Romance Mortal
1 A garota de olhos estranhos...
Notas iniciais
Segunda-feira, 01/11/2010 20:29 P.M
Em uma noite fria. Um homem de trinta e cinco anos fechava a loja da qual ele era dono e preparava-se para ir para sua aconchegante casa dar parabéns ao seu filho de apenas sete anos.
- Onde está o dinheiro? – perguntou uma garota, aparecendo repentinamente atrás do homem e fazendo este derrubar as chaves do estabelecimento.
- Não sei do que você está falando, garota. Agora vá para casa, eu tenho mais o que fazer – antes que ele pudesse abaixar-se para pegar suas chaves, a menina de cabelos curtos o empurrou contra a porta de vidro, fazendo esta quebrar-se e deixando o homem cair do outro lado dela.
- Estou falando dos cem mil que você deve ao meu chefe – continuou ela. O homem apenas olhou-a. Parecia muito nova para ser uma cobradora.
- Espere um minuto – começou a se levantar. Quando colocou-se de pé, tentou acertar um murro nela, mas antes que pudesse atingi-la, a garota deu um soco na barriga dele e logo uma cotovelada em sua nuca, fazendo-o cair novamente.
- Não estou aqui para brincadeira – disse com uma voz mecânica, ajeitando os óculos que davam destaque aos seus olhos estranhos. – Diga onde está o dinheiro – continuou.
- No cofre no meu escritório – respondeu ele, com medo, sabendo que de nenhuma forma conseguiria acertá-la. – Te levarei até lá, só não me mate, por favor – implorou, levantando-se novamente e dirigindo-se à porta que se localizava atrás do balcão da loja. A garota de olhos estranhos seguiu o homem sem dar uma palavra.
Ao perceber a distração dela, o homem lentamente colocava sua mão sobre um botão de alarme que havia embaixo da mesa. Ele consegue apertar o botão e, no mesmo instante, a garota termina de contar as notas e fecha a maleta. Ela a pega pelo cabo, vira-se e vai em direção a porta.
- Dê lembranças minhas ao seu chefe – falou o homem, esboçando um sorriso. Antes de chegar a porta, a garota se vira para encará-lo e, com um movimento rápido, saca sua arma com um silenciador e da um tiro certeiro no meio da cabeça dele, fazendo-no cair morto sobre a poltrona de couro. Ela guarda sua arma, se vira e continua a caminhar em direção a saída.
Sai da loja vendo a rua deserta. Então a garota começa a caminhar por ela, indo em direção ao seu carro, que está estacionado na esquina. A menina de olhos estranhos passa por um beco escuro e nota que um homem começa a segui-la. Ela chega até seu carro, mas antes que abrisse a porta, alguém fala atrás dela.
- Garotinhas não deveriam andar sozinhas a essa hora – era um homem. Ela se vira para encará-lo e vê um garoto de mais ou menos 17 anos, olhos castanhos, cabelos escuros e bagunçados, pálido e com cara de drogado. Ele empunhava uma faca que se presumia ser muito afiada e que talvez chegasse a intimidar, se não fosse uma assassina, claro.
- Me passa essa maleta, garota – falou ele. – Ela parece estar recheada de dinheiro – quando disse isso, mais dois garotos apareceram atrás dele. Também tinham cara de drogados.
Nada que o rapaz dizia fazia com que a garota de olhos estranhos recuasse ou mostrasse medo. Vendo isso, ele se aproximou dela. Mas antes que pudesse sequer encostar um dedo na menina, ela sacou sua arma e desferiu um tiro a queima roupa no peito deste, que logo caiu aos pés dela. Então tratou de atirar nos outros dois rapazes, que estavam fugindo.
Terminada a matança, ela não se deu nem mesmo ao trabalho de desfazer-se dos corpos: os deixou ali mesmo, já sabendo que antes de amanhecer a polícia os encontraria. Limpou sua saia azul, retirando alguns resíduos de pó que consequentemente devem ter caídos quando ela estava na loja. Ajeitou a camiseta preta onde estava escrito "Starting going hell in world", abriu a porta de seu Porsche Carrera GT preto, sentou-se no banco do motorista e jogou a maleta no banco do passageiro.
- Pelo menos o de hoje não fez muita cerimônia – falou ela, ajeitando seu curto cabelo azul no espelho retrovisor. Ligou o som do carro em uma rádio qualquer, que consequentemente estava tocando sua música favorita, Fild of Innocence, da banda evanescence. A garota sorriu ao escutar o som, e ainda assim ligou o carro e deu a partida.
- Mari... onde está seu coração? – perguntou uma voz na cabeça da menina de olhos estranhos assim que ela parou em um sinal.
- Foi trocado pela realidade... mamãe – sussurrou ela, acelerando ao máximo e voltando a dirigir em alta velocidade.
Notas finais
e quem quiser entender o final direito olha a traduçao da musica Fild of Innocence da banda evanescence
bom espero q tenham gostado de ler...
bjo a todos e continuarei assim que der
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