Romance Em Ação
13 Algo especial
Notas iniciais
expressão triste, ele dirigia-se até a sua cabana.
A rosada, Amy, que corria com algumas lágrimas escorrendo do rosto, ela passava por Lire, que a encarava.
– O que foi, Amy? – A Elfa perguntava, de braços cruzados.
– Nada...eu queria, pedi desculpa por antes, eu realmente saí do controle e te ataquei, sinto muito. – A pequena colocava a mão destra no antebraço esquerdo, olhando pro chão.
– Tudo bem pequena, eu que não consegui cumprir com a minha promessa, sinto muito. – A loira com o dedo indicador levanta o queixo da menor, e sorria.
– ‘’A Lire, ele é tão gentil e amigável, como eu... fui tentar bater nela? Eu sou um monstro... não, sou uma diva...’’ – A pequena retribuiu o sorriso e entrou a sua cabana.
~~
– Eu, de algum jeito... eu, sinto algo...estranho por você...- Mari estava sentada perto de um penhasco, abraçada aos joelhos, olhando o por do sol.
– Então, você está aqui, por quem você sente algo ? — A baixinha roxa, Arme, aproxima-se de Mari, com passos lentos, ela sentava-se ao lado da garota, e abraçava os próprios joelhos, olhando pro pôr do sol.
– Eu não sei se é alguém. – Ela comentou com o seu tom robótico, sem expressar e fazer nada.
– Um objeto ? Não, pelo o jeito que você fala, parece ser uma pessoa... você não tem suas memórias, certo ? O que aconteceu? Como era você quando criança.
– Como eu era ? Eu não lembro... sei que acordei com o manual em mãos, e nada mais, eu só lembro de pessoas chamadas Sieghart, Duel, e é isso.
– Eu também sinto algo por uma pessoa... – A baixinha apertava mais o abraço com o joelho, tendo algumas lágrimas se formando em seus olhos.
– E quem é este ? – Mari ainda falava sem expressar ou fazer algo, apenas piscando o olho.
– Lass... só que ele nem deve saber de minha existência. – Dessa vez, uma lágrima escorria de um dos olhos da pequena.
– Por que ? Vocês fazem parte do mesmo grupo de heróis.
– Não quero dizer assim... que ele não ligue muito pra mim, assim que eu quero dizer.
– Hm, então diga a verdade pra ele.
– Diga você, ao qual você admira, bem vou indo, já vai escurecer... e quando escurece costuma aparecer bastante monstros. – A pequena se levanta, e sai andando com a cabeça baixa dali.
Mari nada respondeu, abraçou-se aos joelhos, quando ouve algum barulho de folhas baguçando.
– Olá Mari. – Sieghart saía de perto de umas árvore e sentava-se ao lado da garota.
– Oi.
– De quem você tava dizendo antes... era eu ? – O moreno olhou para a garota, que não havia se mexido.
– Não, eu não sei quem é.
– Aceita sair comigo ? – O moreno coçou a bochecha e olhou para a jovem, que ficava surpresa com a pergunta e olhava pra ele. – Sim, ou não ?
– Eu... – Sieghart encostava sua mão à dela. – Aceito...
O mesmo aproximava o rosto ao dela, a jovem virou o rosto, levantou-se e saiu dali.
~~
O ruivo saia de sua cabana, e dirigia-se para a cabana da pequena, Amy, ele batia palma as duas vezes.
– Amy, posso falar com você um instante ?
Nada se ouvia, o ruivo desistiu, deu as costas e já estava saindo, quando ouve uma voz. – Sim... – A rosada saia da sua cabana, com as mãos para atrás, olhando pro chão.
– Aquilo de antes... desculpe, foi um acidente, e eu acabei tentando me aproveitar daquilo, como eu disse, e eu perdi algo com tudo isso, algo especial, mas bem, como eu disse naquela hora, tenho uma coisa a te entregar. – O ruivo pegava uma caixa que estava no chão e estendeu para a garota, que segurava.
– Uma coisa pra me entregar ? – Ela abriu a caixa, ficou surpresa, seus olhos aos poucos foram se enchendo de lágrimas. – O meu... primeiro piano... eu pensei que havia perdido em outro canto, você guardou deis daquele dia que eu fui na base dos cavaleiros de pratas ?
– Sim, eu guardei, caso algum dia te revê-se novamente, eu poder te entregar... bem era só isso, obrigado por me ouvir. – Então o ruivo começou a andar lentamente dali.
– Você está bem ? – Perguntou a garota, certamente preocupada com o andar do garotos.
– Sim, eu estou, por que ? – O andar do garoto não estava como o de sempre, firme e determinado, estava desajeitado, encolhido, como um rato fugindo de uma cobra.
– Então, eu posso saber... o que você perdeu de especial com isso ? – O garoto se virou, dava pra ver seus olhos cheios de lágrimas, com uma expressão triste.
– Sim, você pode. – Ele falava baixo, olhando pro chão.
– Então... – A garota o encarava atentamente.
O ruivo não falava nada, olhava ainda para o chão, Amy já estava ficando impaciente, começou a bater o pé freneticamente, quando realmente se irritou, ela cruzou os braços e levantou a cabeça.
– Não faça uma diva como eu espe-... – A Garota foi interrompida pelo garoto que apontava com o dedo indicador para ela.
– Você... – Ele falou com um tom triste.
– O que tem eu ?
– Algo especial que eu perdi... foi VOCÊ ! – Uma lágrima escorreu dos olhos dos dois.
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