Romances Proibidos
23 O Jardim Secreto Parte um
Notas iniciais
P.O.V. Jane.
Eu acho que o meu irmão está se afeiçoando á nova joia cobiçada pelo Mestre e disso ele tem que saber.
P.O.V. Aro.
Fico contente de saber que Alec está caindo de amores pela jovem Mikaelson. Isso pode ser útil pra mim.
—Onde estão agora Jane?
—Eu não sei Mestre.
—Ótimo. Não interfira. Permita que o romance siga seu curso.
P.O.V. Alec.
Eu a levei até o jardim secreto com a permissão de Lady Suplícia, já que o jardim era dela.
—Ele está morto, mas ainda é bonito.
—Nada aqui está morto Alec. Pelo contrário, esse lugar está cheio de vida, só mal cuidado.
—Como sabe?
—Eu tenho uns truques na manga. Quer ver?
—Claro.
Ela liberou lentamente uma energia rosa e o jardim começou a florescer e borboletas começaram a sobrevoar. Foi uma magia linda. Linda de se ver.
—Como fez isso? Você fez isso?
—Fiz.
—Como?
—Magia. Magia de bruxa.
Nós nos beijamos e os irrigadores ligaram.
—Você fez isso?
—Não. Vamos.
Nós saímos do jardim correndo.
—Como fez a borboleta pousar no seu dedo?
—Não fiz ela pousar no meu dedo. Ela pousou no meu dedo porque quis.
—E porque ela quis?
—Os animais se sentem protegidos na presença de uma serva da natureza. Mesmo que haja um predador perigoso no local.
—E você não tem medo que o predador perigoso pegue você?
—Não. E você? O que te dá medo?
—Nada.
—Mentira. Todo mundo tem medo de alguma coisa.
—Eu não tenho medo de nada.
—Isso é triste. Triste de se ouvir.
—Porque?
—Porque aqueles que não tem medo de nada, só o tem porque não tem nada a perder.
—Talvez tenha razão.
—Você sabe que eu tenho razão. É diferente.
—Porque é que você tinha que ser telepata?
—Porque a natureza assim quis. Depois leve Suplícia para ver o jardim.
—Eu levarei.
—E agradeça a ela por mim.
Ela foi até seu quarto e trancou a porta e lançou uma espécie de encantamento na porta.
Eu podia ouvir tudo o que acontecia lá dentro. Ela tirando suas roupas, entrando no chuveiro, cada gotícula de água escorrendo por seu corpo, o sabonete fazendo espuma, o shampoo em seu cabelo ruivo.
O secador, as cerdas da escova passando por seu cabelo, a toalha que envolvia seu corpo, os cachos sendo feitos com o modelador.
Então ouvi a seda da camisola escorregar lentamente por seu corpo, a calcinha sendo vestida, o jato do desodorante spray e o perfume floral da Victória Secret sendo espirrado nos pulsos e no pescoço.
Então ela se deitou na cama, logo sua respiração ficou tranquila o que indicava que estava dormindo.
Eu entrei no quarto e a vi deitada na cama, seus cabelos esparramados no travesseiro, estava deitada de bruços. A pele branca contrastava lindamente com a camisola preta que tinha uma fenda generosa. E um decote V.
—Sei que está ai me olhando.
—Você não dorme?
—Você não dorme. A sua cabeça não para e não deixa a minha parar também.
—Você capta tudo não é?
—É. Por isso eu preciso que saia. Não se preocupe, nos veremos pela manhã.
—Falta muito tempo.
—Por favor! Eu preciso dormir ou meu nariz vai começar a sangrar!
Implorou ela.
—Tudo bem.

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