Romance no Texas
16 O pônei
Notas iniciais
Povs Bella...
Enquanto estava sentada no pequena sala de polícia, dando meu depoimento ao xerife, Riley, e ainda que tentasse evitar, era praticamente impossível ignorar, a atração que sentia pelo homem sentado na cadeira ao lado. Aquele pelo qual quase fiz uma loucura no banheiro de minha casa mais cedo. Deus... Eu não era mais a mesma desde que vim pra essa cidade e conheci o sexy fazendeiro. Fiz mais loucuras com ele que jamais fiz nos anos que fiquei casada.
Bastava ele me lançar um olhar quente, me beijar, ou me provocar de algum modo que me derretia numa "poça de necessidade." Tá certo, tinha pouca experiência, fiquei com Mike muito tempo. Porém, simplesmente não consigo lidar com a virilidade, e a sensualidade de Edward Cullen. Ele me fascina, e meu desejo por ele me derruba. Mas, ele não me parece do tipo que leva a sério nenhuma mulher. Céus! Aposto que tem trabalho pra espantá — las de sua cama sempre.
E se o xerife chegou em casa na hora em que nós... Talvez tenha sido um "sinal divino". Meu marido morreu a pouco tempo, não devia pensar em me envolver de novo. Isso não é certo. Porém, sei que nunca mais vou conseguir entrar no meu banheiro, sem tirar a imagem do corpo másculo do cawboy sobre o meu. E com certeza não vou deixar de fantasiar de como seria o sexo com ele pois só nas preliminares eu... Chega! Tenho que parar de pensar nisso.
E quando o senhor Riley fez a próxima pergunta, tentei focar no vandalismo em minha casa. Isso era o mais importante agora, e não meu desejo louco pelo Edward.
– A senhora viu alguma movimentação suspeita em torno da sua casa nos últimos dias?
Pretendia responder, mas, Edward interviu.
– Jake esteve rondando por lá. E sabemos que Black não é confiável.
Me irritei e disse:
– Será que pode deixar que eu fale primeiro, senhor Cullen?
Ele piscou de modo atrevido e disse:
– Só tentando ajudar, minha flor.
Minha flor? Que abusado! Céus! Ele tem o poder de mexer com minhas emoções e meus nervos ao mesmo tempo.
– É verdade, xerife. Senhor Black esteve por lá sim. Mas, isso não quer dizer nada. Pode ter sido qualquer outra pessoa.
E Edward prosseguiu:
– Sim, pode. Mas, como eu disse. Não coloco minha mão no fogo por aquele canalha. E uma mulher sozinha e indefesa é...
O cortei e disse:
– Não sou nenhuma mulher indefesa, ouviu? Posso me cuidar sozinha.
– Não mesmo. Precisa de uma escolta em sua casa. Não acha, xerife?
O policial deu uma leve tossida como se segurasse um sorriso, depois prosseguiu.
– De fato, dona Bella. O que ouve foi grave. Esse tipo de crime não costuma acontecer em Bayton. Se forem bandidos podem voltar e tentar entrar na casa.
– Ela precisa entender que está no Texas. E que aqui uma mulher precisa da proteção de um homem.
Edward foi enfático. Tão machão e... Mas, ele me disse antes que só estava tentando me proteger. E percebi que as vezes proteção era bom. E pensar que Mike nunca foi assim comigo. E o senhor Cullen, mal me conhece e já perdi a conta das vezes que me salvou. Será que tenho sido rude e ingrata com ele esse tempo todo? Ou só estou tentando fugir da atração explosiva que existe entre nós? Não sei o que pensar... Como disse ele me confunde. Nunca conheci um homem valente, franco, e protetor como ele.
– Pensei que o Texas tinha evoluído, senhor cullen. Ainda estamos nos tempos dos fora da Lei e pistoleiros?
Edward sorriu e o xerife prosseguiu:
– Claro que não, dona Bella. Todavia ainda há bandidos que se aproveitam de cidades pequenas. E de mulheres que moram sozinhas.
Um frio de medo escorreu pela minha espinha. Tavez tivessem mesmo razão.
– Então... O que sugere?
Edward se levantou da cadeira, e falou.
– Vamos deixar que o xerife invetigue o caso, doçura. Eu cuido da sua proteção.
Olhei pro senhor Riley que completou.
– Acredite dona Bella. Está em ótimas mãos. E não se preucupe vou cuidar muito bem do seu caso.
E assim que saímos da sala Edward, disse:
– Vou mandar dois dos meus melhores homens vigiarem sua casa. Não se preoucupe. Ficará segura.
– Com certeza também não vai deixar que eu pague por isso, não é?
Ele sorriu sensualmente e completou:
– Não... Mas, se quiser terminar o que começamos no banheiro... Estou a sua disposição.
Eu pretendia lhe dar uma resposta mau criada. Porém, quando seu olhar pousou sobre o meu, o coração disparou, a boca ficou seca, e um calor cobriu minha face. Ele olhou pros meus lábios, e toda a cena do banheiro voltou a minha mente. Mas, uma policial apareceu de repente com papéis nas mãos.
– O xerife esqueceu de dar isso a vocês, precisam assinar o depoimento.
Assim que o fizemos, eu disse:
– É melhor eu ir, então.
– Eu a levo. Vou ligar pros meus homens e dizer pra irem pra lá.
Deveria recusar pois nossa atração era intensa. E ainda achava cedo pra me envolver com alguém, todavia depois do vandalismo em minha casa, devo confessar que estou assustada.
– Está bem, senhor Cullen.
– Pare com essa formalidade, só Edward. Afinal acho que já temos um pouco de intimidade pra isso, não acha?
Sabia exatamente ao que se referia, mas preferi ignorar. Nos primeiros dias confesso que foi estranho ter dois homens armados do lado de fora de minha casa. Todavia, uma semana depois devo confessar que já me sinto mais confortáveis com eles e bem mais segura. E Edward vinha me ver quase todos os dias, ele não havia tentado mais me tocar desde do incidente do banheiro, mas os olhares intensos que me dava, diziam tudo.
Resolvi realmente fazer algo pra me ocupar, e comecei a fazer compotas, decidida a vendê — las na cidade. Ainda que não precisasse de dinheiro pela herança que Mike me deixou, me sentia bem por poder ser útil. Então numa manhã bem cedo fui até a árvore de pêssegos que tinha ao lado de casa, foi quando ouvi um barulho estranho... Uma espécie de relincho de um animal e fiquei com medo. Decidi seguir o barulho com cautela, pois ainda faltava uma meia hora pros homens de Edward chegarem, ou seja estava sozinha em casa.
E o que vi mais a frente apertou meu coração. Era um pequeno pônei. Ele estava deitado de lado, parecia estar com dor, e não conseguia levantar. Ao me aproximar vi que sua perna estava muito machucada. Precisava ajudá — lo de alguma forma, não deixaria o pobre animal morrer assim. Então abri um sorriso, acariciei seu focinho tentando lhe passar algum conforto e disse:
– Fique tranquilo, meu rapaz. Conheço alguém que adora cavalos e vai poder lhe ajudar.
Continua...
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