caríssimo, além do mais, eu estava em Nova York! E não mais em minha cidadezinha minúscula na qual um restaurante chique seria o McDonald’s.
Agradeci mentalmente pela insistência de Rose para que eu colocasse um sobretudo bonito e arrumasse meu cabelo, tirando aquele “coque brega de velha”, na qual eu usara com meu terninho. Tive que obedecer e colocar botas também. Isso porque todo mundo parecia bem arrumado.
Menos Edward e Rose.
Quer dizer, ela havia jogado uma blusa de frio por cima da roupa e ele ainda estava com aquela roupa escura, seu brinco de prata e aquele boné. Eu me perguntava por que Rose havia o deixado vir do jeito que quisesse e eu não.
Cruzei os braços.
Não era justo!


- E ai, Bella? – ele simplesmente levantou a cabeça por detrás do cardápio – Vai pedir o que? – e sorriu, um sorriso que me fez congelar.


Meu coração começou a pular fortemente e eu senti que fiquei vermelha. Quente.
O QUE EU ESTAVA FAZENDO? Porque diabos minhas bochechas estavam em chamas? Ele perceberia! Eu não poderia me sentir assim por um roqueiro maluco que me assediou horas atrás.
Peguei meu coração que parecia que tinha saido flutuando do meu peito. FIQUE QUIETO.
Mas não era só por causa do sorriso. Ele havia me chamado de alguma coisa que eu não estava acostumada. Bella? Porque ele havia me chamado assim?
Olhei para Rose, que baixou o cardápio e o fuzilou com os olhos.


- Porque ‘Bella’? – ela murmurou.
- Não é o nome dela?
— O nome dela é Isabella!
— Por isso mesmo! Todo mundo tem um apelido, certo? Ed… Rose… Bella! – ele bufou – Que droga você tomou hoje, hein?
— NÃO TOMEI DROGA ALGUMA, MALDITO! – ela avançou.


Eu tive que engolir a risada e segurar o ombro dela.
Essa simpatia entre os dois me matava, sinceramente. Ficava me perguntando o porque os comparava com dois irmãos. Será que eles eram e não me contaram?
OMG.
Mas, eram tão diferentes fisicamente que achei impossível.

- Rose quis dizer que ninguém me chama de Bella. Só me chamam de Isa – sussurrei.
— Ninguém não – ele colocou o cardápio na mesa – Eu chamo — e piscou pra mim.
— Eu não sei se vou me acostumar com isso não… Eu nem te conheço! E você me assediou a pouco tempo atrás.


Rose riu alto e me abraçou, puxando-me para junto dela.
Edward também a encarou como se não gostasse de sua atitude.
AH QUE FOFOOO! Minha atenção estava sendo disputada!


- É isso mesmo, Isa! Dá nele! – ela coloca um dedo na ponta de meu nariz – Não quero saber de brigas, ouviu? Tipo, no apartamento! É a minha casa, se lembrem disso! Se quebrar alguma coisa eu quebro vocês.

Eu olhei o garoto a minha frente. Sufocamos uma risada juntos, como se disséssemos que não tínhamos medo dela.
Bem... talvez ele não tivesse, mas eu tinha. Quer dizer, Rose poderia virar um verdadeiro monstro amaldiçoado quando a tiravam do limite. E olha que o limite dela é grande. Isso porque o gritar e ameaçar eram algo normal de sua personalidade.
PORQUE EU NÃO PODIA SER COMO ELA?
Seria mais fácil me tornar uma adulta séria antes dos 30 anos de idade. Ceeeerto? Mas também, Rose era mais velha do que eu. Para ela, não havia esforço algum.
Me perguntava quando Rose resolveria casar. Imagine! Eu sendo madrinha?! QUE COISA LINDA! Mas, espera... eu entraria com quem? Dúvida crueeel.
Será que teria que ser com Edward? Já que ele é o amigo da Rose e vamos dividir apartamento juntos? Mas será que ele tem namorada?
Ai Deus.


- Eu nem consigo acreditar que vou ter que morar com um garoto sozinha – murmurei baixo – Obrigada Sr. Destino!
- Sr. Destino? – Rose cuspiu a água que iria tomar e colocou o copo no lugar. Ela se virou para me encarar – Quem é esse?
— O Sr. Destino! Ele gosta de colocar azar na minha vida! Toda vez que eu tenho alguma sorte ele vem e acaba com tudo! Obra dele isso ai – apontei para Edward.
— Ei! Isso? Isso tem nome! E eu não estou sabendo de ser capanga de nenhum Sr. Destino não! Não venha me acusando!
— Não se preocupe, Isa – Rose pegou em minha mão – Edward pode ser um tapado idiota…
— Eu também te amo – sussurrou ele.
— MAS – continuou ela – ele é um cara legal. Se precisar de ajuda ou de uma boa conversa, sempre é com ele! Pode acreditar em mim! Edward deixa tudo menos tedioso. Só por isso eu ainda aturo essa coisa. Você vai conseguir, eu sei.
— Eu sou um cara legal, Bella – ele riu – É só não dar uma de velha mandona que vamos nos divertir muito!
— Velha mandona?- urrei – E você é um delinquente!
— O QUE?


Rose bateu em minhas costas enquanto ria alto.
Ela nunca tinha dado risada comigo desse jeito e eu achei engraçado. Além do mais, estávamos nós duas no mesmo barco. Não se dava para conversar normalmente com Edward. Mas… no final… era bom. Algo dentro de mim dizia que iríamos nos divertir.


- ROOOOSE! – uma voz grossa fez todos do restaurante, e não era exagero meu, se virarem para encarar quem estava berrando na porta de entrada.

Olhei e vi um cara alto e bem forte. Os cabelos ralos e escuros como a noite. Acho que me encolhi só pensando que ele perto de mim poderia ser confundido com um urso selvagem de tão alto e forte.
Eu seria somente a refeição de tão pequena e magra.
Mas tinha um sorriso branco e tinha cara de galã de seriado. Me lembrava o super-homem.
Quem era aquele pedaço de mal caminho?

- Emmett chegou! – Rose se levantou, jogando o guardanapo que estava em seu colo na mesa – Ele cheeeeeeegou!

E saiu correndo em direção a ele.
Um ponto de interrogação subiu da minha cabeça.
Espera um minuto… Aquele homem era o Emmett? Namorado da Rose?
Rose era a Lois Lane?
Cara, que… PERFEITOS! Um perfeito para o outro! Muuuuito! Eu mal conseguia acreditar quando o vi a abraçando. Eles pareciam terem nascido para ficarem juntos. Era como se uma aura os envolvessem.
Boa, Sr. Destino!
Pena que comigo é diferente, né? Bancando a adulta que quer se casar com qualquer um… pelo menos eu não sofreria por amor. Pelo menos.
Espero que Rose não sofra futuramente.

- Ele é o namorado da Rose! – afirmei – Que casal perfeito!
- Você não viu nada ainda! Aquele cara – Edward apontou para trás – É uma figura!


Os vi caminhando de mãos dadas em nossa direção.

- Cuidado com os ossos – avisou Ed e se escondeu atrás do cardápio em um sorriso malandro.
— Meus… ossos? – levantei uma sobrancelha.


Do que diabos ele estava falando?

- AH SIM! – agora o homem gigante estava ao meu lado – Essa é a Isabella de que tanto ouvi falar! Prazer em te conhecer!


E foi assim que as duas mãos monstruosas dele me levantaram do lugar e depois seus braços me envolveram. Eu fiquei completamente coberta até mesmo quando meus pés saíram do chão.
QUE FORÇA!
Ai… Meus ossos…
Agora eu entendia o que Edward queria dizer.
Fiquei até sem fôlego. Só voltei ao normal quando ele me soltou, colocando-me no chão.


- Assim você mata a coitada, Emmett – riu, Rose.
- Prazer – sussurrei ou engasguei.


Então nos sentamos. Todos pareciam rir da minha expressão de surpresa.
Mas eu ainda estava super interessada em conhecer mais do namorado da minha melhor amiga. Eles pareciam ser um grupo de amigos bem diferentes. Ainda mais depois que percebi – claro – que Emmett também era amigo de Edward.
Fiquei perguntando se aquele encontro prestaria.
Mas, no fundo, eu queria tanto entrar para o grupo que algo dentro de mim começara a doer.


- Já se decidiram? – um garçom bonito de terno parou bem na minha frente.

Peguei o cardápio rapidamente.
Olhei os nomes…
Mas que droga! Eu não conhecia nada do que estava escrito ali! Ai meu Deus e se eu pedisse algo que tivesse lesma? Eca! Que nojo!
Tudo bem… a única coisa que parecia que eu conhecia era lagosta. Ok, mas eu não curto muito lagosta. Na verdade, nunca comi, mas aquele bichinho não parecia ser muito atrativo. Eu me contentava com qualquer coisa normal


- Ah… – murmurei – Eu quero um hambúrguer! – choraminguei para mim mesma — Bem gorduroso! Com uma coca-cola!

Um X-Salada. Ou X-Tudo.
Hm… aquele hambúrguer bem feitinho, quente e cheiroso. Com salada e queijo derretido. Uma boa parte com ketchup, e…
Pude jurar que minha barriga roncou alto.
VEEERGONHA.


- Hambúrguer? – Rose gaguejou e se virou para mim, falando baixinho – Isa, aqui não tem Hambúrguer!
- Quero um Hambúrguer também! – Edward levantou a mão, como se estivesse na escola e pedisse a atenção do professor.
— Mas… – o garçom tentou interromper.
OPA! Me traz um bem grande, por favor – Emmett jogou o cardápio em cima da mesa.
— Mas…
— Eu quero sem picles – Edward fez careta.
— VOCÊ não gosta de picles? – Emmett sorriu – Eu nunca imaginaria!
— Mas…
— Eu sou cheio de frescura, se quer saber. Mas tirando isso, me dá um Hambúrguer médio.
— Eu continuo com o grande!
— Eu quero um pequeno! – quase gritei.


Eles me olharam e começaram a rir.
O que? Eu não podia cuidar e minha saúde?
Rose nos olhou, nervosa.


- AQUI NÃO TEM HAMBÚRGUER, BANDO DE BESTA! – e coçou a testa – Desculpe, moço. É que…
- Não tem? – Edward fingiu não saber – Então o que estamos fazendo aqui? – levantou-se, pegou seu casado de frio pendurado na cadeira e jogou nos ombros – Vamos para um lugar que tenha hambúrguer! – colocou as mãos nos bolsos e saiu.


Edward agia como se fosse alguém famoso. O rei de alguma ilha, sei lá. Porém, algo me dizia que ele estava fazendo isso por mim. Talvez ele quisesse me ver humilhada.
Eu, me dizendo ser adulta, querendo comer lanche gorduroso.
Droga!
Onde eu estava com a cabeça? Ele devia estar se divertindo com isso!
DROGA. DROGA.
Porque era tão dificil bancar a madura aqui?


- MALDITO SR. DESTINO! – urrei.
- NÃO EXISTE ISSO! – Rose jogou.
— Vocês não vêm, não? – Emmett chamou, já em pé.

Levantamos e fomos. Rose foi reclamando sobre a nossa falta de educação. Me acusou de criança e me senti pior ainda. Não sabia porque, mas algo me dizia que eu estava destinada a sofrer muito mais aqui em NY do que na minha cidade.
E olha que eu falo que isso é conspiração do Sr. Destino.
Fiquei olhando Rose e Emmett que riam e andavam de mãos dadas a minha frente.
Eles pareciam tão… felizes.
Porque será que quando me imagino assim somente um homem vem a minha mente? Um homem com a imagem embaçada por causa do tempo. Eu nem mais me lembrava dos detalhes de seu rosto.


- E ai, Bella? – sorriu Edward, ao meu lado.
- O que? — sorri de volta.
— Já que vamos morar juntos… do que você gosta?
— Do que eu gosto? Er… trabalhar?

Ele gargalhou.

- Mentirosa.


O vi, de canto de rosto, pegar um cigarro e acender, colocando-o na boca. Agora ele estava com sua jaqueta escura. Ele era tão bonito que eu poderia ficar o encarando por horas, sendo refletido pelas luzes da cidade.
Ele tragou um pouco.
O cheiro encheu meu nariz.
Fiz uma careta.
Será que eu já não tinha deixado bem claro que não gostava daquilo perto de mim?
Ou será que a minha posição de adulta-superior-madura não havia dado efeito? Sou um fracasso!


- Dá para apagar essa arma mortífera?
- Arma mortífera? – ele olhou para o cigarro nas mãos – Eu pensei que se chamava cigarro. Acho que estou fumando a coisa errada.


Virei os olhos.

- Não vai fumar em casa, escutou?
— Tá… mamãe – ele jogou no chão e pisou.
— O CHÃO NÃO É LIXO!


Edward me olhou e riu alto.

- Qual é o seu problema?
— Qual é o SEU problema?


Ele deu de ombros.

- Ok… Vamos ver… Você gosta do Romantic Joke? Eu os venero – e riu baixo, como se isso fosse uma piada particular.


Eu engoli em seco e senti que parei no meio da rua.
Não. Ele não iria falar sobre esse assunto! Não mesmo!

- Você gosta de quem da banda? Quer dizer, você tem cara de gostar dos RJ! – e mexeu nos cabelos bagunçados – O Rob! – e riu alto – O que acha dele? Sinceramente? Eu gosto do som! Não só porque toco guitarra, mas… temos uma ligação, sabe?

Não. Ele não está falando sobre isso!
Não pode!
Ele ama a banda… eu vou morar com ele. E… agora que ele mais me lembrava o Rob. Seus olhos, sorriso e rosto. Tudo.
Senti as lágrimas chegarem juntos com as lembranças que jurei que um dia esqueceria. As lembranças daquele dia de neve, quando tudo acabou. Quando o meu amor foi quebrado em mil pedaços e agora tentava sobreviver. Mas não tinha como. Ele não tinha mais forças para voltar. Mas as lembranças eram fantasmas que me assombravam. E eles pareciam estar mais fortes agora.
Porque?
As lágrimas… a dor da perda… o que eu perdi mesmo?
Tudo estava abafado.


- Vamos ao show deles. O que acha de ir conosco?

Engasguei.
Eu… precisava… sair…
Tudo virou um borrão.
A única coisa que me lembro foi de virar e correr. Correr para longe do homem que me lembrava de um amor que eu queria que morresse junto com aquelas lágrimas.

Notas finais
Aceito sugestões, críticas e comentários! Pode ser por aqui, pelo e-mail (lilojm@yahoo.com.br) ou por twitter (@juliapattz). Não se esqueçam de divulgar! *-* Eu adooooro conversar e quero saber a opinião de vocês, heim? Conto com isso!
XOXO,
Júlia.