Romance no Texas
19 Calcinha molhada?
Notas iniciais
Povs Edward...
Bella e eu trabalhamos bem com o potro e alguns dias depois o pequeno animal já estava curado. E fui devolvê — lo, e não foi nada agradável lidar com a falsidade de Aro, o homem que daria tudo pra colocar as mãos nas minhas terras.
– Eu lamento muito pelo modo como o meu sobrinho se comportou, Edward. Ele me contou tudo inclusive sobre a arma e diz estar muito arrependido. Espero que não esteja pensando em lhe denunciar.
Eu deveria. Mas, se fizesse isso o seu "titio" daria um jeito de intervir a seu favor. E precisava ter provas reais que foi ele que vandalizou a casa da Bella antes de qualquer coisa.
– Não, Aro. Eu aceito as desculpas.
Ele sorriu de modo frio.
– Afinal um dia ainda podemos fazer negócios, não é?
E perguntei com indiferença:
– Negócios? Esqueça! Nunca lhe venderei as minhas terras. A fazenda é tudo que tenho, é a minha vida.
– Claro, eu entendo. Mas, ninguém nunca pagará um preço tão alto quanto eu e...
Sua conversa me irritou, o cortei e disse:
– Só vim até aqui pra devolver o potro como havia dito. Mas, se seu sobrinho voltar a me aborrecer de alguma forma, não serei tão generoso como agora.
Ele forçou um sorriso, era óbvio que a minha recusa em fazer negócios com ele sempre o aborrecia.
– Claro, eu entendo. Então em hipótese nenhuma venderia suas terras?
– Não! A ninguém.
– Deveria repensar, nunca se sabe o dia de amanhã, não acha?
Agora esse "velho canalha" foi longe demais. Minha mão fechou em punho... Estava a um ponto de socar a sua "cara cínica."
– Está me ameaçando, Aro? Acha que tenho medo de você seu cretinho, ou do bandido do seu sobrinho?
Ele se alterou.
– Veja como fala, homem. Está na minha casa.
– Não seja por isso. Já estou saindo. E cuide mais dos seus animais daqui pra frente. Não é preciso ser fazendeiro, Aro. É preciso também amor pela terra, pelos animais. E não só pelo dinheiro que ela rende.
– O que insinua, Cullen? Que sou um mercenário?
– Não insinuo, nada.
Girei em direção a saída, louco pra deixar de vez aquela fazenda odiosa, disposto a nunca mais pôr os pés aqui. Porém, quando a noite chegou e levei Bella ao rodeio anual da cidade, todo o aborrecimento de antes havia sido esquecido. A linda viuvinha mexia demais comigo, não só com o corpo, mas a mente também. Me fazia ter vontade de pela primeira vez ter algo mais sério com uma mulher, além é claro de sexo quente e gostoso.
E sua recusa, já estava deixando minhas bolas azuis, mais decidi ser um pouco paciente e esperar. Bella não era como as outras mulheres que já tive. Ela perdeu um marido, tiveram um relacionamento longo, era independente, com muita personalidade e adorava isso nela. O fogo em seu olhar, sua doçura ao falar, o modo franco de dizer as coisas como eu. Tínhamos muito em comum. A arena estava cheia e armada, e mostrei o meu touro a ela.
– Aquele é maior reprodutor que tenho na fazenda.
– Nossa... Ele é lindo.
– E vou montá — lo daqui a pouco.
Ela me olhou com surpresa.
– Montá- lo? Vai concorrer no rodeio?
– Não. Já montei profissionalmente a algum tempo atrás. Vou apenas abrir a festa, pois sou um dos principais patrocinadores.
– Uau! Realmente não imaginava.
– Se tivesse perguntado, eu teria dito.
Nos encaramos e ela desviou o olhar, dizendo.
– Olha só quem vem ali.
Era Jasper e Alice. Eles nos comprimentaram, e a vizinha disse:
– Estou impressionada. Nunca vi um evento tão grande. Soube que com o seu patrocinio emprega muitas pessoas nessa época, não é Edward?
Bella me lançou um olhar longo e completei com timidez.
– Não é nada. Bayton é a cidade onde cresci, não custa nada retribuir.
Jasper disse depois de uma risada curta.
– Meu irmão é um homem generoso, Alice. Mas, não gosta que ninguém saiba.
Bella não disse nada, porém, ainda continuou a me olhar enquanto o casal se despedia e se afastava.
– Devo ir agora, minha flor. Sabia que pros cowboys um beijo de boa sorte ajuda muito, antes de montar.
Bella estremeceu e notei que sua respiração acelerou, ficando corada.
– Eu lhe desejo sorte, é tudo que terá de mim, Edward.
Agora fui eu que sorri. Ela não facilitava mesmo as coisas pra mim.
– Pelo menos vai torcer por mim?
– Claro. Ou acha que quero que caia e se machuque?
Oh deus! Que vontade de a puxar pros meus braços e beijar sua boca rosada. E quando meu olhar ardente pousou sobre o seu, ela disse baixinho:
– Pare com isso... Por favor.
Me fingi de inocente.
– Parar com o que?
– Desista. Nunca teremos nada, cowboy.
Sorri levemente antes de me afastar. Quando montei no touro, me senti bem, como em tempos atrás quando competia, foi emocionante. Ele não me derrubou, e no final da noite, fui pegar o carro pra levar Bella em casa. Assim que entramos perguntei:
– O que achou de minha performance no touro, carinho?
Ela me olhou séria.
– Como pode falar assim? Aquilo é muito perigoso, sabia?
– Então se preoucupou comigo admita, doçura.
– Já disse, me chame de Bella.
Algum tempo depois de seguir pela estrada, o carro enguiçou.
– O que houve, Edward?
– Não sei, vou descer e olhar.
Levei uma lanterna a estrada estava escura. Não encontrei nenhum problema nos pneus. Sem dúvida foi o motor. Entrei novamente no carro.
– Acho que o motor morreu. Vou ligar pro meu irmão pra vir aqui nos buscar.
Toquei o bolso da calça, me dando conta que esqueci o celular.
– Droga! Esqueci o telefone em casa.
– Vou tentar ligar com o meu.
Porém, o dela estava sem bateria.
– Não pode ser. O que faremos?
– Parece que vamos ter que passar a noite aqui.
Ela se assustou ficando nervosa.
– Aqui? Sozinhos no meio do nada? Não! Tem que haver um jeito.
E perguntei com uma leve provocação.
– Hum... É tão ruim assim passar a noite aqui sozinha... Comigo?
– Podemos pedir carona na estrada.
– Todos ainda estão no rodeio. E a essa hora quem passaria por aqui?
Ela se irritou descendo do carro.
– Não se preocupe, então. Vou pra estrada e darei um jeito.
Fui atrás dela.
– O que pensa que está fazendo? Já disse que não tem jeito.
A puxei pros meus braços. Ela arfou.
– Me solte.
– Por que não lhe agrada a ideia de passar a noite aqui, comigo? É pela grande atração que sentimos que a assusta, não é? diga!
– Edward...
Colei seu corpo ao meu e sussurei em seu ouvido, já não tendo mais controle sobre meu tesão e disse:
– Te deixo com a calcinha molhada, não deixo?
Ela gemeu, e minha ereção se apertou dentro das calças.
Continua...
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