Rolling Girl

24 Capítulo XXIV - Despedida


Notas iniciais
SIIIIM, EU DEMOREI UMA DÉCADA. Mas dessa vez tenho motivos tam dam dam dam daaaaam. Foi por causa das semanas de provas horrendas que eu estava enfrentando, e não foram APENAS provas. O colégio deu uma bagunçada LINDA no trimestre devido a um congresso franciscano e o trimestre encurtou e alguns professores tiveram de fazer testes durante as provas. Tanto que teve um dia que teve TRÊS FUCKING TESTES. Química foi uma loucura também, affs. No final eu tava morta morrida, desanimada até pra encostar no word, então foi por isso a minha demora, mas agora eu voltei e aqui tá o cap. PS: Não me matem nos comentários.

— Miku? — a voz de Haku tilintou nos ouvidos da mais jovem, que direcionou seu olhar para albina.

Aeroportos eram barulhentos, Miku não gostava daquele tipo de barulho. Seja do som das chamadas ou das pessoas que andavam apressadas de um lado para o outro naquele aeroporto gigantesco.

— Não fique com essa cara. — a mais velha pediu, depositando a mão direita nos cabelos esverdeados de Miku, que estremeceu com o contato devido ao bolo preso em sua garganta, parecendo queimar em vontade de derramar as primeiras lágrimas.

Mikuo observava a cena com certa distância em quanto tomava conta das grandes malas que a mais velha trazia consigo. Ele achou que a albina iria pagar uma boa taxa de excesso de bagagem, mas achou melhor não comentar naquele momento, deixá-la-ia descobrir por conta própria. Além do mais, preferia não atrapalhar o momento “mãe e filha” que, mesmo Haku e Miku não compartilhando o mesmo sangue, ainda conseguiam interpretar melhor que muitas famílias.

O coração da mais jovem falhou uma batida ao ouvir os alto falantes indicando a hora do embarque para Hong Kong. Seu estômago pareceu congelar e o chão desaparecer debaixo de seus pés. Não sabia se sobreviveria a longos meses sem sua guardiã. Contar com seus pais biológicos nesse momento estaria igualmente fora de questão. Teria de encarar o fato da solidão, mas isso não tornaria nada menos ou mais doloroso. Não poderia mais se agarrar a esperança de que tudo fosse um engano e Haku continuasse ali, com ela. Infelizmente teve de encarar a realidade.

Sentiu a mulher a envolvendo em um abraço aquecedor, fazendo com que seus olhos ardessem de uma forma insuportável, tornando sua face vermelha e a visão embaçada. Haku não estava muito diferente.

— Fique bem, okay? — sussurrou. — Não deixem que façam nada contigo. Não importa o que digam, não importa o que façam, você não deve satisfações para ninguém. Não se esqueça do que realmente importa. — após tais palavras, um beijo materno fora posto em sua testa e, mais uma vez, encontrou aqueles olhos que queimavam em um vermelho de profunda tristeza. — Vou telefonar, okay? — perguntou, recebendo uma indicativa silenciosa positiva de Miku.

Miku não soube dizer ao certo qual parte foi mais dolorosa, se foi a despedida ou ver Haku de costas pronta para entrar na sala de embarque.

No fim a garota não soube quanto tempo ficou lá, de frente para a grande janela até ver o enorme avião decolando em direção a um país novo e bem diferente. No fim, as lágrimas não foram contidas e deixou ser envolvida pelo consolo do irmão mais velho.

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As imagens do aeroporto do dia anterior continuavam se repetindo na mente da garota, trazendo o mesmo sentimento agoniante de ardência. O resto daquele dia também não fora lá muito animador. Mikuo recebeu uma ligação de seus pais e os mesmos disseram que teriam de se atrasar por alguns dias devido a uma emergência rápida que deveriam resolver do outro lado do país. Entretanto disseram que voltariam assim que os negócios fossem resolvidos, mandando seus dois filhos irem antes deles para o litoral afim de não atrasar a viagem dos mesmos.

Como o esperado, Mikuo já havia idade suficiente para ter habilitação de motorista, ainda que Miku tivesse receio de deixar seu irmão dirigir na estrada, mas não podia evitar, afinal era sua irmã mais nova.

Recostando-se na janela do carro, observou a paisagem mudando rapidamente a medida que o carro mantinha o movimento.

— Vai ficar com essa cara emburrada o resto das férias? — Mikuo questionou, não tirando os olhos da estrada e recebendo um beicinho da irmã. — Qué isso, não é como se fosse tão ruim, daqui alguns meses a Haku estará de volta.

— E o que acontece até ela voltar? — teimou, cruzando os braços. — Você sabe muito em da minha situação na escola...

Do canto do olho pode perceber um sorriso de seu irmão.

— Seeei, sei muito bem. Haku contou sobre algumas coisas muito interessantes. Coisas como um garoto loiro te dando aulas de química e... — ele não chegou a terminar sua frase, pois seu sorriso insinuador lhe rendera um forte empurrão de sua irmã mais nova totalmente enrubescida e, em virtude disto, não pode conter uma leve curva, mas que logo conseguira arrumar-se no volante. — Hey! Eu tô dirigindo! — disse em voz alta.

— Então para de falar essas coisas! — Miku respondera com o tom de voz rivalizando com o de seu irmão.

— É só que é uma coisa interessante de você estar socializando desse jeito. Fico menos preocupado, afinal você já tem dezesseis anos e ainda está encalh...

— MIKUO!

— Tá bom, tá bom, parei. — riu-se.

— E esse não é o maior problema. — murmurou, ainda com os braços cruzados, voltando-se para sua posição na janela e recebendo um incentivo de seu irmão para continuar. — Eu estava pensando em tentar cantar de novo no show desse ano e eu queria que ela estivesse lá.

— ESPERA! Você vai cantar de novo? — Mikuo perguntou antes de tudo, voltando-se para Miku.

— Olha pra estrada...

— Já to olhando. — resmungou. — Mas é interessante que você vai tentar de novo. Dependendo da data acho que vou querer vir ver minha maninha no palco e... bem, quem se atrever a rir vai levar uma surr...

— Mikuo! — ela o repreendeu. Dois segundos de silêncio antes de ambos caírem em uma risada a muito não compartilhada.

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— É aqui que vamos ficar? — a garota perguntou, abrindo a porta do lindo chalé de estilo praiano. Não era nada estupendamente rico, mas daria para servir aos gostos de seus pais. —É muito bonito. — observara, se apoiando na grade da varanda que dava de frente para o mar azul. — As ondas não parecem ser muito fortes e o sol não está tão alto, acho que vou dar uma caminhada na praia. Você vem?

Mikuo entrou na residência com duas caixas de papelão em que estavam contidos seus pertences. Ele ponderou um pouco antes de responder.

— Nah. Vou ficar aqui e ajeitar minhas coisas, pode ir, mas vê se volta antes de anoitecer... E leva o celular.

A garota assentiu e deslocou-se para seu quarto, onde resolveu trocar-se para um vestido branco puro que lhe caía até seus joelhos, próprio para praia. Calçou um par de chinelos negros e, antes de partir para a praia, deslizou um pequeno pedaço de papel para o bolso de seu vestido, assim como o celular.

Seguia a beira do mar, observando as pequenas conchinhas que se acumulavam com as ondas que chegavam. Aquele era um lugar tranquilo e não havia muitos turistas, mas não era deserto, as vezes se encontrava analisando as famílias que se entretinham com o que o ambiente podia lhes oferecer. Seja a água do mar ou as areias da praia.

O tempo foi passando e o local começou a apresentar aspectos mais rochosos, com encostas feitas totalmente de pedras, moldadas pelas ondas que lhes batiam. A praia terminava em um morro rodeado de rochas grandes esculpidas pelo castigo das ondas do mar.

Uma parte em especial lhe chamou a atenção. Era relativamente alta e desproporcional com algumas partes contendo grandes rachaduras. Não fora sua aparência que realmente lhe chamara a atenção e sim a figura masculina que se encontrava acima da mesma. Cabelo loiro de um intenso dourado preso em um pequeno rabo de cavalo e, o mais chamativo ainda, o peito desnudo, deixando grande parte do rapaz a vista.

Miku se encontrou apertando o papel de dentro do bolso com mais força em quanto observava o loiro que parecia se entreter com alguma coisa no meio das grandes fendas no topo da rocha. Ele demorou a perceber que estava sendo observado, mas quando seus olhares se cruzaram a garota notou que ele estrou em estado de choque, mas não durara muito, pois logo deu lugar a um sorriso animado, descendo com certa velocidade do local.

— Fico feliz de você ter vindo mesmo pra essa praia.

A garota desviou o olhar com as bochechas coradas. Não sabia se poderia encará-lo por mais tempo. O rapaz parecia estar no auge do seu esplendor naquela forma.

Len prendeu uma risada devido a ingenuidade da garota, a qual tornava-a tão adorável.

— E-eu não tinha mu-muita coisa pra fazer. Meu irmão estava... Estava arrumando as coisas deles

O rapaz suspirou e andou em direção a um guarda-sol solitário. De baixo deste havia um pano e, em cima do mesmo, um casaco leve de mangas curtas, próprio para o verão, o qual Len pegou e vestiu.

— Melhor?

— E-eu não...

— Ceeerto. Bom, meus pais e minha irmã estão dentro de casa. — ele disse apontando para um portão que dava direto para a praia, a casa da qual ele falava era rodeada de um muro médio, adornado de várias plantas trepadeiras que se alastravam pela pedra. — Que tal nós darmos um olá?

— Você só pode estar brincando se acha que eu vou lá. — Miku teimou, mas, antes que pudesse reclamar, Len já a estava arrastando pela mão.

— Vamos lá, se o problema é a Rin eu dou uma forma de deixar ela boazinha. Além do mais eu estou entediado de ficar aqui olhando pra água.

Do bolso da bermuda ele retirou uma chave média da qual abrira o portão que levava para a casa. Lá dentro havia um belo jardim com várias flores de cores diferenciadas, Miku teve de puxar o loiro para poder ir com mais calma, para dar tempo de observar todos os espécimes que ali havia.

Len teria de anotar que a garota gostava de flores.

Ele subiu em uma pequena varanda, sendo seguido pela menina que ainda olhava maravilhada aquele lugar. Abrindo a porta de vidro, ambos entraram.

Logo de cara Miku deu de cara com a mãe de Len e um homem alto e... Um pouco intimidador, que logo pensou ser o pai do garoto.

— Miku-chan! Você por aqui? — Ann disse, contente. — Ah, que indelicadeza. Miku-chan, esse é meu marido, Alfred.

O homem se levantou da poltrona e ofereceu a mão para a recém-chegada. Esta aceitou educadamente e recebeu um aperto um pouco forte além da conta.

— Alfred, mas me chamam de Al, Big Al.

Analisando um pouco melhor ela observou os olhos de um âmbar alaranjado de Alfred. Seu cabelo da cor do cacau parecia ter sido penteado para trás, deixando apenas as pontas arrepiadas no final. Uma fina madeixa fora deixada, caindo-lhe sobre os olhos e dando um ar voluptuoso.

— É um prazer conhecer o senhor, me chamo Miku. Hatsune Miku.

Big Al soltou a mão da mais nova e esta a recuou, dando uma leve sacudida para aliviar a dor do aperto.

— Bem, só vim apresentar ela para vocês, agora vou leva-la. — Len disse para seus pais, empurrando Miku para fora em direção ao Jardim... mais uma vez.

Ambos se sentaram em um banco que estava disposto no meio do jardim médio da casa, em um silêncio agradável. Até este ser quebrado.

— Então, o que me conta de interessante? — ele perguntou, reparando na garota que se encolhia ligeiramente ao seu lado. — Ah, aconteceu alguma coisa.

— Não é nada de mais.

— Vamos lá, não minta.

A garota examinou as possiblidades de contar para Len o que a estava incomodando, mas não achou que seriam tão importantes a ponto de passá-las para o rapaz. Não queria lhe deixar entediado nem nada do gênero acima de tudo.

Ela, em uma ação de instinto, se encontrou abraçada seus joelhos, fitando a grama esverdeada do jardim.

— É que ontem a Haku foi embora, foi prestar serviço no exterior e... Bem, depois que Mikuo e meus pais forem embora eu vou ficar alguns meses sozinha. — disse em voz baixa.

No ímpeto, Len se viu enlaçando a cintura da garota com seu braço direito, puxando-a para si e a fazendo se recostar em seu ombro. Nem ele sabia realmente o que estava fazendo no momento, mas sentiu aquela pontada quente no fundo do peito junto a uma batida falha de seu coração e, em respeito à sua sanidade, preferiu não fita-la.

— Não acho que você estará tão sozinha assim. Sabe que eu posso dar uma passada na sua casa de vez em quando se ficar sozinha é o que te preocupa.

Miku prendeu a respiração, reconhecendo que suas bochechas deveriam estar ruborizadas, no entanto sentiu-se relaxar quando se lembrou do braço que circundava a sua cintura, aconchegando-se melhor na curvatura do ombro e do pescoço do loiro.

— Vou esperar... — disse, fechando seus olhos.

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[ Horas antes ]

Um rapaz moreno de olhos peculiares apertara o botão do interfone de um prédio alto e largo, cada andar dando espaço para apenas um apartamento. Aquelas eram, provavelmente, moradias de pessoas ricas e com alto status social.

A porta abriu, certamente por causa da câmera na porta de entrada que possibilitava o morador ver quem estava querendo entrar em sua residência.

Rei fizera o caminho até o hall de entrada e, sentada em um dos amplos sofás negros, uma garota de longos cabelos rosa esbranquiçados, trajando uma saia cor de rosa e regata negra com detalhes em branco. Uma de suas pernas estava coberta por uma meia sete oitavos negra, em quanto a outra permanecia desnuda, apenas com uma fita negra na altura da cocha e, ainda com o calor da estação, conseguia calçar botas brancos adornadas em detalhes rosas. Em seu ombro descansava a alça de uma pequena bolsa transversal que repousava em seu colo.

Era a primeira vez que ele a via sem o uniforme da escola e quase se sentiu suar frio perante a visão. Não esperava que ficasse tão nervoso e, por um momento, achou que não deveria ter colocado aquela ideia na cabeça de IA.

— Tem certeza que quer fazer isso? — perguntou, afim de ter certeza de que ela estava de acordo.

A rosada se levantou do sofá, indicando duas passagens de metrô em suas mãos.

— Bom... Mais cedo ou mais tarde eu deveria fazer, certo?

Notas finais
É, tivemos VÁRIAS quebras de tempo e , como vcs já podem ver, próximo cap será focado em RIA, mas se´ra só um e voltaremos com a programação normal. KISSUS >W< PS: Capítulo mal revisado, por favor indiquem erros gramaticais e de concordância caso os achem.