Rolling Girl

1 Irei rolar só mais essa vez.


Notas iniciais
Oieeee
Bom, como eu já disse, postei essa fic no AS, e o povin gostou
Não teve tipo muiiiiitos favoritos etc, mas foi um número bom, considerando que foi uma das primeiras fics que eu "levei a sério"
Não sou muito familiarizado com o Nyah!, mas espero que eu esteja fazendo tudo certin -q
Enjoy~

Estava indo para a escola. Não gosto daquele lugar. Ou melhor, odeio aquele lugar. Mas não é um simples ódio que todo adolescente teria pela escola. Eu realmente não gosto de estar lá, e faria de tudo para não ir. Por quê? Simples, não tenho amigos. “Ah, mas não se vai à escola para ter amigos, se vai para estudar.” Tá, mas eu duvido que você não tenha, ou teve amigos na escola, com quem passar o intervalo, e fazer trabalhos em grupo. Pois é, eu não tenho. Sinto como se todos naquele lugar me odiassem.

Me chamo Hatsune Miku, e acho que já sabem o que tinham que saber de mim.

Ao chegar à escola, fui direto pra minha sala. Sentei-me na minha carteira, que ficava encostada na parede. Infelizmente não era no fundo, era bem na frente até. No fundo sentavam algumas garotas, mas elas não falavam comigo. Não que elas sejam metidas ou algo do tipo, eu só não consigo fazer amizade com elas, nossos gostos são diferentes. Mas elas são as únicas que não mexem comigo, junto com outros dois garotos, Kaito e Len, que, assim como elas, não são meus amigos, mas não me irritam.

Peguei meu celular e comecei a ler algumas histórias na internet, enquanto a aula não começava. Aos poucos os alunos foram chegando, mas eu apenas continuei lendo. Até que senti o celular ser tomado da minha mão. Ergui a cabeça e vi o garoto com cabelos roxos segurando meu celular, enquanto outros dois riam.

-Own, que bonitinho, ela fica lendo historinhas de amor no celular. – O garoto dizia debochando.

-G-Gakupo.. Devolva meu celular...

-Vamos ver outras historinhas lindas dela, que tal? – O outro garoto, Megurine Luke, disse.

-Ou podemos vender esse celular por um preço bom. – Gumiya dizia.

-Por favor... Devolvam... – disse abaixando a cabeça.

-Gakupo, Luke, Gumiya, devolvam o celular da Hatsune e voltem para seus lugares. – o professor Kiyoteru disse entrando na sala. – Hatsune, guarde o celular. – Obedeci e coloquei o celular no bolso.

As três primeiras aulas passaram normalmente, então o sinal do intervalo tocou. Comprei um hambúrguer para comer, e me sentei em um degrau perto da quadra de esportes da escola.

Segurei o hambúrguer com uma mão, e com a outra peguei meu celular. Dei uma mordida, e voltei a ler.

Essa história falava de uma garota que era zoada por todos, mas com o tempo provou seu valor, e parou de sofrer.

Bobagem...

Não acho que existam finais felizes, não para mim.

Meus pensamentos foram interrompidos por uma casca de banana voando em minha direção. Só tive tempo de fechar os olhos até sentir aquilo se espatifar na minha cara. Olhei com raiva de onde aquilo tinha vindo, mas abaixei a cabeça ao ver o mesmo trio de antes rindo. Apenas tirei aquilo do meu rosto e terminei de comer meu hambúrguer. Assim que terminei, o sinal tocou e eu voltei pra minha classe. Sentei-me no mesmo lugar, e da mesma forma de quando cheguei, peguei meu celular e fui procurar outras histórias na internet. Estava tão distraída lendo enquanto o professor não chegava que não percebi os mesmos garotos se sentando na minha mesa, e do meu lado.

-E aí, inútil. – O maior, Gakupo, disse.

-H-Hn..? – Só pude emitir esse som e não consegui olhar para nenhum deles.

-Você deve ficar o dia inteiro dando a bunda não é, vadia? – Luke disse.

-Se bem que, quem iria querer comer uma coisa que nem você? – Gumiya completou.

-Aposto que isso nem sai de casa.

-Anorexia.

-Anã.

-Cega.

-Vadia.

-Você não faria falta pra ninguém.

A essa altura eu estava me segurando para não chorar.

-Gakupo, Luke! Parem! – Ouvi uma pessoa gritar. Não olhei, mas reconheci a voz de Megurine Luka, a irmã de Luke.

-Gumiya, eu vou contar pra mamãe as coisas que você faz aqui! – Dessa vez ouvi Gumi.

-O que? Estão com dó dela? Ela nem liga, é como se nem estivesse aqui.

Só o que eu pude fazer foi levantar e sair correndo. Entrei no banheiro e me tranquei em uma das portas que tinha lá. Estava ofegante, e quando minha respiração voltou ao normal, senti as lágrimas escorrerem, e caí de joelhos no chão, chorando.

Por que tudo tinha que ser assim? Por que minha vida tinha que ser dessa forma? Sendo zoada por todos...

Peguei meu celular para ver a hora, e me dei conta que haviam passado duas aulas. Subi de volta pra minha classe, e entrei de cabeça baixa.

-Hatsune Miku, o que estava fazendo lá fora? – O professor perguntou.

-Eu... Eu... m-me machuquei... Estava na enfermaria... – O professor não pareceu acreditar nem um pouco, mas apenas me mandou ir sentar. Obedeci e fiquei de cabeça baixa o resto da aula.

Quando o sinal tocou, fui com passos rápidos para fora da escola. Só queria ficar longe desse pesadelo até amanhã.

Andava normalmente por um parque que vai em direção a minha casa, até sentir um empurrão e cair. Olhei pra cima, e eram eles de novo, Gakupo, Luke e Gumiya.

-Ora ora, se não a Mikuzinha. – Gakupo falou pisando em minhas costas.

-A princesinha nerd, vamos chamar assim. – Gumiya disse.

-O q-que vocês querem? – Disse com a voz falhando.

-O que nós queremos? – Gakupo disse. – Nada. Zoar você é legal mesmo. – sorriu.

-Podíamos levar a brincadeira mais a sério. – Luke disse com um sorriso maligno no rosto.

-Claro, boa ideia. – Gakupo disse pisando na minha cabeça.

Em pouco tempo, eu estava sendo espancada pelos três. Meu corpo inteiro doía, minha boca sangrava, e meus olhos estavam inchados. Um deles cortou uma parte do meu cabelo, deixando o outro lado maior. Quando eu já estava me sentindo desmaiar, vi os garotos indo embora.

Fiquei desacordada um tempo naquele parque, não sei exatamente quanto tempo. Pus-me de pé e caminhei até minha casa, mancando. Ao chegar lá, vi minha mãe preparando o jantar.

-Oi Mik... Meu Deus! O que aconteceu com você?! – Minha mãe disse largando as panelas no fogo.

-N-Nada... Eu só... Me machuquei na educação física...

-Filha, você foi espancada! Quem fez isso com você? – Não respondi. Apenas abaixei a cabeça e subi correndo, me trancando no banheiro. Olhei-me no espelho, e eu estava mais horrível do que eu sou normalmente...

Comecei a chorar novamente. Por quê? O que eu fiz para merecer isso?

Ouvi a porta do banheiro se abrindo pelo lado de fora, e minha mãe entrando.

-Miku...

-Mãe, eu não quero falar sobre isso... – Minha mãe suspirou, e assentiu com um sorriso.

-Certo... Mas, vamos tratar dessas feridas...

Minha mãe pegou um algodão e começou a limpar todos os meus machucados. Colocou curativos no meu rosto, e um tapa olho. Com uma tesoura, deixou meu cabelo com os lados do tamanho igual. Eu estava parecendo uma aberração de circo.

No dia seguinte, lá estava eu novamente na escola.

Todos me encaravam com desgosto, com cara de “Quem deixou essa mendiga entrar na escola?”.

Os três garotos de ontem me viram e vieram andando na minha direção. Eu não sabia o que fazer, então dei passos pra trás, até encostar numa parede, e ser cercada pelos três.

-Não pensei que viria para a escola depois de ontem, pirralha. – Gakupo disse cuspindo no meu sapato.

-Mas é bom que tenha vindo. – Gumiya sorriu. – Ver você nesse estado não tem preço...

Não sei por que, mas quando me dei conta, estava correndo. Olhei pra trás, e os garotos apenas riam de mim. Na verdade, não só eles, mas a maioria das pessoas que estava no pátio da escola ria. Subi até a sala da biblioteca, e me tranquei lá.

O vidro da biblioteca havia sido quebrado recentemente, então haviam cacos de vidro caídos no chão.

Eu só queria que tudo aquilo acabasse...

Chorando, peguei um daqueles cacos, e apontei para meu pescoço.

Olhei tudo em volta. Eu queria apenas acabar com o sofrimento.

Assim pelo menos, não irei sofrer mais...

Pensei “Vou parar minha respiração... agora” enquanto levava a ponta do caco até minha garganta, para meu fim.

Notas finais
Então, to aceitando críticas e xingamentos, mandei ver c: